segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Novos Ventos na Argentina (Por Rapha Ramirez)

Con la democracia no sólo se vota: con la democracia, se come, se cura y se educa.

Essa frase de Raúl Alfonsín ex-presidente argentino mostra um pouco do que vive hoje a República Argentina: um período de democracia, onde a alternância de poder recoloca os portenhos no cenário internacional e retira da franquia Bolivariana tão badalada na última década na América Latina.

Mauricio Macri eleito presidente daquele país em 2015, já mostrou que sabe como ninguém que política é feita de símbolos: reatou relações com Estados Unidos e Inglaterra, revogou a lei que aniquilava os meios de comunicação, começou a vender a frota dos aviões presidenciais e a partir de agora só viajará em voos comerciais, atitudes tomadas por um político de direita que contrasta com os governos gastadores de esquerda tão badalados por essas bandas.

Macri na última semana esteve em Davos, e como a maior economia da AL, o Brasil, está em meio a uma crise econômica e política sem precedentes, circulou como novidade entre as nações mais ricas do mundo e anunciou que a Argentina volta a ortodoxia e que quer ter boas relações com as nações do mundo inteiro, menos a Venezuela que afirma não respeitar os diretos humanos.

Para o novo mandatário argentino seu exemplo de político é Mandela que reunificou a África do Sul, tarefa que também o espera na terra do tango, apesar dos problemas internos que certamente terá que resolver, 

Macri não tira os olhos da política internacional, para ele a guinada que começa a ser dada por aqui, se da em virtude que os “governos que não têm respostas às demandas dos cidadãos, enfraquecem”. Com relação a ideologia, acha que a definição entre esquerda e direita uma antiguidade que não condiz com os governos do século 21.

Apesar do discurso que busca a modernidade, escolheu como sua vice a ex-senadora conservadora Gabriela Michetti que se locomove através de cadeira de rodas e que tem opiniões polemicas com relação a vários temas e diz abertamente que para ela o casamento gay é a união civil e casamento do casal heterossexual é o matrimonio, considerando-os como duas instituições jurídicas distintas.

Mauricio Macri vai aos poucos vaii deixando uma marca na política argentina e latino-americana e entrando no hall de argentinos famosos como Peron, Evita, Che Guevara e Jorge Mario Bergolio o primeiro Papa latino americano.

O vento da mudança começou na Argentina e já se estende por outros países aqui do cone sul, aguardemos que esse El Ninho político chegue por aqui.










Rapha Ramirez tem 32 anos, é formado em Jornalismo pela Universidade Veiga de Almeida. Apaixonado por política, já está escrevendo o seu primeiro livro e em breve se lançará como Escritor. Caso queiram entrar em contato com ele, basta seguirem o seu perfil no Twitter em @rapharamirez.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Kim Kataguiri agora é colunista: Lê quem quer (Por Thiago Muniz)

O rapaz do MBL está escrevendo para o site da folha?

Por que o estardalhaço?

Lê quem quer!

O MBL está lançando centenas de candidatos para as próximas eleições?

Por que o estardalhaço?

Que bom que eles começaram a perceber e entender que é através das urnas se elegem representantes legítimos e não tramando golpes fajutos para afrontar a democracia!

Nunca li, nunca ouvi, não tenho interesse nenhum por esse movimento e acho que essa propaganda toda que estão fazendo desse rapaz alça ele exatamente a posição que seus opositores não querem.

Aos holofotes!

Da mesma forma que não entendo tanta gente que não gosta de mim ou não concorda com minhas opiniões, batendo ponto aqui na minha página!

E a esquerda?

Esta se organizando para renovar seus candidatos para as próximas eleições?

Está trabalhando novas frentes para conseguir resistir a essa tentativa de criminalização de toda e qualquer plataforma que apresenta?

Vai ficar eternamente dependente de um ou dois partidos ou conseguirá uma coalizão que possa no futuro estruturar seus trabalhos nas casas legislativas e no executivo?

Seria bom começar a pensar sobre.

Política é antes de qualquer coisa o diálogo entre correntes e pensamentos diferentes! A forma como estão tratando política nesse país, principalmente pelas redes sociais é que vem causando um retrocesso enorme aos debates!

Fica a reflexão!

Estão colocando um moleque criado a Toddynho gelado, para falar de política, sem ter nenhuma formação na área política. É inteligente porém com um radicalismo absoluto.

Você acha correto que coloquem um garoto dessa idade e sem estudo para fazer a função de um médico? E de um engenheiro? Então porque devemos aceitar na área política?

O problema não está só na criminalização do governo mas também em pensar que nos partidos de oposição só existem políticos honestos. Idiotas são os que criticam um governo em que são apontados os corruptos, quando no governo anterior nunca houve culpados pois '"não haviam denuncias" . Mas vai ver realmente no governo anterior não existiam corruptos né.

A Folha nunca foi um espaço da esquerda, ela só está trazendo pessoas que "pensam" como ela.

Não devemos dar holofotes a quem não possui condições de conquistá-los. Além de se preparar, formar quadros e apresentar nosso programa, a esquerda deve prestigiar espaços próprios de discussão que, definitivamente, não é a Folha.

BIO

Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para:thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.



sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

O mundo virtual e os conceitos espectros políticos (Por Thiago Muniz)

Eu fui apresentado à ideia do nazismo como de esquerda não faz muito tempo.

Já postei sobre isto, mas não é este o foco da minha atenção agora. Achei que era o limite do surrealismo em História. Não! Vamos além.

Na imagem (desconheço a fonte) o anarquismo é classificado de extrema direita, porque é contra o Estado. Bakunin e Malatesta assim, passam a ser de extrema direita.

A partir da ideia de Estado forte vs Estado fraco , cria-se esta classificação política, no mínimo, original.

Nada se diz sobre posição em relação à propriedade privada, conceito de economia, objetivos e estratégias de luta política etc . Um dos clássicos do pensamento falacioso é pegar um item e torná-lo único, evitando matizes.

Em literatura, estudamos metonímia, mas em História ela é grave. Alguém já tinha, vagamente, visto a ideia do anarquismo como de extrema direita?

E mais: quem pensa assim, segundo a imagem, é "pessoa normal". Tive um ataque de Simão Bacamarte do Alienista de Machado: se os normais pensam assim, por favor, quero estar entre os anormais.

Ignora também o fato de que o Estado age em duas esferas distintas: economia e social. Logo um governo pode ser liberal na economia e autoritário socialmente, como foi no Governo de Pinochet. 

Tanto que há conservadores que defendem autoritarismo social como apoiar que o Estado proíba liberdades individuais como uso de drogas e casamento gay.

Creio que o equívoco do gráfico se difundiu pelas redes sociais graças a dois fatores :

(i) Alguns "pensadores" brasileiros, seguidores da escola Austríaca de Economia , passaram a se dedicar, exaustivamente, a propagar idéias de cunho liberal pelas redes , principalmente através de um site intitulado Instituto Mises Brasil (IMB). Obtiveram grande êxito;

(ii) Esses liberais não possuem qualquer responsabilidade intelectual com as informações que propagam. O foco deles é atrair a máxima quantidade possível de leigos para o Liberalismo "Austríaco" no menor tempo possível.

Esse é justamente o problema. Eu percebo que as pessoas estão "aprendendo" história por esses banners do Facebook e Instagram. É horrível ver gente, que considero Inteligente, caindo nesse erro. 

Olha a que ponto chegamos, resumi-se anos de documentação, registros e testemunhos em uma figura caricata e imprecisa. Livros e documentos históricos são convenientemente ignorados.

O Noam Chomsky, anarquista convicto, afirma em seus livros que é a favor de menos Estado, mas toda vez que esse discurso é invocado apenas como forma de suprimir direitos e privilegiar a propriedade privada e o lucro, ele se dá o direito de defender o Estado. 

O que ele realmente combate é a hipocrisia liberal, que diz que sem o capitalismo não existiriam iPhones, mas esconde que o computador, a internet e o GPS só existem por causa do investimento do Estado em pesquisa científica.

A divisão direita e esquerda é insuficiente, pois Nazismo e comunismo (independente de estarem na direita e esquerda respectivamente) são regimes totalitários, extremos que se tocam, ambos suprimem a liberdade do individuo, desrespeitam as instituições, censuram a imprensa, perseguem opositores, pregam um estado forte, associação do estado com corporações, coletivismo,

Mesmo estando em extremos no espetro político representam regimes totalitários, são a ``sociedade fechada``, o oposto do que prega Karl Popper em sua sociedade aberta, onde ha limitação do poder do Estado, democracia representativa, liberdade para crítica, alternância de poder, liberdade de comercio, governo limitado pela lei, respeito ao individuo, pluralística e com mecanismos políticos transparentes e flexíveis.

Direita e esquerda não tem nada haver com isso, e sim com a dialética de igualdade e liberdade, onde para direita a politica valoriza mais a liberdade e na esquerda valoriza mais a igualdade, no centro o que se busca é o equilíbrio de ambos. 

Extrema esquerda e direita tendem a se voltar contra seus princípios, o comunismo acaba criando uma força autoritária e desigual para manter a suposta igualdade, e o anarquismo/ultraliberalismo acaba permissionando que os mais poderosos assumam um influência grande demais que suprime a liberdade.

Ex: Cuba e Coreia do Norte, militares com poder e luxo desigual. EUA e uma grande gama de países, corporativismo exacerbado, corporações controlam o governo e até as leis.

A internet deu vazão a essas "novas teorias" políticas para o gosto do cliente. Aqui neste desenho vemos algo claramente contra o pensamento de esquerda, mas acredite que se fuçar bem aparecerá o mesmo tipo de desenho só que contra a direita, invertendo os símbolos de um lado para outros onde colocarão liberais (tanto sentido clássico como moderno) no lado da "escravidão".

Tomando as duas principais influencias do Estado na sociedade, a dimensao economica e a dimensao social, podemos observar que a maioria daqueles que hoje recebem a vaga pecha de direitistas, desejam primordialmente uma economia mais livre do estado enquanto que na dimensao social entendem que o Estado nao deveria se intrometer.

Por outro lado aquelas que se designam orgulhosamente de esquerda, não tem a menor noção de economia, mas entendem que a dimensão econômica deva ser definida em função da dimensão social. 

Na dimensão social entendem que o Estado deve sustentar a sociedade em tudo aquilo que chamam de conquistas (nada mais que aprovações de leis dando direitos sem contrapartida). Adicionalmente estes desejam dar a bunda, ato que compreendem como sendo de extrema liberdade social.

Mas não acho que seja ignorância pura e simples das pessoas. Acho que é má fé mesmo. Definir nazismo como esquerda e forçar bem a barra. Primeiro: se for pelo nome "partido socialista dos trabalhadores", então a ARENA brasileira, que era conservadora, seria renovadora por ter essa palavra na sigla, com muita propriedade. 

Alem isso, junto aos judeus, alemães socialistas e social democratas foram perseguidos e exterminados em campos de concentração sob o regime. Fora isso, não houve estatização de meios de produção durante o nazismo e foi justamente sob ele que marcas como Adidas, Volkswagen, Porsche e outras ganharam força e cresceram. 

Não estou usando juízo de valor e não estou afirmando o que era bom ou ruim, mas esse tipo de dado e uma desinformação que não se sustenta. Alias, o ódio contra socialistas e anarquistas já estava em Mein Kampf da forma mais explicita possível, a ponto dos nazistas usarem a esquerda como bode expiatório para o incêndio criminoso do parlamento alemão. 

Ninguém e obrigado a ser maniqueísta e achar que esquerda seja coisa que preste, mas bora procurar fontes históricas e parar de postar bobagens como essa sem fonte que as sustentem.


Esse é um pensamento bem focado na divisão politica dos EUA e que tem cada vez mais se embrenhado nas discussões politicas da gente, um binarismo estupido de doer. Infelizmente, grande parte de nossos jovens estao sendo criados com essas "informações".

A esquerda dos EUA é a direita libertária, e a direita é a direita autoritária. O "resto" são ditaduras, ou aquela parte ali colocada como escravidão. Eles ignoram completamente as noções de que esquerda e direita se relacionam mais à economia (estatal ou liberal) e que conceitos como libertarianismo e autoritarismo podem e são aplicados nos dois modelos econômicos. Essa ignorância está afetando os debates que nossos jovenzinhos tem feito aqui no Brasil e me preocupa bastante esse fato.


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Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para:thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.




quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

A Lógica Repressora de Geraldo Alckmin (Por Thiago Muniz)

Estou tentando entender a Lógica de Alckmin.

Ele manda a polícia para uma manifestação com o propósito de garantir o direito do cidadão de ir e vir.

Mas a Polícia interdita a passagem de duas vias, uma de ida e outra de vinda, para impedir a Manifestação ( que é um direito CONSTITUCIONAL) contra o aumento das tarifas de ir e vir - sugerindo que tal ação não cause transtornos em outras partes da cidade.

A Polícia joga bombas, dá tiros de bala de borracha e agride os manifestantes sem terem sido atacados e o conflito se expande para outras partes da região.

Logo, além de não garantir o direito de ir e vir e nem o da manifestação, ainda tumultuou as regiões próximas.

Olha… está de Parabéns!

A pessoas têm que entender que ações com esta de ontem não são para manter a ordem, são para manter as negociatas entre governos estaduais, municipais e empresários. Repressão policial com violência é para isso.

O poder de polícia destina-se assegurar o bem estar geral, impedindo, através de ordens, proibições e apreensões, o exercício anti-social dos direitos individuais, o uso abusivo da propriedade, ou a prática de atividades prejudiciais à coletividade.

Sinceramente eu não entendo porque protestar por aumento de R$ 0,30 se isto é decorrente do aumento de combustíveis e inflação no período de 2015. Seria mais fácil protestar contra a inflação, contra a corrupção, contra a causa e não contra a consequência não é verdade? A inflação de 2015 foi de 10,6%, porém combustíveis aumentou em média 27% na cidade de SP.

Tempos atrás houve protestos por R$ 0,20, porém virou o ano e aumentaram as tarifas e ninguém falou absolutamente nada. Agora aumentou novamente e o pessoal tá protestando novamente. Não sou contrário a protestos. Já tomei borrachada da PM, porém acho que deve ter um maior critério.

Já comentei que o problema é questionarmos as causas e não as consequências. Enquanto deixarmos as coisas acontecer para só então levantarmos das cadeiras para protestar, nada vai mudar. Os governantes que deveriam trabalhar para nós, fazem exatamente o contrário, onde um simples trabalhador assalariado tem que trabalhar 04 meses do ano para pagar impostos a um governo corrupto, ineficiente e que não faz nada em prol dos seus eleitores.

Mas a ideia é exatamente essa: criar tal transtorno para que a opinião pública se coloque contra qualquer tipo de manifestação. Fecharam vias que não tinha nenhuma lógica.

O governo Geraldo Alckmin mostrando como dialoga com as demandas que o cercam. E digo, ele esta covardemente colocando a cara dele fora, e colocando as dos policiais na reta...porque o policial esta a serviço dele, uma polícia que aliás esqueceu a que veio...e que sendo oprimida, se torna cada dia mais opressora...Um governador que não media com sabedoria suas crises, .e quem paga com essa incompetência política, somos todos nós, não é aceitável um governador que só quer fechar escola, abrir prisão, mandar espancar a revelia e ainda sobe a passagem sem dialogar com quem vai pagar.

O Alckimin não está nem aí para "o direito de ir e vir", muito menos para a população paulista, só se importa com o próprio narigão de escopeta que já ele manda usar nas manifestações.

É um abuso de poder absurdo. Alckimin age como um ditador. Por que quando as manifestações são contra o governo federal essa mesma PM dá total e irrestrito apoio??? Por que eles se comportam como se cidadão fosse só o manifestante pelo a favor do (impitiman) ??? NOJENTO esse comportamento do sr. Alckimin (PSDB), muito semelhante a do Beto Hitler PR. Parece até que querem deixar como marca registrada do PSDB essa intolerância a manifestações.

A lógica é meter a porrada na manifestação. Questão social no Brasil sempre foi caso de polícia. A polícia não é despreparada, sua ação é determinada. Classe A e B nas ruas...a polícia tira selfie e pede desculpas por pisar no seu pé. Passou disso...é na porrada.

Lembrando que o Haddad é atualmente o prefeito que mais se preocupa com a mobilidade urbana: ciclovias, corredor de ônibus, ônibus com ar condicionado e elétrico, passe livre para estudantes de escolas públicas, desempregados e idosos.... Será que tem algum outro prefeito que tenha feito mais?

PSDB SP a serviço da classe empresarial. Os lucros exorbitantes dos donos das empresas de ônibus que financiam suas campanhas, não podem ser mexidos. Tiro porrada da e bomba em quem tentar contestar o aumento das passagens.

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Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para:thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.









terça-feira, 12 de janeiro de 2016

A corrupção do PSDB não pode ser abafada (Por Thiago Muniz)

É uma exigência democrática - e não só jurídica - que os US$100 milhões de propina não sejam abafados pelo condomínio policial-jurídico-midiático.

Um fato de alta significação política e judicial foi guardado em segredo pelo Ministério Público Federal.

Nestor Cerveró, um dos ex-diretores corruptos da Petrobrás, em depoimento prestado ao MP em outubro de 2015, revelou que o governo FHC recebeu 100 milhões de dólares de propina por negócios feitos na Argentina em 2002.

É perturbador lembrar que este mesmo depoimento do Cerveró, quando vazou naquela época, selecionou a parte que incriminava o governo Dilma, mas ocultou a revelação do esquema de corrupção implantado na Petrobrás pelo governo do PSDB. Isto deixa clara a partidarização e a seletividade do vazamento.

Esta nova denúncia de propina no período dos governos tucanos foi desvendada de maneira acidental. A descoberta só foi possível porque cópia do depoimento de Cerveró ao MP, que teoricamente seria protegido por segredo de justiça, foi encontrada junto com os documentos apreendidos no escritório do senador Delcídio Amaral. É difícil saber se, não fosse esta circunstância acidental, algum dia o assunto viria à tona.

Como Delcídio conseguiu obter o depoimento de Cerveró é uma incógnita, e merece rigorosa apuração. E por que o senador, que foi diretor da Petrobrás nomeado por FHC no governo tucano, não denunciou as propinas pagas ao governo tucano, está longe de ser um mistério.

Ocultar um crime pode ser considerada uma ação tão grave quanto o crime cometido. É difícil acreditar que autoridades que dizem conduzir as investigações da Lava Jato com diligência e preciosismo processual, tenham prevaricado. O MP, a PF e os juízes coordenados por Sérgio Moro certamente dissiparão qualquer dúvida de que não agem com parcialidade e seletividade para incriminar os governos do PT.

É uma exigência democrática – e não só jurídica – que este crime não seja abafado pelo condomínio policial-jurídico-midiático de oposição, como foram abafadas todas as denúncias anteriores que revelaram a origem da corrupção na Petrobrás nos governos do FHC e do PSDB.

Faria bem à democracia brasileira se nossa sociedade recebesse sinais claros das “autoridades justiceiras” que coordenam a Lava Jato – os procuradores do MP, os policiais da PF e os juízes do Judiciário – de que serão instalados inquéritos para apurar toda a corrupção do país, e não só a parte que convém politicamente apurar – justamente aquela que ataca adversários ideológicos.

Quando a Ordem Jurídica de um país é quebrada pelo casuísmo processual unicamente para perseguir inimigos, a República é derrotada, e então cede lugar a um “Regime”. Na Alemanha dos anos 1920 e 1930, o nacional-socialismo magnetizou a sociedade alemã com o Regime defensor dos ideais da raça pura, intolerante, odiosa, de olhos azuis, domiciliada em Higienópolis e adestrada na USP.

O Brasil, afinal, chegou ao século 21. Seria penoso regressarmos àqueles tempos arcaicos em que existia um Engavetador-Geral da República obediente ao Príncipe e sua corja; em que a Polícia Federal era desmantelada e adestrada para não investigar. Naqueles tempos, enfim, em que a Suprema Corte tinha a representação de um líder do governo do Príncipe.

Lembrando que a corrupção não tem partido e nem mínimo necessário, começa com: caráter flexíveis, furar fila, estacionar em lugar de idoso/deficiente, ganhar dinheiro às custas de outros, achados que não são devolvidos, vender pessoas ou negócios conforme julgue necessário.

"Ficar calado agrada engenheiros sociais e ajuda a manter um fornecimento constante de zumbis, pessoas sem princípios e opinião própria".

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Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para:thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.



sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Brasil: a terra dos Aspones (Por Thiago Muniz)

Aspone refere-se àquele tipo de pessoa que faz parte do quadro de funcionários de uma empresa ou repartição pública, mas na verdade não tem função alguma.

É um ASsessor de POrra NEnhuma. Um puxa saco. Um dedo duro. Um babão.

Sua origem:

O escritor Ruy Castro afirma que o termo foi criado pelo colega de Walter Clark (1936-1997) na Rede Globo, Ronald de Chevalier (1936-1983) - conhecido por Roniquito. Quando a emissora passou a fazer sucesso e a não mais depender da ajuda de ambos, teria sido dito que Roniquito tinha por única utilidade beber uísque com Clark, e que ao ser perguntado sobre o que fazia na Rede Globo, teria dito: Sou aspone. As-po-ne. Assessor de ***** nenhuma.

Tanto os gabinetes de governadores, ou vices! ou de outros cargos políticos estão cheio de aspones, assessores de porra nenhuma...e o que é pior,todos os novos que assumem diz que vão acabar, ou diminuir drasticamente este "cargo",e também não fazem porra nenhuma, e acabam por empregar seus novos cabos eleitorais (que não têm votos! por acaso,não sabem seus chefes?)...e o círculo vicioso permanece, nestas funestas sinecuras com o dinheiro público...que devia ser empregado em coisas úteis à comunidade, e não em alimentar frequentadores de barezinhos da moda da esquerda festiva ou da direita furibunda.

O carimbo é o amigo inseparável do ASPONE. Não há visão mais agradável para um chefe do que a de chegar à nossa sala e ver-nos a carimbar documentos desenfreadamente.

Nada de parar de carimbar enquanto o chefe nos dirige a palavra, meus amigos!!! Há que manter o ritmo! E aspone que é aspone “faz” tudo ao mesmo tempo. (Peço-vos desde já desculpa por ter recorrido ao verbo «fazer». Sei que é uma falha grave da minha parte mencionar algo que nos remete, involuntariamente, para a noção de devir, mas infelizmente não me ocorreu nenhum verbo aspónico aplicável à situação).

Enquanto o aspone carimba, impressiona o chefe com a sua desenvoltura e dinamismo e, assimila, simultaneamente, as directrizes superiores.

Assim o chefe volta para o seu gabinete satisfeito com o alto desempenho do seu funcionário e o aspone pode continuar com a sua tarefa carimbativa.

Mas carimbar o quê perguntam-me? Pergunta perfeitamente irrelevante. Não interessa o quê, desde que se carimbe...

O importante é carimbar ritmadamente transferindo a pilha de papeis do lado esquerdo gradualmente para o lado direito. Carimba-se ofícios, comunicações internas, faxes, papel reciclado, o post-it com o recado para não nos esquecermos de comer a maçã às 11h30, o jornal na secção das palavras cruzadas (afinal há que exercitar a mente), o recorte da revista com o resumo dos próximos capítulos da novela das 8h, o talão de levantamento do multibanco ... enfim, qualquer papel que nos passe pela secretária. Got the picture? Perfeito.

Então agarrem no telefone e mandem vir uma remessa de carimbos aspónicos.

Eu vou buscar mais papel porque a minha pilha está a acabar.

Você pode não acreditar, mas o aspone (assessor de porcaria nenhuma) é um cara que apita bastante dentro de uma empresa. O aspone não se importa de ser um poodle toy de seu chefe. E na aplicação da lei do mínimo esforço, ele se sai muito bem, obrigado. Só não chega aos mais altos cargos, porque sua natureza canina não permitiria tal coisa. Mas ao encarnar o papel de “supervisor” (de porcaria nenhuma, obviamente), o aspone torna-se um inferno na vida daqueles que colocam a mão na massa. Ao passar seu “relatório” à chefia, numa requintada apresentação de Power Point, os homens da caneta já deixam anotados os nomes que entrarão no próximo “programa de demissão voluntária”.

Para acabar com essa praga no meio corporativo e permitir que os trabalhadores trabalhem mais e melhor (ou simplesmente trabalhem), proponho duas medidas muito simples: a primeira é que, se a empresa quer medir a eficiência de seus funcionários, que instale um software que faça o controle sem se deixar contaminar por antipatias pessoais. E a segunda medida (a ser implantada em caráter de urgência) é extinguir, sem exceções, o uso de Power Point dentro da empresa — e quem usá-lo clandestinamente, será demitido por justa causa.

A própria Rede Globo apresentou um seriado em 2004, intitulado Os Aspones.

A trama fala de uma repartição pública cujo nome é "Fundo Ministerial de Documentos Obrigatórios", ou FMDO. Mas o lugar teve suas verbas cortadas "há uns dois anos", segundo uma das personagens. E sem ter o que fazer, a repartição teria concentrado suas atividades em uma das principais diversões de desocupados. As letras da sigla transformaram-se, então, em "Falar Mal dos Outros". Na verdade, os alvos dessa atividades seriam cidadãos sem princípios.

É o caso do cara que vive seguindo ambulâncias para avançar no trânsito. Gente como ele é chamada ao FMDO para ser torturada com pedidos absurdos de documentos e exigências burocráticas. Nada que não nos aconteça, sem ter seguido qualquer ambulância.

A ira dos servidores públicos é justificável. "Aspone" quer dizer "assessor de porcaria nenhuma". É aquele sujeito que ganha bem para fazer muito pouco e, geralmente, o faz de maneira mal feita. A forma como são mostrados os servidores dá a impressão de que isso acontece em todas as repartições. Gente desocupada e incompetente cuidando dos negócios públicos. O problema é que a série se baseia em coisas reais.

Não é verdade que todas as repartições e órgãos públicos sejam desse jeito. No entanto, o programa se baseia em um pedaço da realidade muito visível. O fato é que os setores da administração pública mais abandonados são aqueles que atendem diretamente a população. É só ver a situação da rede pública de saúde, educação e previdência. Uma calamidade!

E qual é a origem dessa calamidade? É o fato de que o serviço público no Brasil passou do modelo patrimonialista ao gerencial sem nem mesmo passar pelo perfil burocrático. Explico. Grosso modo, os serviços públicos até a década de 60 eram entendidos como parte do patrimônio das elites. Sua função era servir a elas, inclusive como cabide de empregos.

Depois do golpe militar, a ditadura resolveu dar ao setor público maior eficiência e começou a implantar um modelo mais profissional, mais burocrático. Isto é, com procedimentos, regras, regulamentos que evitassem principalmente o uso político-partidário da máquina governamental. Na verdade, isso foi feito tanto para varrer os restos do uso populista da máquina governamental, como para capacitá-la a servir mais adequadamente ao grande capital nacional e estrangeiro. Uma típica modernização conservadora. Mas, essa burocratização nunca foi completa.

Ao contrário, o patrimonialismo continuou dominando, devido aos vários fatores econômicos e históricos, e à cultura política do País. Com a chegada ao poder dos liberais da Nova República e dos neoliberais da dinastia dos Fernandos, os esforços foram no sentido de adotar o gerencialismo. Uma escola de administração pública que entende que é preciso flexibilizar procedimentos, priorizar o resultado ao invés do processo, implantar programas de qualidade total, enxugar a máquina promovendo demissões, tratar o cidadão como cliente.

Em Nairóbi, Quénia, depois de um criterioso processo de recrutamento com entrevistas, testes e dinâmicas de grupo, uma grande empresa contratou um grupo de canibais para fazer parte da sua equipa.

"Agora fazem parte de uma grande equipa" - disse o Director de RH durante a cerimónia de boas vindas.

"Vocês vão desfrutar de todos os benefícios da empresa. Por exemplo, podem ir à cantina da empresa quando quiserem para comer alguma coisa.

Só peço que não comam os outros empregados, por favor!"

Quatro semanas mais tarde, o chefe chamou-os:
"Vocês estão a trabalhar bastante e eu estou satisfeito. Mas a mulher que serve o café desapareceu. 

Algum de vocês sabe o que pode ter acontecido?"

Todos os canibais negaram com a cabeça.

Depois do chefe ir embora, o líder canibal pergunta-lhes: "Quem foi o idiota que comeu a mulher que servia o café?" Um deles, timidamente, ergueu a mão.

O líder respondeu:

"Mas tu és mesmo uma besta! Nós estamos aqui, com esta tremenda oportunidade nas mãos. Já comemos 3 directores, 2 subdirectores, 5 assessores, 2 coordenadores, e uns 3 administradores, durante estas quatro semanas sem ninguém perceber nada. E poderíamos continuar ainda por um bom tempo. Mas não... Tu tinhas de estragar tudo e comer uma pessoa que faz falta!"


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Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para:thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.












segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

O prefeito terceirizado e sua Guarda Municipal espancadora de foliões (Por Thiago Muniz)

A abertura não oficial do carnaval carioca, com encontro de blocos no centro da cidade, foi manchada pelo vandalismo da Guarda Municipal.

Teve gente ferida com balas de borracha, sobrou gás lacrimogêneo e gás de pimenta, pessoas que estavam nos bares da Cinelândia, lotados, tiveram que sair em disparada, além de a estação de metrô ter ficado fechada por mais de dez minutos.

Em nota, a Guarda explicou que ambulantes "vendiam produtos irregulares", foram presos e receberam solidariedade de foliões, tendo começado daí a confusão.

Como leitor do Globo, jornal em que li essa informação, gostaria de saber que produtos eram esses. Armas? Drogas?

A matéria não informa e, pelo visto, nenhum repórter se deu ao trabalho de perguntar. Erro grave.

Soube depois que os tais produtos eram cervejas de marca diferente daquela que tem contrato com a prefeitura para o carnaval, a Antárctica (marca da AmBev, gigante da indústria de bebidas poderosa aliada dos políticos cariocas).

Sempre me pareceu ilegal um contrato que dá exclusividade a uma marca para venda por ambulantes nas ruas. Ilegal são os contratos que esse prefeito dos infernos assina e a câmara de vereadores aceita como cordeirinhos e não como representantes do povo que deveriam ser.

Afinal, a rua é um espaço público.

Mas não estamos sequer no carnaval, período de vigência do tal contrato.

Será que o prefeito Eduardo Paes estendeu essa exclusividade ilegal para todo o ano?

Ah se tivéssemos um Ministério Público estadual e uma Câmara de Vereadores independentes...

Esses ambulantes além de agredidos, são roubados. Já vi um ambulante jogar as latas de cerveja pelo chão, no ensaio técnico que rolava na Marquês de Sapucaí, se desfazendo da mercadoria. As pessoas pegaram as cervejas, os truculentos da GM ficaram "sem pai nem mãe" e o ambulante recebeu pelas cervejas por iniciativa (mais do que justa) daquelas pessoas. Até pensei: Que bom! nem tudo esta perdido.

Ensaio técnico da Vila Isabel na Sapucaí: um calor de verão, nenhum lugar "oficial" para venda de bebidas, o camelos, em tempos de crise e desemprego, tentando ganhar o seu e ao mesmo tempo suprir uma demanda de uma multidão que participava do evento e o famoso "choque de ordem" de Eduardo Paes reprimindo-os. Na hora pensei na falta de bom senso, em relação ao contexto, até pela enorme demanda, inclusive por água e não só cerveja, e me questionei o porque dessa volta repentina desse "choque de ordem" que ele tinha como estratégia primeira de marketing, quando se elegeu e que estava meio esquecido (nos ensaios do ano passado por exemplo não houve essa repressão toda) e a questão do "monopólio" das cervejarias pode fazer sentido nessa ação. Lamentável!

A nossa guarda municipal é composta por pessoas despreparadas e chefiada com a mesma ideologia da PM e que tais. Eu pessoalmente já relatei episódio semelhante ao prefeito e pedi providencias. 

Estou aguardando até hoje!

Quando a gente acha que a PM carioca é o fundo do poço da barbárie, da incompetência e da corrupção eis que aparece a Guarda Municipal, do prefeitinho megalômano!




Onde jogamos purpurina, eles jogam bomba.

Onde pregamos a liberdade, eles querem o controle.

Onde manifestamos alegria, eles propiciam o medo.

Onde cabemos todos, eles querem a segregação.

Onde fazemos música, eles fazem guerra.

Que triste saber que querem o fim do nosso Carnaval livre e democrático, que querem controla-lo e vende-lo para qualquer milho transgênico do mercado.

Mas nosso coração não está à venda. E ele bate por e nessa multidão desenfreada que só quer fazer música e amor pelas ruas da cidade. Que é NOSSA!

Viva o Carnaval livre!








Informações confidenciais do estado do rio de janeiro vazaram e apontam que o estado aplica um dos maiores golpes da historia na população, principalmente nos servidores público e pensionistas
Tratasse de um grande esquema que simula um estado quebrado, em crise, fazendo com que vários direitos e benefícios não sejam dados, como por exemplo: aumento de salário, décimo terceiro, serviços extras, benefícios de fim de ano e outros mais...

O esquema é fazer com que a população acredite que a crise realmente existe, fazendo com que haja um certo entendimento da população para com o estado que se está em "CRISE" então não adianta eu reclamar meus diretos que não vão ser atendidos.

Somos um pais, um estado que tem um dos imposto mais alto do mundo onde no dia 30/12/2015 surgiu um novo record, o impostômetro bateu um valor de DOIS TRILHÕES de arrecadação de imposto de renda.


BIO

Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para:thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.