segunda-feira, 18 de abril de 2016

Eu me orgulho de minhas derrotas (Por Darcy Ribeiro)

“Fracassei em tudo o que tentei na vida.

Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui.


Tentei salvar os índios, não consegui.

Tentei fazer uma universidade séria e fracassei.

Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei.

Mas os fracassos são minhas vitórias.

Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu.”

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Porque o Brasil não vai pra frente? (Por Thiago Muniz)

"Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar. E eu não vou me resignar nunca."

(Darcy Ribeiro)

Uma nação onde os filhos são descendentes de escravos, eles levam na alma o pendor do senhor de engenho.

Os militares em 64 foram instrumento de uma classe dominante que literalmente defeca o seu preconceito nas classes menos favorecidas, ou seja, não queriam perder o filé mignon.

A postura do brasileiro comum é ser perverso, na maioria das vezes consigo mesmo.

Não há lugar melhor para se vier do que o Brasil, porém há uma classe dominante ruim de espírito e pervertida, ranzinza, medíocre e preguiçosa, que não deixa o Brasil ir para frente.

Essa classe dominante eu falo das grandes Famílias Brasileiras, as oligarquias dos Estados, aqueles que de alguma maneira influenciam os rumos de seus estados e paralelamente nos rumos do Brasil. Famílias que estão na política, na mídia e na economia, se inserem feito ratos comendo o queijo e sempre fogem da ratoeira da justiça, pois possuem o famoso "Foro Privilegiado" e saem impunes de suas sujeiras.

E é lamentável que nenhum governo no Brasil, nenhum está ou foi imune / isento (a) dessa classe dominante.

Quando implantaram os Centros Integrados de Educação Pública, os chamados CIEPs, muitos criticaram o projeto do Darcy Ribeiro pois "custava caro, era demagogo, populista, coisa de socialista e até comunista". Isso foi a mais de trinta anos. Seus sucessores desmontaram o projeto e hoje estamos pagando muito mais caro por não ter sido proporcionado um direito que todo cidadão tem que é o acesso à educação de qualidade. E pelo andar da carruagem, não há perspectivas de se reverter esse processo. Então daqui a trinta anos, continuaremos com a base da pirâmide... ocupando a mesma posição. Isso sem falar no projeto anterior de Anísio Teixeira, que tbém não foi levado adiante por governos digamos... "sem visão".

Lembrando que as classes dominantes não são só os "Governos" mas principalmente uma Elite que hoje se sente ferida, uma aristocracia falida que segue achando que ainda é aristocracia e que quer se sobrepor aos outros brasileiros. O Brasil continua sendo e parece-me que sempre será, uma Sociedade de Status e não de Méritos.

Impeachment é mentira das elites dominantes que foi adotada pela classe média, iludida em pensar ser uma classe dominante, o que não é de fato.

Criou-se no Brasil uma ideia, que é muito falsa, a partir de uma espécie de complexo de inferioridade entre nós, de que o brasileiro é potencialmente corrupto. Como se não houvesse jeitinho nos Estados Unidos, como se você sendo sobrinho de um senador lá sua vida não estivesse resolvida. A última crise dos EUA mostrou que havia maquiagem de balanço de empresas, houve mentiras, fraudes. A corrupção é um dado do capitalismo, do mercado. E não só do Brasil.

Há dois ou três anos, corrupção era aquilo cometido por agentes do Estado. A lei é feita pelos mais ricos, Foucault dizia que, a partir do momento em que o capitalismo se instala, o crime passa a ser algo cometido pelo pobre. É o cara que bate carteira, rouba galinha do vizinho, mas se você acaba com a economia de um país inteiro, como aconteceu com Argentina, Tailândia, Malásia e quase aconteceu com o Brasil, esse cara ganha uma capa na Time como um grande financista. Mas se pensarmos bem, com a nossa cabeça e não da mídia, quem é o grande criminoso, o corrupto? A ideia de que a corrupção acontece no Estado é para nos fazer de tolos. Você diz que ela é feita no Estado e as pessoas prestam atenção só no Estado, especialmente quando está sendo ocupado por partidos de esquerda. Foi só aí que virou problema para nós. Getúlio, em 1954, Jango (João Goulart), em 1964 e Lula e Dilma agora. Isso não é acaso. O único ponto fora de curva foi Fernando Collor de Mello que conseguiu em 24 horas colocar toda a sociedade contra ele ao confiscar a poupança.

A crise econômica foi produzida politicamente. E, obviamente, os empresários estão agindo juntos porque não estão investindo. Esse pessoal conversa entre si e trama entre si, há uma estratégia de classe para tirar a esquerda do poder no país. Ganharam dinheiro, mas agora querem mais, porque agora tem menos recursos. Não vai ficar um programa social de pé, vai tudo para pagar juros, que é onde esse pessoal ganha dinheiro. O produto do trabalho de uma sociedade inteira vai direto para o bolso de meia dúzia de pessoas.

Enquanto não se investir em Educação de Base com Qualidade, o Brasil não irá para frente.




BIO

Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para:thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Pense no dia seguinte (Por Luiz Eduardo Soares)

Por que sou contra o impeachment?

Amigos, não tenho a intenção de demonizar ninguém que seja a favor do impeachment, tenho muitos amigos favoráveis e a maioria de meu partido prefere o impeachment.

Quero apenas compartilhar as razões pelas quais sou contra, razões que tenho repetido há meses, em textos e debates públicos. Aprovado o impeachment, no dia seguinte, a mídia vai clamar por uma trégua para que o novo presidente possa trabalhar em paz e para que a economia se reequilibre. 

O ministro Gilmar Mendes, novo presidente do TRE, vai empurrar com a barriga o processo contra a chapa Dilma-Temer, para não desestabilizar o novo governo. Dirá: “O Brasil não aguenta outra queda de presidente”. Editorialistas escreverão: “A economia não resistirá a uma nova perturbação da ordem. Deixem as eleições para 2018. Agora, todos devem dar uma trégua ao presidente Temer. Agora, vamos trabalhar para restabelecer a confiança e reerguer a economia”.

O ministro da Justiça será forte, fortíssimo, alguém com autoridade para segurar a polícia federal (e atenção, confio na integridade e independência da PF e do MP, mas sei quão poderosas podem ser as pressões e manipulações na contra-mão da vontade dos profissionais). 

Quem? Talvez um ex-ministro da Defesa e da Justiça, ex-presidente do Supremo. Este ministro forte agirá. A lava-jato, que é, não nos enganemos, a grande moeda política no Congresso, razão para que dezenas de suspeitos e investigados votem contra ou a favor do impeachment, a lava-jato vai sair das manchetes e escorregar para as páginas policiais. 

E boa parte da população, iludida, vai celebrar a derrota da corrupção, como se o PT fosse o único partido corrupto, como se Temer e o PMDB não fossem cúmplices do PT, como se esta gigantesca manobra de Cunha et caterva não tivesse como objetivo justamente neutralizar a lava-jato.

Quem for a favor do impeachment por acreditar que depois de derrubar Dilma o povo pressionará pelo impeachment de Temer, vive no mundo da lua. Quem for a favor, supondo que a lição será dada ao PT e logo depois ao PMDB, com a cassação da chapa no TSE, está inteiramente equivocado. Passando o impeachment, fecham-se as tampas para mais mudanças. 

O Brasil perderá a potência da lava-jato, esse fenômeno único e transformador em nossa história –independentemente de seus erros. Além disso, o país será submetido a um arrocho sem precedentes. Quem pagará o preço, mais uma vez, serão os mais pobres. O país trocará Dilma pelos direitos dos trabalhadores e pela oportunidade única em sua história de passar a limpo essa classe política degradada, em seu conjunto.

O único caminho promissor é o impeachment não ser aprovado, porque, no dia seguinte, todas as expectativas da sociedade se voltarão para o TSE e não haverá a possibilidade do engavetamento. A chapa Dilma-Temer será cassada e haverá novas eleições. As provas são cabais de que houve uso, na campanha, de recursos oriundos de corrupção. Quem cairá será a chapa Dilma-Temer, porque esses recursos não elegeram somente Dilma, elegeram também Michel Temer.

Portanto, se você quer novas eleições, quer a continuidade da lava-jato e quer um enfrentamento vigoroso, sem tréguas e profundo à corrupção, diga não ao impeachment. Se eu fosse deputado e tivesse a chance de votar, diria, apontando para Eduardo Cunha: “Considero o governo federal corrupto e abjeto, indefensável ética e politicamente, mas voto não ao impeachment porque não vou entregar meu país a Vossa Excelência e a seu grupo inqualificável (como deputado, estaria livre para aplicar os adjetivos apropriados), não vou entregar o Brasil a V.Exc, a Michel Temer, a Renan Calheiros. 

Os senhores são cúmplices, são a outra face da mesma moeda. Novas eleições, já. E se esta Casa tivesse vergonha, faria o impensável: renunciaria, coletivamente, para que as novas eleições fossem gerais. Como isso não vai acontecer, a Nação deve voltar os olhos para o TSE e cobrar decisão urgente.

Você, favorável ao impeachment, creia: provavelmente sou tão crítico ao PT quanto você, desde o desgoverno na economia à derrocada ambiental, do atoleiro político à degradação ética. Mas prezo a lava-jato e não sou ingênuo: não creio que os problemas do Brasil se resumam ao PT. Quem acreditar nisso está iludido e dará, involuntariamente, sobrevida à corrupção e às mazelas nacionais, na política.









Luiz Eduardo Soares é um antropólogo, cientista político e escritor brasileiro. Soares é um dos maiores especialistas em segurança pública do país.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Querem demonizar a Lei Rouanet (Por Thiago Muniz)

O mecanismo de incentivos fiscais da Lei Rouanet é uma forma de estimular o apoio da iniciativa privada ao setor cultural.

Ou seja, o Governo abre mão de parte dos impostos (que recebe de pessoas físicas ou jurídicas), para que esses valores sejam investidos em projetos culturais que ajudam a mudar e até transformar o cenário da comunidade.

O proponente (neste caso, a Fundação Cultural de Curitiba) apresenta uma proposta cultural ao Ministério da Cultura (MinC) e, depois de aprovada a proposta, o proponente é autorizado a captar recursos junto a pessoas físicas pagadoras de Imposto de Renda (IR), que apresentam declaração completa, ou empresas tributadas com base no lucro real visando a execução do projeto.

Os agentes incentivadores que apoiarem o projeto poderão ter o total do valor desembolsado deduzido do imposto devido (artigo 18), dentro dos percentuais permitidos pela legislação tributária.

Empresas, até 4% do imposto devido;

Pessoas físicas, até 6% do imposto devido.

O incentivo não altera o valor a pagar ou a restituir do seu Imposto de Renda, apenas redireciona parte do imposto para o projeto escolhido, contribuindo para a cultura e promovendo o desenvolvimento do cidadão.

Benefícios para quem apoia

Para as empresas:

  • possibilidade de agregar valor à marca por meio do apoio a uma iniciativa que valoriza a cultura na cidade, promove o desenvolvimento cultural e gera aproximação com a comunidade (mostrar-se realmente sustentável);
  • possibilidade de aproximar o relacionamento com clientes e atrair novos clientes por meio do vínculo da sua marca com projetos de valor;
  • projeção da marca da empresa nos materiais de divulgação dos projetos.

Para a pessoa física:

  • Protagonismo individual: o doador fazendo a diferença na prática, contribuindo para a disseminação da cultura e promovendo o fácil acesso à comunidade.
  • Custo zero: incentivos 100% dedutíveis do Imposto de Renda, dentro do limite de 6% do imposto devido.

Entenda a Lei Rouanet antes de passar vergonha fazendo certos comentários na internet

Desde 23 de dezembro de 1991, a produção cultural no Brasil ganhou um apoio fixo. É a Lei Federal de Incentivo à Cultura (Nº 8.313), conhecida como Lei Rouanet, por causa do então ministro da Cultura Sérgio Paulo Rouanet.

É a lei que institui políticas públicas para a cultura nacional, como o PRONAC.

Para o artista ser beneficiado pela lei não depende de quem está no GOVERNO, como muitas pessoas fazem comentários na internet acusando artistas de serem “comprados” pela lei, é bom que fique claro.

Mesmo porque mesmo antes de um ou outro governo chegar ao poder, alguns artistas sempre expressaram suas posições políticas e não mudaram por causa de um ou outro presidente.

As diretrizes para a cultura nacional foram estabelecidas nos primeiros artigos, e sua base é a promoção, proteção e valorização das expressões culturais nacionais.

O mecanismo de incentivos fiscais da Lei Rouanet é uma forma de estimular o apoio da iniciativa privada ao setor cultural. Ou seja, o Governo abre mão de parte dos impostos (que recebe de pessoas físicas ou jurídicas), para que esses valores sejam investidos em projetos culturais que ajudam a mudar e até transformar o cenário da comunidade.

O proponente apresenta uma proposta cultural ao Ministério da Cultura e, depois de aprovada a proposta, o proponente é autorizado a captar recursos junto a pessoas físicas pagadoras de Imposto de Renda (IR), que apresentam declaração completa, ou empresas tributadas com base no lucro real visando a execução do projeto.

Os agentes incentivadores que apoiarem o projeto poderão ter o total do valor desembolsado deduzido do imposto devido (artigo 18), dentro dos percentuais permitidos pela legislação tributária.
Empresas, até 4% do imposto devido; Pessoas físicas, até 6% do imposto devido.

O incentivo não altera o valor a pagar ou a restituir do seu Imposto de Renda, apenas redireciona parte do imposto para o projeto escolhido, contribuindo para a cultura e promovendo o desenvolvimento do cidadão.

No entanto, há críticas à lei, segundo os críticos ao invés de investir diretamente em cultura, começou a deixar que as próprias empresas decidissem qual forma de cultura merecia ser patrocinada.

Os incentivos da União (governo) à cultura somam 310 milhões de reais: R$30 milhões para a Funarte e R$280 milhões para a Lei Rouanet.









BIO

Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para:thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.


quinta-feira, 31 de março de 2016

Tchau Querida! (Por Rapha Ramirez)

As frases que estão na boca do povo no momento são: “ta tranquilo, tá favorável” ou “to chegando em, coisa louca em” e a que a Excelentíssima Senhora Presidente da República repete todos os dias, para ela mesmo acreditar: “não vai ter golpe”.

Fico cá perguntando com meus botões “ta tranquilo e ta favorável” pra quem? Alguns amigos podem dizer: para as oligarquias que dominam esse país desde que que a nau de Cabral aqui aportou, outros dirão para a mídia manipuladora e emburrecedora que manda no Brasil desde que Assis Chateaubriand pensou em trazer a televisão para o país e eu digo para vocês “não ta tranquilo e não ta favorável” para ninguém, o trabalhador a tempos vê a comida sumir do seu prato e a cesta básica encarecer, diferente do que a Presidenta disse na campanha não são só os banqueiros tiram a comida da boca do trabalhador, os políticos companheiros também, com cada caso de corrupção.

O Brasil a tempos parou economicamente e politicamente e sem perspectiva para voltar a caminhar.

Dilma quando diz que o impedimento de um presidente só pode existir se comprovadamente houver crime de responsabilidade tem razão, mas a Isto é listou apenas 7, vamos a eles:

1- CRIME DE RESPONSABILIDADE

1.1 - Obstrução da Justiça I

Diálogo Dilma/Lula e atos da nomeação
Em diálogo mantido entre a presidente e o antecessor na quarta-feira 16, Dilma disse a Lula que enviaria a ele um “termo de posse” de ministro para ser utilizado “em caso de necessidade”. A presidente trabalhava ali para impedir que Lula fosse preso antes de sua nomeação para a Casa Civil. Os atos seguintes corroborariam o desejo de Dilma de livrar Lula dos problemas com a Justiça. Enquanto o presidente do PT, Rui Falcão, informava que a posse de Lula só ocorreria na terça-feira 22, o Planalto mandava circular uma edição extra do Diário Oficial formalizando a nomeação.

1.2 - Obstrução da Justiça II

Nomeação do Ministro Navarro
O senador Delcídio do Amaral (MS) afirmou em delação premiada, revelada por ISTOÉ, que a presidente Dilma Rousseff, numa tentativa de deter a Lava Jato, o escalou para que ele fosse um dos responsáveis por articular a nomeação do ministro Marcelo Navarro Dantas, do STJ, em troca da soltura de presos da investigação policial.

1.3 - Obstrução da Justiça III

Compra do silêncio de Delcídio
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, foi escalado para tentar convencer o senador Delcídio a não fechar acordo de delação premiada com o Ministério Pública Federal, que chegou a insinuar ajuda financeira, caso fosse necessário.

1.4 - Obstrução da Justiça VI

Cinco ministros na mão
O senador Delcídio afirmou que Dilma costumava dizer que tinha cinco ministros no Supremo, numa referência ao lobby do governo nos tribunais superiores para barrar a Lava Jato.

1.5 - Enquadramento legal

Inciso 5 do Artigo 6º da Lei 1.079/1950:
Opor-se diretamente e por fatos ao livre exercício do Poder Judiciário, ou obstar, por meios violentos, ao efeito dos seus atos, mandados ou sentenças.

2- CRIME DE DESOBEDIÊNCIA

2.1 - Nomeação de Lula no Diário Oficial

Apesar de decisão da Justiça Federal que sustava a nomeação do ex-presidente para a Casa Civil, Dilma fez o ato ser publicado no Diário Oficial da União.

2.2 - Enquadramento legal

Artigo 359 do Código Penal: Exercer função, atividade, direito, autoridade ou múnus, de que foi suspenso ou privado por decisão judicial

3- EXTORSÃO

3.1 - Ameaças para doação de campanha

Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, afirmou ter pago propina à campanha presidencial em 2014 porque teria sido ameaçado pelo ministro Edinho Silva, então tesoureiro de Dilma, de ter obras canceladas com o governo. Há uma representação na PGR contra Dilma para apurar o possível achaque.

3.2 - Enquadramento legal

Artigo 158 do Código Penal: Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, e com o intuito de obter para si ou para outrem indevida vantagem econômica, a fazer, tolerar que se faça ou deixar de fazer alguma coisa.

4- CRIME ELEITORAL

4.1 - Abuso de poder político e econômico na campanha de 2014

Dilma é acusada em ação no TSE de se valer do cargo para influenciar o eleitor, em detrimento da liberdade de voto, além da utilização de estruturas do governo, antes e durante a campanha, o que incluiria recursos desviados da Petrobras.

4.2 - Caixa 2

A Polícia Federal apontou no relatório de indiciamento do marqueteiro do PT João Santana e de sua mulher, Mônica Moura, que o casal recebeu pelo menos R$ 21,5 milhões entre outubro de 2014 e maio de 2015 - período pós reeleição da presidente Dilma - do “departamento de propina” da Odebrecht. Isso reforça as suspeitas de caixa 2 na campanha, descrita no Código Eleitoral como “captação ilícita de recursos”.

4.3 - Enquadramento legal

Art. 237, do Código Eleitoral: A interferência do poder econômico e o desvio ou abuso do poder de autoridade, em desfavor da liberdade do voto, serão coibidos e punidos com cassação e ineligibilidade.

5- CRIME DE RESPONSABILIDADE FISCAL

5.1 - Pedaladas fiscais

A presidente Dilma incorreu nas chamadas “pedaladas fiscais”, a prática de atrasar repasses a bancos públicos a fim de cumprir as metas parciais da previsão orçamentária. A manobra fiscal foi reprovada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

5.2 - Enquadramento legal

Inciso III do Art. 11 da Lei 1.079/1950: Contrair empréstimo, emitir moeda corrente ou apólices, ou efetuar operação de crédito sem autorização legal

5.3 - Decretos não numerados

A chefe do Executivo descumpriu a lei ao editar decretos liberando crédito extraordinário, em 2015, sem o aval do Congresso. Foram ao menos seis decretos enquadrados nessa situação.

5.4 - Enquadramento Legal

Inciso VI do Artigo 10 da Lei 1.079/1950: Ordenar ou autorizar a abertura de crédito em desacordo com os limites estabelecidos pelo Senado Federal, sem fundamento na lei orçamentária ou na de crédito adicional ou com inobservância de prescrição legal.

6- FALSIDADE IDEOLÓGICA

6.1 - Escondendo o rombo nas contas

Corre uma ação no TSE em que os partidos de oposição acusam acusa a presidente Dilma de esconder a situação real da economia do país, especialmente no ano eleitoral.

6.2 - Enquadramento legal

Art. 299 do Código Penal: Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante.

7- IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

7.1 - Visita político-partidária

Dilma foi denunciada na Justiça por mobilizar todo um aparato de governo – avião, helicóptero, seguranças – para prestar solidariedade a Lula em São Bernard, um dia após o petista sofrer condução coercitiva para prestar depoimento à Polícia Federal no inquérito da Operação Lava Jato. O próprio ato de nomeação de Lula na Casa Civil pode ser enquadrado neste crime.

7.2 - Enquadramento legal

Art. 11 da Lei nº 8.429/1992: Constituti ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições.

Bem, nos calcanhares da Presidenta petista “vem chegando em” o final da linha, sem credibilidade, sem apoio político e com quase 70% da população contra o seu governo, dificilmente Dilma conseguira terminar o mandato, que foi conseguido com a propagação de mentiras e calunias contra adversários, ela mesmo disse que faria os diabos para ganhar a eleição, pois é fez, e acho eu que esqueceu de pagar a fatura.

Quanto ao golpe, não vei ter golpe, golpe em quem? De quem? Faz tempo que estamos a deriva sem governo, sem rumo.

Engrandeça a sua biografia Dilma, renuncie e devolva o Brasil para o trilhos e o abra novamente a sua lojinha de 1,99 que você quebrou, lembra? Senta em uma praça de Porto Alegre enquanto o seu netinho brinca no parquinho, você joga um dominó com as sua amigas.

Já deu né? Tchau Querida!








Rapha Ramirez tem 32 anos, é formado em Jornalismo pela Universidade Veiga de Almeida. Apaixonado por política, já está escrevendo o seu primeiro livro e em breve se lançará como Escritor. Caso queiram entrar em contato com ele, basta seguirem o seu perfil no Twitter em @rapharamirez.

terça-feira, 29 de março de 2016

O golpe do PMDB tomou forma (Por Thiago Muniz)

"...E os ratos, como era previsto, caíram fora. Abandonaram não o navio, que já afundou há tempos, mas os outros ratos, que continuam agarrados a uma tábua aqui, uma bóia acolá, gritando esganiçados que não vai ter golpe." (Cora Ronai)

Que tragédia. O partido mais oportunista da história do Brasil vai voltar com força total (e de maneira indireta, bem PMDB mesmo). Presidência da República, Câmara e Senado nas mãos dos coronéis corruptos, governando como se ainda estivessem no século XIX.

PMDB, o povo tá de olho, não é largando o PT depois deles destruírem tudo que vocês vão limpar a própria imagem.

Enquanto o PT tinha caixa pra manter seus interesses, vocês ficaram juntinhos, agora se mostram iguais ou piores que eles. Não vamos esquecer.

Acredito que os que foram às ruas gritar fora PT estão felizes, contribuíram para que o PMDB finalmente conseguisse o que não teria a menor chance se o voto fosse direto.

É muito cômico um partido que passou toda sua história saqueando o Brasil dá uma de santo pra voltar ao poder através de um golpe. O PMDB nunca mais vai voltar ao poder de forma decentemente Democrática.

E o pior que ainda tem imbecil achando bonito isso. Partido de coronéis oportunistas. Que se perpetuam no poder, os MAIORES SANGUE-SUGAS da história política do Brasil. Mas são uns fanfarrões!

Em um dos momentos mais importantes da recente história do Brasil, o PMDB decide sobre permanecer ou não na base governista ou, melhor dizendo, se é favorável ao pedido de impeachment ou não, em uma reunião de 3 minutos! Isto mesmo.. em 3 míseros minutos podem ter definindo o futuro do Brasil nos próximos anos. Assim, o futuro do país decidido em 3 minutos. Pronto. Análise de materialidade ou da autoria do suposto crime de responsabilidade da Presidenta da República que ensejaria o pedido de impeachment? 3 minutos. Tempo mais do que suficiente para o preparo de um macarrão instantâneo. 3 minutos e está pronto o impeachment.

Isso é um treta épica! Eles (PMDB) está fugindo do barco que ajudou afundar o Brasil é ainda dando uma de bom moço. Mas a gente tá vendo, Brasil pra Frente Temer pra presidente? Oi? Como assim? É outra, não aceito Dilma e Lula não, mas há corrupção existe há milênios aqui. Vê eles assim só me faz lembrar como está parecido o cenário de Jogos Vorazes sim com esse âmbito político, lula não é o único errado não... Há uma corja inteira!

Enquanto o povo está morrendo à minguá essa gente pensa que o Brasil é deles, o Brasil é nosso povo, porque essa mulher não deixa o poder de uma vez, estão nos fazendo de palhaços no circo que eles mesmo plantaram, mas infelizmente somente eles estão colhendo, nós aqui sofrendo para podermos comprar 1 kg de carne. Provavelmente daqui a pouco estarão em um churrasco, todos juntos, rindo as nossas custas.

Impeachment acredito que não resolverá essa crise econômica, apenas dará uma sensação de alívio naqueles que queriam isso. Não vai surgir Bilhões de reais nos cofres públicos da noite para o dia acredito eu. A crise econômica vai continuar mesmo assim por um tempo. O governo de um país não é composto só por presidente, o presidente na verdade é o que menos atua.

Imagine a Política de um País como uma Pirâmide, onde o Presidente está no topo. Se você tirar a primeira peça do topo, nada acontece com a piramide. Agora mexa na base dela, tire alguns blocos, que ela vai começar a pender. A politica de um país começa pela base, que são os Vereadores de cada cidade, depois os Prefeitos, Deputados, Senadores, etc....

Dar o tal jeito no país é algo que quase que impossível, porque a política aqui é toda errada, e isso não é culpa do Lula, ou Fernando Henrique, esse problema vem lá de trás, de uns 100 anos atrás ou mais. O dinheiro aqui é desvalorizado demais ou melhor supervalorizado, porque as coisas tem preços absurdos.

É complicado de pensar nisso, porque dentro do Brasil, existem outros Brasis, nosso País é um dos maiores do mundo, em cada região a vida é de uma forma, em cada estado a vida é de uma forma, é algo muito complicado pra entender.

Tem lugares no Brasil onde a crise não chegou, sabe porquê? Porque a vida dessas pessoas sempre foi de pobreza.

O próximo governante tem que ser sério, tem que colocar ordem e mudar a política do Brasil. Mas todos são humanos, portanto se não tiver boa índole não vai adiantar. Se a pessoa não tiver a mente focada em mudança, não vai resolver.

Duvido que a grande população do Brasil procura se informar sobre a vida politica de cada candidato, sobre o passado da pessoa. Claro, isso é algo muito difícil de encontrar as vezes, mas hoje em dia temos internet, onde se acha tudo.
Precisamos ser fortes, enfrentar esse momento e saber escolher bem um candidato, desde um simples Vereador até o Presidente.

Para evitar um racha no partido, lideranças peemedebistas decidiram amenizar o rompimento com Dilma Rousseff. O fim do apoio do PMDB ao governo, a ser formalizado hoje, não será radical. Não serão fixados prazos para que filiados deixem ministérios e funções de confiança, e sequer haverá punições para quem ficar onde está. O partido mantém cerca de 600 cargos na máquina federal.

A saída à moda peemedebista foi costurada em reuniões como a mantida entre Michel Temer e o presidente do Senado, Renan Calheiros. O assunto também foi tema de conversa entre o líder do partido na Câmara, Leonardo Picciani, e o senador Eunício Oliveira (CE).

Imagine a presidente Dilma enviando ao Congresso um projeto de emenda constitucional convocando novas eleições, mas não só presidenciais, NOVAS ELEIÇÕES GERAIS? Todas as máscaras cairiam. Todos ficariam nus. Temer, Aecio, Serra, Alckmin, FHC, Caiado, Renan, Cunha, Paulinho da Força, a própria Dilma, o Lula e muitos outros, pois não seriam eleitos diante do que o país sabe hoje. Deveria também propor que o povo decida em plebiscito se políticos devem continuar com privilégios financeiros e se devem continuar a ganhar mais que professores e medicos.

Presidente Dilma, a senhora não tem mais nada a perder! Chute o balde! Lanço aqui a campanha: #EiDilmaChutaoBalde

PS: Não poderiam se candidatar nem ex- juízes e ninguém com problemas na justiça ou com sérios indícios de envolvimento na Lava Jato e em outros casos de corrupção.

Mapa da Democracia

"PMDB é como aquela visita que vai embora assim que a cerveja acaba" (André Dahmer)







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Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para:thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.

domingo, 13 de março de 2016

O Pragmatismo do 13 de Março (Por Thiago Muniz)

Uma coisa é falar em saída do governo Dilma Rousseff; outra coisa é falar em saída da crise político-econômica atual.

Uma não coincide exatamente com a outra; a segunda não se reduz à primeira. Saindo Dilma, a crise não acabará. Nem tampouco começará a acabar, como acreditam alguns defensores do impeachment, da renúncia ou da mudança de regime de governo.

Observando os cartazes dos manifestantes contrários ao governo neste domingo em todo o país, pode-se notar que a maioria deles brada palavras-de-ordem que se limitam apenas à saída de Dilma. “Fora Dilma e leve o PT junto” é a mais comum. 

É uma visão que pode até expressar a legítima posição política de muita gente em relação ao governo, mas revela também uma certa miopia diante dos cenários de mais longo prazo. 

É uma percepção curta, imediata, que pensa a saída da crise apenas com o afastamento da presidente da República ou o esvaziamento do seu poder.

As fontes de instabilidade do governo, hoje, são múltiplas. Algumas delas, é verdade, têm a ver com o governo da vez. No entanto, elas são apenas uma parte das determinantes da conjuntura atual. 

Uma das principais fontes de instabilidade, a Operação Lava Jato, sequer chegou à pessoa da presidente, não obstante várias lideranças políticas que vão às ruas neste domingo ou que são simpáticas aos manifestantes já tenham sido nominalmente citadas em depoimentos ou já estejam acumulando processos contra si.

Dilma e o PT têm suas culpas, e não são poucas nem pequenas. A conjuntura não é responsabilidade apenas da mídia, ou da oposição, ou das elites, ou qualquer outro algoz de ocasião. No entanto, os mesmo que criticam a presidente, defendendo que ela lidere um governo de união nacional, são aqueles que se negam a conversar com Dilma. Certamente esses setores também têm suas justificativas. 

Mas não podem se eximir da culpa pela crise política que aí está, nem tampouco dos seus impactos sobre o ambiente econômico, já totalmente contaminado pela paralisia em que nos encontramos.

Se Dilma sair ou, ficando, tiver seus poderes diminuídos pela mudança de regime de governo, teremos o início de uma nova crise, que é parte dessa conjuntura maior de instabilidade, e não o fim do que estamos vivendo hoje. Essa nova crise terá como principais razões:

1. Continuidade da Operação Lava Jato e o fato de que ela irá alcançar nomes de um eventual futuro governo;

2. Tentativas de um eventual futuro governo justamente em limitar o alcance da Lava Jato;

3. Questionável capacidade de Michel Temer, vice-presidente, em liderar um governo de coalizão;

4. Existência de um processo no TSE que pode vir a cassar até mesmo o futuro presidente, caso o vice venha a assumir;

5. Possibilidade, ainda que remota, de que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, venha a assumir a Presidência;

6. Instabilidade política que um possível regime parlamentarista geraria, dada a fragmentação partidária do Congresso, o peso que a futura nova oposição teria, etc.

7. Vício de origem que o chefe de governo teria ao ser eleito indiretamente por este que é o pior Congresso em 50 anos;

8. Continuidade da crise econômica, interna e externamente.

O que me estranha nesses protestos é a falta de coerência do protesto em si. Acho que se fosse o povo pelo povo a manifestação seria coesa.

Mas o povo apoiando elite e manutenção de privilégios, aplaudindo políticos, também, corruptos, e até Malafaias, Bolsonaros, Fascistas em geral, é meio esquizofrênico. Claro, alguns políticos vão tirar proveito da situação para se promoverem e vão as ruas também. 

Realmente não sei se se convocar uma manifestação e seguir um pessoal que ergue uma bandeira de "Militares no poder" é progressista ou racional. A insatisfação pela conjuntura do governo é visível e protestos têm que ser feitos. 

É nosso dever fazer crítica (não aquela crítica de apontar erros, mas sim no sentido do senso crítico de questionar o que está sendo feito). Porém, a irracionalidade dos manifestação é clara. Bandeiras absurdas são levantadas. É muito estranho a classe mais elitizada ir as ruas com um conteúdo tão apolítico.

O país foi incapaz de deter o processo e até hoje há quem pense que os bandidos vão vencer no final: PT e PMDB continuarão nos assaltando pela eternidade. 

Como foi possível conviver com tanta ladroagem? 

Como foi possível aceitar versões tão enganadoras? 

Como foi possível cultuar o cinismo que nos corrói? 

Ainda agora, surgem as velhas trapaças. O PT ameaça soltar nas ruas barbudos de camisa vermelha, e há garotas fazendo gestos obscenos com o dedo. 

Ao PT interessa a hipótese de conflitos. Se as pessoas tiverem medo, não sairão às ruas. E alguns cronistas vão dizer: caiu o ímpeto do impeachment, Dilma respira de novo. Dilma tem respirado à custa da nossa asfixia.

A Lava-Jato ainda está em curso. Vai sobrar pra praticamente todos os grandes partidos. Na linha de sucessão de Dilma tem o PMDB de Temer, Cunha e Renan. Figurões do PSDB tb estão citados em delações. Lembrei da música do amigo Ivan Lins (e do Vitor Martins): "cai o rei de ouro, cai o rei de espadas, cai o rei de paus, cai, não fica nada". O sistema político dominante no Brasil está falido, mas seus usufrutuários recusam-se a sepultá-lo.

Só um adendo: Aguardando as últimas fotos das manifestações no Capão Redondo, em São Mateus, São João de Meriti, Nova Iguaçu, Setor O de Ceilândia, Rocinha, Complexo do Alemão, Diadema e outras áreas metropolitanas equivalentes. Afinal, ouvi desde de manhã que elas acontecem "por todo o Brasil".


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Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para:thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.




sexta-feira, 4 de março de 2016

O dia em que acreditei no Brasil (Por Thiago Muniz)

Desde que eu era mais jovem, nunca fui um filiado político ou admirador de um político em específico.

Mas a minha juventude "adolescêntica" se iniciou nos anos 1990, uma década onde começou com um impeachment de um presidente e a era do plano Real para a economia brasileira bastante fragilizada pelas incompetências anteriores.

Como a era FHC priorizou a economia e o lado social ficou de lado, eu pensei de verdade que quando o Lula entrasse para a presidência, os rumos mudassem a favor de um Brasil melhor, mais digno e com a corrupção erradicada.

Por um momento melhorou sim, a classe pobre teve voz, ela recebeu crédito para consumo, acesso ao estudo e subsídios para ter uma vida melhor. Só que política assistencialista deve ter vida útil para existir senão ela se transforma em política coronelista, uma prática comum desde que o Brasil existe.

Para melhorar as condições de uma sociedade, se deve fornecer subsídios e instrumentos capazes dela caminhar sozinha, e não acomodá-la com fomentos.

Nas eleições de 2002 votei sim em Luiz Inácio, eu enxerguei maturidade governamental nele, achei que o Brasil melhoraria de fato, de alguma forma o Gigante cresceria de uma maneira sólida e rugiria para o mundo.

E cresceu de fato, a economia bombeou, a infra-estrutura progrediu, só que...

Surgiu o escândalo do Mensalão! Uma nefasta que existiria até hoje se não fosse a delação inanimada do profeta do PTB. A partir de lá a mídia se movimentou aos poucos contra o governo. E o que surgiram de barbaridades nós perdemos as contas. Surgiu a CPI dos Correios e o Petrolão que quase extinguiu com a Petrobrás.

Mas temos que ter dois pesos e duas medidas; por outro lado o movimento de oposição que busca incessantemente a retomada do poder, ou seja, o PSDB; houve escândalos tão bárbaros quanto os do PT, cito a Privataria Tucana em MG, o escândalo do metrô de SP, o fatídico helicóptero com os 400 kg de cocaína achados numa fazenda em MG, fora o aeroporto na cidade de Claudio-MG. Mas daí eu não vi um grande movimento midiático em prol dessas sujeiras.

A decáda de 2000 começou com esperança e terminou com ceticismo. A década de 2010 começou com ceticismo e sinceramente não sei como terminará.

Naturalmente que diante do quadro desse momento e de tudo que possa vir a acontecer durante o dia, ainda é cedo para tomar qualquer posição.

Só me resta lamentar que algo que seja tão importante para o crescimento do país, da justiça e da democracia esteja sendo usado de forma justamente a colocar a democracia em risco.

As ruas serão tomadas por ambos os lados e poderemos ter conflitos graves, pois a nossa sociedade é intolerante e ignorante, não sabe respeitar as adversidades e as opiniões.

Espero que a mídia tenha consciência da forma perigosa como vem dando suas cartadas.

Há muitas dúvidas sobre o que está por vir: como reagirá Dilma?

E os movimentos sociais? Algumas conclusões já são possíveis: o ambiente político ficará ainda mais envenenado e os protestos do domingo que vem (13 de março), e, consequentemente, o processo de impeachment, ganharão enorme fôlego.

E, muito mais do que 2005, o projeto de poder do PT nunca esteve tão perto do fim.

O Brasil não tem mais jeito.

Infelizmente essa é a minha constatação. A corrupção já está enraizada na cultura, é praticamente impossível combatê-la.

É duro ter esse prognóstico, mas o Brasil é a terra da bagunça e da promiscuidade a céu aberto.








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Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para:thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

O Petróleo é de fato nosso? (Por Thiago Muniz)

PLS 131

Autoria: Senador José Serra

Ementa: Altera a Lei nº 12.351, de 22 de dezembro de 2010, que estabelece a participação mínima da Petrobras no consórcio de exploração do pré-sal e a obrigatoriedade de que ela seja responsável pela “condução e execução, direta ou indireta, de todas as atividades de exploração, avaliação, desenvolvimento, produção e desativação das instalações de exploração e produção”.

Explicação da Ementa: 
Estabelece a participação mínima da Petrobras no consórcio de exploração do pré-sal e a obrigatoriedade de que ela seja responsável pela “condução e execução, direta ou indireta, de todas as atividades de exploração, avaliação, desenvolvimento, produção e desativação das instalações de exploração e produção”.



Quanta grana rolou para que esse projeto ter sido votado em regime de urgência? Alguém consegue chutar?

O momento requer muita calma e nervos de aço. Qualquer tentativa de explicar o que estamos vendo acontecer com a Petrobras poderá ser precipitado.

A única coisa que certa é que não podemos deixar o Brasil entregar nossas riquezas dessa forma!
OS GOVERNOS MUDAM, as riquezas ficam!

Pensem nisso!

Segundo o substitutivo aprovado, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) definirá quais blocos do pré-sal serão leiloados. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) será o responsável por decidir, de acordo com o interesse nacional, quem vai explorar as áreas do pré-sal. Então, o órgão oferecerá a Petrobras a preferência para ser a operadora dessas áreas, contratadas sob o regime de partilha de produção.

A Petrobras terá até 30 dias para se manifestar sobre o direito de preferência em cada uma das áreas ofertadas. Essa decisão será levada à Presidência da República, que dará a palavra final sobre o que a Petrobras irá efetivamente explorar. Nas áreas de interesse do governo, a estatal deverá participar com o percentual mínimo de 30% dos investimentos.

Essa lei é como armar a cama para um eventual governo neoliberal, no momento que esses adoradores de Lobby chegarem ao poder, a Petrobras vai perder o interesse no Pré Sal e jogar no lixo os investimentos pesados para exploração em águas profundas e passar pra os investidores estrangeiros toda essa tecnologia.

Não vi ninguém na rua por isso. A questão é que a prioridade do brasileiro (principalmente do sul e sudeste) é tirar o PT do poder achando que no dia seguinte o sol vai raiar e os problemas irão se mudar para Cuba, mal sabem eles, mal sabem.

A experiência internacional demonstra que os países que são grandes exportadores de petróleo têm, em sua grande maioria, robustas operadoras nacionais de suas jazidas.

Hoje, cerca de 75% das reservas internacionais provadas de petróleo estão nas mãos de operadoras nacionais. Conforme previsão da Agência Internacional de Energia, a tendência é a de que essas operadoras nacionais sejam responsáveis por 80% da produção adicional de petróleo e gás até 2030.

Isso não é casual. Para dominar o mercado, os países produtores precisam dominar as reservas e controlar o ritmo e os custos de produção. O primeiro fator é assegurado pelo regime de partilha e o segundo fator é assegurado pela operadora nacional. A OPEP seria inviável sem o regime de partilha e sem grandes operadoras nacionais.

Eu vejo um horizonte negro, quando até o final de 2013 o Brasil despontava como uma das poucas nações de bem com a vida, as eleições desencadearam uma ação praticamente terrorista e assustadora da mídia em conjunto com o judiciário, e hoje estamos praticamente vivendo um estado de exceção; modus operandi americano, foi assim no Oriente Médio e em vários países do mundo, a desestabilização é tudo que eles precisam.

Hoje a Petrobrás está atolada em dívidas! Mas as riquezas do nosso país estão lá! Como disse, 

Governos mudam, entregar as riquezas num momento de crise é bobagem! Precisamos ter maturidade para lidar com isso! Acima de bandeiras de partidos.

Sou contra o entreguismo demasiado, existem empresas públicas bem geridas e administradas. Acontece que a questão aqui é, temos uma riqueza (Pré-sal) de outro lado temos uma empresa responsável por fazer essa riqueza gerar frutos e essa empresa está se mostrando extremamente ineficiente, infelizmente, está servindo de cabide de empregos e troca de cargos e favores, independente de partido político.

Falhamos, como pessoas, como administradores, estamos em 2016 não em 1986, se não damos conta devido à nossa incompetência (me incluo) como brasileiro, povo de onde emanam todos os políticos, não seria hora de deixar pra quem sabe fazer, precisamos de eficiência, estamos em 2016.

A presidente Dilma não vai vetar. Quebraram a Petrobras que não tem recursos nem crédito pra investir. Se outros investirem impostos serão gerados para o caixa de um governo desesperado.

Os americanos vêm segurando o estoque de petróleo para segurar preço, estão pressionando o mercado e deixando um quadro ainda mais instável no Brasil. Mas eles não aguentam mais um mês, Dilma precisa recuar, ouvir Lula, alinhar seu ministério de maneira bilateral , negociar um pouco mais, sair do isolamento!

O Brasil só de devedores americanos tem mais de 400 bilhões de dólares a receber, tem uma divida externa infimamente menor , tem caminhos para sair dessa paralisia , retomar a economia, esvaziar o discurso dos golpistas e ainda botar o bandido do Cunha ma cadeia! Só precisa dialogar , precisa negociar saídas , dar espaço e ganhar espaço . Agora isolada , não ouvindo ninguém da nisso, a própria base começa a rifar ela.

Uma coisa é certa o petróleo poderia ser muito mais barato se os usa não tivesse com o "narizão" aqui onde eles não foram chamados ai acaba que o Brasil vende o petróleo para eles e eles compra de novo o próprio petróleo para poder vender mais caro aqui , acho isso um absurdo e uma forma de mostra que o pais ta se rebaixado a um pais que não tem nada a oferecer para o nosso já que tudo que precisamos para nosso pais ser o pais de primeiro mundo o nosso pais tem, fica a dica.

O petróleo não é nosso, os minérios não são nossos, o pré-sal não é nosso, as estatais não são nossas! É tudo dos 3 poderes e empresários amiguinhos. Nossos, são só os impostos pra sustentar tudo isso, e o preço absurdo da nossa gasolina!

Certo ponto é verdade, as terras não são nossas vivemos de aluguel em nosso próprio país, a Amazônia não é nossa, a autonomia não é nossa, somos escravos Brasil colônia ainda por culpa de uma classe escrota e doente que não quer um desenvolvimento sustentável e igualitário, a fauna e flora não é nossa, a Vale não é nossa, a Petrobrás não é nossa, nem salário nos temos, é mínimo o nosso misero salário.

Somos um povo pequeno que é covarde e bundão, entregamos tudo o que tivemos e somos conivente com toda as patifarias desde sempre, os minérios e água não é nossa. Nossos governantes são uma corja de escrotos corruptos que fazem conchavos e acordos por dinheiro e jamais trataram o Brasil como uma Nação que pudesse ser país de primeiro mundo. 

Nossa matéria prima sai daqui a preço de merda e volta absurdamente cara e estragada para nós consumirmos a merda feita pra gente, enquanto eles lá fora ficam com o melhor que temos. Culpa do povo fraco que temos.

Depois de uma mobilização intensa da esquerda para defender o pré-sal do entreguismo típico do PSDB, o governo fez um acordo com o tucanato para inserir um dispositivo no projeto de lei de José Serra e aprová-lo no Senado. Contra ele, votaram as bancadas do PT, PDT, PTB, PSB, PCdoB, PRB e Rede (no caso destes três últimos, a "bancada" se resume a um senador cada). Alguns integrantes do PMDB também votaram contra (como Requião, combativo como de hábito, e Edison Lobão).

Repetindo: a bancada de apoio ao governo votou contra este; a de oposição, ao lado dele.

Imediatamente, alguns militantes, atordoados, tentaram defender a ação do governo Dilma: teria "cedido os dedos para não perder os braços"; o acordo teria "mantido a Petrobrás como responsável por decidir se abriria mão da exploração ou não", etc.

Não passa de negação.

O que acabou sendo aprovado foi noticiado pela imprensa como "Petrobrás é desobrigada de explorar no mínimo 30% do pré-sal". A linguagem da mídia é reveladora como sempre. "Desobriga de explorar" parece algo positivo; ninguém gosta de ser OBRIGADO a nada. 

Na prática, porém, o que isto significa é que a Petrobrás PERDEU o direito de ter no mínimo 30% de participação na exploração do pré-sal. E se lembrarmos que as verbas da Educação estão atreladas ao pré-sal, perceberemos que, com isso, não perdermos apenas nosso patrimônio natural, mas também investimento em um setor básico da Sociedade.

Esta perda foi disfarçada da seguinte maneira: agora, caso queira manter sua participação na exploração quando novos leilões forem feitos, a Petrobrás terá que fazer uma defesa técnica cuja decisão final caberá a quem estiver ocupando a Presidência da República.

Perceberam o problema? Sim: se antes a Petrobrás tinha uma proteção institucional, legal, para impedir que o pré-sal caísse nas mãos das corporações estrangeiras, isto agora passa para as mãos do(a) Presidente.

Agora imaginem que este Presidente seja alguém como José Serra, que já havia prometido à Chevron que alteraria a lei para permitir a entrega do pré-sal. 
Ou alguém como Aécio Neves, que, nos intervalos da sessão no senado, podia ser visto conversando com Adriano Pires, que pertenceu ao Instituto Liberal (criado com participação da Shell) e que hoje é do CIEB, que presta "consultoria" (leia-se: faz lobby) para empresas petrolíferas estrangeiras e que, não por acaso, frequentemente aparece como "comentarista" em jornais da Globo e publica artigos atacando a Petrobrás em revistas do mesmo grupo, como a Época. Pois é: na prática, sob a gestão de neoliberais, teríamos uma privatização do pré-sal, com o lucro indo para o exterior em vez de para o país do qual o óleo foi extraído.

E tudo foi feito de maneira escancarada: os movimentos sociais chegaram a ser impedidos pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, de ocupar as galerias - e, no entanto, lobistas das corporações estrangeiras ficaram no ambiente sem qualquer questionamento.

Ou seja: vimos hoje, sem qualquer disfarce, como REALMENTE funciona nossa democracia plutocrática (trocando em miúdos: uma "democracia" na qual quem manda é o capital, não o povo).

E o governo Dilma, traindo a militância da esquerda e SEUS PRÓPRIOS SENADORES DE BASE, cedeu a isso. Em vez de lutar e correr o risco de perder, optou por desistir de antemão.

Cadê o tal Coração Valente no qual a esquerda acreditou durante as eleições?

Pelo jeito, infartou.

Resultado: no lugar da luta, o luto.

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P.S.: Isto não quer dizer que apoio qualquer tentativa de golpe (ou seu eufemismo: "impeachment"). O que a neodireita não entende é que é possível discordar de um governo - ou mesmo rejeitar frontalmente suas ações - e ainda assim respeitar o processo democrático. Dilma vai até 2018. Foi eleita para isso e defenderei SEMPRE seu direito de ir até o fim de sua gestão.

O que não significa que preciso aprovar a gestão em si.





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Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Existe censura no Brasil? (Por Rapha Ramirez)

É a partir dessa pergunta que começa a coluna dessa semana. Traremos nas próximas linhas dados, informações e declarações de como os profissionais de imprensa olham para a censura hoje. E como o fantasma do autoritarismo e da falta de liberdade ainda está nas mentes e nos corações dos jornalistas, inclusive daqueles que nunca viveram a ditadura militar. Para agravar o quadro, existe também a chamada censura–consentida ou auto-censura.

A organização “Repórteres Sem Fronteiras”(RSF), em seu relatório anual sobre liberdade de imprensa, mostra o Brasil na 99o colocação, uma posição melhor do que em 2014 quando o país ocupava a 111o. Segundo a ong apesar da melhora, “a repressão a manifestações na América Latina é um problema crescente que acaba dificultando a cobertura da mídia, tanto no Brasil quanto em outros países”.

A lista, que vai até a 180o colocação, ocupada atualmente pela Eriteia na África. A RSF cita em seu relatório a morte de dois jornalistas e reitera, que a lei de imprensa utilizada na República Brasileira data da ditadura militar e deve ser revogada. Os países com mais liberdade são os europeus, em primeiro lugar está a Finlândia e, em segundo, a Noruega.

Citada pela RSF como um dos problemas para a liberdade de imprensa no Brasil, a “Lei de Imprensa” nº 5.250, de 9 de fevereiro de 1967, portanto em pleno período militar, foi criada pela presidência da República para regulamentar as manifestações de pensamento e de informação. E apesar de alguns artigos liberais como o que diz: “É livre a manifestação do pensamento e a procura, o recebimento e a difusão de informações ou ideias, por qualquer meio, e sem dependência de censura, respondendo cada um, nos termos da lei, pelos abusos que cometer”, o documento traz, também, tópicos que cerceiam a liberdade.

Como este, que fala o seguinte: “O diretor, principal responsável do jornal, revista, rádio e televisão, manterá em livro próprio, que abrirá e rubricará em todas as folhas, para exibir em juízo, quando para isso for intimado, o registro dos pseudônimos, seguido das assinaturas dos seus utilizantes, cujos trabalhos sejam ali divulgados”. Para o colunista de O Globo, Luiz Garcia, a lei de imprensa acaba tornado a censura governamental, porque através dela pode-se abrir processos contra jornalistas, com muita facilidade.

Segundo o repórter da Rede Globo de Televisão, André Luiz Azevedo, nem mesmo a lei de imprensa pode cercear os jornalistas. “No mercado atual, com consumidores atentos, opinião pública atuante e cobrança permanente não existe mais, pelo menos nos grandes centros que conheço, lugar para a manipulação de que se fala. Infelizmente, ou melhor, felizmente, a realidade não confirma essas teses conspiratórias”.

Eliane Cantanhede, do O Estado e São Paulo e da Globonews, tem uma opinião muito próxima da de André Luiz Azevedo. Para ela, a sociedade está amadurecida e, com isso, seus jornalistas e também a sua imprensa.

O ex-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Sergio Murillo, hoje no conselho de ética da instituição, pensa diferente. Para ele, os meios utilizados pela ditadura foram substituídos por instrumentos sutis, mas igualmente devastadores do direito à informação. “Há uma liberdade formal, que beneficia na sua plenitude os grandes grupos de mídia. É fundamental que a sociedade passe a discutir e a reivindicar o direito à comunicação”, finalizou.

Arrematando a opinião de Sérgio Murillo, o pesquisador da Universidade de Brasília, Venício A. de Lima, em artigo publicado pelo site do Observatório da Imprensa, informa o seguinte: “Não é segredo para ninguém que a indústria das comunicações, apesar de crises financeiras localizadas, transformou-se num dos principais negócios das últimas décadas, e exemplo de concentração da propriedade no mundo globalizado.

Reduzida a alguns mega-grupos privados, tende cada vez mais a controlar o que vemos, ouvimos e lemos”, disse. Ao se contemplar o cenário que existe hoje, seria uma espécie de censura capitalista, que produz nos jornalistas um sentimento de auto-censura, e até de um consentimento de ser censurado. Segundo Bill Kovach e Tom Rosenstiel, em seu livro “Os elementos do Jornalismo”, hoje essa conglomeração ameaça a sobrevivência da imprensa como instituição independente, “já que o jornalismo se converte em um setor subsidiário dentro das corporações, essencialmente voltada para os negócios”.

Venício A. de Lima diz, ainda, citando a Veja, edição 1872 de 22 de setembro de 2004 que “no Brasil moderno, a ‘liberdade de expressão’ deixou de ser um direito natural e absoluto, passando a ser encarada como algo que – na avaliação de ministros do governo e de tribunais superiores (sic) – ‘é relativo’ ou exige ‘precondição para ser exercido’”. Para muitos não é assim. O diretor geral de jornalismo e esporte da TV Globo, Ali Kamel, em artigo publicado pelo jornal O Globo de 4 de outubro de 2005, acha que só existe o jornalismo onde há liberdade. “O que no fundo choca esses intelectuais não é a cobertura (...), mas a liberdade de cobrir”, afirmou.

O colunista do jornal O Globo Ilimar Franco concorda com Kamel. “Na minha experiência cotidiana, posso afirmar que a mão da empresa no trabalho dos repórteres não tem esse peso todo como pretendem alguns”. E critica: “Acredito que esse discurso é uma forma perversa de atacar uma categoria profissional que esteve ao lado do país em momentos cruciais da história recente, como a anistia, a convocação da Constituinte, a redemocratização e o impeachment”.

A opinião de Ilimar é paradoxal, já que há declarações, inclusive de políticos, de que “fulano tem grande abertura do jornal X, ou do jornal Y cuido eu”. Os governos de Lula e Dilma abriram espaço para essa discussão que aqui se trava. O tratamento de ambos e do PT junto à imprensa é muito ruim, e parece que não muda, mesmo depois de tantas críticas.

O deputado estadual e ex-secretário-geral do Partido dos Trabalhadores, Raul Pont, em entrevista ao Blog do Josias da Folha On Line do dia 22 de novembro de 2005, falou da popularidade do falecido presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e aproveitou para novamente, em nome da legenda, criticar a imprensa. “Eu acho que a imprensa daqui bate até mais em nós (...). 

A nossa é mais radical contra o PT e o governo do que a imprensa da Venezuela contra Chávez”, afirmou. Claro que a imprensa brasileira tem excessos. Mas a grande maioria está noticiando o que sai do próprio governo, ou da polícia federal.

Apesar da presidente Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defenderem que o país é livre e que a receita para o vigor do jornalismo é a liberdade, o cenário atual não se constrói assim. Muito pelo contrário: é erguido com vigas de isopor prestes a se desfazerem e cair. Em entrevista publicada pelo jornal O Globo, o colunista Arnaldo Jabor, da TV Globo e do jornal O Globo, resume muito bem tudo isso. “

A importância do jornal e da liberdade de imprensa é como instrumento na construção da cidadania e da comunidade. (...) Há muitos petistas no governo que de dia são neoliberais e de noite são leninistas. Metade do governo não quer a multiplicidade, querem o único. Querem evitar que a sociedade e os jornais defendam o país deste desejo de controle, de fiscalização”, alfinetou Jabor.

Para o ex-prefeito de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas, em entrevista à revista Agenda 45, “durante todos esses anos em que o PT se auto-atribuia o monopólio da ética na política, o Brasil deveria ter percebido a inspiração totalitária de seu projeto, seu desprezo pela democracia, sua descrença no funcionamento das instituições e na possibilidade de aperfeiçoá-las com reformas. Desde a luta armada, eles nunca acreditaram no jogo limpo”.








Rapha Ramirez tem 32 anos, é formado em Jornalismo pela Universidade Veiga de Almeida. Apaixonado por política, já está escrevendo o seu primeiro livro e em breve se lançará como Escritor. Caso queiram entrar em contato com ele, basta seguirem o seu perfil no Twitter em @rapharamirez.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Lula e o malefício próprio (Por Thiago Muniz)

Para começo de conversa, não haverá político algum que por mais honesto que seja, consiga mudar de fato a cara do Brasil.

A corrupção é endêmica. A paralisia da consciência de seu povo está na distração pelos meios de comunicação.

O governo Lula fez pouco, mas fez alguma coisa e não conseguiria fazer mais do que fez. Oxalá as forças reacionárias não tomem o poder apesar de serem a grande maioria no Congresso, pois veremos aberrações como a privatização integral da educação e da saúde brasileira, algo jamais visto na história deste país.

Luiz Inacio Lula da Silva Ele teve o Brasil aos seus pés; presidente nenhum na história da democracia mundial obteve tamanho sucesso numa eleição popular, ainda que obrigatória.

Ele poderia ter mudado de verdade a cara do Brasil: mudado o deprimente estado da saúde; reformado o sistema educacional de uma vez; acabado com a impunidade da polícia militar assassina; poderia ter encaminhado uma profunda reforma política para acabar com a bandidagem do Congresso Nacional; e, sobretudo, poderia ter dado à população mais humilde - além do pão - a real oportunidade de sair da miséria existencial que há 500 anos frustra as expectativas de resgate social da grande maioria do povo brasileiro..

Nada disso tudo ele fez..

Abençoado por uma situação econômica mundial favorável, conseguiu levantar por um tempo o Brasil a níveis nunca alcançados antes..

Mas foi apenas um fogo de palha..

E a atual situação econômica, tristemente, o confirma..

Sinceramente eu não sei em quantos e quais escândalos ele esteja envolvido, pois não sou tão otàrio ao ponto de acreditar em tudo aquilo que foi vomitado pelos delatores ou pela imprensa com placa PSDB.

Por outro lado, é claro que Lula não é nenhum santo e é imperativo que esclareça de uma vez a sua, nada cômoda, posição..

Ainda que esteja culpado por um crime menor, a sua imagem, perante a História, será a dum político que desperdiçou uma ocasião única pra ser lembrado como o maior presidente do Brasil, acabando, ele também, na lama da corrupção que está destruindo este país.
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Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para:thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.



quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Um novo mandatário para Portugal (Por Rapha Ramirez)

Os ventos de direita que sopram aqui na América Latina atravessaram o mar e chegaram em Portugal, com a eleição do o professor e comentarista de política Marcelo Rebelo de Sousa para Presidência da República. Em comum com o recém-eleito Presidente da Argentina Mauricio Macri, a procura em se mostrar independente e um pouco mais ao centro do que a direita.

Com 67 anos, Souza se beneficiou claramente de sua longa carreira televisiva e foi eleito com 52,1% dos votos, em um pleito em que a esquerda portuguesa se pulverizou e não teve um candidato capaz de enfrentar o midiático analista político, que teve apoio dos partidos de direita a distância.

Como na Argentina, o líder conservador quer unir o país: “É tempo de virar a página e recriar a pacificação social, económica e política em Portugal.” E colocou o Papa Francisco na dança portuguesa, afinal Portugal é um país de maioria católica, para ele, com um discurso pragmático é possível conciliar a “justiça social com crescimento económico e solidez financeira”.

Marcelo Rebelo de Sousa mostrou em seu primeiro discurso que pretende seguir um caminho próprio, ideologicamente a direita, próximo a doutrina social católica e longe de partidos políticos, por aqui, esse distanciamento fez mal ao governo da presidente Dilma, mas sabemos que na terrinha a figura do presidente e de chefe de estado e não de governo, afinal Portugal é parlamentarista.

Os ventos cá como lá já vimos são a direita, resta saber se farão bem a América Latina e a Europa. Acredito que a alternância de poder deve ser feita entre conservadores e liberais de verdade, sem um discurso dubio ou pragmático que enfraquece a democracia e dificulta o entendimento da população em geral sobre o que pensam aqueles que dão rumo as nações.

Em tempo, até agora a presidente brasileira não felicitou Souza pela vitória como manda a tradição das nações irmãs Portugal e Brasil, nitidamente mostra o descontentamento pela vitória conservadora sobre seus parceiros de esquerda das terras de Cabral.

Rapha Ramirez tem 32 anos, é formado em Jornalismo pela Universidade Veiga de Almeida. Apaixonado por política, já está escrevendo o seu primeiro livro e em breve se lançará como Escritor. Caso queiram entrar em contato com ele, basta seguirem o seu perfil no Twitter em @rapharamirez.



segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Novos Ventos na Argentina (Por Rapha Ramirez)

Con la democracia no sólo se vota: con la democracia, se come, se cura y se educa.

Essa frase de Raúl Alfonsín ex-presidente argentino mostra um pouco do que vive hoje a República Argentina: um período de democracia, onde a alternância de poder recoloca os portenhos no cenário internacional e retira da franquia Bolivariana tão badalada na última década na América Latina.

Mauricio Macri eleito presidente daquele país em 2015, já mostrou que sabe como ninguém que política é feita de símbolos: reatou relações com Estados Unidos e Inglaterra, revogou a lei que aniquilava os meios de comunicação, começou a vender a frota dos aviões presidenciais e a partir de agora só viajará em voos comerciais, atitudes tomadas por um político de direita que contrasta com os governos gastadores de esquerda tão badalados por essas bandas.

Macri na última semana esteve em Davos, e como a maior economia da AL, o Brasil, está em meio a uma crise econômica e política sem precedentes, circulou como novidade entre as nações mais ricas do mundo e anunciou que a Argentina volta a ortodoxia e que quer ter boas relações com as nações do mundo inteiro, menos a Venezuela que afirma não respeitar os diretos humanos.

Para o novo mandatário argentino seu exemplo de político é Mandela que reunificou a África do Sul, tarefa que também o espera na terra do tango, apesar dos problemas internos que certamente terá que resolver, 

Macri não tira os olhos da política internacional, para ele a guinada que começa a ser dada por aqui, se da em virtude que os “governos que não têm respostas às demandas dos cidadãos, enfraquecem”. Com relação a ideologia, acha que a definição entre esquerda e direita uma antiguidade que não condiz com os governos do século 21.

Apesar do discurso que busca a modernidade, escolheu como sua vice a ex-senadora conservadora Gabriela Michetti que se locomove através de cadeira de rodas e que tem opiniões polemicas com relação a vários temas e diz abertamente que para ela o casamento gay é a união civil e casamento do casal heterossexual é o matrimonio, considerando-os como duas instituições jurídicas distintas.

Mauricio Macri vai aos poucos vaii deixando uma marca na política argentina e latino-americana e entrando no hall de argentinos famosos como Peron, Evita, Che Guevara e Jorge Mario Bergolio o primeiro Papa latino americano.

O vento da mudança começou na Argentina e já se estende por outros países aqui do cone sul, aguardemos que esse El Ninho político chegue por aqui.










Rapha Ramirez tem 32 anos, é formado em Jornalismo pela Universidade Veiga de Almeida. Apaixonado por política, já está escrevendo o seu primeiro livro e em breve se lançará como Escritor. Caso queiram entrar em contato com ele, basta seguirem o seu perfil no Twitter em @rapharamirez.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

O mundo virtual e os conceitos espectros políticos (Por Thiago Muniz)

Eu fui apresentado à ideia do nazismo como de esquerda não faz muito tempo.

Já postei sobre isto, mas não é este o foco da minha atenção agora. Achei que era o limite do surrealismo em História. Não! Vamos além.

Na imagem (desconheço a fonte) o anarquismo é classificado de extrema direita, porque é contra o Estado. Bakunin e Malatesta assim, passam a ser de extrema direita.

A partir da ideia de Estado forte vs Estado fraco , cria-se esta classificação política, no mínimo, original.

Nada se diz sobre posição em relação à propriedade privada, conceito de economia, objetivos e estratégias de luta política etc . Um dos clássicos do pensamento falacioso é pegar um item e torná-lo único, evitando matizes.

Em literatura, estudamos metonímia, mas em História ela é grave. Alguém já tinha, vagamente, visto a ideia do anarquismo como de extrema direita?

E mais: quem pensa assim, segundo a imagem, é "pessoa normal". Tive um ataque de Simão Bacamarte do Alienista de Machado: se os normais pensam assim, por favor, quero estar entre os anormais.

Ignora também o fato de que o Estado age em duas esferas distintas: economia e social. Logo um governo pode ser liberal na economia e autoritário socialmente, como foi no Governo de Pinochet. 

Tanto que há conservadores que defendem autoritarismo social como apoiar que o Estado proíba liberdades individuais como uso de drogas e casamento gay.

Creio que o equívoco do gráfico se difundiu pelas redes sociais graças a dois fatores :

(i) Alguns "pensadores" brasileiros, seguidores da escola Austríaca de Economia , passaram a se dedicar, exaustivamente, a propagar idéias de cunho liberal pelas redes , principalmente através de um site intitulado Instituto Mises Brasil (IMB). Obtiveram grande êxito;

(ii) Esses liberais não possuem qualquer responsabilidade intelectual com as informações que propagam. O foco deles é atrair a máxima quantidade possível de leigos para o Liberalismo "Austríaco" no menor tempo possível.

Esse é justamente o problema. Eu percebo que as pessoas estão "aprendendo" história por esses banners do Facebook e Instagram. É horrível ver gente, que considero Inteligente, caindo nesse erro. 

Olha a que ponto chegamos, resumi-se anos de documentação, registros e testemunhos em uma figura caricata e imprecisa. Livros e documentos históricos são convenientemente ignorados.

O Noam Chomsky, anarquista convicto, afirma em seus livros que é a favor de menos Estado, mas toda vez que esse discurso é invocado apenas como forma de suprimir direitos e privilegiar a propriedade privada e o lucro, ele se dá o direito de defender o Estado. 

O que ele realmente combate é a hipocrisia liberal, que diz que sem o capitalismo não existiriam iPhones, mas esconde que o computador, a internet e o GPS só existem por causa do investimento do Estado em pesquisa científica.

A divisão direita e esquerda é insuficiente, pois Nazismo e comunismo (independente de estarem na direita e esquerda respectivamente) são regimes totalitários, extremos que se tocam, ambos suprimem a liberdade do individuo, desrespeitam as instituições, censuram a imprensa, perseguem opositores, pregam um estado forte, associação do estado com corporações, coletivismo,

Mesmo estando em extremos no espetro político representam regimes totalitários, são a ``sociedade fechada``, o oposto do que prega Karl Popper em sua sociedade aberta, onde ha limitação do poder do Estado, democracia representativa, liberdade para crítica, alternância de poder, liberdade de comercio, governo limitado pela lei, respeito ao individuo, pluralística e com mecanismos políticos transparentes e flexíveis.

Direita e esquerda não tem nada haver com isso, e sim com a dialética de igualdade e liberdade, onde para direita a politica valoriza mais a liberdade e na esquerda valoriza mais a igualdade, no centro o que se busca é o equilíbrio de ambos. 

Extrema esquerda e direita tendem a se voltar contra seus princípios, o comunismo acaba criando uma força autoritária e desigual para manter a suposta igualdade, e o anarquismo/ultraliberalismo acaba permissionando que os mais poderosos assumam um influência grande demais que suprime a liberdade.

Ex: Cuba e Coreia do Norte, militares com poder e luxo desigual. EUA e uma grande gama de países, corporativismo exacerbado, corporações controlam o governo e até as leis.

A internet deu vazão a essas "novas teorias" políticas para o gosto do cliente. Aqui neste desenho vemos algo claramente contra o pensamento de esquerda, mas acredite que se fuçar bem aparecerá o mesmo tipo de desenho só que contra a direita, invertendo os símbolos de um lado para outros onde colocarão liberais (tanto sentido clássico como moderno) no lado da "escravidão".

Tomando as duas principais influencias do Estado na sociedade, a dimensao economica e a dimensao social, podemos observar que a maioria daqueles que hoje recebem a vaga pecha de direitistas, desejam primordialmente uma economia mais livre do estado enquanto que na dimensao social entendem que o Estado nao deveria se intrometer.

Por outro lado aquelas que se designam orgulhosamente de esquerda, não tem a menor noção de economia, mas entendem que a dimensão econômica deva ser definida em função da dimensão social. 

Na dimensão social entendem que o Estado deve sustentar a sociedade em tudo aquilo que chamam de conquistas (nada mais que aprovações de leis dando direitos sem contrapartida). Adicionalmente estes desejam dar a bunda, ato que compreendem como sendo de extrema liberdade social.

Mas não acho que seja ignorância pura e simples das pessoas. Acho que é má fé mesmo. Definir nazismo como esquerda e forçar bem a barra. Primeiro: se for pelo nome "partido socialista dos trabalhadores", então a ARENA brasileira, que era conservadora, seria renovadora por ter essa palavra na sigla, com muita propriedade. 

Alem isso, junto aos judeus, alemães socialistas e social democratas foram perseguidos e exterminados em campos de concentração sob o regime. Fora isso, não houve estatização de meios de produção durante o nazismo e foi justamente sob ele que marcas como Adidas, Volkswagen, Porsche e outras ganharam força e cresceram. 

Não estou usando juízo de valor e não estou afirmando o que era bom ou ruim, mas esse tipo de dado e uma desinformação que não se sustenta. Alias, o ódio contra socialistas e anarquistas já estava em Mein Kampf da forma mais explicita possível, a ponto dos nazistas usarem a esquerda como bode expiatório para o incêndio criminoso do parlamento alemão. 

Ninguém e obrigado a ser maniqueísta e achar que esquerda seja coisa que preste, mas bora procurar fontes históricas e parar de postar bobagens como essa sem fonte que as sustentem.


Esse é um pensamento bem focado na divisão politica dos EUA e que tem cada vez mais se embrenhado nas discussões politicas da gente, um binarismo estupido de doer. Infelizmente, grande parte de nossos jovens estao sendo criados com essas "informações".

A esquerda dos EUA é a direita libertária, e a direita é a direita autoritária. O "resto" são ditaduras, ou aquela parte ali colocada como escravidão. Eles ignoram completamente as noções de que esquerda e direita se relacionam mais à economia (estatal ou liberal) e que conceitos como libertarianismo e autoritarismo podem e são aplicados nos dois modelos econômicos. Essa ignorância está afetando os debates que nossos jovenzinhos tem feito aqui no Brasil e me preocupa bastante esse fato.


BIO

Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para:thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.