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terça-feira, 28 de agosto de 2018

Elika Takimoto para oxigenar a ALERJ (Por Thiago Muniz)

“Prova viva, cabal e baixinha de que números e letras não precisam viver em conflito cisjordânico permanente: todos podemos ler, todos podemos escrever, todos podemos calcular.” (Paulo-Roberto Andel)

O Brasil que eu quero é Transparência, Senso de Justiça e Ética como atributos primordiais aos nossos políticos. Ainda dá tempo? Mas é claro que dá, e venho aqui apresentar a minha (e será a SUA!) candidata a deputada estadual pelo Rio de Janeiro: ELIKA TAKIMOTO.

Doutora em Filosofia pela UERJ. Mestre em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia pela UFRJ. Graduada em Física pela UFRJ, Professora e Coordenadora de Física do CEFET/RJ. Integrante do grupo de pesquisa Estudos Sociais e Conceituais de Ciência, Sociedade e Tecnologia. Elika é vencedora do Prêmio Saraiva Literatura, categoria: crônicas.

Autora de mais de dez livros, dentre eles:
  • História da física na sala de aula;
  • Minha vida é um blog aberto;
  • Como enlouquecer seu professor de física;
  • Filhosofia;
  • Beleza suburbana;
  • Tenso, logo escrito; 
  • Isaac no mundo das partículas.

Tenho uma grande admiração pela Elika. Conheço há pelo menos 15 anos, acompanhei de perto a sua ascendência profissional como professora, os seus textos enigmáticos sobre milhares de assuntos, a maneira irreverente como cuida de seus filhos e sua vida pessoal. Recebeu um desaconselho do presidente Lula sobre entrar na política, e de quebra, se filiou ao partido e amadureceu a ideia de se candidatar.

E tinhosa e focada como é, se candidatou e ganhou muita força. És a minha candidata.

Gostou? Se identificou? Quer colaborar? Acesse o LINK da campanha de financiamento coletivo. Lá você será contemplado(a) com o vídeo explicativo da Elika sobre a importância do financiamento.

Você não se arrependerá!













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Thiago Muniz é colunista do blog "O Contemporâneo", dos sites Panorama Tricolor, Eliane de Lacerda e Mundial News FM.


sexta-feira, 22 de setembro de 2017

O Rio de Janeiro tomado pela violência (Por Thiago Muniz)

"Os verdadeiros traficantes estão no Congresso Nacional atuando para atrasar o avanço de leis e pautas que possam de fato interromper o fluxo financeiro que o tráfico de drogas gera! Os milhões de dólares de receita econômica que recebem sem pagar um centavo qualquer ao Estado. Lavando dinheiro em bancos, em igrejas, em todo tipo de instituição legal. Tendo seus aviões e helicópteros com pasta de cocaína presos diante do cinismo de uma sociedade que se recusa a debater de forma honesta a questão da regulamentação das drogas." (Tico Santa Cruz)

"O "caos" em questão não é a instauração de um governo ilegal e brutalizado saído dos porões das casernas. Ao que parece, "caos" seria a situação atual de corrupção generalizada. Só que alguém poderia explicar à população de qual delírio saiu a crença de que as Forças Armadas brasileiras têm alguma moral para prometer redenção moral do país?" (Vladimir Saflate)

O Rio de Janeiro está jogado as moscas. A violência toma conta da cidade; assaltos, latrocínios, arrastões, tiros, guerra de facções. O que mais precisa pra detectarmos que estamos numa guerra civil?

A preocupação da imprensa e governo é com o Leblon ou com o morador da Rocinha? Essa histeria busca a melhoria de vida do morador da favela ou é você que não vai poder ir no Rock in Rio?

Por isso que quando pega um morro próximo a Zona Sul, se alardeia todo esse processo que estamos vendo. Só ganha visibilidade quando chega perto dos mais ricos.

Quando é Zona Sul é o CAOS.
Quando é Subúrbio é uma DOCE ROTINA.

"Operação Inteligente", é avisar os bandidos cada passo da invasão policial com transmissão ao vivo no Globocop.

Essa guerra na Rocinha por exemplo está apenas descortinando quão hipócrita é boa parte de nossa sociedade. Vários mortos, alguns queimados vivos, moradores baleados, moradores tendo seus carros roubados, casas invadidas, tendo seus bens destruídos Mas... ninguém, absolutamente ninguém fala nada.

Onde estão os demagogos para fazerem grandes textos nas redes sociais? Os problemas são muito profundos para serem tratados de forma simplificada e com discursos rasos que são adotados por figuras midiáticas e populistas, com seus jargões que na prática não oferecem nenhuma real condição de estabelecer uma ordem social e econômica para a questão da violência.

Onde estão as manifestações, ônibus queimados, moradores desocupados pedindo justiça?

Onde está aquele advogado de porta de cadeia que só aparece se a vítima for morta por agentes do estado? Onde ele está, para ajudar as famílias dos mortos nessa guerra?

Onde estão os policiólogos, sociólogos, maconhólogos com suas teses cretinas e estapafúrdias, falando daquilo que não sabe e não conhece?

Agora vemos todos atônitos verem mais de 60 vagabundos armados de fuzis patrulhando as ruas da favela, um absurdo! Mas quando colocaram alguém lá que barrou essa putaria, armaram para ele é o tiraram de lá! Agora paguem o preço! E aguardem que vai ficar pior, em breve quando eles vierem para o asfalto! Quem sobreviver, verá!

Tem que acabar com essa entrada imoral e ilegal de fuzis, enquanto esse esquema imundo das forças policiais, forças armadas e política continuar o ciclo vicioso da violência e venda de drogas continuará, não mudará. Nossas fronteiras não estão sendo cuidadas, nosso litoral também não. Entram toneladas de armamento todos os dias com anuência desse mesmo Estado que falido, não consegue dar conta do básico.

A ameaça a soberania do país não vem mais de nações vizinhas e sim do tráfico e do crime organizado que impõem a população leis e decisões que não pertencem a Constituição do Brasil. O problema não é o Estado como Estado, e sim os grupos que tomam o poder desse Estado para usarem em benefício próprio. Lembrando, muitos deles a serviço das empresas privadas.

O tráfico na favela é a senzala armada, os bois de piranha dos verdadeiros nocivos da sociedade. O verdadeiro traficante não está na favela! Ali estão os soldados, os descartáveis, os que morrerão e serão trocados por outros, numa fila interminável.

Vários fatores são responsáveis por esse quadro no Brasil, a violência está completamente ligada com a desigualdade social, que por sua vez é mantida pela falta de investimentos públicos reais em educação, que por sua vez colocam jovens em situação de vulnerabilidade e falta de oportunidades para conseguir empregos, que por sua vez num país arruinado por uma crise política onde aqueles que deveriam estar trabalhando para nós, estão trabalhando para salvarem suas próprias peles!

O Rio de Janeiro está em guerra sim, mas sempre esteve... E infelizmente quem também acaba sofrendo sempre com essa guerra são os mais pobres, a periferia e a favela!













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Thiago Muniz é colunista do blog "O Contemporâneo", dos sites Panorama Tricolor, Eliane de Lacerda, blog do Drummond e Mundial News FM. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.




quinta-feira, 18 de maio de 2017

A verdade vindo a tona (Por Thiago Muniz)

"Temos que corrigir nossos erros do qual somos cúmplices pelo sufrágio colocamos esses ladrões no poder. Considerando que emana de nós, povo, temos que saber escolher, votando certo." 
(Luiz Carlos Quaresma)

E o Brasil foi dormir tendo certeza que o seu presidente ilegítimo é um corrupto. E aos que continuam céticos, os áudios serão divulgados em breve, não tão rápidos como esperávamos mas surgirão. Se não consegue mais aprovar o que lhe foi delegado, Temer perdeu a função e, por tabela, o único apoio que o sustentava – já que, na sociedade, a impopularidade do atual presidente é comparável às de Collor e Dilma antes de sofrerem o impeachment.

Se perder o apoio dos grandes empresários, o presidente perderá cacife fundamental para sustentar sua fisiológica base parlamentar. Depois de Joesley, quem mais vai topar negociar contribuições financeiras para políticos por indicação de Temer?

E o "salvador da pátria" de 2014, senhor Aécio Neves só não foi preso ainda por ter o tão maligno foro privilegiado, pois sua irmã e seu primo já foram presos pela Polícia Federal. A caveira de Tancredo Neves deve estar se revirando de desgosto.

O momento atual é termos lucidez. Esclarecer aos menos informados de que o momento é delicado no país. Nada é mais urgente do que Fachin derrubar o sigilo sobre as delações da JBS. Isso tem de ocorrer hoje, inclusive para minimizar o impacto do vazamento seletivo.

Sabermos que a Oligarquia já está articulando uma provável saída de Michel Temer e ele vai fazer de tudo para não renunciar. O momento atual não é escolhermos um mártir ou herói e sim sermos protagonistas da história do Brasil.

O momento é de reflexão, pois o atual Congresso é ardiloso e legisla em favor próprio. A sociedade necessita refletir de nossas atitudes.

Colocar os políticos para montar a Reforma Política é o mesmo que colocar criminosos para fazer a reforma no Código Penal, não tem sentido. Essa gente rouba e mata antes de ser delatada. É assim há 500 anos. Sem o fortalecimento das instituições democráticas, essa turma se arvora e toma o poder na marra, como aconteceu há um ano, para continuar roubando e calando quem as denuncia. Quanto mais luz e democracia, menos sombra.

Somente as ruas podem impedir o fim da democracia novamente no Brasil. O povo tem que agir.





































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Thiago Muniz é roteirista, colunista do blog "O Contemporâneo", dos sites Panorama Tricolor, Eliane de Lacerda, blog do Drummond e Mundial News FM. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.



domingo, 7 de maio de 2017

O desastre da espanholização no futebol brasileiro (por Thiago Muniz)

Nas últimas rodadas, vimos acompanhando o desempenho esdrúxulo e ridículo dos árbitros e dirigentes em favor de certos clubes, afora a total inércia da grande mídia econômica que, aos poucos, está favorecendo financeiramente alguns clubes e assassinando outros, tão importantes no cenário nacional.

“Espanholização” é o termo cunhado pelo especialista em marketing esportivo Amir Somoggi e que, após a implosão do Clube dos 13, ganhou força entre os times nacionais que passaram a negociar os seus próprios contratos com a detentora dos direitos televisivos – Rede Globo- que, segundo o site Futebol Business, pagou pelo triênio 2012 -2015 R$ 2,7 bilhões pelas partidas da série A, no canal aberto e nos fechados, sem contar o pay-per-view.

O futebol brasileiro caminha em passos largos em direção à espanholização.

O principal motor desse processo é a distribuição das cotas de TV, segundo levantamento do Itaú BBA.

O termo se refere à situação da Liga BBVA (Espanha), na qual Real Madrid e Barcelona abocanham 55% da receita total do campeonato e boa parte dos títulos nacionais.

Em 2011, o Grupo 1, formado por Corinthians, Flamengo, São Paulo, Internacional e Atlético-MG teve receitas de R$ 980 milhões no total, R$ 257 milhões a mais do que recebeu o Grupo 2 (R$ 722 milhões), formado por Santos, Cruzeiro, Palmeiras, Grêmio e Vasco. Em apenas dois anos essa distância dobrou, alcançando R$ 577 milhões.

Isto ocorre porque a emissora carioca aumentou o repasse ao Grupo 1 em um ritmo muito superior ao do pelo Grupo 2. Entre 2011 e 2013, o repasse ao primeiro escalão aumentou 43%, enquanto o segundo cresceu apenas 22%.

A distância para o grupo 3, formado por Fluminense, Botafogo, Coritiba, Atlético-PR e Bahia é ainda maior: de R$ 679 milhões, em 2011, para R$ 877 milhões em 2013. Na média, cada clube do primeiro escalão teve receitas de R$ 281 milhões, contra R$ 106 milhões do terceiro.

Segundo números do consultor Amir Somoggi, com os dados dos balanços financeiros dos clubes de 2014, o Flamengo faturou R$ 115,1 milhões com direitos de TV e o Corinthians R$ 108,7 milhões.

O abismo entre o clube que mais recebeu, Flamengo e o que menos recebeu, Ponte Preta, é de 5,8 vezes. Para o banco, os clubes brasileiros deveriam mirar a Bundesliga alemã, onde o Bayern de Munique recebe apenas o dobro do clube pior colocado da liga, o Greuther Fürth.

Os clubes precisam se unir.

Basta de notas oficiais patéticas quando são beneficiados.

É hora de exigir uma profissionalização capacitada. A partir de quem a comanda.

Não podemos ficar inertes com a futura falência dos grandes do futebol brasileiro.

A partir de 2016, haverá um aumento na cota de TV do Brasileiro, que deve fazer crescer um pouco a diferença entre Corinthians e Flamengo e os demais clubes, mas que ainda ficará longe da perversa realidade do Campeonato Espanhol.

É um absurdo essa diferença de valores e os clubes serem coniventes com isso. É justo que o time com mais torcedores inscritos no pay per view receba valores maiores por isso. Agora, dar de largada uma vantagem de R$ 110 milhões de reais para Corinthians e Flamengo em relação a clubes de fora do Eixo, apenas vai tornar o campeonato cada vez mais desigual. Se continuar assim, chegará o tempo em que apenas Corinthians e Flamengo terão chances de titulo. A continuar esse caminho nefasto, os outros clubes deveriam sair fora e criar um outro campeonato paralelo.

Na minha opinião, o modelo ideal no Brasil seria parecido com a da Premiere League: 70% dividido, e os outros 30% de acordo com audiência e posição na tabela. É um modelo que não gera desequilíbrio e nem injustiça, já que no fim das contas o campeão receberia mais que o último colocado, porém o ultimo colocado não receberia uma quantia pífia.

Esse critério de mensurar o tamanho da torcida tem de ser discutido.

No Brasil nunca houve uma pesquisa séria e de qualidade.

Todas são encomendadas e, por isso, muito suspeitas. Ninguém sabe o real tamanho das torcidas. E quem afirmar o contrário estará mentindo.

As mídias oligárquicas paulistanas e cariocas endossam falácias sobre esses dois times (Corinthians e Flamengo) há mais de 40 anos. E não me venham com essa conversa fiada de audiência que é outra mentira. O que determina maior ou menor audiência é a importância do jogo, independente de quem joga.

Não bastasse a diferença financeira administrada com a parcialidade de um torcedor (flamenguista ou corintiano), teremos que aturar e conviver por muitos anos com a parcialidade casuística do STJD.

Como convencer o torcedor descrente a continuar torcendo? Mas ninguém é obrigado a torcer, a ver jogos, a acompanhar o esporte, os ortodoxos me responderão. Se o cidadão colocar na cabeça que aquilo não é sério, ele larga. É um fato.

Cartolas e empresários, acordem! Isso não pode continuar assim.

Pelo bem do futebol brasileiro.























Imagem: portal mídia esporte




Publicado em 12/09/2015 no site Panorama Tricolor


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Thiago Muniz é colunista do blog "O Contemporâneo", dos sites Panorama Tricolor, Eliane de Lacerda, blog do Drummond e Mundial News FM. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.


sexta-feira, 31 de março de 2017

Inri Cristo deseja concorrer a presidência em 2018 (Por Thiago Muniz)

Quando chega mais próximo das eleições, sempre surge especulações em possíveis candidatos, uma verdadeiras outras falsas. No Brasil isso não é diferente ainda mais com a mídia megalomaníaca oligárquica brasiliana como a nossa.

Já colocam Lula, Bolsonaro e Dória como pré-candidatos. Recentemente o apresentador Luciano Huck levantou o desejo de também se candidatar. É possível de Marina Silva aparecer como candidata.

Com exclusividade O Contemporâneo através do colunista Thiago Muniz conseguiu conversar com o multimídia Inri Cristo, que falou sobre política, corrupção e futuro do Brasil. Também manifestou o desejo de se candidatar a presidência em 2018.

Devido a sua agenda apertada, Inri Cristo nos concedeu a entrevista via fax, pois via Correios não foi permitido por não cobrir a área residencial dele.

Siga a entrevista.

O CONTEMPORÂNEO: Inri Cristo, primeiramente é um prazer conversar com o senhor, gostaria de saber o que te aflige hoje?

INRI CRISTO: O prazer é todo meu. O que me aflige hoje é a ambição desacerbada da elite dominante no Brasil. Nunca olham o próximo, isto me perturba diariamente.

O CONTEMPORÂNEO: O que o senhor acha da política brasileira?

INRI CRISTO: Acho um tremendo egoísmo a política brasileira. Legislam para causas próprias, nunca de acordo com os interesses do povo.

O CONTEMPORÂNEO: E o que tez se interessar pela política?

INRI CRISTO: Primeiramente recebi a missão do meu pai de proteger o meu povo e a minha nação. Conversei com ele na margem do Rio Jordão e ele me incumbiu desta missão para com a minha nação.

O CONTEMPORÂNEO: Você mira algum cargo em específico?

INRI CRISTO: Estou cada vez mais certo de concorrer a presidência em 2018.

O CONTEMPORÂNEO: Há algum partido que o senhor conversa?

INRI CRISTO: O diabo agiu primeiro e enviou o PMDB e o DEM, que me enviaram convites de filiação, mas as conversas não evoluíram em nome de meu pai maior. Eu pensei em fundar um partido próprio, mas não daria tempo hábil de disputar em 2018. Estou conversando com outros partidos, mas no momento não quero divulgá-los.

O CONTEMPORÂNEO: Sei que o senhor é muito ocupado com a sua rotina intensa, ser presidente da República não atrapalharia as suas atividades?

INRI CRISTO: Nem um pouco, conseguirei manter as minhas atividades relacionada a presidência pois sou o filho de meu Pai maior. Ele me guiará pelos caminhos.

O CONTEMPORÂNEO: Quer deixar um recado para a nação?

INRI CRISTO: Sim, eu gostaria de citar uma frase de Martin Luther King: "O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética… O que me preocupa é o silêncio dos bons”. Desejo muita saúde e honestidade para o Brasil. Confiem em mim. Eu sou o escolhido, o emissário do PAI, aquele que mudará os rumos da nação.







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PS: Este é um conteúdo 100% fictício, de inteira responsabilidade do autor.


sexta-feira, 17 de março de 2017

A face do direitista envergonhado (Por Thiago Muniz)

Existe uma fissura na direita brasileira que está aparecendo: Os direitistas iludidos X os direitistas canalhas.

Os direitistas iludidos, são aqueles que - de boa fé, mas com péssimas fontes de informação - acabaram verdadeiramente pensando que o caminho certo era o impeachment e que isso resolveria o os problemas do Brasil. Para os direitistas iludidos a ficha está começando a cair e a vergonha é muito grande que assola em suas vidas.

O segundo grupo é o que produziu as notícias para aliciar os primeiros. São os políticos calhordas e a nova geração de calhordinhas que está entrando na esteira da "calhordocracia" que está instalada no Brasil desde as capitanias Hereditárias.

Outro componente que ajuda a explicar a vergonha de ser de direita é a culpa, afinal, o Brasil é um país desigual e capitalizar sobre esta desigualdade é a especialidade de alguns políticos. Hoje, o investimento dos pais na educação dos filhos é algo que o Estado busca punir, por exemplo. Se não consegue melhorar a educação pública, se esforça para reduzir as oportunidades dos filhinhos de papai. E os filhinhos de papai se sentem culpados.

A direita tem um grande e poderoso aparato de convencimento que inclui os meios de comunicação de massa que, desinformam e omitem tudo que não lhes é conveniente e informam aquilo que convém à elite. Grande parte das pessoas não é culta e politizada o suficiente para entender que os grandes canais de TV, jornais e revistas agem como partidos políticos com a intenção de defender os interesses econômicos e políticos da classe social à qual pertencem e da qual desejam ter o seu representante a conduzir os destinos do país. O comodismo da classe trabalhadora é outro fator que constitui grande obstáculo para o avanço das ideologias de esquerda de forma tal que Lênin afirmou ser a classe proletária portadora de vocação reformista e não revolucionária, sendo dessa forma necessária uma vanguarda revolucionária, ou seja, um grupo de intelectuais para conduzir os trabalhadores no rumo da revolução.

Em tempos normais, quando o sujeito diz que não existe nem direita, nem esquerda, que tudo isso deixou de fazer sentido depois da queda do muro de Berlim, e que não se prende a rótulos, blábláblá, todos nós sabemos: ele é de direita, mas está com vergonha de dizer.

Em tempos de eleições, é a mesma coisa, mas a pessoa inova.

Quando a gente pergunta em quem ela vai votar, se sai com essa: "o voto é secreto".

Mas a vergonha continua pública.















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quarta-feira, 1 de março de 2017

Pré Apuração do Carnaval RJ (Por Thiago Muniz)

Estou escrevendo aqui a poucos instantes da apuração do desfile do grupo especial do Rio de Janeiro.

A LIESA confirma que não haverá rebaixamento no grupo especial do RJ - Carnaval 2017.

A LIESA passou a mão por cima da incompetência. A decisão expõe uma característica da nossa sociedade que estamos querendo deixar pra trás: a tendência a quebrar contratos e desrespeitar as regras, dependendo de quem é o (des)favorecido.

Foi uma decisão muita mais cômoda do que com sabedoria. As 2 escolas devem ser responsabilizadas pela tragédia. Não foi uma simples tragédia, houve erros graves e os responsáveis devem ser investigados e punidos. Uma das punições deveria ser o rebaixamento de uma delas, dependendo da apuração das notas. Ao meu ver o fato de uma das escolas ser a Unidos da Tijuca pesou nesta decisão. Aposto que se a tragédia tivesse sido só com a Tuiuti ela certamente seria rebaixada.

Não é vergonha nenhuma disputar o acesso do RJ. Império Serrano, 9 vezes campeã do Carnaval, está lá. A exemplo da Viradouro, Estácio de Sá entre outras agremiações que já foram campeãs do Carnaval.

Se o problema fosse algo universal, fosse um problema em que todas as escolas tivessem sido prejudicadas, ou pelo menos um terço, e a medida beneficiasse a todas elas, seria outra história. Um erro individual (Constatado pela perícia da Polícia Civil) jamais pode ser beneficiado.

A LIESA não foi correta, a medida não foi correta, e jamais nos esqueceremos deste dia 1° de Março de 2017.

As escolas são culpadas pelos acidentes e não pagam por isso? Além da sanção criminal, tinham que arcar com o rebaixamento! Por mais triste que tenha sido, a Unidos da Tijuca é responsável pelo desabamento parcial da alegoria; a Paraíso do Tuiuti responsável pelo acidente com o carro dela.

As escolas deveriam sim serem responsabilizadas pelos seus atos até mesmo para que novas coisas sejam evitadas. Põem um carro mal estruturado na avenida, ele desaba, fere pessoas e nada acontece com a escola?

Fatalidade é diferente de irresponsabilidade!

Bem... mais um 7x1 na cara da sociedade principalmente na comunidade carnavalesca, em fator da impunidade.

Apuração chegando, elejo as favoritas ao título: Beija-Flor, Salgueiro, Mocidade e Portela. Fizeram desfiles muito técnicos, sem erros e com enredos muito fortes e de raíz, foi uma missão complicada para o corpo de jurados.

Pós apuração tem mais...































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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Os governadores do RJ (Por Thiago Muniz)

Dois ex-governadores do Rio presos em menos de 24 horas é algo inusitado e que enseja esperança.

Pode-se até confirmar mais à frente a eventual inocência de Garotinho e Cabral em relação às denúncias formuladas contra eles. Mas o fato é que o Brasil já não é o país da impunidade.

Sérgio Moro (com seus erros e acertos) não é o único juiz disposto a cumprir a sua função diante de políticos ou empresários reconhecidamente influentes e poderosos.

E as instituições brasileiras (notadamente o Ministério Público, a Polícia Federal, e alguns setores do Judiciário) não parecem sujeitas aos interesses mesquinhos deste ou daquele governante de ocasião. 

Não há outro jeito de se enfrentar a corrupção. Cumpra-se a Lei.

E se a Lei não vale para todos, não vale para ninguém.

A prisão só é pouco.

Tem que confiscar os bens de todos os descendentes e dos ascendentes e do conjugue óbvio. Pois importa muito devolver o máximo possível do dinheiro roubado, com dinheiro eles contratam advogados milionários e corrompem os agentes penitenciários. A pena maior para os corruptos tem que ser a pobreza absoluta.

Não basta só prender. Precisa fazer o dinheiro desviado voltar aos cofres públicos. Que vendam fazendas, carros, helicópteros, obras de arte, jóias e devolvam a grana. Se não for assim, o crime pode até compensar. Os cabeças pegam alguns anos de cadeia - em celas bem diferentes daquelas que estamos acostumados a ver nos noticiários - e os familiares, aqui fora, continuam usufruindo do que nos foi roubado. E é dinheiro para garantir várias gerações. Os cabeças ficam apenas alguns anos na prisão, acertam delação premiada, saem para prisão domiciliar e a vida segue. Precisam devolver todo o dinheiro.

A bagunça do Rio e do Brasil tem raízes profundas. Que as ações recentes sejam somente o começo. Precisamos passar esse país a limpo.

Eles tem que cumprir pena em presídio, e devolver os bilhões de reais roubado do povo brasileiro. Precisando de remédios, para se curar. Os brasileiros está tendo esperança de um pais melhor.

Realmente, o juiz Sérgio Moro não é o único disposto a cumprir a sua função. Que pena que são raros. Nem todas as autoridades judiciais agem dessa forma no Brasil. Ou seja, a LEI vale para muitos, mas não vale para alguns privilegiados e endinheirados.

O dia em que os políticos, através de Lei Federal, forem obrigados a usufruir da educação pública, matriculando seus filhos, dependentes e agregados em escolas públicas; a usufruir do serviço público de saúde; transporte público; habitação e moradia pública, sem imunidades e regalias, nesse dia, estarão em sintonia com o que é público e coletivo e terão o meu respeito.

Quando uma Sociedade vê os "grandes" serem punidos por seus crimes, começa perceber que sua criminalidade também pode ser alcançada e passa a repensar seus atos.


































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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Trump eleito! E agora José? (Por Thiago Muniz)

Que estranhos desígnios estariam por trás da surpreendente vitória de Donald Trump nos Estados Unidos?

Os grandes culpados dessa desgraça são, mais dos que os eleitores americanos, os dois grandes partidos políticos -- um por escolher um louco despreparado, o outro por escolher provavelmente a única pessoa incapaz de derrotá-lo.

Ele fez uma campanha estratégica explorando um sentimento ruim que existe em alguns americanos para ganhar voto. Talvez ele não seja o bicho que se mostrou ser nas campanhas (pelo menos eu espero). Por outro lado, a Hillary era péssima candidata! Será que dentre as duas opções possíveis essa foi mesmo a pior? O tempo vai responder.

O que levaria a maioria dos eleitores americanos (que se dispuseram a comparecer às urnas) a escolher um candidato xenófobo, misógino, racista, entre outras qualidades morais que aparentemente minariam qualquer pretensão de ir longe na carreira política?

Se analisarmos um pouco, de forma ligeiramente crítica, de um modo geral, o norte-americano médio é de características semelhantes as do Trump. É um povo que se acha a "nata" do universo e tem, historicamente, atitudes racistas, xenófobas, misóginas.

O que está por trás da eleição de Trump? Um desgosto mundial com os ditos políticos tradicionais? Um desilusão com relação ao alto custo financeiro e resolutividade duvidosa de governos com maior proteção social? A necessidade de politizar a intolerância racial, religiosa e política? Acho que precisamos de mais tempo para entender melhor o fato. No entanto, é preocupante em um momento de transição termos Trump e Putin no comando de duas superpotências nucleares isso sem falar da China uma incógnita.

Antes que você responda, pense no seguinte: serão anos difíceis com retrocessos na implementação do Acordo do Clima, a revisão dos processos de paz com Cuba e Irã, a implosão do Obamacare (que assegura aos mais pobres acesso aos serviços de saúde), estímulos governamentais à indústria armamentista e aos setores mais poluidores da economia. 

Fora a construção de um muro na fronteira com o México, a maior restrição aos imigrantes ilegais e vigilância sem precedentes contra os islâmicos residentes nos Estados Unidos. Tudo isso foi prometido por Trump durante a campanha.

Em se confirmando essas e outras propostas do presidente eleito dos Estados Unidos, qual será a reação da comunidade internacional? 

Repetiremos a omissão dos eleitores americanos que abandonaram as urnas por não gostar de nenhum dos candidatos (e acabaram permitindo a eleição de Trump)? 

Avalizaremos pelo silêncio as medidas polêmicas do novo presidente? 

Esperaremos passivamente os próximos 4 anos de mandato como se não houvesse nada a fazer?

Na era das redes, há preciosos recursos de mobilização e pressão ao alcance de qualquer cidadão plugado na internet. É possível organizar campanhas, boicotes, protestos, mobilizações, financiamento de projetos, etc. Trump sabe - ou descobrirá com o tempo - que seu poder não é absoluto, que bravatas custam caro no mundo político, e que na era da Globalização (ou mundialização) eventuais atos soberanos do novo presidente eleito dos Estados Unidos que repercutam negativamente no resto do mundo, abrirão espaço para que o resto do mundo se manifeste.

Portanto, prepare-se.

A eleição de Donald Trump nos convida a sair da zona de conforto, descer de cima do muro, e se posicionar em relação a temas que extrapolam as fronteiras dos Estados Unidos.

O mundo é menor, mais interligado e interdependente do que você imagina. E os efeitos da eleição de Trump lhe alcançam com mais intensidade do que supõe.

Seja um cidadão de seu tempo. Fique de olho. E manifeste-se.

O fim dos políticos profissionais está se tornando uma realidade. O povo cansou da incompetência e desonestidade dos políticos de carreira.

















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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

O que os Evangélicos querem de fato na política? (Por Thiago Muniz)

Se o Brasil continuar permitindo esse tipo de coisa em breve teremos apedrejamento de mulheres adulteras e execução pública de homossexuais. A bancada evangélica é insana! Qualidade que é imposta não é qualidade (dependendo do seu conceito de qualidade), mas qualquer que seja, ela só é consistente quando é um valor interior, constituído pela vontade do próprio sujeito que a possui. Existem ainda essas pessoas que pensam assim, essas pessoas tem suas razões, pois estamos convivendo hoje no Brasil um cristianismo-político contrário as leis de Deus, porque falam assim, por que a maioria são corruptos e ser corrupto é ser contrário a Deus.

Qual é a missão da bancada evangélica nesse sentido? Ao meu ver, é de preservação, não de criação. Eles não querem criar projetos, querem manter tudo intacto. É uma atuação ideológica, se posicionar contra projetos inovadores, transformadores. Agora que houve algumas críticas, eles estão tentando elaborar projetos mais numa perspectiva de manutenção de uma ordem do que de transformação. É uma ação mais combativa, defender uma ordem social hegemônica. 

Os projetos que estão surgindo são pra fazer frente a projetos que estão em andamento, por exemplo, com relação a projetos do grupo LGBT. Criminalização da homofobia – criminalização da heterofobia. São projetos estapafúrdios. Aborto, drogas, criminalização da homofobia, casamento entre pessoas do mesmo sexo, são contra a discussão de gênero, a favor do ensino religioso, contra todos os projetos pedagógicos e educativos que combatem qualquer tipo de discriminação de gênero, sexual.

Antes da década de 1990, já existiam vários parlamentares evangélicos, mesmo antes da Constituinte – muitos protestantes históricos e alguns pentecostais, mas não existia uma organização institucional da campanha desse grupo específico. Eram evangélicos que decidiam se candidatar e eventualmente recebiam o apoio de suas igrejas. Claro que, embora independentes, havia na Câmara uma certa articulação em nome sobretudo da manutenção dos interesses e valores morais próprios desse grupo. Mas no início da década de 1990 a Universal passou a protagonizar a participação política entre os evangélicos e já começou atuando com um plano político. Ela criou uma forma de fazer política no sentido de quase atuar como partido.

Funciona assim: A cúpula da igreja, formada por um conselho de bispos da confiança de Edir Macedo, indica candidatos em um procedimento absolutamente verticalizado, sem a participação da comunidade. Os critérios para a escolha desses candidatos geralmente têm base em um certo recenseamento que se faz do número de eleitores em cada igreja ou em cada distrito. E cada templo, cada região, tem apenas dois candidatos, que seriam o candidato federal e o estadual. 

Ela desenvolve uma racionalidade eleitoral a partir de uma distribuição geográfica dos candidatos e a partir de uma distribuição partidária dos candidatos. Isso mudou um pouco agora porque existe um partido que é da Universal, o PRB, que fica cada vez mais forte no Congresso. Na época, havia uma distribuição por vários partidos para garantir a eleição. E são escolhidos bispos com um carisma midiático, que conduziram programas, radialistas e mesmo não bispos, mas figuras que se destacavam como comunicadores. Porque existe uma interface da mídia religiosa com a igreja e a política.

Não são parlamentares que se destacam na questão litúrgica como grandes estudiosos da Bíblia – até porque a tradição pentecostal está mais na produção de emoções e de momentos afetivos do que de fato na liturgia. Então os bispos e líderes religiosos que promovem essas catarses coletivas e demonstram esse carisma institucional são normalmente os escolhidos para candidatos. A Universal se tornou um modelo para outras igrejas porque a cada novo mandato havia um aumento significativo dos parlamentares da Universal. 

A Assembleia de Deus, que hoje tem a maioria dos deputados, mas que não funcionava assim, passou a ter a Universal como modelo. Não atuando da mesma forma porque o funcionamento institucional é outro. A Assembleia é uma igreja com muitas dissidências e muitas divisões internas, por isso não é possível estabelecer hierarquicamente os candidatos oficiais. As igrejas têm fortes lideranças regionais e uma fragilidade do ponto de vista nacional. A sede não tem tanta força e, por isso, eles criam prévias eleitorais. As pessoas se apresentam voluntariamente ou são levadas pela própria igreja e ainda há a ideia de que alguns são indicados por Deus porque mobilizam grandes multidões, ou contagiam, como dizia Freud, também termina sendo um critério.

Então tem uma lista, depois uma pré-seleção que passa por um conselho de pastores – isso em cada ministério [a Assembleia de Deus é uma igreja com muitas ramificações]. É interessante que os que pretendem se candidatar assinam um documento se comprometendo a apoiar o candidato oficial caso ele não seja escolhido. Na Universal, como o poder é nacional, tem uma sede hierarquizada que consegue controlar a instituição, candidaturas independentes não acontecem. Até porque os parlamentares que foram eleitos com esse apoio institucional e que na segunda legislatura tentaram se candidatar de forma independente não ganharam as eleições. 

A vitória está totalmente atrelada à instituição. Existe uma estratégia bem construída porque eles preveem uma fidelidade de 20%, que não é alta. A Assembleia de Deus está tentando construir essa fidelidade e essa unidade política que são extremamente difíceis devido a essa fragmentação interna. E faz as prévias nacionais com a participação de pastores e obreiros, novamente sem a participação da comunidade – não é um processo transparente. No Congresso então você tem essas lideranças religiosas que demonstram uma maior habilidade na interlocução com o sujeito, um carisma que gera catarse, contágio, impacto afetivo e as lideranças que foram identificadas e constituídas pela igreja como nomes importantes para ocupar o cenário nacional.

Na bancada evangélica no Congresso e também nas bancadas estaduais e municipais, você tem uma diversidade tão grande de integrantes que não dá pra pensar esse grupo como um bloco coeso, homogêneo. Muitos vêm representando a Assembleia de Deus e a Universal e algumas neopentecostais que tentam imitar essa estratégia, como, por exemplo, Sara Nossa Terra, de onde saiu o Cunha. Você tem muitos parlamentares das chamadas protestantes históricas [batistas, presbiterianas, luteranas, metodistas] que têm uma candidatura totalmente independente porque não há um plano político já estabelecido dentro das igrejas. Eles simplesmente são evangélicos, mas a trajetória política geralmente não se dá dentro da igreja e não há uma vinculação direta ao exercício da fé. Esses parlamentares gostam de dizer que separam bem a fé no âmbito privado da política na esfera pública. Mas é uma distinção contraditória porque eles tomam, sim, como referência algumas crenças e valores para orientar suas práticas parlamentares e votações como quando se discute aborto e homofobia,a por exemplo.

A pentecostal, que traz consigo a teologia da prosperidade, que tem a presença do neoliberalismo, do conservadorismo institucional e moral, já tem essa coisa de práticas políticas fisiológicas e clientelistas. É um grupo heterogêneo, mas os parlamentares pentecostais têm uma posição mais orientada pelas instituições religiosas. O mandato não é do parlamentar; é pouco do partido, é mais da instituição.

No começo, a gente tem a impressão de que a igreja interfere totalmente em tudo. Mas o Edir Macedo, por exemplo, é um líder muito complexo. Alguns parlamentares me contaram que ele determinou que eles precisavam ter uma formação política. Então eles frequentam cursos de formação política na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Alguns outros cursos são dirigidos para bispos e parlamentares da Igreja Universal. Eles disseram isso explicando que não iam totalmente despreparados. “A gente tem uma formação, antes de vir tenta entender e conhecer.” O grande paradoxo da Universal é que no período eleitoral há uma mistura entre religião e política que é clara, não é velada. Ela se dá dentro do templo, o templo vira palco, o púlpito vira palanque político e as discussões pragmáticas sobre as eleições acontecem no púlpito. 

Tem toda uma pedagogia eleitoral que acontece dentro do templo. E no Parlamento eles tentam separar o discurso político do discurso religioso. Na verdade, isso começou a ser exigido pela cúpula da Universal depois de aparecerem escândalos e irregularidades envolvendo parlamentares evangélicos. Na época, quem era o grande líder político era o Bispo Rodrigues, que era o braço-direito do Edir Macedo. Depois dos escândalos do caso Waldomiro e do mensalão [que o levou à condenação a seis anos e três meses de prisão por lavagem de dinheiro], ele renunciou em 2005, perdeu o título de bispo e retiraram todas as candidaturas dos parlamentares justamente para não arranhar a imagem da igreja. Dizem que o Edir Macedo tem o privilégio de não participar desses momentos.

Tem até um líder de outra igreja, o Robson Rodovalho, que é da Sara Nossa Terra, que se candidatou e se elegeu, que dizia que era muito difícil para ele como líder estar ali. Que para o Edir Macedo era muito mais fácil porque, se algum parlamentar fosse citado ou cometesse alguma irregularidade, ele simplesmente diria que não sabia de nada. No caso dele, a igreja correria o risco de se enfraquecer. O que me chamou atenção quando fiz as entrevistas foi que nenhum tinha mais o título de bispo. Com os outros, eu começava sem perguntar nada sobre a religião, e eles mesmos em algum momento entravam nessa parte da fé. 

Já os parlamentares da Universal não falavam de Deus, era um discurso totalmente parlamentar. Não mais progressista, mas eles queriam separar os processos. E, segundo um deles, o próprio Edir Macedo orienta os parlamentares a seguir as orientações do partido nas votações exatamente para que eles não tenham divergências e eventualmente percam as verbas públicas destinadas às emendas parlamentares.

Quando as temáticas são institucionais, relacionadas a isenção fiscal, alvará de funcionamentos das igrejas, doações de terrenos, distribuição de concessão de rádios e TV, a transformação de eventos evangélicos em eventos culturais pra receber financiamento da Lei Rouanet, questões relacionadas à lei do silêncio. Aí eles atuam de forma articulada, como um bloco, convergem em nome desses interesses, como em relação a questões morais. Com algumas diferenças, mas muitas aproximações. Alguns cargos dos gabinetes têm que ficar à disposição da igreja, que indica quem vai ocupar. É uma igreja pragmática, tem muito mais interesses institucionais do que morais. 

Se for analisar do ponto de vista moral, é muito mais flexível e aberta do que igrejas como a Assembleia de Deus. Essa, sim, tem um discurso de natureza moral além do institucional, de manutenção da ordem. Quando há convergência nesses temas institucionais e morais, a bancada se articula. É importante salientar que poucas vezes você verifica a articulação desse bloco de forma totalmente coesa. Eles excluem a política nessa discussão de pauta dos parlamentares evangélicos para criar uma falsa aparência de unidade. Muitas vezes a imprensa anuncia a bancada evangélica como um ser único, e para a bancada é muito interessante aparecer assim como um corpo único, um bloco suprapartidário.

Exatamente, uma entidade com um poder e as divisões não aparecem. Mas no discurso desses parlamentares que estão à frente e que normalmente são os das igrejas pentecostais apresentam a bancada dessa forma. “A bancada decidiu”.

A mídia faz parecer que os evangélicos se reúnem sim, mas não. Porque eles estão filiados a partidos e a movimentação na Câmara se dá por partidos. Eles ficam muito indignados com a falta de poder que têm, porque têm poder na igreja, mas a divisão por partido privilegia o alto clero. Você tem alguns líderes partidários que definem as orientações e eles tem que seguir ou são punidos de alguma forma, principalmente não tendo as verbas públicas para realização das emendas parlamentares. 

O interessante é a atuação dos assessores. Eles acompanham os projetos diariamente, em uma tentativa de mapeamento dos projetos em tramitação e seleção dos mais importantes, projetos “anticristãos”. Você também tem uma distribuição dos parlamentares pelas comissões que eles consideram mais importantes como a de Seguridade Social, de Direitos Humanos, de Constituição Justiça e Cidadania. Aí eles vão tentando barrar a tramitação dos projetos. Alguns mais ativos tentam conseguir posto de presidente ou relator. Você tem uma estratégia bem elaborada, mas não conta com uma participação tão ativa quanto parece. É uma bancada barulhenta, intempestiva, aguerrida, beligerante, e esse barulho cria a impressão de volume, de quantidade de poder, de coesão. Acho que também é uma estratégia de parecer maior do que é pelo grito. Que é o que acontece nas próprias igrejas. As igrejas têm esse discurso de guerra, de combate. 

O exército da Universal que deixou todo mundo perplexo, mas isso sempre aconteceu, é o discurso de todas as igrejas. A convocação nas igrejas tem todo esse ritual bélico mesmo. E o soldado é aquele que está ali para obedecer e para combater. A bancada usa isso também. Você valoriza o tamanho do adversário para convocar os integrantes. Mas eu ouvi muitos relatos de parlamentares que estavam acompanhando votações e que tinham poucos para impedir a continuação da votação. Aí o assessor ligava para a lista da FPE: “Esse é pró-vida, vou chamar”. Aí liga: “Deputado, vem aqui, pede vista”. Eles têm uma assessoria que conhece os procedimentos regimentais e que orienta os parlamentares que muitas vezes não sabem nem o que está acontecendo ali. Tem uma disponibilidade em participar quando convocados e uma entrega total de alguns pela causa.

Antes do Eduardo Cunha, eles estavam caminhando para um discurso mais coerente com aquele espaço. No fim de 1980, os discursos condenavam o aborto e justificavam trazendo passagens bíblicas, dizendo que Deus não permite. Depois a bancada amadureceu um pouco nesse sentido, entendeu que não dava pra usar esse discurso porque não tinha coerência e começaram a argumentar de forma mais legislativa, aderir a um discurso que tinha mais ressonância naquele contexto. Toda moral é um sistema de controle. 

A sexualidade é um tema central na igreja com um discurso muito forte constante porque a sexualidade de alguma forma expressa liberdade. Então, você tem um sistema normativo de controle. É genuíno no sentido de que eles acreditam nessas coisas, mas virou, sim, um jogo de poder com os movimentos LGBT, por exemplo. O aborto é um tema controverso. Alguns acham que o aborto deveria ser crime hediondo, que é um assassinato. Mas outros, como os da Universal, acham que o aborto é uma possibilidade. É uma defesa genuína de posições morais que eles querem transferir para a realidade social. É legítimo que um grupo pense assim. O que não é legítimo é trazer esse discurso para a esfera pública de um Estado laico.





























BIO


Thiago Muniz é colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.