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domingo, 7 de maio de 2017

O desastre da espanholização no futebol brasileiro (por Thiago Muniz)

Nas últimas rodadas, vimos acompanhando o desempenho esdrúxulo e ridículo dos árbitros e dirigentes em favor de certos clubes, afora a total inércia da grande mídia econômica que, aos poucos, está favorecendo financeiramente alguns clubes e assassinando outros, tão importantes no cenário nacional.

“Espanholização” é o termo cunhado pelo especialista em marketing esportivo Amir Somoggi e que, após a implosão do Clube dos 13, ganhou força entre os times nacionais que passaram a negociar os seus próprios contratos com a detentora dos direitos televisivos – Rede Globo- que, segundo o site Futebol Business, pagou pelo triênio 2012 -2015 R$ 2,7 bilhões pelas partidas da série A, no canal aberto e nos fechados, sem contar o pay-per-view.

O futebol brasileiro caminha em passos largos em direção à espanholização.

O principal motor desse processo é a distribuição das cotas de TV, segundo levantamento do Itaú BBA.

O termo se refere à situação da Liga BBVA (Espanha), na qual Real Madrid e Barcelona abocanham 55% da receita total do campeonato e boa parte dos títulos nacionais.

Em 2011, o Grupo 1, formado por Corinthians, Flamengo, São Paulo, Internacional e Atlético-MG teve receitas de R$ 980 milhões no total, R$ 257 milhões a mais do que recebeu o Grupo 2 (R$ 722 milhões), formado por Santos, Cruzeiro, Palmeiras, Grêmio e Vasco. Em apenas dois anos essa distância dobrou, alcançando R$ 577 milhões.

Isto ocorre porque a emissora carioca aumentou o repasse ao Grupo 1 em um ritmo muito superior ao do pelo Grupo 2. Entre 2011 e 2013, o repasse ao primeiro escalão aumentou 43%, enquanto o segundo cresceu apenas 22%.

A distância para o grupo 3, formado por Fluminense, Botafogo, Coritiba, Atlético-PR e Bahia é ainda maior: de R$ 679 milhões, em 2011, para R$ 877 milhões em 2013. Na média, cada clube do primeiro escalão teve receitas de R$ 281 milhões, contra R$ 106 milhões do terceiro.

Segundo números do consultor Amir Somoggi, com os dados dos balanços financeiros dos clubes de 2014, o Flamengo faturou R$ 115,1 milhões com direitos de TV e o Corinthians R$ 108,7 milhões.

O abismo entre o clube que mais recebeu, Flamengo e o que menos recebeu, Ponte Preta, é de 5,8 vezes. Para o banco, os clubes brasileiros deveriam mirar a Bundesliga alemã, onde o Bayern de Munique recebe apenas o dobro do clube pior colocado da liga, o Greuther Fürth.

Os clubes precisam se unir.

Basta de notas oficiais patéticas quando são beneficiados.

É hora de exigir uma profissionalização capacitada. A partir de quem a comanda.

Não podemos ficar inertes com a futura falência dos grandes do futebol brasileiro.

A partir de 2016, haverá um aumento na cota de TV do Brasileiro, que deve fazer crescer um pouco a diferença entre Corinthians e Flamengo e os demais clubes, mas que ainda ficará longe da perversa realidade do Campeonato Espanhol.

É um absurdo essa diferença de valores e os clubes serem coniventes com isso. É justo que o time com mais torcedores inscritos no pay per view receba valores maiores por isso. Agora, dar de largada uma vantagem de R$ 110 milhões de reais para Corinthians e Flamengo em relação a clubes de fora do Eixo, apenas vai tornar o campeonato cada vez mais desigual. Se continuar assim, chegará o tempo em que apenas Corinthians e Flamengo terão chances de titulo. A continuar esse caminho nefasto, os outros clubes deveriam sair fora e criar um outro campeonato paralelo.

Na minha opinião, o modelo ideal no Brasil seria parecido com a da Premiere League: 70% dividido, e os outros 30% de acordo com audiência e posição na tabela. É um modelo que não gera desequilíbrio e nem injustiça, já que no fim das contas o campeão receberia mais que o último colocado, porém o ultimo colocado não receberia uma quantia pífia.

Esse critério de mensurar o tamanho da torcida tem de ser discutido.

No Brasil nunca houve uma pesquisa séria e de qualidade.

Todas são encomendadas e, por isso, muito suspeitas. Ninguém sabe o real tamanho das torcidas. E quem afirmar o contrário estará mentindo.

As mídias oligárquicas paulistanas e cariocas endossam falácias sobre esses dois times (Corinthians e Flamengo) há mais de 40 anos. E não me venham com essa conversa fiada de audiência que é outra mentira. O que determina maior ou menor audiência é a importância do jogo, independente de quem joga.

Não bastasse a diferença financeira administrada com a parcialidade de um torcedor (flamenguista ou corintiano), teremos que aturar e conviver por muitos anos com a parcialidade casuística do STJD.

Como convencer o torcedor descrente a continuar torcendo? Mas ninguém é obrigado a torcer, a ver jogos, a acompanhar o esporte, os ortodoxos me responderão. Se o cidadão colocar na cabeça que aquilo não é sério, ele larga. É um fato.

Cartolas e empresários, acordem! Isso não pode continuar assim.

Pelo bem do futebol brasileiro.























Imagem: portal mídia esporte




Publicado em 12/09/2015 no site Panorama Tricolor


BIO


Thiago Muniz é colunista do blog "O Contemporâneo", dos sites Panorama Tricolor, Eliane de Lacerda, blog do Drummond e Mundial News FM. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.


terça-feira, 14 de março de 2017

Goleiro Bruno: Onde o crime compensa (Por Thiago Muniz)

O goleiro Bruno está preso desde 2010, acusado de envolvimento no assassinato de Eliza Samudio. Ele foi condenado em 2013 a 22 anos e 3 meses de prisão, em regime fechado, por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver contra a ex-amante, além de sequestro e cárcere privado do filho que ele teve com Eliza. O jogador recorreu da decisão e estava preso por decisão de primeira instância há quase 7 anos.

As coisas podem sempre mudar na vida. Às vezes, mudanças são radicais. No mundo do futebol, nenhuma reviravolta foi tão brutal quanto a que ocorreu com Bruno. De ídolo do Flamengo a presidiário, o mineiro polêmico hoje é figura esquecida do mundo do futebol e enfrenta todos como se o passado tivesse sido apagado.

Bruno é a perfeita caracterização da personagem de Franz Kafka, em edição revista e ampliada. Quando Bruno Souza despertou, certa manhã, de um sonho agitado, viu que se transformara, durante o sono, numa espécie monstruosa de inseto.

Fico chocado lendo as pessoas enviando mensagens de apoio ou justificando que existem pessoas piores soltas. Me pergunto, porque será que o Brasil é tão impune? Será que a sociedade não é conivente? Ficam aplaudindo situações brutais como essa.

Gente que defende assassino, vota em ladrão, defende criminosos, pratica pequenas fraudes todos os dias até aparecer oportunidade para praticar um golpe grande... Esperar o que de um povo com esse comportamento? Esperar o que de um país que tolera esse tipo de gente?

Para termos uma idéia da magnitude da atrocidade que ele cometeu, se este mesmo crime tivesse sido feito nos Estados Unidos, dependendo do Estado já seria passivo de pena de morte, aguardando o dia da sua execução, e refletindo sobre aquilo que fêz.

Brasil o país da impunidade, mais um assassino solto. Uma vergonha. Clube que acolhe assassino é a favor de bandido.

Legalmente, nada a reparar na contratação do goleiro Bruno, não há o que se discutir. O que a gente está discutindo é o tipo de ressocialização do indivíduo. Então o Bruno, que há sete anos foi mandante de um assassinato brutal, premeditado, chocante, odioso, vai aparecer agora em rede nacional sendo herói de uma defesa, dando entrevista por ser melhor em campo.

Aposto que as crianças de Varginha olham para o time e se espelham nos jogadores, querem ser o lateral-direito, o goleiro, o volante, o centroavante... Jogador de futebol no Brasil, bem sucedido, é exemplo para outras pessoas. Será que é interessante que o goleiro Bruno seja um exemplo para as pessoas?

A liberação do goleiro Bruno pela Justiça e sua contratação pelo Boa Esporte Clube, da cidade mineira de Varginha, reabriram uma ferida transmitida em rede nacional por longos meses. Penso que este seja mais um caso representativo de como estamos lidando de modo passional e imediatista com diversos fenômenos de ordem social e política. 

Vimos isso com relação ao cinema, por exemplo, quando a direção e a equipe do filme Aquarius fizeram uma manifestação em Cannes e foram hostilizadas por uns e endeuzadas por outros. Estamos vivendo isso fortemente no campo político, sobretudo com o reavivamento de manifestações fascistas, as quais se espalham para diversos outros campos, como as críticas aos direitos da população negra, de LGBTs, de mulheres, etc. 

E o “caso Bruno” é emblemático para alimentar as mais diversas facetas do punitivismo que caracteriza nosso modo de lidar com o crime e com a responsabilização das pessoas que os cometem.

O New York Post, dos Estados Unidos, deu o título de “Goleiro que matou ex e alimentou cachorro, assina com novo clube”. O tabloide Daily Mail, da Inglaterra, foi pelo mesmo caminho, afirmando que “goleiro que ordenou o assassinato de sua namorada, antes de alimentar seu rottweiler com o corpo, assina com novo clube após cumprir pena por apenas sete anos”.

Ainda dá tempo do Boa Esporte reparar o dano moral que fez.

E para o goleiro Bruno, uma pergunta em que ele não teve coragem de responder: Você acha que é um bom exemplo para um pai levar uma criança a um estádio para te aplaudir?































Esta foto de Marcos Alves em O Globo não precisa de legenda, explicação ou tese. É o retrato do Brasil ignorante, acrítico e boçal, assim transformado pela deletéria ação da mass-media. E assim vamos nós, a caminho da barbárie.







BIO


Thiago Muniz é colunista do blog "O Contemporâneo", dos sites Panorama Tricolor, Eliane de Lacerda, blog do Drummond e Mundial News FM. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.



sexta-feira, 3 de março de 2017

Devolvam o Maracanã ao povo (Por Thiago Muniz)

Domingo, eu vou ao Maracanã
Vou torcer pro time que sou fã,
Vou levar foguetes e bandeira
Não vai ser de brincadeira,
Ele vai ser campeão

Não quero cadeira numerada,
Vou ficar na arquibancada
Prá sentir mais emoção

Porque meu time bota pra ferver,
E o nome dele são vocês que vão dizer
Porque meu time bota pra ferver,
E o nome dele são vocês que vão dizer

(Ô, ô, ô )
Ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô!
Ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô!

(Neguinho da Beija-Flor)

Fico abismado com o descaso das autoridades públicas com relação ao estádio que por décadas foi considerado o maior do mundo: o Maracanã. Há um jogo de "empurra-empurra" entre empresa delatora Odebrecht e o falido governo do estado do Rio de Janeiro, arruínam o estádio cuja reforma custou R$ 1,2 bilhão.

O que acontece com o Maracanã, uma briga entre Odebrecht, governo do estado (isso ainda existe?) e o Comitê da Rio 2016 é o retrato da incompetência e desonestidade que, nos últimos tempos, tomaram conta dos poderes públicos brasileiros. Uma lástima.

O Maracanã sempre foi visto como o principal palco do futebol brasileiro, a casa da seleção brasileira, que é um dos maiores produtos de exportação do país. A gente enchia a boca para dizer que era o maior estádio do mundo. Mas essas reformas controversas o tornaram um estádio igual aos outros. Até a marquise de concreto, que era tombada pelo Patrimônio Histórico, foi retirada.

O atual problema do Maracanã começou com a decisão de se fazer uma reforma que destruiu completamente o antigo estádio, marco arquitetônico e histórico, e criou um novo dentro dele. A verba que foi gasta era suficiente para se ter construído outra arena e deixado o Maracanã intacto, do jeito que era.

O ex-governador fluminense Sérgio Cabral concedeu a administração do estádio ao consórcio formado pela construtora Odebrecht, pela empresa americana de entretenimento AEG e pela IMX, o braço que Eike Batista montou para explorar os mercados do esporte e do entretenimento. O contrato assinado no início de 2013 tinha de durar 35 anos. Por motivos diferentes, cada parte envolvida abandonou a responsabilidade nos anos seguintes. Cabral está preso por envolvimento num esquema de corrupção desbaratado pela Operação Lava Jato. A mesma operação policial colocou no xilindró Marcelo Odebrecht, presidente da construtora. A fortuna de Eike evaporou depois que o mercado notou que ele prometeu muito mais do que conseguiria cumprir, e a IMX foi vendida. Saiu do consórcio. A AEG continua nele, mas fracassou em todos os estádios nos quais tentou trabalhar no Brasil.

Então quer dizer que o Maracanã passou por reformas milionárias para o Pan de 2007, para a Copa das Confederações de 2013, para a Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016 e, ainda assim, não tem condições de receber jogos?

O Maracanã, referência mundial, constitui o espaço das relações inéditas e, por isso mesmo, é transformado num epifenômeno de outros fenômenos sociais nele observáveis. Nestes deslocamentos, jogador, seleção, juízes, torcida e outros tantos elementos do universo futebolístico, a crônica de futebol "rodrigueana" inscreve-se como mais uma interpretação da cidade.

Da mesma forma e em igual proporção, o estádio assusta pela grandiosidade, pelo êxtase coletivo; atemoriza pela diversidade de tipos que por ele passeiam, pela homogênea impessoalidade da multidão. Percebemos que ali estão depositados modos e comportamentos específicos do futebol, que contrariam o aspecto de passividade que se pode supor: o verbo ―assistir‖, por si só, atribui essa atitude de passividade diante do espetáculo do gramado. No entanto, o verdadeiro show está na plateia, no grito do ambulante, nos enfurecidos das arquibancadas. É nesta mesma multidão que observamos um emaranhado de práticas, companheirismo, afago, disputa, diálogo, conflito, que ultrapassa o modelo de comportamento da massa.

O descaso com o patrimônio é tamanho que nem o busto de cobre de Mário Filho foi poupado. A Polícia Civil registrou o furto de dois bustos (o de Mário e o do general Ângelo Mendes de Morais), de duas televisões e de partes de cobre de mangueiras de incêndio. Faltam segurança, limpeza e manutenção. A grama vem morrendo por passar tempo demais sem receber água num verão forte. O Maraca está sem luz e, com isso, as bombas automáticas de irrigação não funcionam. Apesar da dívida de quase R$ 3 milhões de contas vencidas, a distribuidora de energia Light informa que não cortou o fornecimento para o estádio.

A Odebrecht não quer reassumir o Maracanã, porque isso significa voltar a gastar dinheiro, e adotou a estratégia do “quanto pior, melhor”. Acusa o Comitê Rio-2016 de ter avariado as estruturas durante a Olimpíada e se apoia no termo de cessão, cuja cláusula afirma que o estádio precisa ser devolvido nas exatas condições em que foi entregue.

O futuro do Novo Maracanã, a partir daqui, é uma incógnita. Sabe-se muito sobre seu glorioso passado, que se confunde com a formação não só do futebol brasileiro como uma potência mundial, mas também do Rio como cidade e do Brasil como país. Sua demolição ilegal, escondeu uma teia de arranjos onde meia dúzia optou por enriquecer às custas de dinheiro público. Hoje, vários desses estão presos, foragidos ou na mira da Justiça.

Que o Antigo Maracanã descanse em paz. Que seu equivalente, o Novo Maracanã, belíssimo, consiga chegar perto do gigantismo de seu antecessor. Que sua gestão caia na mão de quem seja, de fato, ligado ao futebol — sem espaço para aventureiros propineiros de ocasião. Que pais e mães consigam construir, a partir da arquibancada, laços eternos de amor entre o futebol e os seus filhos.

Que tenhamos, um dia, uma sociedade evoluída o bastante para jamais permitir que se apague, assim, na base da propina e do arbítrio, o seu próprio passado.

O que é construído com o dinheiro do imposto do cidadão se destina à destruição consentida.

E que, em cada um de nós, o Maracanã viva. Para sempre.











































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Thiago Muniz é colunista do blog "O Contemporâneo", dos sites Panorama Tricolor, Eliane de Lacerda, blog do Drummond e Mundial News FM. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.




terça-feira, 29 de novembro de 2016

Força Chapecoense - 29/11/2016 (Por Thiago Muniz)

"Diante de um dos dias mais terríveis que já presenciei sobre futebol, que os torcedores reflitam sobre o ódio que reina habitualmente aqui." (Paulo-Roberto Andel - escritor)


Extremamente lamentável o acidente que vitimou a delegação da Chapecoense e também outras pessoas que estavam no voo para Medellin. Estou profundamente consternado. Todo o resto no que tange ao esporte fica em segundo plano nesse momento. Minha solidariedade aos sobreviventes, às famílias das vítimas, à diretoria e à torcida da Chape.

O esporte mundial está de luto.

Foi triste demais acordar com a notícia da queda do avião da Chapecoense. A vida tem uma dimensão trágica. Filósofos tratam disto. Teólogos discorrem sobre o tema. Por que morrem pessoas no apogeu da juventude e do sucesso? Há os que indicam um plano superior. Outros, como eu, entendem que os fatos são aleatórios. Mesmo assim, todos sentimos a dor das famílias enlutadas. É o maior sinistro do esporte e do jornalismo do país. Fiquei duramente impactado. Muito mais gente morre no trânsito mensalmente, mas o acidente desse tipo tem um poder impactante forte. Emocionou-me ver as cenas. A ordem do nosso mundo foi abalada. Estamos todos por um fio e é importante viver plenamente. Os que ficamos aprendemos com os que deixaram de existir: vamos viver de verdade, sem adiamentos, sem meio termo. A vida segue um pouco mais melancólica.

Estamos todos acabados com essa injustiça. E desta vez não foi a injustiça da bola. É das nossas vidas.

Continuo com o mesmo brilho nos olhos quando falo de esporte. E eu não desisti, trabalho com aquilo que sempre sonhei trabalhar. Espero que continue brilhando esteja onde estiver.

Ficamos impotentes diante da tragédia, mas podemos ajudar a tecer a rede de afeto e solidariedade para confortar os que ficam. As boas lembranças servem para homenagear essas pessoas que marcaram nossas vidas.

Alguém tem que ter bom senso. Futebol em 2016 acabou por aqui. Que se mantenham as posições, não caia ninguém sei lá. Mas perdeu o clima. Futebol é alegria, é entretenimento, não tem como continuar o campeonato diante do acontecido.

Hoje esse humilde time de Santa Catarina tem a maior torcida do mundo, pois quando sonhos despencam do céu a solidariedade é a única camisa que todos vestem, pois essa é a única camisa que nesse momento nos conforta. E a Chapecoense e a cidade de Chapecó terão forças para reerguer esse time e traze-lo de volta, porque neste momento esse é o desejo de todo o nosso país.

A Chapecoense poderia virar o segundo time de todo brasileiro. O time vai jogar na sua cidade? Bora la com a camisa da Chapecoense torcer contra o rival. O time merece se reestruturar e apoio nessas horas é fundamental. Torcida gera faturamento, lucro gera reestrutura. A Chapecoense precisa e merece ter a maior torcida do Brasil.

Pra quem está desacreditado do ser humano, um sopro de esperança e momento de grandeza. Clube Atlético Nacional, de Medellin, pede a Conmebol que a Chapecoense seja declarada campeã da Copa Sul-americana.








































#ForçaChape #somostodoschape


PS: O espírito de porco do ser humano não tem limites. Ouvi falar que já tem fotos do acidente em grupos de whatsapp. Não compartilhe isso e mande a puta que pariu quem o fez.



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Thiago Muniz é colunista do blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor, do blog Eliane de Lacerda e do blog do Drummond. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.




segunda-feira, 13 de junho de 2016

Neymar calado é um POETA (Por Thiago Muniz)

"Por que não te calas, Neymar?" (Juca Kfouri - 13/06/2016)

Neymar outra vez abriu a boca para falar besteiras. Uma lástima. Ele parece ser mais um exemplo de que, em alguns casos, como o dele, pé de atleta tem cura, cabeça não.

Pra começo de conversa: Ou Neymar amadurece e vira homem ou jamais será o número 1 do mundo.

Ao mostrar compreensível solidariedade aos jogadores da Seleção que tem deixado na mão por suspensões causadas por mera irresponsabilidade, atacou generalizadamente quem critica o ridículo que a turma da CBF tem exposto o futebol pentacampeão mundial.

Além de estapafúrdias, as manifestações de Neymar, indubitavelmente um fora de série com a bola nos pés, revelam pouca inteligência de alguém enrolado até o pescoço com a Justiça espanhola e com a brasileira, embora a responsabilidade seja quase toda de seu pai.

Ao falar o que fala, Neymar torna obrigatória a lembrança deste seu lado nebuloso.

Nada contra os craques marrentos, bocudos, com personalidade, ao contrário. Mas para tanto é preciso não ser infantil, simplesmente um moleque mal-educado.

A única coisa maior que o Neymar é a arrogância do próprio. Ele se vê, do alto de sua fortuna e prepotência, como líder da pior seleção brasileira de todos os tempos. 

Graças à postura e ao futebol egoísta dele e de alguns outros atletas, parei de assistir à seleção brasileira e só voltarei o dia que ela me tratar com respeito, diferente do que faz quando vejo Dunga e Gilmar no comando e jogadores como Neymar e outros em campo. Ele que deveria se calar e refletir sobre o que ele quer para a vida.

O cara tem um rabo maior que o corpo. Todo enrolado com o fisco espanhol. É um analfabeto funcional vestido de grife. Neymar é um moleque deslumbrado.

O Neymar tem uma capacidade incrível de acumular dinheiro, tanto licitamente quanto ilicitamente, mas é incrível como intelectualmente e culturalmente permanece estacionado. É um jovem bobo, deslumbrado que só fala asneiras.

Que ele, a corrupta CBF e todos patrocinadores e mídia que estão minguando o nosso futebol explodam. 

Espero cada vez mais desprezo da população brasileira a seleção.











BIO

Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.