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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Vaquejada e Rodeio é BRUTALIDADE, não Esporte (Por Thiago Muniz)

O que você acha do Projeto de Lei da Câmara (PLC 24/2016) - relatado pelo senador Otto Alencar (PSD-BA) - que torna rodeios e vaquejadas "patrimônio cultural do país"? Eu acho péssimo. Pobre do país que legitima - e exalta como "patrimônio cultural"- os maus tratos contra os animais. 

O lobby que fatura alto com esses eventos alega que os animais não sofrem (?!) e que rodeios e vaquejadas geram emprego e renda, além de divertir multidões.

Além do mau trato evidente (qual o seu conceito de sofrimento, nobre senador?), a simples geração de emprego e renda não deveria justificar o projeto, do contrário, o tráfico de drogas (entre outras atividades ilícitas ou polêmicas) também deveria ser legalizado pelo mesmo motivo. 

As multidões que consomem esse gênero de "entretenimento" já foram maiores. Dez Estados brasileiros já proibiram o uso de animais em circos (número que vem crescendo), o Estado de São Paulo proibiu recentemente a criação de animais para testes em cosméticos, e já temos uma lei federal (9.605/1998) que considera crime atos de abuso, maus-tratos ou mutilações para qualquer animal, seja ele silvestre ou doméstico.

Somos mesmo uma nação primitiva.

O projeto em questão é um retrocesso. Quem o defende, tem o direito de fazê-lo. Quem é contra, que se manifeste. E pressione os parlamentares em Brasília. Segue o e-mail do relator do projeto : otto.alencar@senador.leg.br.

A proposta que vossa excelência não repudia mas propaga os maus tratos com animais vai no caminho do retrocesso da evolução de leis de projetos que afirmam a seriedade do bem estar destes seres vivos,nada absolutamente justifica este pacto absurdo d cultura da vaquejada que montem no cavalo faça seus shows mas sem barbárie a espécies que não podem se proteger. fica aqui meu repúdio a este ato a esta lei insana e retrógrada pois pela justificativa dos seus argumentos falaciosos o mercado da droga tbm gera renda e não é por isso que vamos validar ok? assim sendo, espero sinceramente que seu bom senso prevaleça e não negociatas.

Todo esse assunto já foi manifestado pela população que repudiou tal projeto. O STF julgou inconstitucional pacificado em acórdão. Devemos pressionar o STF para que faça cumprir a decisão. Novo debate é tentativa desses vermes da política que acham os donos de tudo.

Isso chama-se ganância em querer lucrar a qualquer custo, não importando com sofrimento e dor dos animais. O "ser humano" não tem nada de humanidade, egoísmo puro dessa raça maldita.

As pessoas deveriam se importar mais com o bem estar da natureza e não legitimar maus tratos...

Temos tantas outras coisas que necessitam de atenção... Quem sabe um dia chegaremos lá!

Vamos pressionar! Mandem um e-mail para os senadores da Comissão. É só copiar e colar

romario@senador.leg.br;
fatima.bezerra@senadora.leg.br;
angela.portela@senadora.leg.br;
cristovam.buarque@senador.leg.br;
lasier.martins@senador.leg.br;
paulopaim@senador.leg.br;
wilder.morais@senador.leg.br;
gladson.cameli@senador.leg.br;
simone.tebet@senadora.leg.br;
joao.alberto.souza@senador.leg.br;
rose.freitas@senadora.leg.br;
dario.berger@senador.leg.br;
jader.barbalho@senador.leg.br;
jose.agripino@senador.leg.br;
alvarodias@senador.leg.br;
antonio.anastasia@senador.leg.br;
dalirio.beber@senador.leg.br;
lidice.mata@senadora.leg.br;
robertorocha@senador.leg.br;
cidinho.santos@senador.leg.br;
eduardo.amorim@senador.leg.br;
pedrochaves@senador.leg.br


Arenas lotadas, com média de público superior a 80 mil pessoas por noite. Premiações milionárias, que movimentam cerca de R$ 14 milhões por ano. Competidores, que podem ganhar até R$ 150 mil vencendo uma prova, tratados como celebridades. Não, não se trata de nenhum campeonato de futebol, esporte considerado a paixão nacional. 

Os vultosos números se referem às vaquejadas, festas que há mais de 40 anos conquistaram o Nordeste brasileiro e que a cada ano avançam para outras regiões do País. De acordo com a Associação Nacional de Vaquejadas (ANV), são mais de 600 eventos por ano, que reúnem centenas de vaqueiros de olho nos pomposos prêmios pagos. "No nordeste, esse esporte é a verdadeira paixão, que cresce cerca de 20% ao ano", afirma o especialista na competição e responsável pelo site Portal Vaquejada, Fabio Leal. 

Fato é que as tradicionais festas nos últimos anos se transformaram em um negócio milionário, reunindo empresários, criadores de cavalos e empresas. Entre premiações, shows e publicidade, estima-se que as festas girem algo em torno de R$ 50 milhões por ano. "A vaquejada é uma paixão que atrai um grande público e, consequentemente, muitos investidores", explica o empresário e criador Jonatas Dantas.

Há mais de 20 anos atuando no mundo das vaquejadas, Dantas se notabilizou como um dos principais empresários desse setor. No município de Xerém, no Rio de Janeiro, onde vive desde que saiu da cidade de Uiraúna, no sertão da Paraíba, ele ergueu o Parque Ana Dantas - área de 100 mil metros quadrados em que acontecem algumas das principais provas do País. 

Ele também percorre o Brasil promovendo outros circuitos. "No parque organizamos duas competições no ano, cada uma com três dias de duração, reunindo mais de 800 cavaleiros e pagando prêmios de R$ 100 mil. O investimento médio é de R$ 800 mil para se produzir o evento", conta o empresário, que também é vice-presidente da ANV. "O retorno tem sido muito interessante", comemora.

Dantas também atua em outra ponta milionária desse negócio: a criação de cavalos quarto-de-milha.

A raça possui características consideradas ideais para esse tipo de competição, por isso os animais são extremamente valorizados. O preço médio de um bom animal gira em torno de R$ 65 mil, podendo chegar a R$ 500 mil, no caso de um garanhão ou de uma égua vencedora. Dados da Associação dos Criadores de Quartode- Milha (ABQM) mostram que os leilões dos animais voltados para provas de velocidade movimentam cerca de R$ 100 milhões por ano. 

No caso de Dantas, ele realiza um leilão por ano, disponibilizando 50 potros para venda. A grande estrela de sua criação é o cavalo Roxão, cuja venda de filhos em leilões já soma mais de R$ 3 milhões. "Foi o primeiro cavalo a ter cotas de coberturas a R$ 1 milhão", gaba-se.

Outro criador que reina no mundo da vaquejada é Paulo Otavio, que há 21 anos fundou em Pernambuco o Haras Monte Verde. Hoje ele mantém um plantel de 140 animais, focado em provas de velocidade. "A vaquejada é um segmento muito interessante para o cavalo quarto-de-milha, já que 90% dos animais utilizados nas provas são dessa raça. 

E esse tem sido um dos melhores momentos desse mercado." Prova do otimismo do criador é a expectativa de registrar um faturamento de R$ 1,2 milhão em seu leilão anual, valor 20% superior em relação ao ao do ano passado. "A vaquejada é, de fato, uma mina de ouro." Segundo ele, apesar de ser praticamente restrito ao Nordeste, o mercado tende a crescer. "É uma paixão como o futebol. Quem sabe um dia também vamos lotas estádios", projeta.

Segundo Dantas, ainda há muito espaço para criadores dispostos a apresentar cavalos de qualidade e com resultado. "Mercado não falta", diz.


















BIO



Thiago Muniz é colunista do blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor, do blog Eliane de Lacerda e do blog do Drummond. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.



quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Sobre o desastre ambiental em Minas Gerais (Por Thiago Muniz)

Esta sopa de lama tóxica que desce no rio Doce e descerá por alguns anos toda vez que houver chuvas fortes e irá para a região litorânea do ES, espalhando-se por uns 3.000 km2 no litoral norte e uns 7000 km2 no litoral ao sul, atingindo três UCs marinhas – Comboios, APA Costa das Algas e RVS de Santa Cruz, que juntos somam uns 200.000 ha no mar.

Os minerais mais tóxicos e que estão em pequenas quantidades na massa total da lama, aparecerão concentrados na cadeia alimentar por muitos anos, talvez uns 100 anos.

RVS de Santa Cruz é um dos mais importantes criadouros marinhos do Oceano Atlântico.

1 hectare de criadouro marinho equivale a 100 ha de floresta tropical primária.

Isto significa que o impacto no mar equivale a uma descarga tóxica que contaminaria uma área terrestre de de 20.000.000 de hectares ou 200.000 km2 de floresta tropical primária.
E a mata ciliar também tem valor em dobro.

Considerando as duas margens são 1.500 km lineares x 2 = 3.000 km2 ou 300.000 ha de floresta tropical primária.

Vocês não fazem ideia.

O fluxo de nutrientes de toda a cadeia alimentar de 1/3 da região sudeste e o eixo de ½ do Oceano Atlântico Sul está comprometido e pouco funcional por no mínimo 100 anos!

Conclusão: esta empresa tem que fechar.

Além de pagar pelo assassinato da 5ª maior bacia hidrográfica brasileira.

Eles debocharam da prevenção e são reincidentes em diversos casos.

Demonstram incapacidade de operação crassa e com consequências trágicas e incomensuráveis.
Como não fechar?

Representam perigo para a segurança da nação!

O que restava de biodiversidade castigada pela seca agora terminou de ir.

Quem sobreviverá?

Quais espécies de peixes, anfíbios, moluscos, anelídeos, insetos aquáticos jamais serão vistas novamente?

A lista de espécies desaparecidas foram quantas?

Se alguém tiver informações, ajudariam a pensar.

Barragens e lagoas de contenção de dejetos necessitam ter barragens de emergência e plano de contingência.

Como licenciar o projeto sem estes quesitos cumpridos?

Qual a legalidade da licença para operação sem a garantia de segurança para a sociedade e o meio ambiente?

Mar de lama... mas não seria melhor evitar que a lama chegasse ao mar?

Quem teve a brilhante ideia de abrir as comportas das barragens rio abaixo em vez de fechá-las para conter a lama e depois retirar a lama da calha do rio?

Quem ainda pensa que o mar tem o poder de diluição da poluição?

Isto é um retrocesso da ciência de mais de 1 século!

Sendo Rio Federal a juridição é do governo federal portanto os encaminhamentos devem serem feitos ao MPF.

Palavras de André Ruschi (filho de Augusto Ruschi)
Estação Biologia Marinha Augusto Ruschi
Aracruz, Santa Cruz, ES

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A dimensão dessa tragédia é assustadora. Danos ambientais são irreversíveis.

Na minha ignorância eu pensei exatamente isso.

Uma barragem de proteção para casos de rompimentos. Muito lógico!! 

Por que não se prevê nada neste país? 

Por que se colocam pessoas desqualificadas em funções de tanta responsabilidade? 

Existem instruções de segurança a serem seguidas já adotadas em outros países com sucesso, e por que não se aplicam aqui? 

Temos inúmeras mineradoras, teremos medo daqui pra frente. E isso basta? Ter medo? 

Onde está esse governo, onde estão os ministros? Queremos vê-los e ouvi-los! 

Mas, estão ocupados, entregando uma dúzia de casas a mando do ex que só pensa em engambelar o povinho humilde e analfabeto desta terra infeliz.

O Ministério Publico Estadual já está tomando medidas, tem promotores de justiça no local, acompanhando, gente que mora e conhece a região, já tem ação civil publica cautelar, com medida deferida, para que a empresa adote medidas, a fim de que o poder publico não tenha que arcar com custos das operações.

Como a justiça no Brasil é falha, não haverá punição para os causadores desta tragédia. Serão punidos somente os que perderam tudo. Jamais receberão de volta seus lares, suas pequenas hortas, plantações, animais que criavam com amor e em muitos casos serviam como sustento. A vida pacata dos pequenos distritos onde tudo era familiar. Isto sem contar filhos, maridos, parentes queridos que jamais voltarão.

Muito provavelmente técnicos ambientais, devidamente "pagos" pelo governo irão fazer testes periódicos e afirmar categoricamente que nenhum desses locais ficou contaminado, que não há nada errado com a fauna e flora marinha, que tudo continua como se nada tivesse acontecido. Vergonha!!

Rejeito de mineração funciona como ‘cimento’, e vai acabar com a pesca em grande parte da calha do rio, segundo Marcus Vinícius Polignano, coordenador do Projeto Manuelzão.

Os danos ambientais em consequência do rompimento da barragens de rejeitos na localidade de Bento Rodrigues, em Mariana, serão permanentes e vão acabar com a pesca em parte dos rios Guaxalo do Norte e Rio do Carmo, que desaguam no Rio Doce.

O próprio Rio Doce, por sua vez, também pode ser afetado pelo grande volume de lama de rejeito da mineração, e terá a vida aquática comprometida.

Esse material é inerte, e nele não nasce praticamente nada. Ele recobre o leito e as reentrâncias e pedras do fundo do rio, mudando radicalmente todo o ecossistema”, destaca.

O resultado da camada de ‘cimento’ sobre o rio é que, além de matar peixes, algas, invertebrados, répteis e tudo o que recobriu, a lama acaba com os locais onde estas espécies se abrigavam e reproduziam. Buracos em pedras, altos e baixos do rio são aplainados e recobertos com o material viscoso.

O leito do rio se torna praticamente estéril.

E agora, onde está o governador de Minas Gerais, os senadores de Minas Gerais ???? Não estão nem um pouco preocupados com esse impacto.

A mineradora Samarco, joint venture da Vale com a australiana BHP Billiton, teve um lucro líquido de R$ 2,8 bilhões em 2014. Ou seja, limpinhos!

Como se sabe, o Brasil é uma “mãe” para as mineradoras. A Agência Pública fez uma reportagem interessante a respeito, quando Marina Amaral perguntou: Quem lucra com a Vale?

O “pai” das mineradoras é Fernando Henrique Cardoso. Em 1996, com a Lei Kandir, isentou de ICMS as exportações de minérios!

O que aconteceu com a Vale, privatizada a preço de banana, é o mesmo que se pretende fazer com a Petrobras: colocar a empresa completamente a serviço dos acionistas, não do Brasil.

O que isso significa?

Auferir lucros a curto prazo, custe o que custar.

A questão-chave está no ritmo da exploração das reservas minerais.

Num país soberano, o ritmo é ditado pelo interesse público. É de interesse da população brasileira, por exemplo, inundar o mercado com o petróleo do pré-sal, derrubando os preços? Claro que não.

Quem lucra, neste caso, são os países consumidores. Os Estados Unidos, por exemplo. Portanto, quando FHC privatizou parcialmente a Petrobras, vendendo ações na bolsa de Nova York, ele transferiu parte da soberania brasileira para investidores estrangeiros. Eles, sim, querem retorno rápido. Querem cavar o oceano às pressas, até esgotar o pré-sal.

É a dinâmica do capitalismo!


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Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para:thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.














sábado, 10 de outubro de 2015

Vamos estocar vento? (Por Thiago Muniz)

Dia desses Dilma Rousseff fez um discurso na ONU, e quando falou sobre fontes limpas de energia, mencionou os parques eólicos e a dificuldade tecnológica que ainda se encontra hoje em dia para estocar vento.

Claro que a ignorantzia brasileira, representada pela malta paneleira das varandas gourmet, imediatamente tirou o pescocinho para fora do balde de merda no qual vive para caçoar da presidenta. Montaram vídeos, memes e gifs — são os guerrilheiros do Whatsapp, do Twitter e do Facebook, que imaginam estar fazendo algum tipo de revolução.

Como tenho alguma formação científica — trabalhei com isso por anos no meu início de carreira como jornalista –, óbvio que entendi do que se tratava. Cansei de entrevistar gente sobre o assunto, e faz bastante tempo, inclusive. Mas comecei a receber muitos desses vídeos, memes e gifs, o que só fez reforçar minha percepção de que a falta de conhecimento sobre qualquer coisa da maioria das pessoas é o grande mal da humanidade — o que chamo de burrice endêmica.

Pois bem.

Na Inglaterra, já se estoca vento. Não vou descrever o processo, é bem simples, apenas leiam o link indicado que dá para entender.

Na Noruega, um projeto parecido foi implantado numa pequena ilha e está funcionando bastante bem.

Nos EUA, uma tecnologia mais trabalhosa (com o uso de rochas em camadas porosas de arenito bem profundas para armazenar o vento com o uso de compressores na superfície) estava fase de implantação em Iowa, mas não sei se a usina ficou pronta. O esqueminha de funcionamento dela é esse aí do lado, bem interessante, inclusive.

Na Alemanha, estuda-se muito seriamente o assunto e uma usina do tipo CAES (Compressed Air Energy Storage) funciona há quase 40 anos em Huntorf, estocando vento em cavernas de sal — tem uma irmã gêmea americana em McIntosh, Minnesota, inaugurada em 1991.

Portanto, meninos e meninas, estocar vento é algo que cientistas especializados em energia vêm estudando faz tempo — e é disso que a presidenta falou na ONU.

O problema não é falar em estocar vento. O problema é falar em estocar vento para portadores de vácuo cerebral.





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Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.