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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Brazil: dos Coronéis aos Imbecis (Por Thiago Muniz)

FARINHA pouca, meu PIRÃO primeiro.

O país chamado Brasil (ou Brazil...) é composto basicamente por uma minoria elitista coronelista e por uma parcela de imbecis que pensam que são elites.

A elite CORONELISTA é composta por uma minoria de empresários que atuam em diversos setores da economia, desde o controle dos meios de comunicação até trabalho escravo (sim, é isso mesmo), sendo que são tão fortes em suas bases políticas que possuem plena consciência da impunidade e quando uma bomba estoura sabem que podem contar com a "nobre" Justiça. Essa elite é perigosa e nociva, posta os seus interesses acima do bem e do mal e estão sempre dispostos a destruir quem os enfrenta. Lucram absurdamente pois possuem alguma espécie de fundação ou sonegam impostos na cara lavada mesmo. Alguns deles mantém suas influências em suas área de territórios sendo políticos ou apadrinhando políticos no âmbito federal, estadual e municipal. Praticamente em todos os estados brasileiros existe esta espécie de corja que não agrega em nada para o país, pelo contrário, só aleija. Ah! E se o patriarca ainda estiver vivo (essa espécie fez pacto com o diabo) os crimes cometidos serão todos arquivados pois já passaram dos 70 anos.

A classe dos IMBECIS é a típica classe média que come sardinha e arrota camarão. Bastou prosperar mais um pouco na vida e pensam que são a elite da sociedade. É a mesma classe imbecil que prosperou nos áureos tempos econômicos, onde puderam trocar de imóvel, automóvel, escola para os filhos e até contrataram empregada doméstica. Uma parte dela se solidarizou com o golpe e bateu panelas em suas varandas. Outra parte pertence a classe de servidor público federal que prosperou com o reajuste em seus rendimentos e receberam equipamentos adequados para trabalharem com dignidade e mesmo assim se solidarizaram com o golpe e bateu panelas em suas varandas. Uma outra parte tão mais imbecil quanto que recalcada pela ascensão das classes menos favorecidas ao acesso a mais educação e saúde, cultivaram um ódio exorbitante no governo que propiciou essa ascensão e se solidarizaram com o golpe e bateram panelas em suas varandas. Esses imbecis reunidos não sabem argumentar decentemente e se você emitir uma opinião diferente da deles você será rotulado e as vezes até perseguido.

Essas classes aleijam o Brasil de tal forma que não permite um crescimento sustentável, pois só olham para seus próprios rabos e não pensam no próximo. Só pensam em criar formas de aumentarem suas rendas na lei do menor esforço, por isso sonegam, corroboram para a corrupção e na lei da vantagem. Não estão preocupados numa reforma políticas senão perderão seus benefícios. Não se preocupam em ampliar a educação para todos pois enxergam como mais concorrência e mais entendimento com os aspectos sociais, manter a classe pobre o máximo de alienada é a meta deles.

O Brasil é a terra da PATIFARIA e da BAGUNÇA.

Então? Ainda tem esperanças para o país?








BIO


Thiago Muniz é roteirista, colunista do blog "O Contemporâneo", dos sites Panorama Tricolor, Eliane de Lacerda, blog do Drummond e Mundial News FM. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.



sexta-feira, 7 de outubro de 2016

O voto de cabresto enraizado nas eleições (Por Thiago Muniz)

O voto de cabresto representou uma forma eleitoral impositiva e arbitrária, imposta pelos coronéis. Trata-se de um termo dado a partir da superposição de duas palavras:Voto, que é o exercício pleno da democracia; e a palavra Cabresto, do latim capistrum, que significa "mordaça ou freio", assim, temos um conceito quase paradoxal, na medida em que representa a democracia amordaçada e guiada como um animal de carga.

Sem espanto, nas regiões mais carentes do Brasil, especialmente no nordeste, esseclientelismo é uma prática recorrente desde os tempos do Império, e fora lugar comum durante a República Velha - e talvez perdure até os dias de hoje -, posto que nosso sistema eleitoral era frágil e fácil de ser adulterado e manipulado segundo os interesses escusos das elites agrárias, tendo em vista que o eleitor só necessitava entregar pessoalmente um pedaço de papel com o nome do seu candidato, o qual poderia muito bem ser escrito pelo próprio coronel, já que a maioria desses eleitores nem mesmo sabia ler, e depositá-lo numa urna, num saco de pano.

Muito antigamente, ainda na República Velha, os “coronéis”, como eram chamados os oligarcas locais, tinham várias maneiras de obrigar os eleitores a votarem em seus candidatos. Não era incomum que o chefe entregasse ao caboclo metade de uma cédula de dinheiro – e o infeliz só receberia a outra metade se votasse no nome indicado pelo “coronel”, sob a devida supervisão de seus peões. É notável, nesse contexto, a troca de "favores" que constituiu o sistema de "voto em aberto", o qual ficara então conhecido como "voto de cabresto",

A não ingerência de alguma forma de pressão sobre o direito de escolha dos eleitores é a mesma coisa que encontrar a liberdade completa para o ato de votar, o que, por sua vez, é comparável ao sonho de felicidade em toda a sua plenitude terrena. O chamado voto de cabresto ainda existe, apenas passou de forma rudimentar e virulenta para um modelo moderno e sofisticado. Todavia, muitos ‘líderes’ impostos, se pudessem, atuariam de maneira cruel e até cometeriam atrocidades físicas.

Nós não podemos deixar de sonhar. Seria perder a total esperança de melhores dias ou cair no abismo da desilusão.

No sistema político e eleitoral brasileiro, nos dias atuais, é muito difícil controlar o voto das pessoas. Mas há novos mecanismos de pressão que são usados. Por exemplo, anotar as secções em que os eleitores de uma determinada família ou localidade votam, para depois conferir se a votação do candidato correspondeu ao que se esperava dos eleitores, dando dinheiro, lotes e alimentos (cesta básica), assim que funciona a compra de votos. Embora não seja possível se determinar “quem” votou em “quem” por este método, ele é eficaz entre a população mais pobre como instrumento de pressão psicológica.

Mas há também o uso de poder das milícias, nas comunidades pobres, que obrigam os moradores locais a votar em quem eles querem, ou não permitem o voto em candidatos que a milícia não aceita; se a população não cumpre a milícia pode abusar do poder e causar mortes ou parar de “ajudar” os moradores.

Um governo formado a partir desse tipo de conchavo condenaria o Brasil a um retrocesso sem paralelo na história recente. Executivo e Legislativo estariam se associando não para fazer respeitar a democracia, mas para solapá-la, em favor de sombrios negócios. Se esse processo não for interrompido, os coronéis e seus aspones terão corrompido totalmente a política, empreendimento em que estão empenhados desde que República chegou ao poder.













 
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Thiago Muniz é colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.