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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

O plano de poder dos evangélicos (Por Thiago Muniz)

A vitória do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, na eleição municipal do Rio é um passo fundamental na estratégia do segmento evangélico de ocupar o Executivo para chegar ao Judiciário.

Há uma tensão diante do crescimento do PRB. A Igreja Universal do Reino de Deus, ligada ao partido, vem comprando horários em outras emissoras, não só na Record, encarecendo-os, fazendo uma gentrificação do espaço público.

Muitas lideranças da Assembleia de Deus e outras denominações veem com apreensão o crescimento de uma corrente que não lhes representa e é avassaladora em termos econômicos e de ocupação do espaço público.

Mas, por outro lado, desde pelo menos 2014, há um investimento de importantes lideranças evangélicas em torno de unidade para ocupação dos Executivos. No Legislativo, é mais fácil, você fala para um núcleo. Para o Executivo, tem de conciliar a fala para a base religiosa com a fala para a sociedade em geral.

A imunidade tributária dessas igrejas evangélicas deveria passar por controle da Receita Federal, com controle dos fluxos de dinheiro e só aquilo que fosse comprovadamente arrecadação de doações seria isento. Deve haver muita lavagem de dinheiro nesse meio. Sonegações de empresas que "viram" doações anônimas e vão abastecer campanhas políticas.

O crescimento do PRB, partido ligado à Igreja Universal, porém, causa tensão entre outras denominações, que se veem ameaçadas por seu poderio político e econômico.

Os resultados municipais de 2016 evidenciam uma mudança na estratégia, eles adotaram um jogo de visibilidade e ocultação da identidade evangélica dos candidatos. Crivella não se registrou na Justiça como bispo Crivella, diferente do que fez o pastor Everaldo [candidato presidencial do PSC em 2014], que, no registro, já ativou o lugar dele na hierarquia religiosa.

Em uma candidatura majoritária, não se pode ter referência apenas em uma base, você tem de falar para um público mais geral. E aí eles ativam elementos que não são evidentemente religiosos, como a forte inclinação para falar do cuidado com as pessoas, da atenção, e motivação da individualidade.

Em 2011, Marcello Crivella disse que Lula ajudou a Universal a se expandir dentro e fora do Brasil. Além disso, dirigentes do PSDB o apoiaram no segundo turno. Os evangélicos estão na política há muitos anos, tiveram papel importante na Constituinte e foram ganhando espaço desde então. Mas, a partir do primeiro mandato do ex-presidente Lula, os evangélicos que, de modo geral, apresentavam-se como minoria em termos percentuais e mesmo do seu lugar na agenda pública, crescem. Coincidência ou não, em 2003, a frente parlamentar evangélica passa por uma reestruturação. Os partidos e todo candidato têm interesse em números de massa. E as organizações religiosas são em estatística de associativismo das poucas que continuam crescendo.

O pastor Everaldo falou claramente na estratégia de assumir a 'cabeça', falou exatamente a palavra 'cabeça', em uma referência à importância da ocupação da Presidência, que é por onde passa a indicação para o Supremo Tribunal Federal.

A gente acompanha o crescimento de mobilização de juízes evangélicos ou sensíveis à causa evangélica na Associação de Juristas Evangélicos, que se espelha na Associação de Juristas Católicos, da qual Ives Gandra Martins é o grande representante.

Desde pelo menos 2006, o Judiciário tem sido o Poder que vinha possibilitando a garantia de direitos de algumas minorias, direitos esses ameaçados, digamos assim, pelo comportamento legislativo. Os evangélicos falam de uma judicialização da política e eles estavam se organizando para combatê-la.

A escolha de quadros na igreja para serem lançados passa por escolher pastores que têm importante representação na denominação, têm carisma. Outras vezes, as escolhas são feitas por relações familiares entre a liderança religiosa e o nome proposto, como no caso do Crivella, sobrinho de Edir Macedo, fundador da Universal.

O partido tem um projeto de poder maior que não se sustenta só em torno da religião. Então, a legenda escolhe candidatos com carisma, ampla visibilidade na sociedade, para angariar votos.

As concessões de evangélicos nas negociações políticas passam a ter pragmatismo, porque o universo politico demanda aliança, negociação com diferentes segmentos. E aí não dá para ser uma coisa só intrarreligiosa.

Mesmo esses religiosos no Congresso Nacional não representam todos os evangélicos no Brasil em todas as pautas. Na questão do aborto e LGBT, sim, há correspondência. Mas na pauta da arma e da pena de morte, há enorme descompasso, segundo o Datafolha. Os religiosos no Congresso são mais conservadores. Eles têm interesses para muito além do universo religioso, propriamente, passam por interesses pessoais e partidários.

Os evangélicos no Brasil são, em geral, contra a pena de morte, contra a ampliação do armamento e contra o Estado liberal, defendem o Estado protetor. Enquanto a maior parte dos políticos religiosos no Congresso é a favor do liberalismo. Tem um descompasso aí.

Numa cidade que acaba de passar por grandes transformações para sediar a Olimpíada, o novo prefeito chega ao poder com um discurso tipicamente populista. "Chega de obras, chegou a hora de cuidar das pessoas", diz seu slogan de campanha.

A eleição de Marcelo Crivella é um marco na ascensão dos pastores evangélicos na política brasileira.

Bispo da Igreja Universal, fundada pelo seu tio Edir Macedo, o senador comandará a Prefeitura do Rio, segunda maior cidade do país.

Sua vitória deve abrir uma nova trincheira para a atuação das igrejas neopentecostais, que concentram esforços na eleição de parlamentares desde a década de 1990.

Embora Crivella afirme não misturar política com religião, sua gestão será vista como laboratório de um plano maior. Há cinco anos, ele afirmou a uma plateia de pastores que só virou candidato por ordem da Universal.

Crivella é branco, tem nível superior e se articula melhor que a média dos pastores. Ao mesmo tempo, investiu muito na imagem de conciliador, o que o ajudou a atrair eleitores católicos.

"Os evangélicos ainda vão eleger um presidente da República, que vai trabalhar por nós e nossas igrejas", disse, na ocasião. O orçamento da prefeitura, que o bispo assumirá em janeiro, gira em torno de R$ 30 bilhões anuais.

Fonte: pesquisadora Christina Vital, da Universidade Federal Fluminense.


Acabei de ler o livro "Plano de poder – Deus, os cristãos e a política" (Por Elika Takimoto)

Escrito pelo mais bem-sucedido pastor neopentecostal do Brasil, o bispo Edir Macedo. Para não me acusarem de falta de leitura ou de respeito, procuro ler de tudo e continuo estudando aqui para tentar entender até onde esses líderes evangélicos pretendem tirar a minha paz.

Trago péssimas novidades. O plano é organizado, como vemos já em curso avançado, e claro. O mais esquisito é que ele praticamente confirma todos os vídeos onde vemos pastores arrancando dinheiro de fiéis e incitando o voto. Ele diz que é assim mesmo que tem que ser feito e justifica.

Logo de início, Macedo escreve: ‘Vamos nos aprofundar, através desta leitura, no conhecimento de um grande projeto de nação elaborado e pretendido pelo próprio Deus e descobrir qual é a nossa responsabilidade neste processo."

E diz Macedo que Deus teve como pretensão a formação de uma grande nação:

"Desde o início de tudo Ele nos esclarece de sua intenção de estadista e de formação de uma grande nação."

Macedo fala diretamente com os 40 milhões de cristãos brasileiros, ou melhor, os evangélicos, pois somente estes ele considera cristãos, para verem a bíblia não apenas como um livro religioso, mas também como uma espécie de ‘manual’ de ação política, escrito pelo maior dos estadistas: Deus.

"Insistimos em que a potencialidade numérica dos evangélicos como eleitores pode decidir qualquer pleito eletivo, tanto no Legislativo quanto no Executivo, em qualquer que seja o escalão, municipal, estadual ou federal. Mas essa potencialidade depende de cultura cívica, conscientização, engajamento e mobilização".

Não há capítulo ou página em que ele não estimule e praticamente exija a participação política dos evangélicos:

"Os cristãos não devem apenas discutir, mas principalmente participar de modo a colaborar para a desenvoltura de uma boa política nacional e sobretudo com o projeto de nação idealizado por Deus para o Seu povo".

Não basta votar, tem que convencer aos demais sobre os valores de Deus para que façam uma nação com Seus valores (sic):

"É preciso haver clareza quanto ao fato de que, quando abordamos o tema política, estamos falando de algo complexo e que não se resume a uma ou outra ação sim de ações contínuas."

As promessas de quem fizer o que o mestre mandar permeiam o livro de capa à capa:

"Os resultados da fé, por exemplo, são provenientes de ações inteligentes e mútuas: o ser humano faz a sua parte e Deus cumpre a d´Ele".

Seguem-se a esses trechos orientações práticas de como os ‘cristãos’ devem proceder para eleger os seus, isto é, os representantes de Deus e Macedo ainda coloca medo caso eles ouçam quem pense diferente:

"Não é difícil imaginarmos quantos cristãos podem ter sido captados por técnicas de comunicação e marketing e persuadidos a votar em causas diferentes das suas".

A comparação dos hebreus, sob o governo do faraó do Egito, com os ‘cristãos’ brasileiros, à espera de um ‘libertador’, um novo Moisés, perpassa todo o livro. Eu até ganhei cultura, confesso. Já li o Velho Testamento mas não me lembrava de várias passagens que ele sempre cita:

"Até porque temos percebido, por parte da sociedade, que ser evangélico no Brasil ainda é como ser estrangeiro no Egito nos dias do Faraó."

Um dos capítulos, o que mais me chocou, é dedicado ao ‘agente apropriado’ para assumir o poder e que isso seria o "início do grande intuito divino". Macedo vê a si próprio e seus indicados - e não faz a menor questão de disfarçar - como os "agentes apropriados" para serem o "Moisés" brasileiro.

O plano está claro:

“Somente quando todos ou a maioria dos que a seguem estiverem convictos de que ela é a Palavra de Deus, então ocorrerá a realização do grande sonho Divino”, conclui Macedo colocando-se como canal da realização do “grande sonho Divino”, que é o estabelecimento do Brasil como nação “evangélica”.

Se for estudar um pouco mais e sair comparando discursos, não vamos demorar nada e encontrarmos paralelos com diversos movimentos destrutivos dos EUA e Europa.

O livro afirma categoricamente que os pastores atuam como canais de comunicação de Deus e dão forte ênfase, claro, ao crescimento financeiro de todos os que dela participarem sinal, diz ele, da retribuição divina.

E nem vamos falar dos inúmeros vídeos que temos de pastores arrancando dinheiro dos fiéis que mostram que é assim mesmo na prática. Os pastores seguem o líder maior. E há vídeos mostrando Edir Macedo ensinando pastores como fazer isso de forma funcional.

Olha, eu peço para que os próprios evangélicos leiam isso. Se ainda assim, continuarem seguindo e dando dinheiro para esse cara, pelo menos não será mais de forma tão ingênua assim. Será um trouxa, mas consciente de que está sendo manipulado e poderá esclarecer, assim como eu agora consigo, como a estratégia é bem traçada e funciona para os que não se importam de serem usados.

Se há evangélicos que não compactuam esse comportamento, desconsidere essa postagem. Não é nada pessoal e acho que dá para entender isso. Se me manifesto é porque estou sentindo minha vida invadida por valores e leis impostas por esse tipo de gente.

Falo somente em cima do que leio, vejo e com as pessoas ditas cristãs com as quais interajo. Se quiserem que eu veja algo que não esteja vendo, mostrem-me, por favor.

Está tudo aí por ora sobre esse livro e o Plano de Edir Macedo. Gostaria eu de ter inventado alguma coisa.

O medo de Cuba nos levará ao Irã

1 – O projeto de poder da Igreja Universal foi anunciado há duas décadas em um livro escrito por Edir Macedo e Carlos Oliveira. O título é auto-explicativo: "Planos de Poder". Onde estavam os defensores do estado laico nessa época?

2 – Há três décadas a Universal vem formando sua própria milícia, chamada de "Gladiadores do Altar". Os registros policiais indicam que a igreja é a maior compradora não estatal de armas automáticas do Brasil. Quem fiscaliza os gladiadores?

3 – A bancada da bala vota junto com a bancada do boi e da bíblia no congresso. Juntos, os deputados dessas três bancadas têm maioria no congresso. Quem irá detê-los?

4 – Hoje, na Folha de S. Paulo, há uma entrevista com a pesquisadora Christina Vital, da UFF, que há 15 anos investiga a relação de evangélicos com a política. Entre as suas conclusões está a de que, por trás da intenção de assumir a presidência da república, está um objetivo maior: indicar ministros do STF para barrar pautas das minorias e impor sua própria agenda religiosa. Isso vai significar o fim do estado laico?

5 – A pergunta quatro pode ser respondida pelas três anteriores. O dado novo é a eleição de Crivella ontem. Ele foi escolhido pelo tio, líder máximo da Universal, para ser o braço político do grupo. Conseguirá chegar à presidência da república?

6 – O discurso do antipetismo colou na sociedade e, junto com ele, trouxe o discurso anti-esquerda, como se todas as forças progressistas fossem iguais. Boa parte dos brasileiros foi convencida de que, em pleno ano de 2016, há comunistas planejando a invasão do país a partir da Venezuela e de Cuba. O discurso é bizarro, mas serve perfeitamente aos propósitos políticos da Universal, que se apresenta como a salvação dos valores tradicionais e a encarnação do antipetismo. Conseguiremos reverter esse raciocínio tosco ou o medo de Cuba pode nos transformar numa república teocrática, como o Irã?

7 – Vamos orar ou agir?





















BIO



Thiago Muniz é colunista do blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor, do blog Eliane de Lacerda e do blog do Drummond. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.




quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Os pastores da prosperidade no Brasil (Por Thiago Muniz)

Ligue a sua TV e coloque em alguns dos canais que transmitem programas religiosos. Agora veja quantos deles estão falando que Jesus morreu em uma cruz pelos nossos pecados, que somos pecadores e precisamos nos arrepender, que o crente é sal e luz do mundo, que precisamos ser instrumentos nas mãos de Deus, que precisamos amar o próximo, que precisamos orar, ler a Bíblia, jejuar…?

A exposição da Palavra é esquecida e substituída pelo talento hollywoodiano desses pastores, que exploram as mais diversas técnicas para cativar os seus expectadores, fazendo do show o protagonista do culto. Ele é a estrela e não Cristo e Sua palavra. Seu púlpito é lugar de entretenimento, de show, e não de pregação, de transmissão da voz de "Deus".

Esse pastores são extremamente ambiciosos e tem planos de crescimento. Porém, para a realização dos seus planos, precisam de muito dinheiro. 

E esse dinheiro é retirado das ovelhas, através das mais diversas técnicas de extorsão legais. Eles não ligam para o que a Bíblia ensina e inventam formas de arrecadação para realizar seus sonhos megalomaníacos. As ovelhas são iludidas, exploradas e sugadas até a última gota que podem dar.

Esses pastores escravizam pessoas em crendices e superstições que não são encontradas e ordenadas na Bíblia. Desviam a fé que deveria ser unicamente no "Deus soberano" para objetos e unções (falsas) e extravagantes. Trabalham com a ilusão, com a ambição, com a falta de conhecimento de muitas das ovelhas que lhe ouvem. Usam sua influência sobre as pessoas para “profetizar” e “revelar”. Porém, não usa a Bíblia, que é a revelação e é onde se encontram as profecias de Deus para a vida de seus servos.

Eles são vistos como semideuses pelos seus fieis. O pior de tudo é que não fazem nada para mudar essa situação, pois adoram ser paparicados, adoram status, adoram demonstrar seu grande “poder” e ser ovacionado pela multidão.

Esses pastores-empresários são formados e pós-graduados em enriquecimento usando a igreja. Tem fortuna e bens luxuosos, tudo adquirido com a ajuda das ofertas da igreja que, segundo diz eles, são usados para a obra de Deus. Eles engana multidões que bancam sua vida de ostentação.

Um pastor que diz que pobreza é maldição, que o crente verdadeiro será reconhecido pela sua prosperidade material, e outras abobrinhas sem embasamento bíblico, não merece admiração. Se a Teologia da prosperidade é um câncer, esse pastor é um espalhador de doenças no meio do povo. Esses pastores adoram inventar doutrinas usando versos bíblicos isolados, cuja interpretação isolada, sem considerar contextos e outras boas regras de interpretação, favoreça seus pensamentos e desejos.

Teologia da prosperidade (também conhecida como Evangelho da prosperidade) é uma doutrina religiosa cristã que defende que a bênção financeira é o desejo de Deus para os cristãos e que a fé, o discurso positivo e as doações para os ministérios cristãos irão sempre aumentar a riqueza material do fiel. Baseada em interpretações não-tradicionais da Bíblia, geralmente com ênfase no Livro de Malaquias, a doutrina interpreta a Bíblia como um contrato entre Deus e os humanos; se os humanos tiverem fé em Deus, Ele irá cumprir suas promessas de segurança e prosperidade. Reconhecer tais promessas como verdadeiras é percebido como um ato de fé, o que Deus irá honrar.

Os cinco pastores evangélicos mais ricos do Brasil

Fonte: Revista Forbes

1. Edir Macedo

O fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, que também tem templos nos Estados Unidos, é de longe o pastor mais rico no Brasil, com um patrimônio líquido estimado pela Forbes de US$ 950 milhões, ou cerca de R$ 1,9 bilhão.

Macedo é escritor evangélico e já vendeu mais de 10 milhões de livros, todos ligado à religião. Seu grande investimento, porém, foi realizado na década de 80, quando adiquiriu o controle da emissora de televisão Rede Record, atualmente a segunda maior emissora do Brasil. Seus outros bens, segundo a Forbes, seria o jornal Folha Universal, o canal de notícias Record News, empresas do ramo musical, entre outros.



2. Valdemiro Santiago

Após ter sido expulso da Igreja Universal do Reino de Deus, por algum desentendimento com Macedo, Santiago fundou sua própria igreja, chamada Igreja Mundial do Poder de Deus, que tem mais de 900 mil seguidores e 4 mil templos. Segundo estimativa da Forbes, seu patrimônio líquido é de US$ 220 milhões, ou aproximadamente R$ 440 milhões.



3. Silas Malafaia

Líder da Assembléia de Deus Vitória em Cristo, maior igreja pentecostal do Brasil. O pastor está constantemente envolvido em escândalos relacionados à comunidade gay. “Ele é defensor de uma lei que poderia classificar o homossexualismo como uma doença e é uma figura proeminente no Twitter, onde tem mais de 440 mil seguidores”, disse a publicação. A Forbes estima que sua fortuna esteja em US$ 150 milhões, ou R$ 300 milhões. O site também afirmou que Malafaia lançou uma campanha chamada “O Clube de Um Milhão de Almas”, que pretende levantar R$ 1 bilhão para sua igreja, a fim de criar uma rede de televisão global, que seria transmitida em 137 países.

“Os interessados em contribuir com a campanha podem doar quantias a partir de R$ 1 mil, valor que pode ser pago em prestações. Em troca, os doadores receberão um livro”.



4. RR Soares

Segundo o site, Romildo Ribeiro Soares, ou RR Soares, é o mais ativo em multimídia entre os pregadores evangélicos. O religioso é compositor, cantor e televangelista. Como fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus, Soares é um dos rostos mais conhecidos na televisão brasileira. Com isso, sua fortuna estimada pela Forbes, é de US$ 125 milhões, ou R$ 250 milhões.



5. Estevam Hernandes Filho e sua esposa Sonia

Os fundadores da Igreja Apostólica Renascer em Cristo, Apóstolo Estevam Hernandes Filho e sua esposa, Bispa Sonia, supervisionam mais de mil igrejas no Brasil e no exterior, incluindo a Flórida. Juntos, o casal tem um patrimônio líquido estimado pelo site em US$ 65 milhões dólares, ou R$ 130 milhões. A publicação ainda lembra que em 2010, o astro do futebol brasileiro, Kaká, que era amigo do casal e membro da igreja, deixou a instituição, alegando que sua liderança fazia mal uso do dinheiro. Segundo informações, Kaká teria doado mais de R$ 2 milhões para a igreja quando era membro.




























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Thiago Muniz é colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor, do blog Eliane de Lacerda e do site Jornal Correio Eletrônico. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.