terça-feira, 9 de maio de 2017

Perdemos o senso do Caos (Por Thiago Muniz)

Caos significa desordem, confusão e tudo aquilo que está em desequilíbrio.

Na mitologia grega, Caos é considerado o deus primordial do universo, de acordo com a narrativa do poeta grego Hesíodo. Inicialmente, Caos seria interpretado como o “vazio” ou o “ar” que preenchia o espaço entre a Terra e o Éter (céu superior). Este significado se originou a partir da etimologia da palavra “caos”, derivada do grego khaíno, que pode ser traduzido como “separar”.

A relação do Caos com a desordem e o desequilíbrio só foi atribuída pelo poeta romano Ovídio. Caos passou a ser visto como um oposto de seu filho, Eros. Ou seja, enquanto Eros representava a união das forças e elementos, o Caos simbolizava a quebra, cisão e separação. A versão da história mitológica de Hesídio e Ovídio conta que antes da criação de Eros, o universo vivia em constante desordem. Todos os componentes necessários para a criação estavam dispersos e desorganizados.

A partir de então, Caos passou a ser reconhecido como o deus da desordem.

Tudo na vida é uma questão de referência. Ponto.

Na medida em que os meios de comunicação vão se disseminando e se anarquizando, todos ficamos sabendo de histórias que, até pouco tempo, praticamente não saíam de um raio de metros de suas origens.

A arrogância humana é tamanha, no entanto, que se costuma interpretar esse excesso de histórias dramáticas varrendo as redes sociais como uma prova incontestável de que o mundo caminha para uma piora.

O mundo não está ficando pior.

Há pouco menos de 300 anos, Tiradentes foi enforcado em praça pública, esquartejado e teve seus pedaços espalhados pela cidade.

Durante a inquisição, queimar supostas bruxas em praça pública, vendo-as agonizar até a morte, era mais do que uma punição eclesiástica: era a diversão dominical de famílias inteiras que se reuniam, ansiosas, para acompanhar a festa.

Nas cruzadas, as forças cristãs tinham o hábito de catapultar cabeças decepadas de muçulmanos para dentro de suas fortalezas como uma espécie de marketing militar, buscando assustá-los.

No Império Otomano, os sultões e príncipes podiam ter múltiplas esposas e concubinas – sendo que a diferença essencial entre uma e outra era que eles podiam espancar todas o quanto quisessem, mas assassinar as esposas era pouco tolerado.

Nas arenas romanas, ver gladiadores matando-se uns aos outros ou brigando contra leões era tão divertido que fazia a população esquecer de seus problemas ao se deliciar com mortes absolutamente bárbaras.

Hoje, quando algum caso parecido com esses ocorre e é transmitido pela Web ou pela TV – como com o Estado Islâmico ou o Boko Haram – bradamos aos quatro cantos que o mundo está cada vez pior e que a humanidade está fadada sucumbir à sua própria perversidade.

Não discordo de que haja muito pouca bondade na raça humana como um todo – mas é contradizer a história afirmar que a sociedade moderna e multiconectada não tenha sido altamente eficaz em elevar as barreiras éticas e comportamentais e trazer níveis de paz que, embora ainda insuficientes dadas as barbáries que insistem em acontecer, foram responsáveis por transformar o nosso mundo em um lugar cada vez melhor.

E por que, ainda assim, insistimos na tese de que tudo piora a cada dia?

Porque as referências que mais contam são sempre as imediatas, as mais próximas. É o presente, e não o passado remoto, que desenha a nossa percepção de mundo.

É o presente que, quase isoladamente, determina a nossa definição de caos.

Ou você realmente acredita que os genocídios do Boko Haram comoveriam os pacatos cidadãos de uma pequena cidade qualquer na Idade Média, cujos ânimos ficavam ouriçados sempre que podiam testemunhar, como diversão em família, uma suposta bruxa queimando viva no fogo da inquisição?

E assim, no país da bandidolatria e onde a banana come o macaco, vozes das mais variadas matizes surgiram para pleitear igualdade de tratamento a milhares de criminosas detidas atualmente no país.

Ora, nesse país onde multidões saem às ruas para pedir o fim da violência; onde se vestem de branco ou estampam camisetas a cada assassinato, estupro, sequestro, desaparecimento de vítimas, entre outros crimes, por que ao invés de se rebelarem contra a soltura da senhora de alto poder aquisitivo que teve regrada o retorno ao lar no bairro do Lebron, invertem as coisas e direcionam suas energias para postular justamente que outras pessoas criminosas (criminosas!) sejam liberadas?

Abstraia-se esse maniqueísmo pseudomarxista de briga de classes e diferença entre ricos e pobres, antes de continuar o raciocínio e diga:

Se um juiz soltar um jogador de futebol que mata uma mulher de forma bárbara e covarde, e desaparece com o corpo. Solta um assassino que assim agindo pune tanto a vítima como também seus familiares.

Posta em liberdade um criminoso que sem escrúpulos deixa, assim, uma criança recém-nascida sem a proteção, carinho e presença da mãe para o resto de sua vida. É válido então se postular em facebook, em revistas canhestras ou mesmo frente ao Supremo Tribunal Federal, que todos os brasileiros que assassinarem a mãe de seus filhos e que estejam em mesma situação sejam postos em liberdade?

Não parece óbvio que a indignação deve se voltar para que haja o retorno do assassino à cadeia e não a soltura de outros assassinos?

Como na clássica cena do cult “Filadélfia”, protagonizada pelos grandes Denzel Washington e Tom Hanks, até mesmo uma criança de 6 anos saberia que não é porque algo inaceitável e errado foi feito e tenha beneficiado indevidamente alguém que seja certo então se postular a convalidação de atos errados e injustos para também indevidamente beneficiar a outros.

O mesmo país que gritava por punição aos chamados poderosos e possui neste momento encarcerados alguns dos empresários mais ricos do continente sul americano; que possuí trancafiadas por diversos tipos de crimes figuras políticas que outrora ocupavam os cargos mais importantes da república; que observou essa semana a condenação de mais um agente político que figurava há poucos meses na linha sucessória da presidência desta nação; esse país não pode jamais retroceder quando um caso excepcional e destoante surge para insanamente alguns postularem o liberou geral e previsível caos.

A punição, essa sim, tem que ser democrática, já que a prática de crimes afeta universalmente a todos.



































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Thiago Muniz é colunista do blog "O Contemporâneo", dos sites Panorama TricolorEliane de Lacerdablog do Drummond e Mundial News FM. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.



domingo, 7 de maio de 2017

O desastre da espanholização no futebol brasileiro (por Thiago Muniz)

Nas últimas rodadas, vimos acompanhando o desempenho esdrúxulo e ridículo dos árbitros e dirigentes em favor de certos clubes, afora a total inércia da grande mídia econômica que, aos poucos, está favorecendo financeiramente alguns clubes e assassinando outros, tão importantes no cenário nacional.

“Espanholização” é o termo cunhado pelo especialista em marketing esportivo Amir Somoggi e que, após a implosão do Clube dos 13, ganhou força entre os times nacionais que passaram a negociar os seus próprios contratos com a detentora dos direitos televisivos – Rede Globo- que, segundo o site Futebol Business, pagou pelo triênio 2012 -2015 R$ 2,7 bilhões pelas partidas da série A, no canal aberto e nos fechados, sem contar o pay-per-view.

O futebol brasileiro caminha em passos largos em direção à espanholização.

O principal motor desse processo é a distribuição das cotas de TV, segundo levantamento do Itaú BBA.

O termo se refere à situação da Liga BBVA (Espanha), na qual Real Madrid e Barcelona abocanham 55% da receita total do campeonato e boa parte dos títulos nacionais.

Em 2011, o Grupo 1, formado por Corinthians, Flamengo, São Paulo, Internacional e Atlético-MG teve receitas de R$ 980 milhões no total, R$ 257 milhões a mais do que recebeu o Grupo 2 (R$ 722 milhões), formado por Santos, Cruzeiro, Palmeiras, Grêmio e Vasco. Em apenas dois anos essa distância dobrou, alcançando R$ 577 milhões.

Isto ocorre porque a emissora carioca aumentou o repasse ao Grupo 1 em um ritmo muito superior ao do pelo Grupo 2. Entre 2011 e 2013, o repasse ao primeiro escalão aumentou 43%, enquanto o segundo cresceu apenas 22%.

A distância para o grupo 3, formado por Fluminense, Botafogo, Coritiba, Atlético-PR e Bahia é ainda maior: de R$ 679 milhões, em 2011, para R$ 877 milhões em 2013. Na média, cada clube do primeiro escalão teve receitas de R$ 281 milhões, contra R$ 106 milhões do terceiro.

Segundo números do consultor Amir Somoggi, com os dados dos balanços financeiros dos clubes de 2014, o Flamengo faturou R$ 115,1 milhões com direitos de TV e o Corinthians R$ 108,7 milhões.

O abismo entre o clube que mais recebeu, Flamengo e o que menos recebeu, Ponte Preta, é de 5,8 vezes. Para o banco, os clubes brasileiros deveriam mirar a Bundesliga alemã, onde o Bayern de Munique recebe apenas o dobro do clube pior colocado da liga, o Greuther Fürth.

Os clubes precisam se unir.

Basta de notas oficiais patéticas quando são beneficiados.

É hora de exigir uma profissionalização capacitada. A partir de quem a comanda.

Não podemos ficar inertes com a futura falência dos grandes do futebol brasileiro.

A partir de 2016, haverá um aumento na cota de TV do Brasileiro, que deve fazer crescer um pouco a diferença entre Corinthians e Flamengo e os demais clubes, mas que ainda ficará longe da perversa realidade do Campeonato Espanhol.

É um absurdo essa diferença de valores e os clubes serem coniventes com isso. É justo que o time com mais torcedores inscritos no pay per view receba valores maiores por isso. Agora, dar de largada uma vantagem de R$ 110 milhões de reais para Corinthians e Flamengo em relação a clubes de fora do Eixo, apenas vai tornar o campeonato cada vez mais desigual. Se continuar assim, chegará o tempo em que apenas Corinthians e Flamengo terão chances de titulo. A continuar esse caminho nefasto, os outros clubes deveriam sair fora e criar um outro campeonato paralelo.

Na minha opinião, o modelo ideal no Brasil seria parecido com a da Premiere League: 70% dividido, e os outros 30% de acordo com audiência e posição na tabela. É um modelo que não gera desequilíbrio e nem injustiça, já que no fim das contas o campeão receberia mais que o último colocado, porém o ultimo colocado não receberia uma quantia pífia.

Esse critério de mensurar o tamanho da torcida tem de ser discutido.

No Brasil nunca houve uma pesquisa séria e de qualidade.

Todas são encomendadas e, por isso, muito suspeitas. Ninguém sabe o real tamanho das torcidas. E quem afirmar o contrário estará mentindo.

As mídias oligárquicas paulistanas e cariocas endossam falácias sobre esses dois times (Corinthians e Flamengo) há mais de 40 anos. E não me venham com essa conversa fiada de audiência que é outra mentira. O que determina maior ou menor audiência é a importância do jogo, independente de quem joga.

Não bastasse a diferença financeira administrada com a parcialidade de um torcedor (flamenguista ou corintiano), teremos que aturar e conviver por muitos anos com a parcialidade casuística do STJD.

Como convencer o torcedor descrente a continuar torcendo? Mas ninguém é obrigado a torcer, a ver jogos, a acompanhar o esporte, os ortodoxos me responderão. Se o cidadão colocar na cabeça que aquilo não é sério, ele larga. É um fato.

Cartolas e empresários, acordem! Isso não pode continuar assim.

Pelo bem do futebol brasileiro.























Imagem: portal mídia esporte




Publicado em 12/09/2015 no site Panorama Tricolor


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Thiago Muniz é colunista do blog "O Contemporâneo", dos sites Panorama TricolorEliane de Lacerdablog do Drummond e Mundial News FM. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.


quarta-feira, 3 de maio de 2017

Não se vá, Elika! (Por Thiago Muniz)

Pra começo de conversa, uma boa parte da sociedade brasileira é composta por imbecis.

A República dos Imbecis tem a incapacidade de distinguir oportunidade com insanidade, talvez por ignorância ou simplesmente por maldade mesmo.

Conheço a Elika Takimoto há pelo menos 15 anos, eu era um moleque (imbecil) e ela já despontava em sua brilhante carreira como professora de física. Os anos se passaram, eu sou testemunha ocular do cometa que ela se transformou como intelectual e escritora, da maneira transparente como criou e cria os seus filhos e da maneira sublime como encara as circunstâncias da vida.

Seu texto em que ela reposta (LINK), já tem 1 ano e só agora ela vem a tona? Me desculpem mas a ignorância paira sobre a dimensão da ganância e da destruição. Na minha humilde opinião para dar uma ênfase em sua narrativa pode ter errado na mão em alguns pontos mas chegar ao ponto de dizer que ela é racista chega a ser injustiça.

Se de fato os movimentos negros atacaram de fato ela (traduzindo: Haters), pense como se encurrala um doce gato doméstico; ele vai andando para trás e você vai encurralando, encurralando, até o momento que ele te ataca no exato instante em que a adrenalina está altíssima. Este é a impressão que eu tenho, foi o momento propício para os gananciosos de plantão brotarem o terror virtual.

Uma pena vê-la atravessando essa avalanche, deve trazer um sentimento de desamparo, mas frente ao sofrimento só nos resta aprender e tirar consequências.

Vivemos num país incapaz de interpretar e expert em julgar.

É triste ver que os formadores de opinião com mais bom senso dentro do senso crítico comum são cada vez mais calados pela ditadura online. Já não basta tudo o que o Brasil está passando politicamente, nos vejo ainda mais vulneráveis quando aqueles que nos representam mesmo que fora da politica (até porquê lá poucos nos representam), também nos são afastados.

Há o texto dela se retratando publicamente (LINK) e mesmo assim os imbecis estão "largando o aço" para cima dela, já publicaram o seu contracheque, CPF, endereço, transformaram numa criminosa, nem com os criminosos de verba pública fizeram tanta maldade.

Não se vá Elika, por mais que o mundo esteja regredindo, precisamos da capacidade de questionar, e você é especialista nisto.



Feedback de um leitor




















































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quinta-feira, 27 de abril de 2017

Greve Geral em favor do Brasil e não dos políticos (Por Thiago Muniz)

"Odeio as vítimas que respeitam seus carrascos.
(Jean Paul Sartre)

A movimentação contra a (anti)reforma trabalhista não é coisa de partidos. É uma luta de todo trabalhador sensato!

As Centrais Sindicais do Brasil convocam a classe trabalhadora a paralisarem suas atividades, fazerem greves, protestos, atos e manifestações no dia 28 de abril contra as propostas de reformas da Previdência e Trabalhista e contra a terceirização aprovada na Câmara dos Deputados. O dia 15 de março foi apenas um ensaio para o dia 28 de abril. Agora, chegou a hora. A classe trabalhadora vai à luta unificada, em todo o País!

Qual escola privada contratará um professor de 70 anos?
Qual empresa de ônibus contratará um motorista de 75 anos?
Qual empreiteira contratará um pedreiro de 80 anos?

As pessoas vão adoecer, serão demitidas e não conseguirão mais emprego, portanto, nunca se aposentarão. E ficarão desempregadas. Os mais afetados serão os trabalhadores da rede privada. Então, parem de dizer que os servidores públicos estão fazendo barulho porque não querem perder privilégios. Apenas, se unam para derrotar um inimigo muito maior.

Não sou só eu. É você, seu filho, seu neto, seu vizinho, seu amigo, seu inimigo. Somos todos.

Por que questionar a greve? Não concorda? Vá trabalhar! Esse movimento representa apenas 96% dá população brasileira que não aprova o atual presidente do Brasil, e nem as suas "prioridades"! Viver pode ser mais simples. O seu direito vai até onde começa o do outro.

3 MOTIVOS PARA CRUZAR OS BRAÇOS.

O governo quer que a gente morra de trabalhar sem se aposentar

O governo diz que a Previdência é deficitária, mas é mentira! Ele manipula os cálculos! Só em 2015 a Previdência Social teve um superávit de, acredite, R$ 11,2 bilhões de reais.

Aumenta idade mínima - Com a reforma da Previdência, homens e mulheres só poderão se aposentar quando tiverem 65 anos de idade. Hoje, há casos em que é possível a mulher se aposentar aos 55 e homens aos 60. Igualando a idade, a mulher trabalhadora será ainda mais prejudicada.

Mais tempo de contribuição - Para um trabalhador ou trabalhadora se aposentar terá de comprovar pelo menos 25 anos de contribuição. Hoje, a exigência é de 15 anos.

49 anos para benefício integral - O que é pior é que só terá direito ao benefício integral quem, com 65 anos, comprovar que também contribuiu 49 anos à Previdência, de forma ininterrupta.

Fim de aposentadorias especiais – Trabalhadores e trabalhadoras rurais, trabalho insalubre e em condições especiais, pessoas com deficiências e aposentadorias por incapacidade serão ferozmente atacadas.

Ataque às pensões - Na proposta do Governo, fica vetado o acúmulo de benefícios. Não será mais possível acumular aposentadoria e pensão por morte, por exemplo. Haverá redução de 50% no valor das pensões por morte e, a partir daí será acrescentado mais 10% por dependente, com o limite de cinco filhos beneficiados.

Afeta quem está na ativa - Eles querem que essas novas regras já valham para homens com menos de 50 anos e mulheres com menos de 45 anos. Os que tiverem acima desta idade entram numa regra de transição e poderão se aposentar pelas regras atuais, mas terá de contribuir com 50% a mais sobre o tempo que faltava para a aposentadoria.

Reforma trabalhista acaba com direitos históricos

O governo Temer pretende acabar com direitos históricos da classe trabalhadora, que hoje são Lei, garantidos na CLT.

Férias e jornada ameaçadas - Estão ameaçadas as férias de 30 dias, a jornada de trabalho de 8 horas diárias e 44 semanais, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) que poderá ser parcelada em quantas vezes quiserem os patrões e podem diminuir até o horário de refeição.

Trabalho temporário – O trabalho ficará ainda mais desregulamentado. O contrato de trabalho temporário passará a ter vigência de 4 meses e poderá ser prorrogado por igual período.

Terceirização precariza o trabalho

O projeto de lei da terceirização, o PL 4302, aprovado na Câmara Federal, impõe total superexploração à classe trabalhadora brasileira com a legalização da terceirização nas atividades fim. É o “liberou Geral” da precarização!

Não haverá geração de emprego. O que vai ocorrer, de fato, é uma onda de demissões de trabalhadores contratados pela CLT para posterior contratação terceirizada.

Na prática, significa trabalho com salários mais baixos, maior jornada, menos direitos trabalhistas e péssimas condições de trabalho e resultará também em maior número de acidentes, doenças (estresse, depressão, lesões por esforço repetitivo entre outros) e mais mortes por acidente de trabalho.

A greve é um direito fundamental assegurado pela Constituição Federal, garante Ministério Público.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) divulgou uma nota assinada pelo procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, na qual considera legítima a greve geral anunciada para esta sexta-feira. "A greve é um direito fundamental assegurado pela Constituição Federal", diz o comunicado.

A nota ressalta ainda "a legitimidade dos interesses que se pretende defender por meio da anunciada Greve Geral como movimento justo" e também reafirma a posição institucional do MPT "contra as medidas de retirada e enfraquecimento de direitos fundamentais dos trabalhadores contidas no Projeto de Lei que trata da denominada 'Reforma Trabalhista'".

O comunicado foi emitido no mesmo dia em que o presidente Michel Temer decidiu cortar o ponto dos servidores federais que aderirem ao movimento dessa sexta-feira. O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), divulgou, também nesta quarta-feira, um vídeo dizendo que a greve não é justa: "só quem não quer trabalhar é que vai fazer greve", diz ele no pronunciamento.

Leia, na íntegra a nota do MPT.

"O MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO, considerando a Greve Geral anunciada para o dia 28.04.2017, vem a público:

I – DESTACAR que a Greve é um direito fundamental assegurado pela Constituição Federal, bem como por Tratados Internacionais de Direitos Humanos ratificados pelo Brasil, “competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender” ( art. 9º da CF/88);

II – ENFATIZAR a legitimidade dos interesses que se pretende defender por meio da anunciada Greve Geral como movimento justo e adequado de resistência dos trabalhadores às reformas trabalhista e previdenciária, em trâmite açodado no Congresso Nacional, diante da ausência de consulta efetiva aos representantes dos trabalhadores (Convenção OIT n. 144);

III – REAFIRMAR a posição institucional do Ministério Público do Trabalho - MPT contra as medidas de retirada e enfraquecimento de direitos fundamentais dos trabalhadores contidas no Projeto de Lei que trata da denominada “Reforma Trabalhista”, que violam gravemente a Constituição Federal de 1988 e Convenções Fundamentais da Organização Internacional do Trabalho;

IV – RESSALTAR o compromisso institucional do MPT com a defesa dos Direitos Sociais e com a construção de uma sociedade livre, justa, solidária e menos desigual".


Contra a proposta de Reforma da Previdência
Contra a proposta de Reforma Trabalhista
Contra a proposta de Terceirização.





Greve Geral em favor do Brasil e não dos políticos.








A Casa Grande surta quando a Senzala entra em Greve.





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domingo, 23 de abril de 2017

Ogum: o senhor da coragem (Por Thiago Muniz)

Ogum é o Orixá da guerra, da demanda, da luta, da coragem, o protetor dos templos, das casas, dos caminhos.. Seus filhos são influenciados com todos esses característicos. Seu tipo é esguio e procura sempre estar bem fisicamente, por isso gosta de praticar o esporte. É agitado, impaciente e afoito. Tem decisões precipitadas.

Ogum precede os outros orixás, vindo logo após Exú, e recebe também parte dos sacrifícios dos outros orixás pois foi quem que forjou o obé (faca usada nos rituais para oferendas de sacrifícios).

Era um guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos. Dessas expedições, ele trazia sempre um rico espólio e numerosos escravos.

Guerreou contra a cidade de Ará e a destruiu. Saqueou e devastou muitos outros estados e apossou-se da cidade de Irê, matou o rei, aí instalou seu próprio filho no trono e regressou glorioso, usando ele mesmo o título de Oníìré, “Rei de Irê”. 

Inicia tudo sem se preocupar como vai terminar e nem quando. Por amar o desafio sempre está buscando uma tarefa considerada impossível. Como os soldados que conquistavam cidades e depois a largavam para seguir em novas conquistas, os filhos de Ogum perseguem tenazmente um objetivo, mas quando o atinge imediatamente o larga e parte em procura de outro. É insaciável em suas próprias conquistas.

Ogum é o filho mais velho de Odudua, o herói civilizador que fundou a cidade de Ifé. Quando Odudua esteve temporariamente cego, Ogum tornou-se seu regente em Ifé.

Ogum é um orixá importantíssimo em África e no Brasil. A sua origem, de acordo com a história, data de eras remotas. Ogum é o último imolé.

Os Igba Imolé eram os duzentos deuses da direita que foram destruídos por Olodumaré após terem agido mal. A Ogum, o único Igba Imolé que restou, coube conduzir os Irun Imole, os outros quatrocentos deuses da esquerda.

Foi Ogum quem ensinou aos homens como forjar o ferro e o aço. Ele tem um molho de sete instrumentos de ferro: alavanca, machado, pá, enxada, picareta, espada e faca, com as quais ajuda o homem a vencer a natureza.

Em todos os cantos da África negra Ogum é conhecido, pois soube conquistar cada espaço daquele continente com a sua bravura. Matou muita gente, mas matou a fome de muita gente, por isso antes de ser temido Ogum é amado.

Espada! Eis o braço de Ogum.

Características dos filhos do orixá Ogum

Os filhos de Ogum são o tipo das pessoas fortes, aguerridas e impulsivas, incapazes de perdoar as ofensas de que foram vítimas.Das pessoas que perseguem energicamente seus objetivos e não se desencorajam facilmente. Daquelas que, nos momentos difíceis, triunfam onde qualquer outro teria abandonado o combate e perdido toda a esperança. Das que possuem humor mutável, passando de furiosos acessos de raiva ao mais tranqüilo dos comportamentos.

São do tipo de pessoas impetuosas e arrogantes, mas que devido à sinceridade e franqueza de suas intenções, tornam-se difíceis de serem odiadas.

Uma marca muito forte de sua personalidade é tornar-se violento repentinamente. Seu gênio é muito forte. Não admite a injustiça e costuma proteger os mais fracos, assumindo integralmente a situação daquele que quer proteger. Leal e correto é um líder. Sabe mandar sem nenhum constrangimento e ao mesmo tempo sabe ser mandado, desde que não seja desrespeitado. Adapta-se facilmente em qualquer lugar. Come para viver, não fazendo questão da qualidade ou paladar da comida. As armas de fogo, facas, espadas e das coisas eitas em ferro ou latão fazem o gosto dos filhos do Ogum, talvez por ele ser o Orixá do Ferro e do Fogo.

É franco, muitas vezes até com assustadora agressividade. Não faz rodeio para dizer as coisas. Não admite a fraqueza, falsidade e a falta de garra. O difícil é a sua maior tentação.

Seu temperamento rebelde o torna desde a infância uma pessoa de difícil trato. Como não depende de ninguém para vencer suas dificuldades, com o crescimento vai se libertando e se acomodando às suas necessidades. A medida que seu gênio impulsivo cede lugar ao equilibro a sua vida fica bem mais fácil. Quando ele consegue esperar ao menos 24 hs. para decidir uma situação qualquer muitos revezes seriam evitados, muito embora, por mais incrível que pareça, são calculistas e estrategistas. Contar até 10 antes de deixar explodir sua zanga, também lhe evitaria muitos remorsos. Seu maior defeito é o gênio impulsivo e sua maior qualidade é que sempre, seja pelo caminho que for, será sempre um vencedor.

Dias, cores, comidas e saudações a Ogum

  • Dia da semana consagrado a Ogum: Terça-feira
  • Cores: azul escuro, azul marinho, azul cobalto, verde;
  • Símbolo: idá (espada de ferro);
  • Contas: azul escuro, verde;
  • Oferendas: bodes e galos, inhame, feijoada, cerveja branca.
  • Saudação: “Ogunhê!”
  • Ervas: Aroeira, Pata de Vaca, Carqueja, Losna, Comigo Ninguém Pode, Folhas de Romã, Espada de S. Jorge, Flecha de Ogum, Cinco Folhas, Macaé, Folhas de Jurubeba.


















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segunda-feira, 10 de abril de 2017

A transformação humana através de Nitiren Daishonin (Por Thiago Muniz)

Vivemos num mundo cada vez mais hostil e inóspito, onde a ganância e o egoísmo tomam conta de nossas vidas cada vez mais. Para isso, precisamos nos fortalecer mentalmente e internamente para suportar os desafios do dia a dia com muito foco e determinação.

Foi quando encontrei o Budismo de Nitiren Daishonin, onde preza pela transformação humana. O foco passa a ser em si, em acreditar no seu próprio potencial, a fé nas pessoas.

A fé está no crescimento individual e não em forças ocultas e/ou invisíveis, como outras religiões pregam (total respeito as outras religiões, fique bem claro!).

O Budismo de Nitiren Daishonin fundamenta-se na afirmação de que todas as pessoas têm o potencial de atingir a iluminação. Esta idéia é a epítome do Budismo Mahayana, uma das duas principais divisões do Budismo. Surgiu na Índia após a morte de Sakyamuni, através de um movimento de popularização dos ensinos do Buda. Seus discípulos não se isolaram da sociedade como alguns grupos budistas anteriores. Ao invés disso, lutaram para a propagação em meio ao povo e para auxiliar as outras pessoas no caminho da iluminação. Portanto, Mahayana é caracterizado pelo espírito de benevolência e altruísmo.

Nitiren Daishonin definiu a lei universal como Nam-myoho-rengue-kyo, uma fórmula que representa o fundamento do Sutra de Lótus e é conhecida como Daimoku. Além disso, ele deu concreção à lei, inscrevendo-a num pergaminho - Gohonzon - para que as pessoas pudessem colocar a essência da sabedoria budista em prática e desta forma atingir a iluminação. No tratado intitulado "O Verdadeiro Objeto de Adoração", ele concluiu que crendo e orando Nam-myoho-rengue-kyo ao Gohonzon, que é a cristalização da lei universal, revelar-se-á a natureza de Buda inerente em todos os indivíduos.

Todos os fenômenos estão sob a infalível lei de causa e efeito. Conseqüentemente, o estado de vida de um ser - seu destino, em outras palavras é a consequência de todas as causas prévias. Através da oração do Nam-myoho-rengue-kyo, a pessoa está criando a causa suprema, que pode compensar os efeitos negativos do passado.

A iluminação não é mística nem transcendental como muitos supõem. Antes, é uma condição de máxima sabedoria, vitalidade e boa sorte, na qual o indivíduo pode moldar o seu próprio destino, encontrando plenitude nas atividades diárias e entendendo a missão de sua vida.

Quando sua determinação muda, tudo o mais começa a se mover em direção ao seu desejo. No momento em que você resolve ser vitorioso(a), cada nervo e cada fibra de seu corpo começam imediatamente a orientar-se, eles próprios, em direção ao seu sucesso. Por outro lado, se você pensa que " isto nunca vai acontecer," neste mesmo momento, cada célula de seu corpo será deflacionada e parará de lutar. Então, tudo se moverá em direção ao fracasso.

Tanto o budismo como a vida são uma batalha de vitória ou derrota. Não é exagero dizer que o budismo foi exposto para possibilitar todas as pessoas triunfarem na batalha fundamental da própria vida — a luta entre o Buda e as funções do mal. Será que derrotaremos as funções maléficas e atingiremos a iluminação? Ou sucumbiremos a elas e viveremos encobertos pela escuridão e ilusão?

O propósito principal da prática budista é conquistar a vitória nessa batalha fundamental.

Qualquer pessoa que tenha feito alguma vez uma determinação, descobre que com o tempo a força daquela resolução desaparece. No momento em que você sentir isso é quando você deve 'refrescar' aquela determinação. Diga a si próprio: "O.K! vou começar de novo!" Se acontecer novamente mais sete vezes, tente a oitava. Nunca desista quando sentir-se desencorajado - apenas renove sua determinação a cada vez que isto aconteça.

Enfim, este foi um pouco da doutrina sobre o Budismo de Nitiren Daishonin. 

Segue o link da BSGI, organização que administra e propaga a doutrina pelo Brasil. 

Espero que tenha curiosidade.


















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Thiago Muniz é colunista do blog "O Contemporâneo", dos sites Panorama TricolorEliane de Lacerdablog do Drummond e Mundial News FM. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.



A derradeira fábrica armamentista assola o mundo (Por Thiago Muniz)

A derradeira fábrica armamentista assola o mundo.

A indústria bélica, armamentista ou militar é o comércio e a indústria global que fabrica e vende armas e munições, equipamentos e tecnologia militar. Compreende barneey governamental ou privada envolvida na pesquisa, desenvolvimento, produção e serviços de materiais, equipamentos e instalações militares. As empresas produtoras de armas produzem os mais diversos tipos de armas principalmente para as forças armadas de quase todas as nações. Departamentos governamentais também estão envolvidos na indústria armamentista, comprando e vendendo armas, munições e outros artigos militares. Armas de fogo, mísseis, aeronaves, veículos e embarcações militares, entre outros, são os subprodutos da indústria bélica. Tem um papel significativo no próprio desenvolvimento da ciência e da tecnologia, principalmente em tempos de guerras.

O mundo gasta US$ 1,7 trilhão com forças armadas, com 840 milhões de pessoas que passam fome. 

Por que esse dinheiro não tem outro destino?

A capacidade de mobilização militar de um país depende em grande medida da capacidade instalada previamente. Mesmo quando não confrontado por uma ameaça real iminente, os Estados destinam parte de seus recursos para o recrutamento e remuneração de pessoal militar e civil envolvido nas áreas de defesa em tempos de paz.

O mesmo acontece com material bélico, que necessita de aquisição, manutenção e uso regular em treinamento. Além da preparação prévia para um eventual conflito, os Estados também demonstram poder internacionalmente ao manter forças treinadas e equipadas. Eles fazem isso com a intenção de dissuadir possíveis inimigos da ideia de resolver um contencioso por meio do uso da força.

De acordo com o Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo, Suécia (Sipri, na sigla em inglês), sete das dez maiores corporações do setor de defesa ficam nos Estados Unidos – onde se beneficiam também do comércio doméstico devido a uma legislação pouco rigorosa e à falta de políticas de controle de armas. A forte pressão política exercida por entidades de extrema-direita, como a Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês), contamina as poucas iniciativas de se debater o assunto. Mais influente instituição pró-armas estadunidense, a NRA gasta fortunas em lobby sobre políticos e com uma propaganda paranoica contra o desarmamento.

Nessa relação intricada entre políticos, militares e indústria, o próprio Estado pode atuar ativamente em prol dos interesses da indústria bélica. Contratos internacionais de venda, mesmo sendo negócios particulares das corporações de defesa, só podem ser firmados em nível governamental. Ou seja, para fazer uma venda a um país comprador, a empresa precisa de autorização e assinatura de um representante do governo de sua matriz. Não por acaso, os contratos militares recebem tratamento de “segredo de segurança nacional”.

Um dos casos mais notórios de corrupção no comércio global de armamentos foi o dos acordos de Al Yamamah. Avaliado em 40 bilhões de libras (cerca de ­R$ 160 bilhões), o contrato de 20 anos formalizado pelo governo do Reino Unido (liderado então por Margaret Thatcher) e Arábia Saudita em meados da década de 1980 envolveu a troca direta de aviões militares fabricados pela British Aerospace por petróleo saudita. Quase duas décadas depois, investigações independentes revelaram que no contrato a empresa pagou até 120 milhões de libras (aproximadamente R$ 480 milhões) em propina para dirigentes sauditas. A denúncia foi arquivada, já sob o governo Tony Blair (1997-2007), sob alegação de que poderia levar à “destruição completa de uma relação estratégica vital e à perda de milhares de empregos britânicos”.

Outra forma de corrupção está impregnada na estreita relação entre o comércio formal e o mercado negro, onde os negócios são construídos por intermediários – entre agentes, revendedores e traficantes, como o ex-empresário russo Viktor Bout. Popularizado pela mídia ocidental como o “senhor das armas”, esse ex-oficial da força aérea soviética fundou companhias de carga aérea que prestaram serviços de transporte, de alimentos a armas, para diversos clientes, do grupo extremista Taleban a forças de paz das Nações Unidas e tropas dos Estados Unidos.

Na tentativa de prevenir e erradicar o comércio ilícito, as Nações Unidas e organizações de diretos humanos aguardam a entrada em vigor do chamado Tratado do Comércio de Armas Convencionais (TCA). Primeiro instrumento jurídico internacional para regular o comércio global bélico, o tratado foi aprovado pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em abril de 2013 e aguarda a ratificação por 50 países para entrar em vigor. Embora muitas nações, entre as quais o Brasil, se comprometam a ratificá-lo, até outubro somente sete países o fizeram (Antígua e Barbuda, Costa Rica, Guiana, Islândia, Itália, México e Nigéria).

Muitos países industrializados possuem sua própria indústria doméstica de armas, projetada para atender a demanda das forças militares locais. Outras nações também têm um comércio legal ou ilegal substancial de armas para uso de seus cidadãos. Outro importante segmento da indústria é o comércio ilegal de armas de pequeno porte, que está presente em muitos países e regiões afetadas pela instabilidade política. Uma grande parte do problema do comércio ilegal está no excedente dos contingentes militares. A maioria dos países, ao invés de destruir as armas antigas ou os excedentes, geralmente acabam por vender seus estoques. Entre os únicos estados que têm uma política de destruir seus excedentes ou ainda as armas apreendidas são Nigéria, Letônia e África do Sul.

Em muitas nações, o suprimento armamentista é garantido pelo governo, ganhando grande importância política. A ligação entre política e a indústria bélica resulta no complexo militar-industrial, termo cunhado pelo ex-presidente americano Dwight D. Eisenhower, onde as forças armadas, o comércio e a política mantêm estreitas relações.





















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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Sobre Cenas do Centro do Rio, de Paulo-Roberto Andel (Por Thiago Muniz)

"Cenas do Centro do Rio: crônica, poesia, ficção e realidade num pocket book que atravessa o coração da cidade maravilhosa, desde os anos 1950 até hoje." (Paulo-Roberto Andel)

Se você é um apaixonado pelo Rio de Janeiro, mais especificamente pelo Centro e bairros adjacentes, você não pode deixar de ler "Cenas do Centro do Rio", do meu guru Paulo-Roberto Andel.

O livro contém uma breve mini auto biografia do autor, principalmente a partir de sua migração de Copacabana para o Centro, próxima a praça da Cruz Vermelha; histórias hilárias com seus amigos de longa data; roteiros culturais imperdíveis; dicas gastronômicas, literárias e musicais belíssimas, com justíssimas saudações a anônimos ilustríssimos.

As crônicas estão bem montadas que o leitor consegue enxergar como uma cena de filme, quase um roteiro milimetricamente escrito.

Um Pocket book que você consegue ler em 1 dia, mas faz com que aguce a sua curiosidade em conhecer locais do Centro com uma pluralidade imensa. Após a leitura do livro, recomendo agendar uma caminhada pelo Centro, uma coisa posso te garantir, não se arrependerás.

Não é simplesmente um livro, é um manual com uma riqueza de detalhes sobre como conhecer o Centro da Cidade de raiz.

Como diz o jornalista Luiz Paulo Silva, "O passado e o presente nas cenas do Centro do Rio."

Eu recomendo. Adquire e Boa leitura!



Noite de autógrafos e bom papo na famosa Casa Vieira Souto.
Foto: Silvio Almeida.

































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segunda-feira, 3 de abril de 2017

Vem aí Geek & Game Rio Festival 2017 (Por Thiago Muniz)

Você sabe o que é Geek?

Geek é uma gíria da língua inglesa cujo significado é alguém viciado em tecnologia, em computadores e internet.

O conceito de geek é algo semelhante ao conceito de nerd: aquele que tem um profundo interesse por assuntos científicos e tecnológicos, gosta de estudar, é muito inteligente, pouco sociável e não se importa com a aparência pessoal.

A subcultura geek se caracteriza como um estilo de vida, no qual os indivíduos se interessam por tudo que está relacionado a tecnologia e eletrônica, gostam de filmes de ficção científica (Star Wars, Star Trek e outros), são fanáticos por jogos eletrônicos e jogos de tabuleiro, sabem desenvolver softwares em várias linguagens de programação e, na escola, se destacam dos outros colegas pelos conhecimentos demonstrados.

A diferença apontada entre nerd e geek é a aceitação social e as conotações positivas atribuídas aos geeks, pessoas com atitudes “peculiares”, atraídas por todas as novidades no mundo da tecnologia e apaixonadas pelo que fazem.

Originalmente, pelos anos 1870, os geeks eram conhecidos como “bobos”e “idiotas”, pois eram os artistas de rua que praticavam atos bizarros em suas apresentações, por exemplo: comiam vidros ou arrancavam a cabeça de uma galinha com os dentes. Com a popularização da internet nos anos 1990, o termo adquiriu conotações positivas, definindo um novo estilo de vida no qual os indivíduos se identificam e se sentem mais confortáveis.

E agora? Você se identifica como uma pessoa Geek? E quando junta o público Geek com o público Gamer?

Até então inédito no Brasil, o Geek & Game Rio Festival foi criado para juntar tanto o público considerado 'Geek" quanto o público considerado "Gamer".

Pela primeira vez, o público vai ter uma programação completa que inclui: arena gamer, palco cosplay, convidados nacionais e internacionais de literatura, séries de TV e cinema, expositores, foodtrucks e a ‘Artway’, área que irá reunir quadrinistas, ilustradores e escritores independentes.

O Riocentro será o centro do evento, no pavilhão 4, será nos dias 21 a 23 de abril.

O Geek & Game Rio Festival 2017 será realizado pela Fagga | GL events Exhibitions, referência em promoção e organização de feiras e eventos no Brasil, e pela Supernova, que transmite e organiza torneios online e presenciais.

Siga a Programação Completa.

Não perca esta oportunidade.

Geek & Game Rio Festival 2017
Data: 21 a 23 de abril de 2017
Local: Pavilhão 4 do Riocentro
Endereço: Av. Salvador Allende, 6555 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.









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