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sábado, 27 de outubro de 2018

O PT acabou com o Brasil (Por Caio Barbosa)

Nasci no meio da ditadura militar. Família de classe média. Nasci numa casa que não posso reclamar, em Corrêas, Petrópolis, construída ao longo de 20 anos pelos meus pais. O primeiro tijolo foi colocado em 1974. O último, em 1994, quando eu já estava saindo de casa para tentar ganhar o mundo como um projeto de cientista social e, posteriormente, jornalista. Minha mãe, Edyla, é professora aposentada da rede pública. Mais de 40 anos de sala de aula, mais da metade deles no principal colégio da cidade. Professora conceituada, filha de um comerciante, o Barbosão, e da Vó Zizi, que morreu antes de eu nascer. Era também muito conceituada na cidade. Sua "profissão" era fazer o bem através de religiões de matriz africana. Tinham uma vida sem luxo, mas confortável.

Meu pai, Zé Carlos, o Barriga, ou Frias, também é professor aposentado da rede pública. De filosofia, história, sociologia e matemática. Cara burro à beça. Mas não era lá um grande professor como minha mãe. É muito conhecido na cidade por ser advogado criminalista. De família bem mais simples. Trabalhava de dia e estudava de noite, comia marmita que vinha esquentando sobre o motor do ônibus, de Pedro do Rio, longínquo distrito de Petrópolis onde nasceu, até o Centro. Vô Zé, seu pai, foi o policial rodoviário número 007 do país. Fazia a escolta de Getúlio. Minha vó, Olga, também era dona de casa.

Dessa zorra aí nasci eu, filho caçula. Tenho uma irmã dez anos mais velha, a Bianca, e um irmão sete anos mais velho, Frederico, o Orelha. Eu sou o Cabeça. Como vocês podem ver, classe média. Mas antes do PT, em quem lá em casa nunca ninguém votou, à exceção da minha irmã, na adolescência, meus pais (classe média) nunca haviam ido à Europa, por exemplo, algo que a classe média, hoje, pós-PT, faz todo ano. Mais de uma vez.

Também nunca tiveram carro zero. Aliás, nem carro novo. Era Passat velho, e a gente andava com garrafões d'água entre as pernas porque o radiador dava problemas e "fervia". Carro zero era coisa de gente muito rica. Algo impensável. Hoje, pós-governo PT, tem muita gente de carro MUITO MELHOR do que meus pais tinham, muita gente de carro zero. Tá difícil de pagar a gasolina depois do golpe do Temer, eu sei. Mas na ditadura, meu amigos, era pica. A gente ficava vendo o Jornal Nacional na quinta-feira para ver o anuncio do aumento da gasolina, que rolava à meia-noite. Tinha que correr para o posto, que fechava às 22h, porque se enchesse o tanque no dia seguinte, perderia, no dinheiro de hoje, meio salário mínimo. Em questão de duas horas.

A gente era de classe média. Mas na ditadura tinha dificuldade de comer carne. Não por falta de dinheiro, mas porque faltava no mercado. Hoje, pós-PT, a gente come carne todo dia. E mais de 40 milhões de brasileiros, que nunca haviam comido carne, passaram a comer. Gente que morria de fome passou a não morrer. Uma revolução reconhecida pelo mundo.

Na minha infância, durante a ditadura, o pão francês era caro, o que obrigava a minha mãe a fazer pão de batata, um negócio horroroso. Hoje a gente come pão francês todo dia. E tem pão de tudo o que é tipo na padaria.

Na ditadura, mesmo sendo de classe média, meu pai bebia cerveja barata (Brahma) e cachaça barata (Velho Barreiro). São as que mais gosto até hoje. Vinho era de garrafão, que dava uma dor de cabeça de três dias. Whisky era coisa de muito rico. Quando rolava de esbanjar alguma coisa, meu pai comprava um Teachers. Hoje ele tem sempre um Red Label a tiracolo, ou um vinho português.

Saí de Petrópolis e fui estudar em Niterói, na UFF. Governo FHC. Na Faculdade de Comunicação Social, por exemplo, não havia negros. Só o Ricardo Jácomo. Os outros, na faxina. Em Ciências Sociais, que também cursei, até tinha, mas quase todos africanos, que vinham estudar aqui. Negro brasileiro, só na faxina. Agora tem na sala de aula.

Antes do PT, eu viajei o Brasil INTEIRO de ônibus, de caminhão, de lombo de jegue para ver o Fluminense jogar. Depois do PT, eu passei a viajar de avião. Tudo bem que o Emiliano Tolivia paga no cartão e eu vou pagando aos poucos. Mas de avião. Aqui no Rio, tinha que pular a roleta de ônibus, ou ir em cima dele, para ver o Flu jogar. Agora vou até de táxi (no aplicativo).

Eu nunca gostei do PT, reconheço e lamento todos os escândalos do governo PT. Mano Brown deu o papo. Mas amanhã vou votar. Porque se alguém disser que o PT acabou com o Brasil, ou este alguém está com problema de memória, se tiver a minha idade ou mais, ou é desinformado, se for mais jovem, ou é mau caráter. 

Outra opção não há.

P.s: só para encerrar. Quando te disserem que o PT acabou com a Petrobras, ria. A Petrobras segue firme e forte, apesar de tudo o que aconteceu no governo PT, que em resumo foi lotear a Petrobras para o PP, partido do Bolsonaro. Foi o PP do Bolsonaro, no governo PT, que saqueou a Petrobras. O Lula sabia? Não sei. É possível. Mas o Bolsonaro também devia saber, pois era o partido dele, por onde ele foi o deputado mais votado.

O Lula está preso por um apartamento no cu de São Paulo sem nenhum documento comprobatório. O Bolsonaro está solto mesmo tendo, comprovadamente, 13, de luxo, na Zona Sul do Rio. Com registro e tudo. Só não se tem registro de onde saiu o dinheiro para ele comprar isso tudo. De onde será?

Caio Barbosa é jornalista. 

quinta-feira, 15 de março de 2018

Polícia? Que Polícia? (Por Sidney Pinho Junior)

O que mais estarrece e provoca profunda indignação é que, boa parte da sociedade apoia a violência policial, a truculência e o abuso de autoridade batendo nas portas das pessoas, consideradas por esta minoria facínoras, bandidos desqualificados, quando na verdade são as pessoas de bem que trabalham, que lutam pelo pão de cada dia, sem a devida assistência do estado, omisso e covarde, opressor e mantenedor de uma polícia assassina, cruel e que não tem dignidade por conta de uma nação apodrecida, corrupta e viciada em enganar os cidadãos!

A classe média, refugiada em seus apartamentos financiados pelo sistema econômico que escraviza a todos, pensa ser parte das elites e se sente imune aos desmandos da polícia repressiva e anti-cidadão, mas no fundo sabe que ao sair às ruas das cidades brasileiras, não apenas no Rio de Janeiro, está correndo o risco de não voltar para casa, podendo como qualquer um, pobre, favelado, morador de comunidade ou não, acabar sendo vítima de uma polícia que cada vez se faz mais perigosa que a própria bandidagem!

A república, imposta aos brasileiros no golpe de estado de '15 de novembro de 1889, já nasceu viciada em preconceitos, tendo sido construída sob os alicerces da desigualdade, da impunidade e da sanha de poder das elites que nunca quiseram construir uma nação rica e próspera…

Os oligopólios se multiplicaram e cresceram explorando o cidadão comum, promovendo desigualdades e construindo muros sociais que legaram uma sociedade frágil, limitada e vivida em sofrer sem nunca dizer nada; transformada em gado, em servis conformados, encangalhados, colonizados e escravizados por políticas que não foram feitas para uma nação livre, pas para um país servil, alinhado e subserviente aos impérios capitalistas selvagens!

Hoje, estamos testemunhando o resultado, ainda parcial, mas absolutamente aterrador do que nos foi imposto nestes 129 anos de república, espúria e sem alma… um estado onde ser “cidadão de bem” é cultivar o preconceito indiscriminado, é valer-se das parcas benesses concedidas por um estado impostor, mentiroso e explorador e sentir-se parte dos privilegiados, de uma elite a qual jamais pertenceram, mas que insistem em acreditar!

Mas não se iludam pois o pior ainda está por vir… depois de rasgarem a CLT, extinguir o salário mínimo à partir da lei da terceirização e do trabalho intermitente, criando um novo estado escravocrata, de transformarem o ensino médio em indústrias de operários que jamais terão acesso ao ensino superior, reservado aos filhos dos poucos privilegiados de classe média, estão acelerando todo o processo de elitização definitiva de uma nação que jamais existiu!

Voltando a polícia, se construiu uma instituição de repressão e de formação destrutiva, onde uniformizada de soldadinhos de chumbo foram se investido de autoridades intocáveis e impunes, contra a sociedade e os cidadãos que ao invés de serem reconhecidos como tal, são tratados como suspeitos, criminosos, já que o estado perpetuou o crime como seu principal princípio de atuação, executando e levando aos cidadãos suas culpas e mazelas.

Não gritem contra os PM´s, não gritem contra os policiais civis, os federais, rodoviários federais e os mal preparados guardas civis, mas berrem e esgoelem-se contra o estado brasileiro, contra as autoridades constituídas que jamais pensaram que a educação é verdadeiramente transformadora, construtora e financiadora de uma nação, gritem contra as oligarquias que querem continuar enxergando o mundo de cima de seus privilégios espúrios de suas empáfias elitistas e que jamais pensaram em ter um país de verdade!

Não podemos culpar a omissão e o conformismo da classe média, pois talvez sejam eles as maiores vítimas sociais do modelo republicano capitalista inconsequente, que valoriza o ter e despreza o ser, transformando pessoas de bem em indivíduos egoístas, sem amor ao próximo e fechados ao clamor de uma sociedade pobre e que agoniza em direção ao cada falso…

Haveremos que nos despir de tudo que aprendemos e acreditamos até aqui, despimos-nos de todo preconceito, de todo desamor, mas principalmente despimos-nos da ganância, do incontrolável desejo do ter, a qualquer custo e a qualquer preço, pois somos todos vítimas de nós mesmos, que acreditamos num estado que não existe, numa justiça que trabalha em favor de poucos, na classe política que já nasceu tão podre quanto a república tupiniquim que nos oprime a todos… precisamos de coragem para dizer não e colocarmo-nos em marcha de resistência, marcha pela cidadania, pelo direito, pelos deveres negligenciados que nos aviltam com as mais cruéis formas de humilhação!

Não é mais uma questão de ser de esquerda ou de direita, de ser contra ou a favor de Lula, de Serra ou de Bolsonaro, não, não é mais uma questão de escolha pessoal, mas de sobrevivência coletiva, é questão de segurança nacional, pois já passa da hora de construirmos uma nação para todos n´s indistintamente, pobres ou ricos, brancos, negros e pardos, de esquerda e de direita, sem impormo-nos preconceitos que só nos separaram, gerando mágoas, desentendimentos e morte, muita morte!

O Brasil tem que ser revisto, a república tem que ser condenada por todos os seus crimes, por todas as atrocidades que nos impôs por mais de um século e, não podemos perdoar àqueles que querem cortar nossas cabeças, condenar nossos filhos ao inferno que se aproxima, mutilando nossas vidas e nos condenando ao fim que está nos devastando!

Unimo-nos todos, não por este Brasil, mas pela nação que ergueremos das cinzas podres da República covarde.







quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

A incapacidade moral de Jose Serra (Por Thiago Muniz)

O rebaixamento moral do Brasil perante o mundo após o golpe e a absoluta incapacidade de José Serra de entender a complexidade da geopolítica internacional vão marcar sua passagem pelo Itamaraty.

Indiscutivelmente o Brasil dá exemplo ao mundo de como o estado brasileiro é tão corrupto e seus componentes são perversos e caras de pau, vai ser muito difícil uma recuperação da credibilidade, a não ser que haja uma revolução nos costumes e comportamentos do cidadão e isso leva muito tempo.

José Serra deve achar que diplomacia é só estender o tapete para os Estados Unidos e a Europa. Ele não compreendeu que há uma multipolaridade crescente no mundo. Ele também não sabia que ampliar as relações com a África e a América Latina não significa necessariamente distanciar-se do primeiro mundo.

A função dele foi ridicularizar o Brasil no cenário internacional. E isso fez bem feito, cumpriu a sua missão.

Durante a sua gestão no Ministério das Relações Exteriores, Serra tornou-se um criador de casos na América Latina. Por razões ideológicas, trabalhou abertamente pela derrubada de Nicolás Maduro do governo na Venezuela. Até conseguiu, com um golpe jurídico, impedi-lo de assumir a presidência rotativa do Mercosul.

No Senado, Serra foi um dos maiores entusiastas do impeachment de Dilma Rousseff. Tentou cacifar seu nome para o Ministério da Fazenda de Temer, mas ao cabo contentou-se com a chefia do Itamaraty. Como chanceler de um governo não eleito pelo voto popular, tornou-se alvo de recorrentes protestos da oposição, dentro e fora do País.

Agora não sendo mais ministro, não terá foro privilegiado. E os 23 milhões da delação da Odebrecht? Ele continuará nas mãos de Sérgio Moro ou assim como José Sarney cairá na mãos do STF?

Cenas dos próximos capítulos...







































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Thiago Muniz é colunista do blog "O Contemporâneo", dos sites Panorama TricolorEliane de Lacerdablog do Drummond e Mundial News FM. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.


quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Tirem esse ministro antes que seja tarde (Por Thiago Muniz)

Inquisição da política social a vista. Vejam! Assistam! Batam palmas! Panelas!

Venham pra Avenida Paulista e Cinelândia.

O direito de poucos a tragar os que lutam pelos direitos todos. A soberania da mediocridade, da mentira e da maldade dos nobres canalhas e dos bandidos de bem.

O ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, não tem mais condições de permanecer no cargo, se é que algum dia as teve.

Seu despreparo para tão importante função já estava claro havia algum tempo, mas o episódio em que ele antecipou a realização de operações da Polícia Federal (PF) no âmbito da Lava Jato, justamente na véspera da prisão do ex-ministro petista Antonio Palocci, teria de servir como gota d’água para sua dispensa, em razão de tão gritante imprudência. 

Infelizmente, porém, o presidente Michel Temer, sabe-se lá por que razões, preferiu contemporizar, correndo o risco de ter de enfrentar novas crises em razão do comportamento irresponsável de Moraes. 

No momento em que precisa demonstrar ao País que seu governo está à altura do desafio de superar o desastre herdado da administração lulopetista, Temer não pode ter ministros que sofrem de incontinência verbal e exploram a visibilidade de seus cargos de maneira oportunista.



















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Thiago Muniz é colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.



quinta-feira, 1 de setembro de 2016

O que eu espero? (Por Thiago Muniz)

"...A direção é a pior possível. Perceber que o Brasil voltou às mãos de quem sempre se valeu da miséria alheia para enriquecer e subjugar os mais frágeis é algo que entristece profundamente aqueles que têm algum caráter humanista e solidário..." (Flávio Gomes - jornalista)

Depois do tapa de mão aberta que o Senado fez com a ex-presidente Dilma Rousseff em cassá-la do mandato e minutos depois votarem para que ela não perdesse os direitos políticos, ou seja, nas eleições de 2018 ela pode se candidatar a cargo público.

O Senado cassou Dilma, mas manteve seus direitos políticos. Como foi possível mudar a regra da votação em cima da hora? A quem isso beneficia? E o que esse acontecimento revela sobre a forma como os brasileiros resolvem seus conflitos políticos.

Isso foi puramente estratégia do senador Renan Calheiros em manter proximidade com o PT, atual oposição ao governo de Michel Temer, e abre o precedente na votação para a cassação do mandato de Eduardo Cunha, o que fico desconfiado de não acontecer.

A papagaiada do Senador Renan Calheiros ao separar o impeachment da inabilitação política só terá consequências e revela seu inequívoco fisiologismo. Um sujeito rasteiro tentado agradar gregos e troianos. Patético.

Qualquer pessoa com um pouco de sensatez, seja de que partido for, não ficou satisfeito com o que aconteceu ontem no senado! Ora, todos sabem que a decisão de não retirar os direitos políticos de Dilma, não foi um benefício dado só a ela e sim a todos os outros que estão envolvidos em falcatruas, o Cunha, O Renan...todos esse meliantes serão beneficiados, isso me cheira a um acordão! E sendo sincero, nunca fui nem um pouco favorável às ações dos black blocks, mas, a partir do que vi acontecer no senado ontem, quero ver mais quebra-quebra! Esse país não deve ficar em pé pra atender apenas a interesses de políticos mal intencionados! Se for pra ser assim,

Que quebrem tudo antes que eles façam isso!

Sinto que depois dos acontecimentos de ontem, atritos de interesses em poderes do PMDB surgiram e o partido está um pouco dolorido. Michel Temer, como um bom lobo que é, articulará da melhor maneira possível e o partido não chegará a um racha como muitos pensam.

Para o PT que sirva de lição daqui pra frente que não se corrompa para se manter no poder. O PT decretou seu fim quando se vendeu e desviou sua finalidade, e muito dinheiro. Espero que as urnas os julguem de acordo e sejam escorraçados em todos os níveis.

O PT se meteu com o que não deveria: Outros partidos sujos. Ao invés de tentar ganhar o poder com sua força popular, se aliou ao ninho de cobras que é o PMDB e PP. Praticamente estagnou o avanço de direito das minorias, usando até como moeda de troca com a bancada evangélica para salvar a cabeça de um petista.

À esquerda tem que aprender a não forçar a barra! Agora temos uma nova guerra, que a antiga esquerda não soube brigar! A retirada da antiga oligarquia política. Pelo contrário os defensores dos pobres e oprimidos se juntou aos tiranos de sempre! Ou seja, como falar em golpe se eles mesmos deram poder aos executores da antiga política? À esquerda Brasileira precisa de auto-crítica.

Um período para não se esquecer. É assim que devemos fazer com o que aconteceu com a farsa do impeachment, esse golpe parlamentar ocorrido no Brasil e que feriu de morte da nossa Democracia. No entanto, a luta continua para resgatá-la e devolver aos brasileiros sua auto-estima. É preciso deixar de sermos o eterno gigante adormecido e assumirmos de vez a nossa condição de potência mundial, mas para isso acontecer temos que banir a corrupção do Brasil e isso se passa por reformas, no judiciário, na mídia e a mais importante, na política. Não é uma tarefa fácil, no entanto, para sairmos dessa eterna condição de País do futuro se faz o imprescindível que isso aconteça.

Hora de se reinventar. A sociedade precisa acordar para as diversidades, sair da sua zona de conforto (sinceramente não sei onde...) e olhar para o próximo, estender a mão. O brasileiro perdeu a sua essência e os mandatários em Brasília são o puro reflexo dessa conduta.

Crises são ótimas para aproveitar e fazer melhorias e retirar o que é ruim.

Uma boa hora de refletirmos que o mal do Brasil não é de exclusividade do PT. Vamos parar de rotularmos e analisarmos que mal do Brasil somos nós mesmos. Dias horríveis vêm pela frente. Os últimos dois anos serviram para revelar personalidades, trouxeram à tona uma clara divisão de pensamentos e visões de mundo.

ACORDEM: O Brasil se curvou ao conservadorismo extremo, e pior; não foi por ideais e sim por interesses de uma minoria dominante. As bancadas evangélica, ruralista e da bala que o digam. Quem manda atualmente no Brasil são essas minorias, com a chancela da oligarquia.

Em seu primeiro pronunciamento em cadeia nacional como presidente de fato, Michel Temer (PMDB) defendeu a reforma da Previdência e mudanças na legislação trabalhista. Ele afirmou que seu compromisso, no que lhe resta de tempo no poder, é "resgatar a força da economia e recolocar o Brasil nos trilhos".

Preparados para a pobreza dos anos 90?




































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Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor, do blog Eliane de Lacerda e do site Jornal Correio Eletrônico. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.




sexta-feira, 24 de julho de 2015

Táxi x Uber (Por Thiago Muniz)

Acho que os taxistas deverão repensar qual papel de fato eles fazem na sociedade. Devem sair de suas zonas de conforto e pensarem que a população não é idiota e otária.

Não vou fazer lobby ao Uber, mas colocar corridas grátis até o valor de 50 reais no dia de hoje em contra ataque a paralisação dos taxistas numa via expressa do Rio de Janeiro foi uma tacada de mestre, faz com que mais adeptos surgem ao aplicativo e levantem alternativas para que as pessoas possam se locomover.

Lei da Oferta e da Procura existe em qualquer segmento de mercado, basta normas e regulamentação. Isso não quer dizer que o táxi irá morrer e nem o Uber vai preencher essa lacuna, mas cada um traçando estratégias para conquistar mais clientes. Esse é o lema.

Manifestação dos taxistas só vai levar a antipatia da população. Sinceramente, eu acho que os taxistas deram um tiro no pé com esta manifestação no Rio. Eu por exemplo, expliquei para quatro pessoas diferentes o motivo dela e elas ficaram conhecendo o Uber que nunca tinham ouvido falar.

Acho que o protesto deveria ser feito de uma forma que não atingisse o povo, tipo, não pagar a vistoria, por exemplo. Agora, quem não conhecia o Uber, ficou conhecendo. Uma covardia com esta classe tão trabalhadora que é o taxista, mas que a própria classe cava a própria cova através dos oportunistas.

E não me surpreendeu a atitude do secretário estadual de transportes, sr. Osório, que prometeu erradicar com os carros que prestam serviço através do Uber, isso é atitude normal de repressão do Estado.

Repreende, Pune pra depois um "possível" diálogo no futuro. Essa repressão também vale aos taxistas piratas ou aqueles oportunistas que dão o preço do trajeto antes de pegar o passageiro, isso é uma prática comum no carnaval e Réveillon.

A Uber não deve ser proibida, mas ou se enquadra em uma legislação que seja tão rigorosa em termos de fiscalização e tributos que os taxistas, ou facilitam a vida fiscal e tributária dos taxistas. Do jeito que está, é muito mais negócio ser da Uber, que ter um táxi.

A Uber não pode ser proibida, mas o taxista também não pode morrer de fome. Pois o mesmo está enquadrado em um regime oneroso e rigoroso.

Uma pergunta, qual é a organização sindical desses membros da Uber. Esse tipo de serviço é regulamentado frente ao ministério do trabalho.

Não se esqueçam que não é de hoje que o Paes está se chocando contra os taxistas. Pois o mesmo tem o interesse em controlar financeiramente esse serviço.

Eu não pego Uber. Tenho conhecidos taxistas e sei bem a luta que os mesmos tiveram para conseguir uma autonomia e um carro para trabalhar.

Acho que os taxistas não podem é continuar em suas zonas de conforto achando que são a "última bolacha do pacote". Eu já fui lesado por taxista, conheço inúmeras pessoas que foram lesadas por taxistas oportunistas mas nem por isso deixei de pegar o táxi porque eu confio no serviço, mas ainda existem os táxis piratas e os oportunistas de plantão que escolhem itinerários e os bandidos que dão o preço antes de pegar o passageiro.

O Uber não surgiu do "nada". Com certeza foi oriundo de uma pesquisa de satisfação e de mercado. E essa insatisfação com os taxistas é de âmbito global, não é restrito somente ao município do Rio de Janeiro.

Com a proibição do Uber pela cidade de São Paulo as redes sociais foram tomadas de assalto por gritos de desespero dos cidadãos que não entendem como podemos ter uma medida tão retrógrada, que não se pode ir contra a inovação, que a tecnologia sempre vence e por aí vai. Considero que a discussão não é tão simples e nem tão maniqueísta como a maioria está se propondo.

Mas não podemos esquecer de uma das visões de longo prazo do CEO do Uber é bem tecnológica: empregar carros robôs que se auto-dirigem. Ou seja, hoje ele utiliza os humanos apenas como um meio no médio prazo de manter uma cliente para seu futuro exército de carros-robôs.

Parece para mim um futuro digno do "uma bota na face humana" profetizado em "1984" de George Orwell: nosso deslocamento atrelado a um grande monopólio.

Não concordo que o Uber foi feito como uma maneira de ostentar. O Uber preenche um nicho de mercado que o Taxi infelizmente não preencheu. Mas porque não preencheu? Devido a má qualidade de seus serviços num todo. É óbvio que existe bons taxistas, estaria cometendo uma infâmia de afirmar que todo taxista é um merda, pelo contrário.

O que os taxistas não entenderam e não querem entender é que na prática o Uber não é um concorrente direto do Taxi. Os taxistas já fizeram isso com as Vans e historicamente há muita política envolvida nisso. Atentamos que tem muitos políticos donos de frotas de taxis.

Reitero que o intuito não é ostentação, e sim conforto e qualidade. Carros sedãs de luxo (e de preços caros aqui no Brasil) é pra preencherem uma demanda que tem poder aquisitivo para isso. Nichos de mercado são segmentos ou públicos cujas necessidades particulares são pouco exploradas ou inexistentes.

A estratégia de aproveitamento de nichos está justamente na identificação das bases de segmentação que, quando explorados, representam o diferencial ou vantagem competitiva à empresa (ou pessoa).

Sabemos que tem taxistas que se desdobram pra colocar dinheiro em casa e matarem um leão por dia pela sobrevivência. Mas é notório que num conjunto, a qualidade do serviço de táxi recaiu muito.

Não é uma palavra só minha, é de milhares de pessoas.

É aquilo que eu disse, é um serviço confiável, mas caiu no medíocre. Não entendas que estou falando do taxista X ou do Y, não é isso; mas a análise do conjunto da obra, o serviço num todo.

Pois bem;

É válido os taxistas saírem agredindo os motoristas e também os passageiros do Uber?

É válido os taxistas pararem uma via de acesso importante como o Aterro do Flamengo?

Eu substituiria Ostentação por Diferenciação. Como você mesmo citou, porque não ofereceria carros populares?

Porque aí que seria um concorrente direto dos taxistas, aí que os taxistas sofreriam mais ainda. Carro popular com serviço de qualidade e exclusivo a um preço digamos justo. O Uber preenche nicho e não uma demanda completa que as frotas de taxis conseguem preencher, está até com taxis demais na cidade.

Se você é professor e fecha uma avenida para reclamar do péssimo estado da educação na cidade, você apanha da PM. Se você é um taxista e reclama que um aplicativo está tratando as pessoas bem e roubando seus clientes você pode fechar a cidade inteira que a PM não faz nada.

É Taxistas...deixem de ser idiotas!

Marionetes dos grandes empresários e dos políticos mafiosos envolvidos no setor, só prejudicam a população fechando as vias de acesso, não se ganha na base do porrete, se ganha com bom atendimento e qualidade no serviço. Desta maneira só ganha antipatia da opinião pública.

Uma pergunta: Quem pagará a diária de vocês? Subsídio ou Abono?
























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Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para:thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.