Mostrando postagens com marcador ódio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ódio. Mostrar todas as postagens

sábado, 29 de setembro de 2018

Ele Não (Por Thiago Muniz)

"Uma cidade refém do crime não pode votar em quem está envolvido com o crime." (Caio Barbosa)

Com quantas "fraquejadas" se faz uma revolução?

Quando as mulheres colocam alguma coisa na cabeça, não tem quem mude. As mulheres assumem maior protagonismo nas mobilizações políticas do país. As mulheres sabem que, para que tenham direito à vida com dignidade, ele não pode ser eleito.

Afinal, o deputado de extrema-direita se diz abertamente contra os Direitos Humanos e já proferiu diversas declarações de cunho antidemocrático, algumas delas transformadas em promessas de campanha inconstitucionais.

O deputado de extrema-direita cresceu politicamente com um discurso populista autoritário que instrumentaliza o medo e o ódio, abusando da disseminação de informações falsas de viés sensacionalista; se utiliza frequentemente da sua garantia de imunidade parlamentar para fazer menções elogiosas, ou no mínimo questionáveis à crimes como o estupro, lesão corporal, homicídio, sonegação de impostos, tortura, além das rotineiras ofensas e ataques a mulheres, pessoas negras, LGBTIs, quilombolas, indígenas e imigrantes.

O deputado de extrema-direita defende a existência de duas categorias de pessoas, os “cidadãos de bem” e os “bandidos” (às vezes chamados de comunistas, petistas, esquerdistas, maconheiros, vagabundos…) prometendo aos primeiros proteção e privilégios e, aos segundos, a prisão e a morte – de modo que o candidato não é nem tão patriota, honesto ou cristão como gosta de se afirmar, não sendo exagero chamá-lo de fascista.

Não se trata, portanto, de um ataque à pessoa do deputado de extrema-direita, mas sim da aversão ao que ele representa: um projeto de país injusto, excludente, antidemocrático e genocida.

Violência gera violência. Seja ela incitada em discursos, em ideologias, em apologias, seja em agressões físicas ou "verbais, direta ou indiretamente. Toda ação gera uma reação. Não se pode esperar paz quando se incita o caos. Não se pode esperar carinho quando se pratica o ódio. Uma péssima forma de fazer política: foram diversas as vezes em que, ao invés de oferecer uma proposta para enfrentar os problemas sociais, o deputado de extrema-direita e seus aliados destilaram ódio e discriminação contra mulheres, negros e homossexuais.

O que queremos é que o Brasil volte a crescer e a proporcionar qualidade de vida para seu povo, nós, trabalhadores e trabalhadoras!

Gente que tem nojo de povo, de gente, do brasileiro. São a escória deste país. A escória humana.

Ele não.








BIO


Thiago Muniz é colunista do blog "O Contemporâneo", dos sites Panorama TricolorEliane de Lacerda Mundial News FM.


domingo, 8 de outubro de 2017

Não era sobre pedofilia. Não era sobre corrupção. (Por Elika Takimoto)

Lembram-se de quando a gente ficava se esgoelando dizendo: “eles não estão na rua contra a corrupção”? Com o tempo, o que alertávamos se confirmou. Provas foram expostas, malas encontradas, áudios liberados e… silêncio de quem fez um fuzuê com as pedaladas que são cometidas há anos (e que logo depois do golpe foram liberadas pela corja que está no poder, vale lembrar).

A frase épica de Bertold Brecht “a cadela do fascismo sempre está no cio” explica bem tudo o que aconteceu. Era um bando de fascistas no armário que estava sem graça de vir a público. Afinal, falar que odeia pobre e que quer mais que preto, mulher, trans, gays se explodam não pegava bem.

Daí veio 2013 e a Globo aproveitando-se daquelas manifestações “apartidárias” – cujas bandeiras da CUT eram proibidas – criou o vilão e o herói. O Brasil ficou dicotômico como os personagens das novelas. Há o bandido (PT) e o Salvador da Pátria (Moro). Esse tipo de narrativa novelesca o povo assimila bem como se entre o branco e o preto não houvesse uma infinidade de tons de cinza.

E a cadela no cio passou a copular devassamente.

Foi naquele contexto que os fascistas vestiram uma camisa de heróis da nação. Teriam a nobre missão de “livrar o Brasil da corrupção”. Caíram como patos e lá foram de verde e amarelo para as ruas achando que estavam salvando a nossa pátria.

Passou, de repente, a ser questão de soberania nacional falar mal do PT e tirá-lo do poder. Achavam e diziam eles. Eles. Os mesmo que estavam completamente irritados com as políticas sociais como o programa Mais Médicos, Bolsa Família e as cotas, vale observar.

O fascismo funciona exatamente assim para quem não sabe. O inimigo tem que estar bem definido e cabe aos fascistas desmoralizá-lo. Vídeos descontextualizados das falas da Dilma eram a cereja do bolo naquela época. Queriam ridicularizá-la a qualquer preço. Pessoas a chamavam de burra e riam da retórica de uma mulher que hoje está pelo mundo dando palestras a convite de grandes universidades. Como se conseguissem ser metade da metade que Dilma é.

E eles não param. Como 2018 está logo ali e Lula segue sendo preferência da população brasileira como mostram todas as pesquisas, é necessário desmoralizar a esquerda e tudo o que ela representa.

Incrivelmente pautas humanitárias e a defesa pela liberdade de expressão saíram das atas das reuniões da direita. Haja vista o que o MBL anda fazendo.

O episódio Homem Nu foi mais um exemplo de como se comporta a hipócrita cadela do fascismo.

Avisamos: não é sobre pedofilia! E os patos lá fazendo postagens “temos que proteger nossas crianças…”. Proteger de quê, cara pálida? Quando a gente perguntava isso, ouvia como resposta: contra a pedofilia!

Qual a razão dessa resposta sem nenhum sentido? Das duas uma. Ou a pessoa é burra de pedra a ponto de conectar uma performance artística sem o menor teor sexual com pedofilia ou falta-lhe caráter mesmo, pois faz isso com o intuito de diminuir a capacidade intelectual dos artistas e dos que os apóiam.

E a prova de que eles não estavam preocupados com as crianças porcaria nenhuma veio a galope: o caso do estuprador do Piauí.

O crime foi noticiado por todos os jornais. Silêncio dos protetores das crianças do nosso Brasil. O estuprador teve autorização para ficar com uma criança dentro de sua cela porque ajudava a família do menino financeiramente.

Segundo o levantamento do projeto, ligado ao Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso a Informação da USP, enquanto o caso do museu teve 550 mil compartilhamentos, o do estuprador do Piauí ficou na média de 45 mil. “Uma relação de 10 pra 1”, afirma a página.

“No caso do MAM, as matérias muito compartilhadas estavam dispersas em várias publicações do Jornalivre, Veja, Folha, Instituto Liberal e Ceticismo Político, entre outros; no caso do estuprador do Piauí praticamente foram compartilhadas apenas matérias da Folha de São Paulo e do UOL”, disse a pesquisa.

Além disso, enquanto o caso do MAM motivou manifestações do Movimento Brasil Livre (MBL), da família Bolsonaro e de partidos conservadores, o caso do Piauí “não teve nenhum grande compartilhador” e não chegou a ser mencionado por aqueles que foram contrários à exposição.

E se alguém aqui achar que estou exagerando, deixo aqui as frases de um cartaz que está fixado no museu do Holocausto em Washington que tem como objetivo alertar as pessoas sobre os perigos do fascismo e como identificar seus primeiros sinais. Qualquer semelhança não é mera coincidência.

1. Empoderamento nacionalista contínuo.
2. Desdém por direitos humanos.
3. Identificação do inimigo como causa unificadora.
4. Supremacia militar.
5. Sexismo desenfreado.
6. Controle de mídias de massa.
7. Obsessão com segurança nacional.
8. Governo e religião interligados.
9. Poder/direitos corporativistas protegidos.
10. Poder/direitos de trabalhadores suprimidos.
11. Desdém pelos intelectuais e pelas artes.
12. Obsessão por crime e punição.
13. Corrupção e nepotismo desenfreado.
14. Eleições fraudulentas.

Não era sobre a corrupção e não era sobre pedofilia. É sobre extermínio de raças e de classes.

Acreditam agora ou precisam ainda de mais exemplos?







Elika Takimoto é Doutora em Filosofia pela UERJ. Mestre em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia pela UFRJ. Graduada em Física pela UFRJ, Professora e Coordenadora de Física do CEFET/RJ. Integrante do grupo de pesquisa Estudos Sociais e Conceituais de Ciência, Sociedade e Tecnologia.



quarta-feira, 10 de maio de 2017

O Brasil que não conhece o Brasil (Por Ernesto Xavier)

Preciso começar com um aviso nada agradável: Talvez você tenha ódio de classe.

Talvez. Acontece. Dá tempo de mudar. Você provavelmente nunca pensou nisso. Até acha que faz bem aos outros. Tem amigos pobres. Brincou com o filho da empregada quando era pequeno e trata ela “como se fosse da família”. Né mesmo?

Seu pai te falou que para alcançar algo de bom na vida você precisava estudar, trabalhar duro e chegaria lá. Você chegou. Parabéns! Hoje está trabalhando em uma empresa legal, estudou em uma faculdade federal concorridíssima, fala 3 idiomas e aquele MBA não foi fácil de pagar.

Sua mãe disse para ir atrás dos seus sonhos. Você foi. Fez um intercâmbio incrível. Lavou uns pratos nos EUA e se sentiu gente. Depois juntou uma grana e fez aquele mochilão pela Europa que nunca vai esquecer. Viu só? Sonhar é bom. Realizar é melhor ainda.

Agora se olha no espelho: tu tem ódio de classe.

Repita comigo: Eu tenho ódio de classe. Ó-D-I-O.

Calma. Você não é o vilão das histórias da Marvel. Você só foi criado em um ambiente onde as oportunidades estavam dadas e era uma questão de aproveitá-las. Você não estava errado em aproveitar. Tem muita gente que não aproveita e ainda reclama da vida. Escolhas. É da vida.
Acontece que esse ambiente te fez crer que tu era o cara. O seu esforço foi o grande motor para chegar lá e quem não chegou, putz, ‘tenta que consegue’. 

Foi assim que você aprendeu, né? Tipo a música da Xuxa: 

Tudo pode ser, se quiser será
O sonho sempre vem pra quem sonhar
Tudo pode ser, só basta acreditar
Tudo que tiver que ser, será

Lua de Cristal foi a trilha sonora da sua vida. Bendita geração Y do qual faço parte. Embalados por Xuxa, Angélica e um pouco de Sergio Mallandro. 

Te entendo, cara.

Para e pensa no moleque que via aquela mesa de café da manhã, no qual ela só pega uma uva, e o garoto não tinha nada em casa pra comer. O que era café da manhã? Aliás, pensa no moleque que nem tinha televisão para saber o que era o Xou da Xuxa. Malandro, o bicho pegava nas décadas de 80 e 90. Pegava mesmo. 

Já ouviu falar do Mapa da Fome?

Deve ter escutado falar disso por volta de 2014, quando a ONU anunciou que o Brasil não fazia mais parte desse tal mapa. Dizia o relatório, que o país tinha reduzido a taxa de desnutrição de 10,7% para menos de 5% desde 2003 e que a pobreza reduziu de 24,3% para 8,4% entre 2001 e 2012. 

É. Faz pensar, né? 

Provavelmente você nunca viu de perto alguém realmente com fome. Desnutrido, sabe? Alguém que realmente não come e não tem a menor esperança de quando vai realmente comer. Alguém que bebe água imprópria todos os dias. Quando tem água. Alguém que caminha quilômetros para buscar essa água suja que servirá para tudo. Quando a dignidade ganha outras conotações e talvez nem consigamos alcançar o significado com as palavras que temos à disposição em nossa língua. Sabe?
Não, você não sabe. Não tem a mínima ideia. Não entende aquele "mar" de gente pra ver a inauguração popular da transposição do Rio São Francisco.

Você pensa no pobre como algo que não deu certo. E você deu certo. Você se esforçou. A culpa não é sua.

Não funciona bem assim.

O sistema premia aqueles que estão dentro de um padrão, que obedeceram as normas desse padrão, que estão de acordo com o próprio sistema e podem representar sua imagem. Poucos são os que “vencem” estando fora desse padrão. Exceções que confirmam a regra. Saca?

Você vê o MST fechando estrada e acha que são um monte de vagabundos. Não sabe o que fazem. Não sabe como vivem. Não sabe pelo que lutam. Não sabe as questões que envolvem terras no Brasil. Não sabe o que se passa na base da pirâmide. Não enxerga que aquela talvez seja a forma mais eficiente de te chamar a atenção, mesmo que de forma negativa, mas que você saiba que eles existem. Que existe gente querendo(e precisando) plantar, vencer o poder dos latifundiários, de um Estado que o oprime ao ponto de mata-lo. Sim, matam muito por questões fundiárias no Brasil. Ou alguém aqui nunca ouviu falar em Eldorado dos Carajás? Abril de 1996. Olha a década de 90 entrando de novo na jogada!

Hoje acontece o depoimento do cara que começou esse processo de mudança na base no início do século 21. O cara que ousou subverter a “ordem natural das coisas” e que escancarou o tal do ódio de classe. 

Quem leu até aqui talvez entenda porque tem um monte de gente hoje em Curitiba para acompanhar esse depoimento. Talvez possa vislumbrar, mesmo que inicialmente, o porquê do amor desmedido de alguns por ele, que se amontoam em barracas de plástico, albergues, marquises, tudo para defender aquele que eles julgam tê-los defendido tanto. 

Você não precisa amar o MTST, nem se filiar ao PT, amar o Lula, querer a Dilma de volta. Não é disso que estou falando. Você só não consegue entender como tanta gente gosta dele e viaja milhares de quilômetros só para mostrar apoio. Você pensa no sanduíche de mortadela. O tal sanduíche que mata a fome de quem tem pressa. O tal sanduíche que será a única refeição. A mortadela que é mais barata que presunto. Sem pedigree. Falando alto, sorrindo largo, pisando firme. Pobre, mas entendendo o outro sentido de dignidade. O tal sentido que alguns sabem qual é, mas que para tantos é tão novo.

Tente entender o povo. Sinta-se parte dele. Você também é povo. Você também é massa trabalhadora. Só que está com o pescoço um pouco mais para fora da água. Só isso.

O ódio pode sair. É questão de aprendizado. Basta ter empatia.

Até lá, a luta continua.

10-05-2017

Ernesto Xavier é ator, jornalista e escritor. Autor do livro "Senti na pele".














quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

O ódio a Marisa Letícia (Por Thiago Muniz)

"Gostaria de lembrá-los de um detalhe: em 128 anos de República, Luís Inácio Lula da Silva foi o ÚNICO presidente a enterrar a esposa por responsabilidade do Estado Brasileiro. A primeira por negligência. A segunda por perseguição. Nenhum presidente vindo da elite passou por isso."  (Fagner Torres)

Marisa Letícia esteve o tempo todo ao lado de Lula. Aguentou ofensas, agressões, mentiras, indelicadezas. Nos últimos meses foi perseguida e acusada de forma abjeta por um sujeito que se acha o dono do mundo e é apenas um péssimo magistrado, parcial e despreparado.

Essa disseminação do ódio está cada vez mais preocupante.

Perdi a quantidade de pessoas que eu vi torcendo pela morte dela.

Isso está ficando em níveis extremos. As pessoas estão confundindo ódio com opinião. Se você parar pra ler os comentários dos principais jornais é de ficar revoltado e pensativo. Como alguém pode comemorar a morte de outra pessoa? Estão todos doentes.

Não sei o quanto do estresse e abuso psicológico a que ela foi submetida nos últimos meses, não foi responsável por isso. Foi um circo de horrores, com direito a conversas particulares da família no jornal noturno. A despeito de qualquer divergência política, foi desumano o que a família de Lula teve de enfrentar, em termos de ataques da mídia, da oposição, dos empresários loucos por mais lucros, e da própria população inflamada pelos três primeiros grupos citados. Triste país.

Precisamos aprender a ter compaixão e amor pelo próximo, cada um sabe das suas ações e julgar não cabe a nós. Como a sociedade tá doente, que comentários absurdos. É triste ver que o ser humano, não ter nada de humano. A falta de compaixão vem demonstrando que estamos cada vez mais piores em tudo, principalmente no amor. Não é um partido, não é uma primeira dama, é além de ser mulher, é uma vida. Solidariedade e compaixão com a dor, com o sofrimento do outro.

Tolerância, solidariedade, empatia, altruísmo... Nenhuma migalha política pode ficar acima daquilo que cala fundo em nosso eu maior. Adversário político histórico de Lula, FHC ofereceu o ombro no momento da dor pela perda de D.Marisa. Retribui gesto de Luiz Inácio quando da morte de D.Ruth, há 8 anos e meio. Que o abraço fique como inspiração em tempos de ódio e insanidade nas redes sociais. E D.Marisa seja acolhida com amor em sua passagem. Sabe o que nos difere dos bichos? A compaixão pela dor do outro.

Antes de partir ainda deixou seus órgãos para salvar vidas.

As pessoas ruins que zombar de sua morte mais pra frente iram pagar, que. Realmente, a lei do retorno é implacável. Não deseje o mal, pois ele pode se voltar contra você.








BIO


Thiago Muniz é colunista do blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor, do blog Eliane de Lacerda e do blog do Drummond. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.





quarta-feira, 19 de outubro de 2016

O lado obscuro de Marcelo Crivella (Por Thiago Muniz)

"Ganha a alma que você ganha a oferta!" (Marcelo Crivella)

Pergunto: como pode o bispo Marcelo Crivella dizer que é um 'homem de Deus' e pautar sua campanha em tanta mentira, calúnia e difamação? Que Deus é esse, afinal?

Crivella representa o atraso do conservadorismo retrógrado, da incitação à intolerância religiosa, da deliberação do dinheiro alheio e das alianças escusas obtusas.

É realmente preocupante e surreal que uma cidade da importância do Rio de Janeiro corra o risco de ter Crivella como prefeito. Nem falo da questão religiosa, que lógico, é perigosíssima. Cito a técnica mesmo. Basta ficar acordado até as insanas horas desses debates televisivos para perceber o quão vazio de conteúdo o candidato é.

O discurso é um empório de senso-comum e frases feitas para impactar o eleitor, sem nenhuma substância. Só mesmo muita manipulação de massa, para si ou para demonizar um projeto rival, para que este senhor vença uma eleição majoritária. Estamos prestes a ter o nosso Dória.

Esse senhor, aliado a Garotinho e Bethlem, PMDB, com a Igreja por trás e as milícias, é o estado 100% leiloado. Repito: só mesmo com muita manipulação e ódio para não escolher o contrário. Talvez as pessoas não tenham se ligado nos riscos. Espero que seja só uma presunção minha.

A Lei Rouanet é uma lei Federal que Incentiva a Cultura. A lei implanta políticas públicas de apoio à Cultura Nacional. O projeto de Crivella inclui na Lei Rouanet para igrejas, mas será que também inclui as demais religiões? Não sei se ele lembra, mas o Estado é LAICO! Fim do mundo isso, já nao basta o dinheiro roubado dos fiéis? Mais uma para lavar dinheiro público. Eu nem quero acreditar que esse cara tá disparado nas pesquisas do Rio. A cidade vai perder muito!

Após debate da Rede TV com os candidatos à Prefeitura do Rio - Marcelo Freixo e Marcelo Crivella - o candidato a vice de Crivella, Fernando Macdowell, foi perguntado sobre a PEC 241.

Desconfortável, mostrou total desconhecimento sobre a Proposta de Emenda à Constituição e ainda disse ser contra.
 
"Esse negócio de tirar cadeiras", "Minha filha se mostrou contra", "Na minha época eram 12 cadeiras", tentou argumentar.

O partido de Crivella, o PRB, foi um dos que votou pela aprovação do projeto que vai congelar investimentos em saúde e educação por 20 anos.

Não precisa ter mais que 1 neurônio e ser considerado um ser minimamente pensante pra saber que o RJ não merece o Crivella como prefeito.

O brasileiro nunca vai se dar bem . Quando tem a oportunidade de mudar o jogo, resolve votar em um bispo da igreja, preconceituoso e machista. Ontem no debate ele disse que é mais preparado para governar o Rj por ser engenheiro e pelo Freixo ser professor . Ele esquece que pra virar engenheiro, foi ensinado por um professor . Crivella é nojento. Não caiam nessa, povo. Deixem a ideologia de lado. Qualquer pessoa percebe que o melhor pro rio é o freixo ! Vamos pensar no melhor pra essa cidade.

Pode até não ser dele os posicionamentos e visões de mundo aí expostas,mas é muito difícil de acreditar q ele como Bispo da Igreja Universal do Reino de Deus não compartilhe do mesmo pensamento. A ambição por poder e dinheiro( e isso a Universal gosta excessivamente como já se sabe) é capaz até de negar as idéias que sempre sustentou.

Não vai demorar muito vamos voltar ao tempo da escravidão também, culturas passadas voltando ao presente, agora só falta por um presidente que queira uma ditadura e pronto, vamos separar a cidade ! Negro de um lado, branco do outro, gays e ateus no canto os santos mandam em todos.

10 motivos para NÃO votar em Marcelo Crivella

1 - O Crivela, através de seu partido, apóia a PEC 241. A PEC que congela gastos sociais em detrimento do pagamento da dívida pública não auditada. Então como ele vai investir da saúde e educação no Rio se é a favor do congelamento dos gastos sociais?

2 - Crivella é contra qualquer tipo de diversidade, seja religiosa, sexual, gênero ou racial. Seu livro em que ele diz ser uma euforia juvenil, teve sua última edição realizada em 2002 quando o pastor tinha mais de 40 anos. Crivella carrega consigo a discriminação, a perseguição à diferença.

3 - Crivella trouxe para o seu governo Rodrigo Bethlem e aliados do Garotinho. Além de negociar cargos com Índio da Costa. Isso é fazer o que mais repudiamos na política, troca de favores e cargos. Essa prática favorece a corrupção.

4 - Chamou um miliciano de iluminador das trevas. O miliciano em questão está preso, se chama Deco.

5 - Foi ministro da pesca da Dilma e votou a favor do impeachment. Editou a foto da trupe do Cabral para tirar o Lula da compania deles. Sempre ocupou cargos no governo sem qualquer crença no projeto político do PT, para Crivela e seu partido o que vale são cargos para sugar o Estado.

6 - É a favor da meritocracia nas escolas e na saúde. Nós, professores, sabemos bem como funciona a meritocracia. Muitas escolas aprovam e deixam de ensinar o conteúdo programático (o que é previsto em lei) para preparar os estudantes para fazer as provas dos governos. Educação não se mede com números, os resultados são feitos no dia-a-dia, em Sala de Aula e no ambiente escolar.

7 - Crivella está sendo acusado pelo MPF de desvios e esquemas do bolsa pesca, programa social encabeçado por ele. http://g1.globo.com/…/cgu-aponta-desvios-e-uso-indevido-de-…

8 - Crivella nega sua relação com a Igreja Universal mas já foi citado como laranja do Universal. 

9 - Crivella apoiou o primeiro governo de Eduardo Paes, conhecido por remover mais famílias que Pereira Passos, de ter feito obras e entrega-las com péssima qualidade. 

10 - Crivella foi machista com as apresentadoras do debate da Rede TV.


























BIO

Thiago Muniz é colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.



terça-feira, 28 de junho de 2016

O discurso da extrema direita ganha audiência (Por Thiago Muniz)

Recebe a classificação de extrema direita toda manifestação humana que possua orientação considerada exageradamente conservadora, elitista, exclusivista e que alimente ainda noções preconceituosas contra indivíduos e culturas diferentes das de seu próprio grupo. Assim, é considerado de extrema direita o indivíduo, grupo ou filosofia que se localize mais à direita do pensamento de direita comum a todas as sociedades do planeta.

Muitas vezes o termo é utilizado para sugerir um individuo ou grupo com ideias extremistas, preconceituosas ou ultraconservadoras.

Seja como for, o pensamento de extrema direita em geral está baseado na crença, muitas vezes messiânica, da condição especial de determinado povo, cultura ou crença, bem como na iminente ameaça que este grupo irá ou já esteja sofrendo por parte de outros grupos diferentes em meio ao seu caminho ao domínio de todas as outras sociedades, sendo necessária a união e mobilização contra tal ameaça vinda "do outro".

Desde a década de 80 do século XX o termo vem sendo bastante utilizado para classificar a ideologia de grupos, muitas vezes armados, que patrocinam através de desfiles e passeatas, na Europa e Estados Unidos, o pensamento do partido nazista alemão e fazem culto ao seu líder, Adolf Hitler. Estes tais grupos de extrema direita ficaram conhecidos através da imprensa pelo nome genérico de neo-nazistas, existindo dentro desses grupos de extrema direita, porém, as mais diversas ramificações filosóficas.

Ultimamente, o termo vem sendo aplicado também a partidos ultraconservadores presentes especialmente na Europa, que se apoiam no medo do europeu com relação ao imigrante, que além de ser promovido como alguém que chega "de fora" para tomar o emprego do cidadão comum europeu, ainda desvirtuaria a cultura cristã tradicional do continente com suas diversas religiões, línguas e costumes, com especial atenção ao islã, que seria uma religião promotora do terrorismo.

Nos Estados Unidos, outro centro importante de atividade de grupos de extrema direita, pode-se citar nesta categoria a tradicional Ku Klux Klan, surgida logo após o fim da Guerra Civil Norte-americana, ativa ainda hoje, e que prega a supremacia da raça branca (caucasiana), ultranacionalismo e combate à imigração estrangeira.

A imagem da KKK ficou eternizada em filmes, livros e canções pela perseguição de negros e mexicanos, realizando muitas vezes linchamentos fotografados e documentados como ato de validação dos valores de sua organização. Além da KKK, podemos encontrar nos EUA grupos de extrema direita baseados nos cultos religiosos, em especial na região do chamado Bible Belt (cinturão bíblico) região sudeste dos EUA, onde há grupos que seguem uma filosofia cristã extremamente rigorosa.

Aliás, é dessa região que se originou o termo "fundamentalismo", que foi utilizado pela primeira vez no final do século XIX para descrever os crentes daquela região. Outra corrente extremista nos EUA encontra-se baseada em grupos armados, que adotam todo um estilo de vida à volta da arma e do conceito de proteção contra o inimigo imigrante estrangeiro, isso sem deixar de mencionar os grupos neo-nazistas, presentes em todo território norte-americano, muitas vezes mesclando características similares com as dos grupos armados ou religiosos.

Além de todos esses grupos, podem ser encontrados simpatizantes da extrema direita nos dois partidos predominantes na política norte-americana, os partidos Republicano e Democrata, pois, apesar de sempre disputarem o poder a cada eleição legislativa ou executiva, estes dois partilham muitas ideias conservadoras que beiram às vezes as ideologias de extrema direita.

A extrema-direita, marcadamente associada às trágicas experiências do nazifascismo, continua apresentando muitos traços originais do contexto de sua emergência: irracionalismo, nacionalismo, defesa de valores e instituições tradicionais, intolerância à diversidade — cultural, étnica, sexual — anticomunismo, machismo, violência em nome da defesa de uma comunidade/raça considerada superior. 

Compartilhando do ideário político vinculado aos interesses de dominação, opressão e apropriação privada da riqueza social, distancia-se da direita tradicional pela intolerância e pela violência de suas ações, embora, quando organizada em partidos ou associações públicas, recuse tais práticas por parte de seus membros.

O fascismo se configurou como uma experiência histórica emblemática da barbárie, uma vez que se concretizou no mesmo solo ocidental que semeou o projeto civilizatório da modernidade, fundado na razão, no Estado laico e no humanismo. Sua reedição tem sido recusada por vários pensadores, tanto pelas feridas traumáticas que o fascismo legou para a humanidade quanto pela compreensão da história como processo irrepetível. 

No entanto, uma abordagem crítica sobre a totalidade social permite identificar que se a história não se repete, uma vez que expressa particularidades da ação concreta dos homens no atendimento de necessidades também históricas e particulares, sua processualidade contraditória é constituída de momentos de conservação e de superação que só são radicalmente ultrapassados por rupturas revolucionárias.

O resultado é que de modo crescente, a preferência pelo discurso abertamente radical de direita vem ganhando adeptos, mudando o perfil destes e começando a surgir mesmo em países sem tradição de suporte a este radicalismo. 

A pesquisa apura uma média geral do crescimento dos votos em partidos de extrema-direita em todas as eleições nacionais ocorridas desde o surgimento destes partidos até o ano de 2008 na Europa ocidental (Portugal, Espanha, Irlanda, Alemanha, çustria, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Itália, Luxemburgo, Reino Unido e Suécia). 

O resultado é que o crescimento da média de votos em partidos da nova extrema-direita cresceu de 1,36% em eleições do começo da década de 1980 para 7% em eleições de 2008.

Cresce a extrema direita no Brasil. Felizmente, tirando os deputados Feliciano e Bolsonaro, tem pouca presença institucional. Mas, de duas uma: ou criará um partido novo, ou continuará numa relação ambígua com o PSDB, que lhe dá votos mas perturba a identidade.

A extrema direita não elege quase ninguém aqui. Para cargos executivos, menos ainda. Mas se fortalece na expressão de suas ideias. É fraca em poder, mas avança no berro. Para usar a expressão de Gramsci, disputa a hegemonia. Degrada o debate no país.

Durante alguns anos, PSDB e PT, representando nossa centro-direita e centro-esquerda, viveram uma aproximação na prática - ainda que ela fosse negada no discurso de ambos. Mas nos últimos anos a retórica subiu em decibéis. Temos um paradoxo: candidato, Aécio Neves prometeu continuar a política social do PT; reeleita, Dilma Rousseff adotou medidas econômicas dos tucanos. Portanto, a realidade não os afasta tanto - mas, na aparência, eles parecem estar quase em guerra. 

O que vale, a realidade fria ou a aparência raivosa? As políticas econômicas e sociais, ou a retórica desenfreada? a razão ou a paixão? Porque guerras favorecem os extremos.

Onde é mais fácil ver a extrema direita é na internet. Ela povoa os comentários das redes sociais e das edições online dos jornais. É incrível o ódio que destila. Há poucos dias, lendo as notícias sobre o fuzilamento de Marcos Archer na Indonésia, me surpreendeu a quantidade de comentários atacando o PT, que nada tinha a ver com o assunto. 

A maior parte era escrita por pessoas desinformadas da realidade e desacostumadas ao cultivo da língua. Mas são veementes. Felizmente, não vão muito além do Facebook e dos blogs.

Ou não iam. Saíram da internet e foram para as ruas nos últimos meses - numa paródia, em menor, das manifestações de 2013. Pediram que os militares rasgassem a Constituição e tomassem o poder. No diagnóstico, erram. Misturam em seu ódio homossexualidade, Hugo Chávez e programas sociais. Nas suas propostas, nem percebem que o mundo atual não está para golpes. O que fariam as Forças Armadas, se tomassem o poder? Meio século atrás, os golpistas tinham uma agenda inteira montada. Os militares não tinham afeição pela democracia. 

Os empresários receavam os movimentos sociais, que avançavam. A economia estava em grave crise. O governo norte-americano apoiava qualquer golpe de direita na América Latina. Hoje, nada disso existe. Os extremistas são, literalmente, reacionários. Querem que o mundo recue. Não têm projeto viável.

Esse público nas ruas e na Internet vai além de seus próprios pregadores na mídia. Alguns colunistas de jornal chegaram perto de declarar ilegítima a eleição de 2014, o que é uma afirmação bastante grave de se fazer numa democracia, mas não lembro nenhum que tenha pedido a derrubada do governo eleito. Entre os ideólogos e seus seguidores que foram às passeatas ou escrevem em blogs, há uma distância. Os primeiros são mais informados, mais inteligentes. Os segundos, não. Apenas radicalizam.

Mas um problema sério é que essa extrema direita, que tem votado no PSDB nos momentos decisivos, pressiona nosso partido que porta em seu nome a social-democracia - uma denominação típica da esquerda - a ir para a direita. E isso traz alguns resultados. Assim se entende o uso do aborto na campanha tucana em 2010 ou a ênfase de Alckmin numa política repressiva de segurança. Esse fato cria problemas de identidade no PSDB, reduzindo o peso do passado glorioso de Montoro, Covas, Ruth Cardoso. É óbvio que FHC não deve se sentir confortável com esse avanço dos extremismos.

Pode essa extrema direita, que é mais forte em São Paulo, mas cujo tamanho exato ninguém no Brasil é capaz de mensurar, alterar a natureza do PSDB? Não me parece provável. Ela deve manter seu papel de aliada subordinada. Presta o serviço de destruir imagens petistas e recebe alguma compensação midiática por isso. Mas é uma aliada incômoda. Não gosta dos direitos humanos, com os quais o PSDB histórico tem um forte compromisso. Não gosta dos programas sociais, dos quais os tucanos não querem ou não podem abrir mão.

Pior, a extrema direita carrega o risco de convencer demais. Ela ajuda o PSDB na medida em que reforça o antipetismo de parte razoável do eleitorado - mas, se crescer em votos, pode fazer os tucanos perderem os votos de seus eleitores iluministas e, pior, tornar-se dominante em algumas seções regionais do PSDB, o que poria o partido em sério risco.

Há outra possibilidade, para a qual me alertou o cientista político português Álvaro Vasconcelos, ora professor visitante no IRI da USP. Sem o PSDB, a extrema direita pode se tornar um partido próprio, e este pode ganhar força. É o que sucede na Europa. A Frente Nacional ameaça a política francesa há anos. Tem uma votação elevada, embora o sistema eleitoral francês traduza esses sufrágios em pouquíssimos cargos de efetiva significação.

Mas essa é uma possibilidade remota. Como a extrema direita brasileira, dado o seu exacerbado antipetismo, acaba apoiando o PSDB, ela não se organiza para tomar o poder. Prefere operar nas laterais. Sabe que - hoje - teria poucos votos, se disputasse as eleições para valer. 

Mas é preciso fazer constantemente o balanço do que é melhor para o país e para os tucanos - se é a extrema direita continuar subordinada, sem voz independente mas podendo minar um partido sério, com história e com futuro, ou se é ela adquirir voz e identidade próprias, com o risco de crescer mais. Porque o atual, talvez crescente, desencanto com os políticos favorece aventuras.













BIO

Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.




quarta-feira, 27 de abril de 2016

Bolsonaro e a volta ao passado retrógrado (Por Thiago Muniz)

“Messias” em hebraico significa “ungido”, ou seja, consagrado. A palavra extrapolou o contexto religioso judaico-cristão e, tornando-se conceito, passou a representar alguém que acredita possuir poderes sobrenaturais para solucionar os problemas enfrentados por sociedades mergulhadas em situação de caos. 

O terreno propício para o aparecimento do “escolhido” é o da desesperança política, desagregação econômica e ressentimento social. Vestido com o manto da intolerância e empunhando a clava do autoritarismo, o líder messiânico elege como bodes expiatórios todos aqueles que ousam pensar e agir de maneira independente. O resultado dessas intervenções mistificadoras é sempre catastrófico.

Político, Bolsonaro demonstra profundo desprezo pelas agremiações. 'Católico fervoroso', Bolsonaro tem profundo desprezo pelo ser humano. Homofóbico, disse: 'Seria incapaz de amar um filho homossexual.' 

Ainda assim, tem três milhões de seguidores no Facebook". 

A pior parte disso tudo é ver o número de pessoas que adota o discurso de ódio aumentando, sem pensar nas consequências. Parece que a parte política tá falando mais alto que a parte humana nas pessoas. 

Bolsonaro tem desprezo pela política do jeito que ela deve ser feita. Lembra a Alemanha nos anos 30.

Os milhões de seguidores do Bolsonaro demonstram a falência da Educação no Brasil. Porque só a ignorância explica a adesão dessas pessoas às ideias racistas, misóginas, machistas e homofóbicas desse sujeito.

A coisa mais engraçada dos seguidores de Bolsonaro é que nem eles mesmos acreditam em seu líder fala, não nega nada do que disse, se você for lá perguntar ele assume o que disse. E quando essas coisas são expostas para seu seguidores (pasmem) eles dizem que é mentira, que estão tentando criar um monstro. Eu sei que é difícil de acreditar que alguém possa ser tão escroto, até para os seguidores, mas é.

Jair Messias Bolsonaro chegou à Câmara dos Deputados montado em quase 465 mil votos, o equivalente a 6% do total do eleitorado fluminense. Defensor entusiasmado da ditadura, ele mesmo militar da reserva, quando na ativa, entretanto, demonstrou profundo desprezo pela hierarquia. Em 1986, já capitão do Exército, ficou preso por 15 dias por indisciplina e imoralidade, acusado de liderar manifestações por melhoria do soldo. No ano seguinte, anunciou uma operação, denominada Beco sem Saída, que consistia na explosão de bombas de baixa potência em quartéis para chamar a atenção para os salários da categoria. Em ambas as ocasiões, acabou absolvido pelo Superior Tribunal Militar.

O deputado de extrema direita Jair Bolsonaro, defensor da tese de que os gays são fruto do consumo de drogas e partidário de proibir o voto a analfabetos e pessoas sem renda, costuma ser estrela nos protestos, ovacionado pela multidão, órfã de candidatos sem reparos em se declarar de direita. Bolsonaro quer ser presidente em 2018 e os ventos conservadores que sopram no Brasil estão disparando sua popularidade. Caso parecido já se viu na Itália com Silvio Berlusconi e hoje nos Estados Unidos, com um imparável Donald Trump.

O deputado está tomando a sério a promessa, já lançada em 2014, de “ser o candidato da direita”. Contratou até um marqueteiro. Hoje, um veterano publicitário paulista, com experiência nos Estados Unidos, e partidário da intervenção das Forças Armadas no Brasil, articula a pré-campanha do pré-candidato. O deputado, no Congresso desde 1991, transformou-se também nos últimos tempos em uma máquina nas redes sociais. Mais de 2,4 milhões de pessoas o acompanham no Facebook, superando o público virtual de Lula em mais de 300.000 seguidores. Na rede social, Bolsonaro mobiliza 58 grupos e tem 99 páginas associadas ao nome dele, segundo um levantamento do Laboratório de estudos sobre Imagem e Cibercultura (Labic). Lula tem apenas 9.

A mídia tem sido, efetivamente, um dos principais palanques de Bolsonaro, um candidato que, ao igual que Trump, cresce na polémica. Na sua primeira eleição a vereador em 1988 ele era conhecido nos jornais como o capitão que orquestrou um ano antes a operação Beco Sem Saída. O plano consistia em plantar bombas de fabricação caseira em quarteis para protestar se o aumento dos salários do militares fosse menor de 60%. Bolsonaro, que confessou o complô a uma jornalista a quem pediu infrutuosamente sigilo, foi finalmente absolvido, mas a etiqueta de conspirador –e ao mesmo tempo defensor dos interesses dos militares­– o perseguiu por anos.

O problema de quem acredita no Bolsonaro, e nas suas idéias, é que eles simplesmente não acreditam que essas coisas não podem se voltar contra eles, o cara prega a morte e a tortura de pessoas com ideais diferente dele, mas um dia ele vai se voltar contra as pessoas que elegeram ele, pois a única coisa que importa é o poder, vide que ele não respeitou a hierarquia militar.

Isso mostra a qualidade de caráter do povo. Esses mesmos 3 milhões de seguidores dele, estavam espalhados pedindo o impeachment. Essa é a escória que compõe o corpo da direita deste país. É temeroso um futuro com mais animais como esses ameaçando nossa democracia com os olhos vermelhos de ódio!

Fato no Brasil é pegar frases ditas em um determinado contexto e rotular a pessoa. O Povo precisa ler, reler, buscar outros pontos de informação, para formar sua própria opinião. O que vemos hoje são várias pessoas sendo feitas de ignorantes em uma velocidade assustadora.




BIO

Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para:thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.