segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

O prefeito terceirizado e sua Guarda Municipal espancadora de foliões (Por Thiago Muniz)

A abertura não oficial do carnaval carioca, com encontro de blocos no centro da cidade, foi manchada pelo vandalismo da Guarda Municipal.

Teve gente ferida com balas de borracha, sobrou gás lacrimogêneo e gás de pimenta, pessoas que estavam nos bares da Cinelândia, lotados, tiveram que sair em disparada, além de a estação de metrô ter ficado fechada por mais de dez minutos.

Em nota, a Guarda explicou que ambulantes "vendiam produtos irregulares", foram presos e receberam solidariedade de foliões, tendo começado daí a confusão.

Como leitor do Globo, jornal em que li essa informação, gostaria de saber que produtos eram esses. Armas? Drogas?

A matéria não informa e, pelo visto, nenhum repórter se deu ao trabalho de perguntar. Erro grave.

Soube depois que os tais produtos eram cervejas de marca diferente daquela que tem contrato com a prefeitura para o carnaval, a Antárctica (marca da AmBev, gigante da indústria de bebidas poderosa aliada dos políticos cariocas).

Sempre me pareceu ilegal um contrato que dá exclusividade a uma marca para venda por ambulantes nas ruas. Ilegal são os contratos que esse prefeito dos infernos assina e a câmara de vereadores aceita como cordeirinhos e não como representantes do povo que deveriam ser.

Afinal, a rua é um espaço público.

Mas não estamos sequer no carnaval, período de vigência do tal contrato.

Será que o prefeito Eduardo Paes estendeu essa exclusividade ilegal para todo o ano?

Ah se tivéssemos um Ministério Público estadual e uma Câmara de Vereadores independentes...

Esses ambulantes além de agredidos, são roubados. Já vi um ambulante jogar as latas de cerveja pelo chão, no ensaio técnico que rolava na Marquês de Sapucaí, se desfazendo da mercadoria. As pessoas pegaram as cervejas, os truculentos da GM ficaram "sem pai nem mãe" e o ambulante recebeu pelas cervejas por iniciativa (mais do que justa) daquelas pessoas. Até pensei: Que bom! nem tudo esta perdido.

Ensaio técnico da Vila Isabel na Sapucaí: um calor de verão, nenhum lugar "oficial" para venda de bebidas, o camelos, em tempos de crise e desemprego, tentando ganhar o seu e ao mesmo tempo suprir uma demanda de uma multidão que participava do evento e o famoso "choque de ordem" de Eduardo Paes reprimindo-os. Na hora pensei na falta de bom senso, em relação ao contexto, até pela enorme demanda, inclusive por água e não só cerveja, e me questionei o porque dessa volta repentina desse "choque de ordem" que ele tinha como estratégia primeira de marketing, quando se elegeu e que estava meio esquecido (nos ensaios do ano passado por exemplo não houve essa repressão toda) e a questão do "monopólio" das cervejarias pode fazer sentido nessa ação. Lamentável!

A nossa guarda municipal é composta por pessoas despreparadas e chefiada com a mesma ideologia da PM e que tais. Eu pessoalmente já relatei episódio semelhante ao prefeito e pedi providencias. 

Estou aguardando até hoje!

Quando a gente acha que a PM carioca é o fundo do poço da barbárie, da incompetência e da corrupção eis que aparece a Guarda Municipal, do prefeitinho megalômano!




Onde jogamos purpurina, eles jogam bomba.

Onde pregamos a liberdade, eles querem o controle.

Onde manifestamos alegria, eles propiciam o medo.

Onde cabemos todos, eles querem a segregação.

Onde fazemos música, eles fazem guerra.

Que triste saber que querem o fim do nosso Carnaval livre e democrático, que querem controla-lo e vende-lo para qualquer milho transgênico do mercado.

Mas nosso coração não está à venda. E ele bate por e nessa multidão desenfreada que só quer fazer música e amor pelas ruas da cidade. Que é NOSSA!

Viva o Carnaval livre!








Informações confidenciais do estado do rio de janeiro vazaram e apontam que o estado aplica um dos maiores golpes da historia na população, principalmente nos servidores público e pensionistas
Tratasse de um grande esquema que simula um estado quebrado, em crise, fazendo com que vários direitos e benefícios não sejam dados, como por exemplo: aumento de salário, décimo terceiro, serviços extras, benefícios de fim de ano e outros mais...

O esquema é fazer com que a população acredite que a crise realmente existe, fazendo com que haja um certo entendimento da população para com o estado que se está em "CRISE" então não adianta eu reclamar meus diretos que não vão ser atendidos.

Somos um pais, um estado que tem um dos imposto mais alto do mundo onde no dia 30/12/2015 surgiu um novo record, o impostômetro bateu um valor de DOIS TRILHÕES de arrecadação de imposto de renda.


BIO

Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para:thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.


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