segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Como um governo se enfraquece mais pela incapacidade de ser forte (Por Thiago Muniz)

É impressionante a incapacidade de reação do Governo brasileiro aos atropelos à democracia que estamos assistindo.

Em país algum do mundo, atirar uma bomba – não importa se caseira ou não – contra o escritório de um ex-presidente da República provocaria apenas umas “tuitadas” de solidariedade.

Pense o querido leitor se não estaria, minutos depois, no local, uma turma do FBI se a bomba tivesse sido arremessada, nos Estados Unidos, contra o Centro Carter ou a Fundação Clinton?

Aqui, porém, temos um Ministro da Justiça (perdão!) que apenas gaguejou que “pode ser” que haja motivação política.

E a Presidenta da República diz que “”jogar uma bomba caseira na sede do Instituto Lula é uma atitude que não condiz com a cultura de tolerância e de respeito à diversidade do povo brasileiro”.

Com todo o respeito, Presidenta, é muito mais que isso.

É crime.

Como pretender que a população se indigne com isso se os governantes, que tem o dever, o poder e os meios para responsabilizar quem fez isso se mostram incapazes de se indignar e agir?

Quem tem mais de 50 anos lembra das bombas “caseiras” que começaram a explodir em modestas bancas de jornais, depois no gabinete de um vereador do MDB no Rio, depois na Ordem dos Advogados do Brasil e, afinal, no colo dos próprios criminosos, no Riocentro?

Volta e meia cito o trecho dos Lusíadas que ouvi de Brizola tantas vezes: “Que, vindo o Castelhano devastando/As terras sem defesa, esteve perto/De destruir-se o Reino totalmente/Que um fraco Rei faz fraca a forte gente.”

O Governo brasileiro, eleito por um partido e uma liderança política, parece ter vergonha de usar a força da democracia contra os selvagens.

Porque atirar bombas é ato de selvageria, de banditismo, ação criminosa que não apenas “não condiz” com a cultura de tolerância do Brasil, mas é uma violação a ser punida, de imediato e sem reservas, para que não se reproduza.

Como o Governo não o faz, os imbecis do golpismo já se aventuram a dizer que a bomba fez “um buraquinho ridículo” na porta de metal do Instituto Lula.

Não é ridículo atirar bombas.

Ridículo é ter medo delas.

A linha que separa a inépcia e a inércia do chamado republicanismo professado pelo governo é muito tênue... A postura republicana envolve serenidade e firmeza. Porém, se é certo que serenidade e firmeza reativas em defesa dos princípios democráticos não podem ser confundidas com resposta no mesmo diapasão de agressividade e violência, parece haver excesso de cuidado do governo em não entrar num jogo de pingue-pongue bélico, para não dizer que é falta de proatividade e coragem, mesmo. Infelizmente.

Francamente, não é só o governo que não tem capacidade de reação. Todas as instituições democráticas, todos os que detém cargo de poder, e todo brasileiro, sejam democratas, progressistas e da esquerda, todos, estamos vendo o GOLPE passar em nossas janelas e não fazemos nada!

Os americanos querem destruir nossa capacidade de crescimento, seja na Petrobrás, seja na Nuclebras, na educação, pesquisas e muito mais.

O tio Sam implantou na embaixada a mesma mulherzinha que derrotou Lugo, e parece que ela está obtendo grande sucesso! Arregimentou a direita corrupta entreguista brasileira contra o Brasil, vai derrotar Dilma, sim VAI DERROTAR DILMA. Vai implantar um governo fantoche em nosso país, e aí acabou-se o sonho brasileiro de desenvolvimento. 

Acabou-se o sonho do submarino nuclear, acabou a transposição do rio São Francisco. ACABOU BRASIL. 

Estamos aqui parados, discutindo quem são os coxinhas, mas coxinhas somos todos nós, porque não reagimos ao golpe. ACORDA BRASIL!





BIO

Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para:thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.

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