quinta-feira, 18 de junho de 2015

Racismo: uma visão suja do ser humano (Por Thiago Muniz)

Racismo é a crença que as pessoas possuem características inatas, biologicamente herdadas, que determinam seu comportamento. A doutrina do racismo afirma que o “sangue” é o marcador da identidade étnica-nacional, ou seja, dentro de um sistema racista o valor do ser humano não é determinado por suas qualidades e defeitos individuais, mas sim pela sua pertinência a uma "nação racial coletiva". Neste modo de ver o mundo, as “raças” são hierárquizadas como “melhores” ou “piores”, “acima" ou “abaixo”. Muitos intelectuais do final do século 19, incluindo alguns cientistas, contribuíram com apoio pseudocientífico ao desenvolvimento desta falsificação teórica, tais como o inglês Houston Stewart Chamberlain, e exerceram grande influência em muitas pessoas da geração de Adolf Hitler.

Racismo é a convicção de que existe uma relação entre as características físicas hereditárias, como a cor da pele, e determinados traços de caráter e inteligência ou manifestações culturais.

A base, mal definida, do racismo é o conceito de raça pura aplicada aos homens, sendo praticamente impossível descobrir-lhe um objeto bem delimitado.

Não se trata de uma teoria científica, mas de um conjunto de opiniões, além de tudo pouco coerentes, cuja principal função é alcançar a valorização, generalizada e definida, de diferenças biológicas entre os homens, reais ou imaginárias.

O racismo subentende ou afirma claramente que existem raças puras, que estas são superiores às demais e que tal superioridade autoriza uma hegemonia política e histórica, pontos de vista contra os quais se levantam objeções consideráveis. Em primeiro lugar, quase todos os grupos humanos atuais são produto de mestiçagens. A constante evolução da espécie humana e o caráter sempre provisório de tais grupos tornam ilusória qualquer definição fundada em dados étnicos estáveis. Quando se aplica ao homem o conceito de pureza biológica, confunde-se quase sempre grupo biológico com grupo lingüístico ou nacional.

O fenômeno, cujas origens são complexas, ocorre com maior ou menor intensidade em todas as etnias e em todos os países e suas origens são muito complexas. Quando o Japão, por exemplo, conseguiu, na primeira metade do século XX, um desenvolvimento econômico comparável ao da Europa, surgiu no seio do povo japonês uma ideologia racista muito semelhante à que justificava o colonialismo europeu.

Atualmente sabe-se que "raça" não existe em termos biológicos, apenas sociais. O ódio nazista contra a "raça judaica" desconsiderava o fato de que existiam judeus brancos, negros, orientais, e assim por diante. O "racismo" contra os judeus é denominado anti-semitismo, que é o preconceito contra ou ódio contra os judeus baseados em falsas teorias biológicas, uma parte essencial do Nacional Socialismo alemão, i.e. o nazismo. Em 1935, após chegarem ao poder, os nazistas criaram as Leis de Nuremberg, criando uma definição biológica errônea do que é ser judeu. Para os nazistas, movimentos políticos como o marxismo, comunismo, pacifismo e internacionalismo soavam como anti-nacionalistas e, para eles, eram consequência da "degeneração" causada pelo "perigoso" intelectualismo judáico.

Os nazistas acreditavam que a história humana era a de uma luta biologicamente determinada entre povos de diferentes raças, dentre as quais eles eram a mais elevada, destinada a comandar todas as outras, a "raça superior". Em 1931, as SS, Schutzstaffel, guarda de elite do estado nazista, estabeleceram uma Secretaria de Povoamento e Raça para conduzir "pesquisas" raciais e para determinar a compatibilidade racial de possíveis parceiras para os membros das SS.

Os nazistas consideravam os alemães portadores de deficiências físicas ou mentais como resultado de falhas na estrutura genética da chamada “raça superior”, e achavam que tais pessoas não deveriam se reproduzir por serem um "perigo" biológico para a pureza da “raça ariana”. Após seis meses de uma minuciosa coleta de dados, durante os últimos seis meses de 1939 ,e de um planejamento cuidadoso, os médicos nazistas começaram a assassinar os deficientes que encontravam-se em instituições médicas por toda a Alemanha, em uma operação que eles denominaram eufemismisticamente de "eutanásia" (que quer dizer "morte tranquila"), que podia ser tudo, menos isto.

Segundo as teorias raciais nazistas, os alemães e outros povos do norte europeus eram "arianos" (que na realidade haviam sido um povo pré-histórico da Ásia central que havia migrado para a Europa e a Índia), e que eram uma raça superior às demais. Durante a Segunda Guerra Mundial, médicos nazistas conduziram “experiências médicas” que procuravam identificar provas físicas da superioridade ariana e da inferioridade não-ariana. 

Apesar de haverem conseguido assassinar milhões de prisioneiros não-arianos durante tais “experiências” de sadismo, os nazistas não foram capazes de encontrar quaisquer provas de suas teorias de diferenças raciais biológicas entre os seres humanos, e de que eram os mais capazes.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a liderança nazista iniciou o que eles chamaram de "limpeza étnica" nos territórios por eles ocupados na Polônia e na União Soviética. Esta política incluía o assassinato e extermínio das chamadas "raças inimigas”, entre elas os judeus, e também a destruição das lideranças dos povos eslavos, que eles planejavam tornar seus escravos por considerá-los inferiores. O racismo nazista foi responsável por assassinatos horrendos , em uma escala sem precedentes na história humana.

Raízes do Racismo Contemporâneo

• O estudo científico das raças – que serviu como fundamento de uma visão pseudocientífica do comportamento humano explica­do pela etnia;

• A exaltação do nacionalismo – ideo­logia que romantiza e deforma o ideal de nação – potencializada pela Primeira Guerra Mundial e suas consequências, notadamente os revanchismos que marcaram os trata­dos entre vencedores e vencidos após o conflito, visto que o peso “humilhante” dos tratados, tidos como impagáveis pelos vencidos, teriam estimulado tal exaltação;

• O misticismo irracionalista – que contaminou a visão política das massas populares após 1918. Com efeito, ao contrário da ilusão liberal-iluminista de que os povos -enquanto partícipes da política -levariam à vitória a democracia, ocorreu, isto sim, a militarização da ação política, acompanhada pelo fanatismo nacionalista que ge­rou soluções totalitárias como o fascismo e o comunismo soviético.

O nacionalismo e o imperialismo (a expansão neocolonialista do sécu­lo XIX e da primeira metade do XX) contribuíram para a difusão dos ide­ais racistas. O Ocidente precisava justificar, em termos de superiorida­de racial, o controle de áreas coloni­ais na Ásia e na África: o homem branco, “graças a sua superioridade cultural e racial”, tinha como “fardo” a “missão civilizadora”.

Os ocidentais teriam de pagar o preço de suas excelências e virtudes raciais, levando “cultura e civiliza­ção” aos negros, amarelos e mestiços, “povos vulgares e sensuais”, pouco dotados de racionalidade, das áreas periféricas do planeta.

Vem daí um pouco a visão de que nos trópicos poderia residir o “paraí­so perdido”, em função da ingenui­dade dos nativos, das atitudes de não constrangimento pela nudez, das suas relações aparentemente infantis, pois fundamentadas na confiança.

A distância do colonizador euro­peu em relação às regras jurídicas de seus países de origem fez do contato com as novas terras conquistadas e sua gente, especialmente no início da colonização, uma relação muitas ve­zes permissiva e violenta: “Não há pecado abaixo da linha do Equador”.

Não há limites éticos para quem coloniza, explora e submete. Daí as formas invariavelmente desumanas no contato com a terra e com a gente das regiões colonizadas do mundo, pois delas se tinha Uma visão preconceituosa de inferioridade.
Apartheid

Implantada aos poucos desde 1926, a política de apartheid tornou explosivos os conflitos étnicos, culturais, político-sociais da África do Sul, provocando intenso repúdio por parte da opinião mundial.

Apartheid quer dizer “separação” em africâner (língua sul-africana constituída de holandês do século XVII misturado com outras línguas europeias e pelo menos duas africanas). É o nome que se deu à legislação sul-africana pela qual a classe dominante de brancos descendentes dos colonizadores holandeses (os bôeres) passou a exercer completo domínio sobre o estado e a sociedade nacionais, só concedendo acesso à cidadania aos outros brancos, asiáticos (três por cento) e mestiços (nove por cento), os dois últimos grupos em termos praticamente inexpressivos.

O apartheid, portanto, não foi um mero racismo, pois se constituiu num sistema social, econômico e político-constitucional que visava barrar a integração étnica na África do Sul.

Do ponto de vista político, o apartheid criou uma espé­cie de aristocracia branca baseada numa rígida hierarquia de castas raciais, para as quais havia uma relação direta entre a cor da pele e as possibilidades de acesso à cidada­nia e à propriedade.

Os negros (setenta por cento) não tinham direito a voto ou a representantes no legislativo. Também lhes era negado o direito à propriedade urbana; a casamento ou mesmo relação sexual com parceiro branco; a circular fora dos territórios delimitados para sua ocupação pelo governo (a não ser com passes especiais); e a exercer ofícios, cargos ou profissões que não fossem os consentidos pelas autoridades.

A legitimação ideológica da superioridade do “volk” (povo) bôer foi promovida pela Igreja Reformada Holan­desa, que atribuía a Deus a escolha dos afrikaner como dominantes.

Nas décadas de 1960 e 1970, a perversidade do Apartheid foi ampliada: os principais líderes negros que lutavam contra o regime foram brutalmente perseguidos ou assassinados. Nelson Mandela, o principal líder negro, ficou preso entre 1962 e 1990. Steve Biko, outro líder muito importante, foi preso, violentamente torturado e assassinado após vários interrogatórios na prisão, em 1977. Os partidos de oposição ao regime racista, como o CNA — Congresso Nacional Africano — de Nelson Mandela, foram considerados ilegais e banidos.

A perversidade do governo racista sul-africano eram constantemente aperfeiçoados. O governo chegou a implantar um sistema de segregação geográfica, pelo qual os negros ficariam restritos a pequenos territórios autônomos dentro da África do Sul, osbantustões, áreas geralmente pobres e sem infraestrutura.

Nas cidades do país, os bairros eram separados: os bairros ricos e de classe média ficavam para os brancos; os bairros pobres e favelas, com condições precárias, ficavam para a maioria negra e mestiça e eram chamados de Townships.

Na década de 1980, as pressões internacionais e da oposição interna começaram abalar o regime racista sul-africano. O país sofreu sanções econômicas e políticas da ONU e foi até proibido de participar de eventos esportivos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

Internamente, ampliaram-se os conflitos entre as forças de repressão e a maioria negra e o país chegou à beira da guerra civil. No final dos anos 80, ascendeu ao poder Frederik De Klerk, do Partido Nacional. A minoria branca, pressionada, foi obrigada a fazer concessões. O apartheid caminhava para o fim.

Finalmente, Nelson Mandela foi libertado, após quase três décadas de sofrimento e resistência. Em liberdade, negociou com a minoria branca a pacificação do país e a implantação de uma verdadeira democracia.

O ano de 1994 foi um marco histórico para a África do Sul e para a humanidade: ocorreram as primeiras eleições livres e Nelson Mandela, do CNA — Congresso Nacional Africano, foi o grande vencedor. Entre 1994 e 1999, Mandela promoveu um governo de conciliação nacional e obteve sucesso.

A nova administração investiu bastante no intuito de reduzir a pobreza entre a maioria negra e mestiça, intensificando as ações na área de saúde, educação e reforma agrária. Todavia, Mandela herdou um país com profundas desigualdades raciais e sociais. Nas eleições de 1999, Mandela deixou o poder e fez que seu vice-presidente Thabo Mkebi se tomasse seu sucessor. Mkebi foi eleito presidente com a maioria absoluta dos votos.

A minoria branca ainda apresenta padrão de vida de país desenvolvido e controla grande parte da economia. Apesar da formação de uma classe média negra, a maioria ainda encontra-se em situação de pobreza. Cerca de 40% da população negra está desempregada. Os índices de criminalidade, inclusive contra as mulheres, por meio de estupros, estão entre os maiores do mundo. Superar as diferenças sociais entre brancos, mestiços e negros é tarefa para anos de governo.
Anti-Semitismo

Agitação política, social e econômica contra os judeus. O antissemitismo designa o comportamento depreciativo com relação ao povo judeu em geral, independentemente da religião.

O termo semita, aplicado a princípio a todos os descendentes de Sem, faz referência a um grupo de povos árabes e judeus do sudoeste asiático. O termo antissemitismo foi definido em 1879, para designar a hostilidade contra os judeus, justificada pela teoria que considera a raça ariana superior, tanto fisicamente como pelo caráter e pela inteligência.

O fenômeno antissemita tem sido explicado de diversas formas e aparece nos períodos de instabilidade e crise social e econômica, como ocorreu na Alemanha até 1880 e no período da II Guerra Mundial.

O exemplo do antissemitismo alemão foi seguido em outros países da Europa central e ocidental. Na França, o antissemitismo tornou-se um dos pontos-chave para a separação entre a Igreja e o Estado, culminando com o caso Dreyfus. Na Rússia foram adotadas medidas para impedir os judeus de possuir terras e limitar sua admissão nas instituições de educação superior. Na Europa oriental a perseguição aos judeus conduziu a uma série de massacres organizados, conhecidos como progoms e iniciados em 1881.

Na Alemanha o antissemitismo foi instaurado sob o regime nazista liderado por Adolf Hitler. Pouco depois da ascensão dos nacional-socialistas ao poder, em 1933, foi aprovada uma legislação especial, deixando os judeus fora da proteção da legislação. Os judeus foram presos legalmente e confinados em campos de concentração. No fim da guerra, 6 milhões de judeus (dois terços da população da Europa) haviam sido exterminados.

Depois da II Guerra Mundial, em 1948, surgiu uma nova forma de antissemitismo, cuja raiz foi a criação do Estado de Israel, quando os judeus invadiram terras ocupadas majoritariamente pelos árabes, causando o deslocamento destes antigos habitantes. A reação veio através da Organização para a Liberação da Palestina (OLP), que manteve uma frente de guerrilhas contra Israel, tanto dentro de suas fronteiras como em outros países. Entretanto, este conflito não é explicado unicamente por movimentos antissemitas, mas também pelas tentativas de expansão territorial do Estado de Israel.

Na antiga União Soviética (URSS) o antissemitismo é conservado depois do pós-guerra. Para o comunismo soviético ortodoxo, o judaísmo, o mesmo que o sionismo religioso secular, é inaceitável como religião. Ainda que os distúrbios políticos na URSS e na Europa oriental ao final da década de 1980 tenham permitido a emigração dos judeus para Israel, a volta do nacionalismo que acompanhou a queda da URSS e o declínio do comunismo pode ser relacionada com novos movimentos antissemitas.
Neonazismo

No imediato pós-Segunda Guerra Mundial, o nazismo praticamente desapareceu. O Holocausto, ainda vivo na memória mundial, e a aparente marcha vitoriosa do socialismo, encabeçada pela ex-URSS, inibiu os nostálgi­cos do Terceiro Reich que, segundo Adolph Hitler, deveria “durar mil anos”.

Nos anos 70, alguns pequenos grupos “neonazis“, já se faziam presentes no cenário europeu, notadamente no seio de setores marginalizados da juventude.

Na década de 90, o movimento neonazista aflorou por algumas razões:

• O desemprego que atingiu as nações da Europa Oci­dental, que antes buscava atrair imigrantes para traba­lhos braçais e outras formas de subemprego, serviu de justificativa para segmentos da sociedade atribuírem aos estrangeiros a culpa pela falta de empregos. O simplismo de tal posicionamento é evidente, pois o desemprego estrutural de hoje se deve à sofisticação tecnológica que não mais absorve mão-de-obra quali­ficada. Além disso, o imigrante opera em setores de limpeza pública, carregadores, porteiros e outros subempregos que normalmente são recusados pelas populações locais dos países europeus ricos.

• O colapso da URSS e o fracasso da “utopia socialista”, já que os soviéticos “venderam” a imagem de adver­sários do nazismo. Ora, com o desmantelamento da URSS e a revelação dos crimes do comunismo, houve uma reação de ressurgimento do oponente.

De qualquer forma, há uma importante diferença entre o nazismo clássico e neonazismo, O primeiro pro­punha o expansionismo nacional em termos militares e imperialistas; o segundo defende a expulsão dos estrangeiros: turcos, árabes, eslavos, africanos e asiáticos da Europa Ocidental.

Lamentavelmente, o progresso tecnológico facilita a difusão de ideologias perigosas, pois propaganda neona­zista injuria minorias étnicas e sexuais através de sites da Internet, além de influenciar o comportamento agressivo em relação aos que são diferentes.

Essa atitude, infelizmente, tem encontrado parceiros em algumas partes do mundo, estimulando preconceitos de diversos tipos e criando espaços para a formação de gangues, que nada mais são do que um produto da delinquência escondida atrás de uma ideologia ou de uma bandeira, como agem algumas pessoas dentro das tor­cidas organizadas espalhadas pelo globo.
Preconceito Racial

O preconceito racial é o que mais se abrange em todo o mundo, pois as pessoas julgam as demais por causa de sua cor, ou melhor, raça.

Antigamente, era comum ver-se negros africanos acompanhados de belas louras nórdicas ou de outras partes da Europa. Não existia o menor preconceito entre esses casais nem em relação a eles. Para os brasileiros, porém, era algo inédito e escandaloso; faziam-se piadas insinuando que o sucesso dos negros se devia ao fato de que eram muito bem dotados anatomicamente para o sexo. Uma visão preconceituosa típica, que procurava desqualificar o negro e que escondia, às vezes, uma boa dose de inveja.

Os negros e asiáticos que iam estudar na Europa, no entanto, possuíam uma cultura igual ou superior a de qualquer estudante branco, uma vez que haviam freqüentado boas escolas em seus países, indo finalmente aprimorar seus estudos na Europa ou nos Estados Unidos. Não havia nenhuma desigualdade que dificultasse uma estreita convivência entre eles.

No Brasil, pretende-se erradicar o preconceito racial com leis. Só a educação poderá esclarecer a todos, sobretudo aos brancos, o que representou para a raça negra o que lhe foi imposto pelo tráfico escravista. A Igreja se julgava com o direito de catequizar aqueles que nada sabiam da religião católica. O Governo nada fez, depois da Abolição, para dar aos ex-escravos condições de estudar e conquistar um lugar na sociedade. O Brasil está muito longe de ser um país onde todos sejam iguais. O espaço e a visibilidade que o negro tem em nossa sociedade, não permitem que ele sirva de referência. Estudos realizados pelo IBGE mostram que no Brasil os brancos recebem salários superiores, cerca de 50%, aos recebidos pelos negros no desempenho das mesmas funções, e que o índice de desemprego desses também é maior. No campo da educação, o analfabetismo, a repetência, a evasão escolar são consideravelmente mais acentuados para os negros.

No Brasil, a porcentagem de quem se declara de cor Branca é maior, sendo eles 47,7 % e se destacando mais na região Sul de nosso país. Em seguida, vem a população de cor Parda, com 43,13 % e com maior parte na região Norte. Depois, em menoria, quem se declara de cor Preta é 7,61% da população, sofrem com o preconceito racial e estão em maior parte na região Sudeste do Brasil.

Com tudo isso, percebemos que o preconceito é um dos problemas mais graves em todo o mundo, e que as pessoas precisam se conhecerem melhor, independente de cor ou raça, sendo branco, preto, índio ou qualquer outro tipo, devemos respeitar e zelar pelo próximo.
Discriminação, Um Capital Bem Investido…

A discriminação é o combustível do capitalismo, ou melhor, dizendo, a discriminação, é o capital bem investido, que dá muitos lucros. Raciocine comigo, o capitalismo, é um regime sócio-político-econômico, que prega uma escala de prioridades: em primeiro lugar estão os lucros, em segundo o capital, em terceiro a mão de obra, (até porque sem eles, nenhuma dessas escalas existiria). O Capitalismo é aquele regime onde há os poderosos, com seus capitais bem investidos e seus lucros altos, proporcionados por uma massa de trabalhadores, que muitas vezes levam uma vida miserável, e em nada participam desses lucros. O Capitalismo prega enfim, uma linha de evolução única proporcionada pelos não evoluídos, que levam os predestinados à evolução, finalmente a evoluírem, sem se dar conta, de que deles depende a evolução.

Esse conceito se transforma em um pré-conceito, de que os evoluídos são superiores aos não-evoluídos, e, principalmente de que existem realmente os evoluídos e não-evoluídos…Doce ilusão! É essa ilusão de superioridade que nos cega, e nos transforma em uma corja de preconceituosos, que dá origem à intolerância e finalmente a discriminação. 

A sociedade passa então a pressionar aqueles que não se encaixam na primeira escala de prioridades e muito menos nessa linha equivocada de evolução. Essa pressão se traduz em falta de oportunidades, descrédito, ou simplesmente, falta de educação, saúde, desemprego e principalmente falta de consciência.

A capacidade de julgar um indivíduo seja pela sua posição social, maneira de pensar, de se vestir, pela raça, classe econômica ou até mesmo pela sua opção sexual, não nos compete, aliás, é direito de toda e qualquer pessoa, nascer e viver livre, sem pressões, isso está na declaração dos direitos humanos. Mas, quem respeita isso? Se, no final das contas nos tratamos todos como animais e não como seres humanos? Nossas crianças desde cedo, aprendem a hierarquia de valores, colégio público é pra criança pobre, que não tem onde cair morta, e colégio particular para aquelas que tem a sorte de fazerem parte do clã dos evoluídos; Nossas crianças desde cedo, tem nelas incutido o senso da crítica, do preconceito e da discriminação, geramos nelas não o futuro e sim a repetição do passado! Enquanto não mudarmos nossa maneira arcaica de pensar, rever nossos valores e passá-los às gerações futuras, continuaremos a viver no inferno da violência, do desrespeito e da intolerância!

Racismo É Burrice
Gabriel O Pensador

Salve, meus irmãos africanos e lusitanos
Do outro lado do oceano
"O Atlântico é pequeno pra nos separar
Porque o sangue é mais forte que a água do mar"

Racismo, preconceito e discriminação em geral
É uma burrice coletiva sem explicação
Afinal, que justificativa você me dá
Para um povo que precisa de união
Mas demonstra claramente, infelizmente
Preconceitos mil
De naturezas diferentes
Mostrando que essa gente
Essa gente do Brasil é muito burra
E não enxerga um palmo à sua frente
Porque se fosse inteligente
Esse povo já teria agido de forma mais consciente
Eliminando da mente todo o preconceito
E não agindo com a burrice estampada no peito
A "elite" que devia dar um bom exemplo
É a primeira a demonstrar esse tipo de sentimento
Num complexo de superioridade infantil
Ou justificando um sistema de relação servil
E o povão vai como um bundão
Na onda do racismo e da discriminação
Não tem a união e não vê a solução da questão
Que por incrível que pareça está em nossas mãos
Só precisamos de uma reformulação geral
Uma espécie de lavagem cerebral

Racismo é burrice

Não seja um imbecil
Não seja um ignorante
Não se importe com a origem ou a cor do seu semelhante
O que que importa se ele é nordestino e você não?
O quê que importa se ele é preto e você é branco
Aliás, branco no Brasil é difícil
Porque no Brasil somos todos mestiços
Se você discorda, então olhe para trás
Olhe a nossa história
Os nossos ancestrais
O Brasil colonial não era igual a Portugal
A raíz do meu país era multirracial
Tinha índio, branco, amarelo, preto
Nascemos da mistura, então por que o preconceito?
Barrigas cresceram
O tempo passou
Nasceram os brasileiros, cada um com a sua cor
Uns com a pele clara, outros mais escura
Mas todos viemos da mesma mistura
Então presta atenção nessa sua babaquice
Pois como eu já disse: racismo é burrice
Dê a ignorância um ponto final
Faça uma lavagem cerebral

Racismo é burrice

Negro e nordestino constróem seu chão
Trabalhador da construção civil, conhecido como peão
No Brasil, o mesmo negro que constrói o seu apartamento
Ou o que lava o chão de uma delegacia
É revistado e humilhado por um guarda nojento
Que ainda recebe o salário e o pão de cada dia
Graças ao negro, ao nordestino e a todos nós
Pagamos homens que pensam que ser humilhado não dói
O preconceito é uma coisa sem sentido
Tire a burrice do peito e me dê ouvidos
Me responda se você discriminaria
O Juiz Lalau ou o PC Farias
Não, você não faria isso não
Você aprendeu que o preto é ladrão
Muitos negros roubam, mas muitos são roubados
E cuidado com esse branco aí parado do seu lado
Porque se ele passa fome
Sabe como é:
Ele rouba e mata um homem
Seja você ou seja o Pelé
Você e o Pelé morreriam igual
Então que morra o preconceito e viva a união racial
Quero ver essa música você aprender e fazer
A lavagem cerebral

Racismo é burrice

O racismo é burrice, mas o mais burro não é o racista
É o que pensa que o racismo não existe
O pior cego é o que não quer ver
E o racismo está dentro de você
Porque o racista na verdade é um tremendo babaca
Que assimila os preconceitos porque tem cabeça fraca
E desde sempre não para pra pensar
Nos conceitos que a sociedade insiste em lhe ensinar
E de pai pra filho o racismo passa
Em forma de piadas que teriam bem mais graça
Se não fossem o retrato da nossa ignorância
Transmitindo a discriminação desde a infância
E o que as crianças aprendem brincando
É nada mais nada menos do que a estupidez se propagando
Nenhum tipo de racismo - eu digo nenhum tipo de racismo - se justifica
Ninguém explica
Precisamos da lavagem cerebral pra acabar com esse lixo que é uma herança cultural
Todo mundo que é racista não sabe a razão
Então eu digo meu irmão
Seja do povão ou da "elite"
Não participe
Pois como eu já disse: racismo é burrice
Como eu já disse: racismo é burrice

Racismo é burrice

E se você é mais um burro, não me leve a mal
É hora de fazer uma lavagem cerebral
Mas isso é compromisso seu
Eu nem vou me meter
Quem vai lavar a sua mente não sou eu
É você

BIO

Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para:thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.

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