domingo, 7 de junho de 2015

O futebol mundial está corrompido (Por Thiago Muniz)

FBI: Brasil vendeu o jogo para a Alemanha num esquema de corrupção que envolveu milhões

Informação do FBI que estão sendo levantadas nos EUA é o que o chefe da CBF ( Brasil ) preso pela Polícia Americana está envolvido no resultado do jogo entre Brasil e Alemanha. A histórica goleada na semifinal da Alemanha sobre a seleção brasileira pode ter envolvido milhões de dólares, onde cada jogador recebeu sua parte. Dentro de 30 dias será divulgado um balanço que poderá acabar com a vida profissional de muitos jogadores brasileiros reconhecidos pelos torcedores, afirmou o FBI. O esquema pode sobrar até para Rede Globo de Televisão.

“Dane-se o torcedor, vamos garantir o nosso. É melhor um na mão que dois voando” 

Segundo a FIFA uma frase que vai doer no coração dos brasileiros apaixonados por futebol

Vários e-mails atualmente “denunciam” a venda desta Copa nas redes sociais. Os textos apresentam detalhes distintos, mas quase todos partem do mesmo autor: Gunther Schweitzer, o mesmo homem que denunciou a venda da Copa de 1998. Em alguns textos, Schweitzer é apresentado como diretor de jornalismo dos canais ESPN. 
Em outros, o nome aparece com o mesmo suposto cargo de 16 anos atrás: diretor da Rede Globo.
Além da troca de favores entre Brasil e Fifa, outra “questão” foi levantada nos últimos dias: a de que Neymar não teria efetivamente se lesionado na partida contra a Colômbia. Sites brasileiros e colombianos divulgaram imagens da chegada do atleta ao hospital de Fortaleza. Nelas, o paciente aparece com o rosto coberto e sem as tatuagens que o atacante possui no braço direito. Houve ainda quem adaptasse a história e afirmasse que Neymar simulou a lesão, pois foi o único que não concordou em vender a Copa à Fifa.
O jornal italiano “Corriere dello Sport” estampou na capa de sua edição desta sexta-feira que a Copa de 2002 teve resultados manipulados por árbitros, em favorecimento à Coreia do Sul. Entretanto, a manchete da publicação faz mais barulho do que sua reportagem.
O jornal afirma apenas que “um dia, talvez” as investigações sobre a Fifa descobrirão “ligações com a Copa do Mundo de 2002″, especialmente ao juiz equatoriano Byron Moreno, que teve arbitragem polêmica do jogo das oitavas de final contra a Itália, no qual mostrou cartões vermelhos e anulou um gol da Azzurra. O jornal lembra que o senador Raffaele Ranucci, chefe da delegação italiana naquele mundial, já havia denunciado possível favorecimento à Coreia do Sul, uma das sedes em 2002.
Na ocasião, os coreanos chegaram até a semifinal e eliminaram Portugal (fase de grupos), Itália (oitavas de final) e Espanha (quartas) – em jogos com polêmicas de arbitragem. O país sediou o Mundial junto com o Japão e terminou em quarto lugar.
A derrota por 2 a 1 para Coreia do Sul é lamentada até hoje pelos italianos. Na ocasião, o árbitro equatoriano Byron Moreno anulou um gol claro de Tommasi que daria a classificação à Azzurra – o lance aconteceu na prorrogação, numa época que o gol de ouro fazia parte do regulamento.
A Espanha também reclamou bastante. O árbitro egípcio Gamal Al Ghandour, o ugandês Ali Tomusange e o trindadense Michael Ragoonath, seus auxiliares, anularam dois gols legítimos, um de Fernando Morientes e outro de Iván Helguera, que dariam a vitória e a classificação aos espanhois para a semifinal da Copa. A Coreia do Sul, na época treinada pelo holandês Guus Hiddink, acabou beneficiada e conseguiu sua melhor campanha na história dos Mundiais com a classificação nos pênaltis.
Rede Globo está com medo da investigação do FBI
Um dos focos das investigações da Justiça americana sobre o escândalo de corrupção na Fifa são transações comerciais em que a Rede Globo, da família Marinho, atua diretamente há décadas; parceira incondicional da Fifa desde o mundial 1970, a Globo é detentora da transmissão no Brasil de praticamente todos os eventos investigados pelo FBI: Copa do Mundo, Libertadores, Copa América e até a Copa do Brasil; o elo mais forte entre Globo e Fifa é o brasileiro José Hawilla, da Traffic Group, que assumiu os crimes de extorsão, fraude, lavagem de dinheiro e vai devolver US$ 151 milhões; além disso, J. Hawilla é dono da TV TEM, maior afiliada da Globo no país; apesar das ligações perigosas, a Globo se limitou a dizer, no Jornal Nacional, que “o ambiente de negócio do futebol seja honesto”; também afirmou que “sobre essas empresas de mídia não pesam acusações ou suspeitas”
Segundo a polícia federal (FBI) e a receita federal americanas, as investigações na Fifa tiveram início por causa do processo de escolha das Copas do Mundo de 2018, na Rússia, e de 2022, no Catar, mas foi expandida para analisar os acordos da entidade nos últimos 20 anos.
A investigação atua em várias frentes. Sobre a compra dos direitos de transmissão o esquema funcionava basicamente assim: para ter contratos de direitos de transmissão de eventos organizados pela Fifa, como a Copa da Mundo ou Copa Libertadores, empresas de marketing esportivo pagavam propinas milionárias aos dirigentes da Fifa. De posse dos direitos de transmissão, as empresas revendia-os a grupos de comunicação do mundo todo. Só em relação aos direitos de transmissão da Copa América de 2015, 2019 e 2023, a Datisa, formada formada pela Traffic, do brasileiro J. Hawilla, e duas companhias sul-americanas, aceitou pagar US$ 352,5 milhões e mais US$ 110 milhões em propinas para os presidentes das federações sul-americanas. A Rede Globo comprou da Datisa os direitos de transmissão da Copa América no Brasil.
A empresa da família midiática mais rica do planeta não é citada nas investigações do FBI. Mas faz transações com a Fifa sobre transmissão de eventos esportivos desde o mundial de 1970. Em 2012, a Globo anunciou a compra dos direitos de transmissão das Copas do Mundo de 2018, na Rússia, e de 2022, no Catar. Os valores dos negócios não são divulgados oficialmente.
Na época do anúncio, o presidente das Organizações Globo, Roberto Irineu Marinho, comemorou a compra da transmissão dos mundiais. “Por mais de 40 anos, a Globo e a Fifa desenvolveram uma parceria muito frutífera, que trouxe ótimos resultados para ambas as partes. Durante todos estes anos, a Fifa conseguiu fazer do futebol o esporte mais popular, com um grande público em todo o mundo, e a Globo se sente orgulhosa de ser parte desta história. Por esta razão, nós estamos orgulhosos de prolongar esta parceria’, afirmou Marinho.
J. Hawilla, parceiro dos Marinho
Entre a Fifa e a Globo aparece um elo de ligação que é peça chave nas investigações de corrupção das autoridades americanas: o empresário José Hawilla, dono da Traffic Group, maior empresa de marketing esportivo da América Latina.J. Hawilla, como gosta de ser chamado, confessou à Justiça dos EUA ser culpado pelos crimes de extorsão, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça – ele é o único brasileiro entre os réus confessos declarados culpados pela Justiça dos EUA. Ele se comprometeu a devolver US$ 151 milhões de seu patrimônio – US$ 25 milhões deste total já teriam sido pagos no momento da confissão. O mandatário da Traffic já foi classificado diversas vezes pela imprensa nacional como “dono do futebol brasileiro”.
A ligação entre J. Hawilla e a família Marinho inclui a transmissão de eventos esportivos de peso. A Traffic teve exclusividade na comercialização de direitos internacionais de TV da Copa do Mundo da Fifa no Brasil, em 2014. 
A empresa de J. Hawilla é a atual responsável pelos direitos de torneios como a Copa Libertadores, cujo direito de transmissão foi comprado pela Rede Globo.
Além relações perigosas no futebol, Rede Globo e J. Hawilla têm parceria comercial também nas Comunicações. Ex-repórter da área de esportes, ele se tornou afiliado da Rede Globo a partir da Traffic. Em 2003, ele fundou a TV TEM, no interior de São Paulo – hoje a maior subsidiaria do grupo, cobrindo 318 municípios e 7,8 milhões de habitantes, alcançando 49% do interior paulista. J. Hawilla também comprou, em 2009, o “Diário de S.Paulo”, mas vendeu o jornal logo em seguida.
Sonegação na Copa de 2002
A Rede Globo criou um “antecedente criminal” em sua relação comercial com a Fifa, intermediada por empresas como a Traffic. A emissora disfarçou a compra dos direitos de transmissão dos jogos da Copa do Mundo de 2002, na Coreia do Sul e Japão, da qual o Brasil foi campeão.
A engenharia da Globo para disfarçar a operação envolveu dez empresas criadas em diferentes paraísos fiscais. Todas essas empresas pertencem direta ou indiretamente à Globo, segundo os documentos. O esquema funcionava de modo que o dinheiro para a aquisição dos direitos era pago através de empréstimos entre empresas pertencentes à Globo sediadas em outros países. Deste modo, a empresa brasileira TV Globo, não gastava dinheiro diretamente com a operação. Posteriormente, as empresas que detinham os direitos de transmissão eram compradas pela TV Globo.
“Essa intrincada engenharia desenvolvida pelas empresas do sistema Globo teve, por escopo, esconder o real intuito da operação que seria a aquisição pela TV Globo dos direitos de transmitir a Copa do Mundo de 2002, o que seria tributado pelo imposto de renda”, afirma em relatório do processo o auditor fiscal Alberto Sodré Zile.
A artimanha fiscal resultou na sonegação de R$ 183,14 milhões, em valores da época. Segundo a Receita Federal, somando juros e multa, o valor que a Globo devia ao contribuinte brasileiro em 2006 sobe a R$ 615 milhões.
Em 2013, o blog O Cafezinho divulgou 29 páginas do processo da Receita Federal contra a Rede Globo. O relatório divulgado comprova que as organizações Globo criaram um esquema internacional envolvendo diversas empresas em sedes por todo o mundo para mascarar a compra dos direitos da Copa de 2002. O objetivo principal seria o de sonegar os impostos que deveriam ser pagos à União em pela compra dos direitos (leia mais).
Via Bonner, Globo diz querer “futebol mais honesto”
A única manifestação da Rede Globo até o momento sobre o escândalo na Fifa foi um editorial lido por William Bonner no “Jornal Nacional” nessa quarta-feira, 27, quando a emissora ressaltou que apoia as investigações promovidas pela justiça americana.
“A TV Globo, que compra os direitos de muitas dessas competições, só tem a desejar que as investigações cheguem a bom termo e que o ambiente de negócio do futebol seja honesto. Isso só vai trazer benefícios ao público, que é apaixonado por esse esporte, e às emissoras de televisão do mundo todo, que como a Globo fazem um esforço enorme para satisfazer essa paixão”, acrescentou Bonner.
No “Jornal da Globo” desta quarta (29), também disse que “não pesam acusações ou suspeitas sobre as empresas de mídia de todo o mundo que compraram desses intermediários os direitos de transmissão”, caso da Globo.

Ricardo Teixeira era sócio secreto do ex-presidente do Barcelona

Ricardo Teixeira foi presidente da Confederação Brasileira de Futebol, a CBF, por 23 anos, entre 1989 e 2012. Nos últimos quatro anos como cartola, Teixeira acumulou ainda o cargo de presidente do Comitê Organizador Local da Copa. As informações divulgadas nas últimas semanas apontam que, nesse período, Teixeira movimentou em suas contas R$ 464,56 milhões.
A fortuna movimentada por Ricardo Teixeira foi rastreada pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, e os resultados da investigação foram incluídos num inquérito da Polícia Federal do Rio de Janeiro. Em janeiro, Teixeira foi indiciado por lavagem de dinheiro, evasão de divisas, falsidade ideológica e falsificação de documento público, conforme revelou a reportagem da revista Época. Os investigadores convenceram-se de que ele cometera esses crimes numa operação de compra de um apartamento, o qual Teixeira pagou R$ 720 mil – mas o preço real era de R$ 2 milhões.
A revista Época divulgou hoje uma nova linha de investigação. Uma carta que aponta Teixeira como sócio oculto de duas empresas, em parceria com um personagem notório do mundo da bola: Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona. É a primeira vez que aparecem evidências de um laço societário entre Teixeira e Rosell. Teixeira chegou a presidir a CBF enquanto Rosell era o dirigente da Nike que cuidava do contrato com a entidade. O empresário Cláudio Honigman, parceiro de Teixeira e Rosell, completa o trio. Rosell e Honigman também foram indiciados pela Polícia Federal em janeiro, no caso do apartamento e outras operações. De acordo com a PF, os três atuavam em conjunto. Embora a carta não esteja com data ou assinatura, o destinatário é Sandro Rosell. Os investigadores acreditam que o remetente é um especialista do mercado financeiro. Ele participou das negociações que menciona e diz que tomou um “tombo” da turma de Teixeira, Rosell e Honigman.

É provavel que FBI alcance Ronaldo

Empresa do ex-jogador, a 9ine, está entre as três que chamaram a atenção do FBI durante a investigação que teve início com o acordo de delação do empresário J. Hawilla, que possui “antigas ligações” com Ronaldo, afirma o jornalista; sobre a postura do ex-craque em condenar seus antigos aliados e pedir renovação na CBF, Luis Nassif comenta que “sua pressa em se descolar da quadrilha é sugestiva”
Por Luis Nassif, do Jornal GGN
Por conta de um comercial de cigarros, Gerson, o canhotinha de ouro, ganhou a fama de pretender levar vantagem em tudo. Sem nunca ter cometido a imprudência de revelar seu caráter em comerciais chulos, Ronaldo, o Fenômeno, tornou-se a expressão mais completa da esperteza futebolística.
Não se sabe até onde irão as investigações do FBI sobre a corrupção no futebol. Mas há grande probabilidade de que a longa mão da lei norte-americana o alcance.
Todas as investigações começaram em torno do acordo de delação firmado por J. Hawilla com a justiça norte-americana.
No período investigado, três empresas de marketing esportivo chamaram a atenção: a Traffic, de J. Hawilla, a Klefer Marketing Esportivo, de Kleber Leite, e a 9ine, de Ronaldo.
As três atuaram nos três principais mercados sob suspeita: o de comércio de jogadores, o da compra de transmissões esportivas e o do marketing esportivo.
Além disso, são antigas as ligações entre Ronaldo e Hawilla.
A parceria parece ter começado em 2002, quando Ronaldo montou uma sociedade completa da sua empresa, a Gortin, com a Traffic. O acordo permitiu não apenas a compra dos direitos de transmissão do Campeonato Espanhol para a TV Bandeirantes, como transferiu para a Traffic o trabalho de marketing de mais de cem jogadores atendidos pela Gortin.
Mais tarde, houve conflito entre a Traffic e a nova empresa de Ronaldo, a 9ine, em torno do patrocínio do Flamengo. Mas em fins de 2011 foi celebrada a paz e ambas as empresas passaram a planejar ações conjuntas.
Na Copa do Mundo do Brasil, Ronaldo tornou-se o braço mais ostensivo de influência da FIFA.
Foi indicado por Ricardo Teixeira, presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), para compor o COL (Comitê Organizador Local) da Copa do Mundo. E a indicação veio acompanhada de declarações eloquentes: “”Esse Ronaldo que o povo brasileiro idolatra é a voz perfeita para o momento de conciliação em torno da Copa de 2014″.
Desde o início, revelou-se o lobista mais eficiente da FIFA.
Suas primeiras intervenções foram para reduzir as críticas contra as obras da Copa, sustentando que o país era suficientemente rico para garantir as obras e os gastos em educação e saúde.
Nos auges da disputa entre o governo brasileiro e a FIFA, mesmo sendo membro do COL e acompanhando as obras, sabendo que seria entregues dentro do prazo combinado, valeu-se da atoarda dos jornais para pressionar. “A Copa do Mundo (…) poderia ter sido perfeito, se fizessem tudo o que prometeram, mas isso não tem a ver com Copa do Mundo, tem a ver com os governos que prometeram e não cumpriram”.
Quando os abusos e os enormes lucros da FIFA começaram a ser comentados, foi o primeiro a defender a entidade. “Falam que a Fifa está tendo lucro, mas qual é a empresa que não quer ter lucro? Todo mundo quer ganhar dinheiro”.
Implodido o esquema FIFA, saiu a campo condenando seus antigos aliados e pedindo renovação. Sua pressa em se descolar da quadrilha é sugestiva.
É possível que, ao final das investigações, se tenha mais luz sobre o mistério Ronaldo do que aquelas que não iluminaram o fatídico jogo contra a França, no qual o Brasil perdeu a Copa.

Membro da Concacaf admite suborno para escolher sede da Copa

O ex-secretário-geral da Concacaf e ex-vice-presidente da Federação Norte-Americana de Futebol, Blazer confessou ter recebido subornos durante os processos de seleção das sedes das Copas do Mundo de 1998 e 2010, na França e na África do Sul. A confissão está por escrito, em um documento da justiça norte-americana, com o título “Estados Unidos vs. Charles Blazer”.
Blazer admitiu ter recebido, junto com outras pessoas, propinas para a escolha das sede e das vendas de direitos de transmissão da Copa Ouro. “Durante minha associação com a Fifa e a Concacaf, entre outras coisas, eu e outros concordamos que eu ou um co-conspirador iríamos cometer pelo menos dois atos de atividades ilícitas.
Entre outras coisas, eu concordei com outras pessoas em 1992 facilitar a aceitação de suborno em conjunção com a seleção do país-sede para a Copa do Mundo de 1998”, declarou o cartola. Chuck Blazer fez parte do Comitê Executivo da Fifa entre 1996 e 2013. Já na Concacaf, foi secretário-geral entre 1990 e 2011.

Joseph Blatter também é investigado por corrupção na Fifa, diz jornal


O (ainda) presidente da Fifa, Joseph Blatter, deve ter dias complicados pela frente. O jornal New York Times informa que diversas fontes confirmam que ele está no centro da investigação que já culminou com a prisão de sete dirigentes da entidade, entre eles o ex-presidente da CBF José Maria Marin. Blatter entregou o cargo nesta terça-feira, mas disse que seguirá na função até que novas eleições sejam feitas – entre dezembro deste ano e março de 2015.
A BBC referenda a informação do jornal americano. A rede britânica diz que seu correspondente nos Estados Unidos também tem a informação de que a investigação está fechando o cerco em Blatter.
O próximo passo seria buscar informações dos dirigentes já presos para chegar a evidências contra Blatter. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos, até o momento, não apresentou provas contra o suíço – ele está solto e foi reeleito presidente da entidade na semana passada, antes de decidir interromper seu mandato.
Nesta terça, visivelmente abatido, Blatter disse torcer por uma vitória do futebol em meio à maior crise da história da Fifa. Ele preside a entidade desde 1998.
– Meu cuidado especial com a Fifa e seus interesses, o que tenho muito carinho, me levou a tomar esta decisão. Gostaria de agradecer a todos aqueles que sempre me apoiaram de uma maneira construtiva e leal como Presidente da Fifa e que fizeram muito para esse jogo que todos nós amamos. O que importa para mim mais do que qualquer outra coisa é que, quando tudo isso acabar, o futebol sairá vencedor – disse ele.
Quem é Joseph Blatter
Joseph Blatter, 79 anos, nasceu em 10 de março de 1936 na pequena cidade de Visp, na Suíça. Seu contato com o futebol começou cedo. Durante 23 anos, desde os 12, ele foi atacante de um time amador local.
– Fiz muitos gols. Não é falsa modéstia, é realmente verdade, especialmente em nível juvenil – disse ele à CNN em 2006.
Depois de abandonar o futebol, já como dirigente, Blatter se aventurou em outro esporte: o hockey sobre gelo. Foi diretor da federação nacional. Dali, rumou para a organização dos Jogos Olímpicos de 1972 e 1976. Foi seu trampolim para a Fifa.
A entrada no órgão que comanda o futebol mundial aconteceu em 1975. Foi primeiro diretor técnico e depois secretário-geral da entidade. Em 1998, assumiu como presidente. Foi reeleito em 2002, 2007, 2011 e 2015.

Copas de 2018 e 2022 podem mudar de sede, afirma diretor da Fifa

Responsável por organizar as novas eleições da Fifa, convocadas por Joseph Blatter para o fim do ano, durante sua renúncia, apresentada na última semana, Domenico Scala - presidente do comitê de auditoria da entidade - afirmou que as sedes das duas próximas Copas do Mundo poderão ter novas sedes. Previstos para ocorrem na Rússia, em 2018, e no Qatar, em 2022, as escolhas dos dois Mundias estão sob investigações e se as escolhas destes países tiverem tido irregularidades, poderão ser trocadas, segundo o diretor.
- Se surgirem evidências de que as vitórias de Catar e Rússia foram conquistadas com votos comprados, então essas vitórias poderão ser invalidadas – disse Domenico, em entrevista ao jornal suíço SonntagsZeitung, ressaltando que ainda não existem provas para que isto ocorra:
- Mas a evidência que temos até agora não é suficiente. 
As escolhas de Rússia e Qatar como sedes dos dois próximos Mundiais de futebol estão sendo investigados pelo FBI (a Polícia Federal dos Estados Unidos). Existem suspeitas de compra de votos. As investigações de corrupção na Fifa levou sete dirigentes da entidade para a cadeia, dentre eles o ex-presidente da CBF, José Maria Marin.
Pelo tempo maior que existe para a sua realização, a Copa no país árabe é a que corre mais risco quanto a uma possível mudança. A Inglaterra é um país candidato a pegar o Mundial para realizar. O Comitê Executivo da Fifa tem o poder de decidir sobre eventuais mudanças.


Fonte: APC:news e Lance!


BIO

Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para:thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.

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