terça-feira, 2 de junho de 2015

A casa caiu para Joseph Blatter (Por Thiago Muniz)

Reviravolta na Fifa; apenas quatro dias depois de conseguir a reeleição para o quinto mandato, Sepp Blatter anunciou hoje que renunciou ao cargo de presidente da entidade; Blatter foi reeleito em meio ao escândalo de corrupção da Fifa; ele venceu seu único adversário, o príncipe da Jordânia, Ali bin Al-Hussein; secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, também renunciou ao cargo.



Apenas quatro dias após ser reeleito presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter anunciou que renunciou ao cargo de presidente da entidade.

Blatter foi reeleito para o seu quinto mandato à frente da entidade na última sexta-feira (29) em meio ao escândalo de corrupção da Fifa. Ele venceu seu único adversário, o príncipe da Jordânia, Ali bin Al-Hussein.

Ele ficará como presidente até a nova escolha. Na semana passada, uma onda de prisões em Zurique havia deixado seu reinado debilitado e Michel Platini, presidente da Uefa, chegou a pedir que ele deixasse o poder. Mas Blatter se manteve no cargo e venceu as eleições de sexta-feira. Ele estava na Fifa desde 1976 e, como presidente, desde 1998.

A presidência de Joseph Blatter ficou ameaçada quando o New York Times revelou que a Justiça americana também investiga seu secretário-geral, Jerome Valcke, que também renunciou hoje de seu cargo de secretário-geral da Fifa. Documentos revelaram hoje que ele sabia dos pagamentos de US$ 10 milhões para cartolas no Caribe e que estão sob investigação pelo FBI. Foi a ele que uma carta foi direcionada para que a operação fosse realizada e o dinheiro do orçamento regular da Copa desviado.

Inicialmente, a Fifa insistiu a carta não provava nada. Mas, na tarde de hoje em Zurique, o francês que ficou conhecido por sugerir que o Brasil deveria levar " um chute no traseiro " acabou abandonando seu cargo.

Nesta segunda-feira, Valcke foi indicado por uma reportagem do New York Times como a pessoa que, na Fifa, autorizou o pagamento de US$ 10 milhões a Jack Warner, um ex-vice-presidente da Fifa e o homem forte do futebol de Trinidad e Tobago. O dinheiro seria uma retribuição ao voto dele pela África do Sul como sede do Mundial e faz parte do caso liderado pelo FBI.

A vida de Valcke pelo futebol foi marcada por questões judiciais. Ainda fora da Fifa, ele foi citado em um processo na França por chefiar uma empresa citada em casos de evasão fiscal na compra de jogadores. Já na Fifa, Valcke teria uma atuação que, em qualquer empresa normal, teria sido severamente punido e condenado. Foi ele quem negociou uma troca de patrocinadores de empresas de cartão de crédito. Mas, processado por quem perdeu, viu a Fifa ser obrigada a pagar US$ 90 milhões em multas na Justiça americana. Naquele momento, ele era apenas o diretor de Marketing da entidade.

Valcke seria suspenso por alguns meses, mas nunca deixou de receber seu salário. Ao retornar, ele seria promovido a secretário-geral da Fifa, o homem responsável pela organização de todos os Mundiais.

Dono de um dos modelos de Ferrari mais caros do mundo, Valcke comprou em 2011 um terreno na Suíça avaliado em R$ 15 milhões na cidade com os menores impostos da Europa.

É o fim de uma era. O presidente da Fifa, Joseph Blatter, surpreendeu o mundo do futebol ao entregar seu cargo de presidente da Fifa nesta terça-feira. Ele convocou novas eleições ao comando da entidade - que preside desde 1999 - e informou que não concorrerá neste novo pleito. Até lá, porém, seguirá no cargo, para o qual foi reeleito na semana passada.


- Tenho o mandato, mas não sinto que esse mandato seja de todo o mundo do futebol, de torcedores, jogadores, clubes, das pessoas que vivem, respiram, amam futebol tanto quanto nós na Fifa. Por isso, decidi entregar meu cargo a um congresso de um comitê extraordinário. Continuarei exercendo minhas funções como presidente da Fifa até lá - disse Blatter em pronunciamento nesta terça-feira em Zurique, na Suíça.

As novas eleições serão entre dezembro deste ano e março de 2016, de acordo com Domenico Scala, do Comitê de Auditoria da Fifa. Ele coordenará o processo da nova eleição.

Blatter, enquanto isso, diz que respeitará os regimentos da entidade e que tentará criar novos mecanismos internos no órgão, que vive a pior crise de sua história.

- Vou continuar a exercer minha função como presidente até um novo presidente ser escolhido. O próximo congresso demoraria muito. Esse procedimento será de acordo com os estatutos. E com tempo suficiente para encontrar os novos candidatos e que possam fazer suas candidaturas. Agora estarei numa posição de focar em implementar ambiciosos protocolos de transparência e reformas para seguir o meu mandato.

O suíço antecipou que pretende reduzir o tempo de mandato da presidência. Curiosamente, ele próprio foi reeleito quatro vezes.

- Precisamos de limites para o mandato não apenas para o presidente, mas para todos os membros do Comitê Executivo.

Na semana passada, sete dirigentes da entidade, entre eles o ex-presidente da CBF José Maria Marin, foram presos em Zurique, suspeitos de participar de um esquema de corrupção. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirmou que Blatter é um dos investigados, mas que não houve indícios
contra ele.

O FBI e procuradores dos Estados Unidos estão investigando o presidente da Fifa, Joseph Blatter, que anunciou a renúncia do cargo nesta terça-feira, informou a rede ABC News, citando fontes familiarizadas com o caso.

A Reuters não pôde confirmar imediatamente a informação.

Blatter anunciou sua decisão seis dias após a polícia suíça prender dirigentes da Fifa como parte de uma investigação sobre corrupção. Blatter foi reeleito para um quinto mandato como presidente da entidade na sexta-feira.

E vocês acham pouco? Ser alvo do FBI e do aparato estatal americano é razão suficiente para deixar de fazer muita coisa. Deixar a Presidência da FIFA é a menor delas (mas só em dezembro...). Se os EUA obtiverem êxito nessa agressiva intrusão no âmbito da sociedade civil, esfacelando uma entidade que é, de longe, a maior expressão da vida privada no Planeta, (a FIFA que promove o Futebol), testando sua jurisdição extraterritorial e aplicando uma Lei (R.I.C.O.) que só era aplicada a organizações criminosas (de difícil aplicação até dentro dos EUA), e ainda de lambuja pagar alguns favores à Jordania (sua aliada no Oriente Médio), ajudar a agenda Européia de toda de poder (UEFA-Platini et al), ninguém e nada mais estará a salvo dos humores de qualquer Juiz Americano obscuro que resolver dar uma "cautelar" em desfavor do desgraçado alvo. Sem falar na agenda de tantos outros que concorrem para a crise na FIFA que é o de cometer ao Estado poderes para regular o último bastião da vida privada: - o Futebol!!!! Oremos!

Nessa trama não há heróis nem vilões só interesses, como diria o Leonel Brizola. Tudo indica que a ação norte-americana contra os dirigentes da FIFA esteja por trás de interesses estratégicos relacionados a esvaziar a próxima copa do mundo na Rússia. É incrível como eles ainda atuam movidos pela noção de "Guerra Fria". Tomará que todo esta crise da FIFA resulte como efeito colateral a higienização daquela entidade e do futebol brasileiro que é igualmente um antro de corruptos e de empresários inescrupulosos lavadores de dinheiro ilegal.

Só faltava um "reizinho" safado da Jordânia ainda, país lambe bunda de Israel e dos EUA ser presidente da FIFA. Que histórico tem o garoto n o Futebol? N em o país dele tem. Isso é golpe dos EUA, guera Fria, mas ajudou a limpar a sujeira do futebol mundial cujo centro sempre foi o Brasil, por décadas mandando na entidade. O interessante que a impressão que tenho é que querem tirar da reta a Justiça brasileira, que levou sim um sopapo na orelha bem forte, com essas prisões, que deveriam ter ocorrido no Brasil há 20 anos ou mais.

Nada pode fazer a guerra é quem pode mais, agora atacar antes de ameaçar parece que Estadunidenses Ingleses Franceses estão na coalizão tudo ou nada, agora o mundo vai ao chão e os países reage o é só
submissão que vai cada vez pior, medo, mentira, conspiração do inferno em pleno verão !!!

Patrocinadores de peso da Fifa, incluindo Coca-Cola, McDonald's e Visa, elogiaram a decisão de Sepp Blatter de renunciar da Presidência da organização.

A renúncia veio em meio ao maior escândalo de corrupção envolvendo a Fifa, com denúncias de corrupção envolvendo dirigentes e propinas milionárias.

Blatter renunciou na quarta-feira, dizendo que, apesar de ter sido reeleito, seu mandato "parecia não ter o apoio de todos".

Os comunicados divulgados pelas empresas após o anúncio da saída de Blatter eram semelhantes, em tom otimista, mas deixando claro que a renúncia deveria ser apenas o início de mudanças amplas para que a entidade recupere seu prestígio.

Os dirigentes da bandeira de cartão de crédito Visa disseram estar animados após o "reconhecimento pela Fifa de que uma reforma ampla é necessária, sendo que isso se refletiu na renúncia do presidente Blatter".

"Mas reiteramos que nossa expectativa é de que a Fifa tome medidas imediatas para lidar com os problemas da organização, no sentido de reconstruir sua cultura com práticas éticas e sólidas e, assim, restaurar sua reputação com os fãs de futebol em todo o mundo."

Para a cadeia de fast food McDonald's, a renúncia é um primeiro passo para "reconquistar a confiança dos fãs no mundo tudo".

Já a Coca-Cola descreveu a renúncia como um "passo positivo", mas disse que espera que a Fifa "aja com urgência para recuperar a confianças dos que amam o esporte".

"Acreditamos que a decisão vai ajudar a Fifa a se transformar rapidamente em uma instituição compatível com o século 21."

Outros patrocinadores, como Budweiser e Adidas, também divulgaram comunicados elogiando a renúncia:

"Esperamos que esse anúncio acelere os esforços da Fifa em lidar com seus problemas internos e que crie um mudança positiva, marcada pela transparência e pela ética", dizia o comunicado da gigante na área de bebidas, Budweiser.

Já a Adidas disse que a notícia "marca um passo na direção certa, para que a Fifa cumpra com os padrões de transparência esperados "

A montadora Hyundai afirmou que a saída de Blatter era um primeiro e positivo passo no sentido de criar uma estrutura de governo que garanta os mais altos padrões éticos no futebol.

Quem são os principais parceiros da Fifa e patrocinadores da Copa do Mundo (até o momento...)

Adidas: a companhia de esportes alemã tem fornecido a bola oficial da Copa do Mundo desde 1970. Também está envolvido em outros eventos da Fifa, como a Copa das Confederações do Brasil (2013) e Mundial Sub-20 de futebol masculino e feminino.

Coca-Cola: a empresa americana tem é um dos parceiros mais antigos da Fifa, sendo patrocinadora da Copa do Mundo desde 1978. A Coca anuncia nos estádios em que ocorrem jogos da Copa desde 1950.

Gazprom: a gigante de energia russa assinou com a Fifa em 2013 como parceira para todas as competições no período entre 2015 e 2018, incluindo a Copa do Mundo da Rússia (2018). A empresa também é parceira oficial na Liga dos Campeões da Uefa entre 2012 e 2015.

Hyundai/Kia: a montadora sul-coreana começou sua parceria com a Fifa em 1999, como patrocinadora de 13 competições da Fifa, incluindo a Copa de 2002, em um acordo ampliado até 2006. A companhia retomou o patrocínio na Copa de 2010 e agora é a parceira automotiva oficial da Fifa até 2022.

Visa: a bandeira de cartão de crédito se tornou parceiro oficial da Fifa em 2007, assumindo o posto da rival MasterCard em circunstâncias polêmicas, e recentemente renovou seu contrato até 2022. Também patrocina os cinco principais eventos da Fifa neste ano, incluindo a Copa do Mundo de Futebol Feminino, no Canadá.

Budweiser: a empresa de bebidas americana é patrocinadora da Copa do Mundo desde os jogos de 1986, no México, e também a cerveja oficial do evento. Seus produtos estão à venda em todos os estádios nas fases finais dos torneios, e a companhia também patrocina o programa da Copa que leva crianças para acompanhar os times nos estádios.

É claro que a queda de Blatter é para ser festejada. Hoje!

Amanhã, não!

Amanhã será dia de o mundo começar a trabalhar para mudar a estrutura do futebol mundial.

Que é podre e redunda necessariamente em Havelanges$Blatters.

Lembremos: Ricardo Teixeira também caiu na CBF e quem o substituiu? José Maria Marin!

Mudou o quê?

O nome que surge agora é o de Michel Platini, extraordinário ex-craque francês, bem-sucedido presidente da Uefa.

Lembremos, porém, envolvido numa nebulosa transação que redundou no voto francês para a absurda Copa do Mundo no Qatar e num emprego para seu filho, além da redenção do Paris Saint-Germain.

Platini e o então presidente francês Nicolas Sarkozy são acusados de terem trocado o voto francês pelo emprego a Laurent Platini e pela entrada da Qatar Sports Investments no PSG, o time do coração de Sarkozy.

Platini nega, como Havelange negaria e Blatter vinha negando e não se deve afastar a possibilidade de ele, ufa!, estar sendo verdadeiro.

Mas que só mesmo alguém que dê nó em pingo d'água é capaz de justificar uma Copa a 50 graus de temperatura não é menos verdade.

O futebol anda precisando de gente mais sensata do que esperta.

BIO

Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para:thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.

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