terça-feira, 12 de maio de 2015

58 mitos clássicos em que continuamos acreditando

Lendas urbanas crescem com a Internet, mas por isso é mais fácil desmenti-las. A Internet divulga rumores, mitos e lendas urbanas a toda velocidade. Mas também é um meio idôneo para desmenti-los. O site Snopes faz isso desde 1995. Não estão sozinhos: no ano passado, o site Information is Beautiful elaborou um infográfico com 52 dos mitos mais difundidos e o Mental Floss costuma publicar vídeos desmentindo mitos e crenças populares, como este dedicado à ciência. Recolhemos outros 58 exemplos neste artigo, com links que ampliam (e inclusive contextualizam) a informação em muitos dos meios de comunicação e sites que se dedicam a nos lembrar que, frequentemente, estamos errados.

Corpo Humano

1. Só usamos 10% de nosso cérebro. Um mito que resiste a morrer e que é inclusive o ponto de partida de filmes recentes como Lucy. O jornal The Guardianchama-o de “o maior mito sobre o cérebro da história”: 48% dos professores britânicos acreditam. Segundo o Snopes, nem mesmo sua origem está clara. O certo é que usamos todas as áreas de nosso cérebro, até quando estamos descansando. É verdade que o cérebro é muito flexível (podemos viver com metade dele) e que não usamos tudo de uma vez, já que algumas áreas estão especializadas: quando caminhamos, por exemplo, as partes centradas na atividade motora a motor são mais ativas que outras. Mas não há uma parte do cérebro que não faça nada e que esteja esperando ser ativada para ganharmos superpoderes.

2. Os neurônios não se regeneram. Desde os anos 90 há provas de que o cérebro tem capacidade de regeneração, pelo menos em alguns casos e inclusive depois de um infarto cerebral, graças à neurogênese.

3. Um dos hemisférios do cérebro é dominante e isso determina se formos mais artísticos ou mais racionais. É verdade que certas áreas do cérebro são especializadas: a linguagem é processada no hemisfério esquerdo, por exemplo. Mas não é verdade que um dos hemisférios domine sobre o outro, por melhor que alguém seja com as palavras.

4. As partes da língua estão especializadas em diferentes sabores. Embora seja algo que muitos aprendemos quando crianças, os receptores de sabor estão distribuídos por toda a língua. Como apura o New York Times, sim poderia haver diferenças em como homens e mulheres detectamos os sabores amargos, doce, salgados e ácidos. Além disso, há um quinto sabor, umami, que significa “saboroso” e que está presente nas proteínas.

5. O álcool esquenta o corpo. As bebidas alcoólicas dão sensação de calor, mas o álcool baixa a temperatura corporal, por isso é realmente perigoso beber álcool quando faz muito frio. O mesmo acontece com o café, segundo o Mental Floss.

6. E mata neurônios. Embora algumas manhãs pareça que os gin tônicas da noite anterior tenham arrasado nosso cérebro, o álcool não chega a matar neurônios. Mas o consumo excessivo durante muito tempo pode danificar as conexões entre essas células e causar atrofia e degeneração (reversíveis).

7. O frio causa resfriados. Os resfriados são provocados por um vírus que viaja por via aérea “através das gotículas originadas ao falar, tossir ou espirrar”, não pelo frio em si. Como acrescenta a OCU, quando faz frio, passamos mais tempo em espaços fechados e em áreas comuns (escolas e escritórios). Além disso, nas regiões com pouca umidade, as fossas nasais secam mais facilmente. Tudo isto contribui para facilitar o contágio. (Além disso e como nos avisam no Twitter, o frio pode debilitar o sistema imunológico, o que abre a porta para os resfriados).

8. E a vitamina C os previne. Não há nenhuma prova que confirme esta relação, mas é verdade que uma alimentação saudável, com frutas e vitamina C, nos ajuda a manter a saúde. Também é verdade que a vitamina C pode ajudar a reduzir o tempo da doença, segundo alguns estudos.

9. As unhas e o cabelo continuam crescendo depois da morte. Um cadáver não pode produzir novas células. A BBC explica que a pele em volta das unhas se desidrata e por isso elas parecem mais longas. O mesmo ocorre com a pele do queixo, o que faz parecer que a barba cresceu. Dá medo do mesmo jeito.

10. Estalar os dedos causa artrite. Esse ruído nas articulações dos dedos é produzido por bolhas de gás acumuladas ali e não tem efeitos nocivos.

11. Um chiclete engolido demora sete anos para ser digerido. Esta advertência que todos ouvimos quando crianças é falsa: os chicletes não ficam grudados no estômago ou no intestino, nem demoram mais para serem eliminados, mas, como lembra o Snopes, “chegam ao outro lado sem mudanças substanciais”.

12. Temos cinco sentidos. Além dos cinco sentidos tradicionais já catalogados por Aristóteles, temos uns quantos mais: entre 9 e 20, dependendo da definição usada. Entre eles a autopercepção, que nos permite saber onde estão as diferentes partes de nosso corpo, os sentidos de temperatura, da dor e do equilíbrio. Alguns apontam que o mais fácil é dividi-los em três grupos: mecânicos (tato, ouvido e autopercepção), químicos (paladar, olfato e os sentidos internos) e a luz.

13. Cortar o cabelo (e barbeá-lo) torna-o mais forte. É uma impressão passageira, porque cada fio de cabelo acaba em ponta, mas o corte é feito na parte mais espessa.

14. “Rápido, urine nessa queimadura de água-viva”. Vinagre e urina não são boas ideias para aliviar a dor dessas picadas.

15. O estresse faz você ficar de cabelos brancos. Não exatamente: o estresse provoca queda de cabelo e o cabelo com pigmento é mais fraco, por isso são esses que caem, enquanto os brancos permanecem. Quer dizer, se já tiver cabelos brancos, o estresse o deixará só com esses. Se não tiver, corre o risco de ficar careca.

Animais

16. Os avestruzes escondem a cabeça embaixo da terra. Baixam a cabeça ao nível do chão para passar despercebidos e parecerem um arbusto, mas o mais normal é correrem.

17. Os lemmings se suicidan em massa. Como explica o site io9, esses roedores do Ártico passam por ciclos de população em que se multiplicam por 100 ou até por 1.000, para logo baixar até quase a extinção, já que dependem de climas muito frios para se reproduzir. Nos picos de população, muitos grupos de lemmings se vêem obrigados a emigrar e, ocasionalmente, caem em precipícios. Mas por acidente. Não se jogam no vazio. Esses ciclos de população tão bruscos geraram várias lendas, entre elas a de que se jogavam no mar. Um documentário da Disney (sim, Disney) de 1958 deu essa lenda por certa e os autores decidiram comprar um caminhão cheio de lemmings e empurrá-los por um ravina para simular o que em sua opinião a natureza teria feito de qualquer maneira.

18. Segundo a física, o besouro não poderia voar. A abelha era o inseto da história original, que teria sua origem na Alemanha dos anos 1930. Como dizia em seu blog Javier Armentia, diretor do Planetário de Pamplona, “em movimento, a abelha cria uma série de turbulências que explicam sua sustentabilidade”. Embora não se trate de um processo simples, nenhum cientista – nem qualquer outra pessoa sóbria, acrescento – jamais duvidou que um besouro pudesse voar, já que todos viram algum voando.

19. Os tubarões não adoecem de câncer. Claro que sim, e de todo tipo. Por isso não é bom confiar em produtos feitos com cartilagem de tubarão que garantem prevenir essa doença.

20. A memória dos peixes dourados dura só alguns segundos. Os peixes podem aprender, reter informação e usá-la posteriormente, como mostra um experimento em que depois de algumas semanas deixando comida no mesmo lugar, o peixe se aproximava dali antes de ver a comida e quando queria. Também podem aprender a distinguir e recordar música. A explicação está no Mental Floss.

21. Os cães suam salivando. Regulam a temperatura sobretudo com a respiração, ofegando com a boca aberta. A maior parte de suas glândulas sudoríparas estão nas plantas de suas patas.

22. Os touros não vêem a cor vermelha. É verdade que o touro investe por causa do brilho e do movimento da capa. Mas esses animais distinguem sim a cor vermelha, que no entanto não os irrita. Esse mito foi submetido à prova no programa de televisão Mythbusters.

23. Os patos não fazem eco. Seus grasnidos têm eco, embora o espectro deste som seja difícil de receber pelo ouvido humano, como explica o Quo.

24. Os morcegos são cegos. Veem quase tão bem como os humanos. Orientam-se graças a seus olhos, ao sonar de ultrassons, que os ajuda a caçar insetos na escuridão, e a uma bússola interna.

25. As moscas vivem 24 horas. As moscas comuns vivem entre 15 e 25 dias.

26. Um ano de cão são sete anos de gente. Os cães envelhecem a outro ritmo, mas esta famosa equivalência não é exata. Os cães crescem muito mais rápido durante os dois primeiros anos e, de fato, alcançam a maturidade sexual já no primeiro, que equivaleria a uns quinze anos humanos. O Priceonomics publica uma tabela de equivalência, que também depende do tamanho do cão.

27. Engolimos oito aranhas por ano enquanto dormimos. Como apura o Snopes, o mito já foi desmentido em um livro de 1954, mas resiste a morrer. O Snopes cita a revista Scientific American, que assegura que as aranhas provavelmente consideram aterrador um humano adormecido. Menos mal. O Mental Floss esmiúça a lenda urbana neste artigo, que faz referência à explicação do Snopes de que sua difusão recente se deve a um artigo da revista PC Professional de 1993, que queria demonstrar que acreditamos em qualquer coisa que nos enviam por e-mail. A autora, Lisa Holst, propôs sua própria lista de fatos inventados e ridículos. Mas ninguém conseguiu encontrar Lisa Holst na Internet. Existe esse artigo? É outro mito? Esse é um dos grandes mistérios da Internet.

28. Os golfinhos são os animais mais inteligentes depois dos humanos. Não parece. Como relata Jessa Gamble, compreendem signos, como os primatas e os papagaios, mas recordam menos que muitos cães. Reconhecem-se nos espelhos, mas também o fazem muitos animais. A revista Spiegel explica a origem do mito e a polêmica atual.

Ciência e Vida Cotidiana

29. A água da pia escorre em direção ao ralo em sentidos contrários nos hemisférios norte e sul. De acordo com o Xataka, o efeito Coriolis existe e afeta depressões atmosféricas e furacões, mas é muito fraco e só produz consequências significativas a longo prazo. Portanto, não chega a afetar a maneira como a água cai, fator mais influenciado por outros motivos, como a inclinação, por exemplo.

30. Escutar Mozart nos torna mais inteligentes. O famoso experimento de 1993 que indicou a existência de um efeito Mozart em bebês menores de três anos foi repetido várias vezes sem sucesso. O que não quer dizer que escutar Mozart não seja bom, era só o que faltava.

31. As vacinas provocam autismo. O estudo do doutor Andrew Wakefield sobre a associação da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) com o autismo falsificou dados e foi retirado pela revista que o publicou (The Lancet). Além disso, foi provado que estava equivocado após um estudo com 1,3 milhão de crianças.

32. Se todos os chineses saltassem ao mesmo tempo, alterariam o eixo de rotação da Terra. Segundo o site Xataka, que cita o livro 100 Mitos de la Ciencia, de Daniel Closa, “a Terra pesa 10 trilhões a mais que todos os seres humanos que a habitam juntos”, por isso, “seria como se uma mosca saltasse sobre a superfície de um navio”.

33. Nunca se deve despertar um sonâmbulo. É possível que a pessoa se mostre incomodada e desorientada. Mais ou menos como quando nos acordam de um sono profundo. É desagradável, mas não há perigo de infarto nem de coma, e, em caso de risco, pode ser até recomendável (para que não tropece e caia). Na BBC recomendam tentar levar o sonâmbulo cuidadosamente à cama sem despertá-lo.

34. A comida que cai no chão leva cinco segundos para se contaminar. Quanto menos tempo, menos possibilidades terá de conter bactérias, segundo a publicação Scientific American. Há outras variáveis que influenciam, como o tipo de solo (madeira seria o pior) ou se a comida está úmida. Mas a maioria dos estudos demonstram que a superfície está contaminada e que não há diferença substancial entre três ou 15 segundos: o melhor é não arriscar.

35. Se alguém urinar na piscina, um componente químico fará com que a água fique vermelha. Segundo o site Snopes, este mito remonta pelo menos a 1958, mas não há nenhum composto que reaja apenas à urina e não a outros componentes orgânicos similares. No Snopes também lembram, inclusive, que muitas crianças o fariam de propósito só para ver a coloração. No blog da loja de piscinas Gunitec, Marcos Gisbert explica que perguntou aos fornecedores por esta tintura e confirmou que se trata de uma lenda urbana: ninguém tinha esse composto químico. Portanto, os que urinam nas piscinas podem continuar sem correr riscos de ficar em evidência. Mas é melhor não cultivar o hábito. Por favor.

36. O soro da verdade funciona. Na BBC testaram o tiopentato de sódio para pôr o mito à prova. É verdade que desinibe, como o álcool, e torna quem o consome mais sugestionável, mas não é confiável. Em realidade, durante o interrogatório simulado, o jornalista começou explicando (entre gargalhadas) que ele era “um cirurgião cardíaco mundialmente famoso”. Quando aumentaram a dose, admitiu sua verdadeira profissão. Mas estes soros quase não têm efeito em quem não quer contar nada.

37. Quando alguém dispara uma arma com um silenciador, quase não faz barulho. Depende da arma, mas o disparo pode ser ouvido e o aparato não se transformaria no melhor amigo de um assassino discreto, como explicam no vídeo do Quora, que mostra um russo disparando uma escopeta com o equipamento acoplado. Os silenciadores são utilizados, sobretudo, para caçar ou para defesa pessoal doméstica. Clique aqui para conferir outro exemplo mais discreto, que permite comparar.

38. Os bebês se parecem mais a seus pais porque assim a natureza demonstra que realmente pertencem a eles. Embora este mito esteja baseado em um estudo dos anos 90, outros negam seus resultados e, inclusive, sugerem que, na realidade, os bebês se parecem menos a seus pais que a suas mães porque assim haveria mais segurança de que o pai cuidaria deste bebê, já que assumiria que é seu, sendo parecido ou não.

39. Deixar lâmpadas fluorescentes acesas economiza. Consomem mais energia no momento em que são ligadas, mas não o suficiente para compensar.

40. Os ovos marrons são mais saudáveis que os brancos. A cor do ovo depende do tipo de galinha, mas não há outra diferença. Nem sequer no sabor. Quando notamos uma cor diferente na gema, é pela alimentação da galinha, e não pela casca, cuja grossura, além disso, depende da idade do animal. Na Espanha, é difícil encontrar ovos brancos porque há anos começaram a associar os marrons aos de fazendas tradicionais, como explicam no blog Directo al paladar.

41. Einstein foi reprovado em matemática. O cientista nunca foi um mau aluno e, de fato, começou a estudar cálculo três anos antes do resto de seus companheiros. É verdade que recebeu a ajuda de outros matemáticos na hora de desenvolver seu trabalho, inclusive de Mileva Maric, sua primeira esposa, possível origem do mito.

42. Não existe Nobel de matemática porque a mulher de Alfred Nobel o traiu com o matemático Gosta Mittag-Leffler, que poderia ter ganhado o prêmio. Como lembra o Snopes, embora Nobel tenha vivido três amores importantes, nunca se casou. Por outro lado, havia mais candidatos que poderiam ter disputado o prêmio com Mittag-Leffler, como Henri Poincaré e David Hilbert. Não se sabe por que não há Nobel de matemática, mas poderia ser porque o rei da Suécia já financiava o prêmio que a revista Ata Mathematica concedia e Nobel talvez tenha preferido não competir com um soberano. É possível, também, que considerasse que era uma ciência teórica demais. Ou pode ser que simplesmente não tivesse interesse.

43. Existiram três Reis Magos. Como lembra Umberto Eco em História das Terras e dos lugares lendários e em seu romance Baudolino – além de a existência de estes personagens não estar confirmada –, os evangelhos só falam de magos, sem indicar quantos eram, como se chamavam e se eram reis ou não, mas havia três presentes. As tradições falam de dois e às vezes de 12 reis magos, com nomes como Hormidz Jazdegard, Hor, Basander, Karundas... No século V, o papa Leão I estabeleceu o número em três e no século seguinte atribuíram seus nomes. Além disso, Baltasar não era negro até finais do período gótico, quando se decidiu que seriam um branco, um árabe e um africano, "para sugerir a universalidade da redenção".

44. A donzela de ferro é um instrumento de tortura da Idade Média. Este sarcófago com espetos em seu interior é uma invenção do arqueólogo Johann Siebenkees, que a criou em 1793, baseado em contos tradicionais. Também se contava, no século XVII, que a condessa húngara Erzebet Bathory usava o instrumento para obter mais sangue de suas vítimas.

Natureza

45. A lua possui um lado escuro. Da Terra vemos apenas 59% deste satélite, mas os outros 41% também recebem luz solar.

46. Se saíssemos no espaço sem uma roupa especial explodiríamos. A forma de morrer neste caso é bem menos emocionante: a falta de oxigênio nos faria perder a consciência em apenas 15 segundos. Não é possível tomar ar e prender a respiração: não há pressão atmosférica e se os pulmões tivessem ar se expandiriam e se destroçariam. Uma vez inconsciente, nos manteríamos vivos durante cerca de dois minutos e morreríamos por não poder respirar, pela radiação ou, provavelmente, devido a um infarto. Não morreríamos congelados porque o vácuo ajudaria a manter o calor de nossos corpos.

47. A Nasa gastou milhões de dólares para desenvolver canetas que funcionassem sem gravidade. Os russos usaram um lápis. Esta história é muito bonita, mas não é autêntica, como conta o Snopes. Nos primeiros voos, os astronautas russos e americanos usavam lápis, mas não era uma ferramenta apropriada: a ponta quebra, o que não é agradável sem gravidade, e, além disso, são inflamáveis, motivo pelo qual representam um risco em caso de incêndio. A caneta espacial foi desenvolvida por uma empresa privada por conta própria, a Fisher Pen Co., e a Nasa as comprou por um preço razoável depois de testar o produto.

48. O Sol é amarelo. Vemos esse astro amarelo por causa da nossa atmosfera, mas, na realidade, ele é branco. Como explica o IFL Science, as fotos de astronautas frequentemente são retocadas para que seja visto como estamos acostumados.

49. O sol é uma bola de fogo. A reação é nuclear, não química: o sol brilha, mas não está em chamas.

50. A Grande Muralha China pode ser vista do espaço. Embora haja polêmica a respeito, a verdade é que a grande muralha tem apenas alguns metros de largura, assim como uma estrada ou um aeroporto. Além disso, é de uma cor similar à do solo que a rodeia. Outras construções humanas podem ser vistas do espaço, como as estufas de Almería, o Parlamento da Romênia e a mina de cobre de Kennecot.

51. Os diamantes são pedaços de carvão submetidos a uma pressão extrema. Na realidade, são minerais com carbono que foram expostos a altas pressões. Os diamantes têm entre um bilhão e 3 bilhões de anos de antiguidade. O carvão tem cerca de 300 milhões de anos.

52. A água conduz eletricidade. Na realidade, a água pura é um bom isolante. O que conduz eletricidade são as impurezas, como os diferentes sais. Como a encontramos assim habitualmente (com outros elementos misturados), é melhor que continuemos a nos comportar da mesma maneira em relação a este mito.

53. Deixar uma moeda de um centavo (de dólar) cair de um arranha-céu poderia matar alguém. Elas pesam muito pouco e são planas, por isso, cairiam quase (QUASE) como uma folha, de acordo com a explicação da Scientific American. Mesmo se caíssem no vácuo, não seriam capazes de atravessar um crânio, mas iriam machucar. Os Mythbusters também testaram essa teoria e foram cobaias do próprio experimento.

54. Os girassóis acompanham o sol. Só mudam de direção de acordo com o sol quando são jovens e necessitam aproveitar ao máximo a luz. Quando crescem e amadurecem, se fixam em uma posição, orientados ao leste.

55. “A sobrevivência do mais apto” e “a supremacia do mais forte” são termos de Charles Darwin. É verdade que Darwin escreveu a frase, mas só na introdução à quinta edição de A Origem das Espécies. E estava citando Herbert Spencer, que a tinha cunhado em seus princípios de biologia após ler a primeira edição do livro de Darwin. Ele escreveu que tinha usado o termo seleção natural, mas que a expressão “utilizada frequentemente pelo Sr. Herbert Spencer, da sobrevivência do mais apto”, era mais “exata”, e, “às vezes, igualmente conveniente.”

56. O homem veio dos macacos. Darwin nunca disse tal coisa. O que ele disse é que os macacos e os homens tem um ancestral comum, que, como explicam em ABC Science, foi um primata. Dizer que viemos do macaco é como dizer que somos filhos de nossos primos, conforme publicou o jornal The Guardian.

57. É possível hipnotizar uma serpente com uma flauta. Melhor não tentar: as serpentes são surdas e o que as acalma é o movimento do instrumento. A cobra movimenta a cabeça não por estar hipnotizada, mas porque é a forma como observa melhor todos os movimentos.

58. As serpentes são surdas. Não se deve confiar nos artigos que desmentem mitos, como este que você está lendo agora. Embora sejam hipnotizadas pelo movimento dos flautistas antes mencionado, as serpentes não são exatamente surdas. Não possuem ouvido externo, nem martelo, mas escutam graças às vibrações que chegam a seus crânios e às suas peles, o que permite que captem as ondas que se transmitem através do solo e também os sons graves que chegam pelo ar.


Do espaço, ou quando se está alto o bastante, o Sol é visto da cor branca.


A Muralha a China é grande, mas não a ponto de poder ser vista do espaço.

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