sexta-feira, 17 de abril de 2015

O futebol imita a ditadura (Por Thiago Muniz)

O futebol imita a ditadura: Desmandos, censura e assassinatos. O fato de ter sido um dos braços de sustentação da ditadura militar no Brasil contribui para que o futebol continue nutrindo resquícios daquele período? Um terço dos presidentes de federações está no poder há mais de 20 anos. A falta de alternância nas posições de comando do futebol interfere diretamente em medidas autoritárias, como a recente “lei da mordaça”, no Rio de Janeiro?

Mesmo após três décadas da redemocratização do Brasil, resquícios do regime militar povoam estádios, clubes e federações.























Em janeiro, o atentado terrorista contra o jornal francês Charlie Hebdo chocou o mundo. Porém, outra barbárie, bem mais próxima, repercutiu isoladamente no Centro-Oeste do Brasil. Seis tiros atordoaram a tarde de 5 de julho de 2012 em frente à Rádio Jornal 820, de Goiânia. Quatro deles atingiram à queima-roupa o jornalista Valério Luiz de Oliveira, 49, que morreu dentro de seu carro quando saía da emissora. Menos de três anos se passaram e Maurício Sampaio, indiciado como o mandante do assassinato, foi aclamado presidente do Atlético-GO. Ele chegou a ficar detido por 94 dias, mas aguarda em liberdade o julgamento – ainda sem data marcada.

Vice-presidente do clube em 2012, Sampaio decidiu renunciar ao cargo diante dos maus resultados da equipe, penúltima colocada do Campeonato Brasileiro. Em um programa na PUC-TV, onde o jornalista também trabalhava, Valério criticou a diretoria do Atlético e afirmou que “quando o barco está enchendo de água, os ratos são os primeiros a pular fora”. De acordo com a investigação, as recorrentes críticas do comunicador à cúpula atleticana motivaram o homicídio. “A morte do meu pai tem relação direta com o futebol”, diz Valério Luiz Filho. “Meu medo é da impunidade, de que o Maurício Sampaio consiga evitar o júri popular. Ele tem poder na cidade, ainda mais agora, como presidente do Atlético.”

Sampaio alega ser inocente e rechaça ingerência na execução de Valério. Sua aclamação no Atlético-GO surpreendeu os familiares do jornalista, assim como o apoio de torcedores do clube a despeito da conclusão do inquérito policial. “Parte da torcida ficou do lado do Maurício Sampaio. Estamos indignados com sua eleição no clube. As pessoas se comovem mais pelo futebol do que por um ser humano que perdeu a vida”, diz o filho. Além de Sampaio, mais quatro réus foram processados. Apenas o açougueiro Marcus Vinícius Xavier, o Marquinhos, está preso. Depois de confessar participação no crime, ele fugiu para Portugal. No entanto, entregou-se às autoridades locais e foi extraditado em dezembro. Os outros acusados são dois policiais militares (Djalma da Silva e Ademá Figuerêdo, apontado como o atirador que matou Valério), que prestavam serviços ao cartola como seus guarda-costas, e o motorista Urbano Malta.

A cortina de fumaça sobre o assassinato de Valério é só um exemplo da indiferença aos atentados contra direitos fundamentais em torno da bola. A redemocratização do país completou 30 anos em 2015, mas práticas típicas da ditadura, como a lei da mordaça, coronelismo, censura, ameaças e assassinatos, proliferam no meio. Blindando o círculo de poder dos cartolas, o futebol instituiu seu próprio AI-5: antidemocrático, repressivo e violento.

Nos anos de chumbo, a tirania jogou duro com atletas e torcedores que se rebelavam pelo futebol. De lá para cá, pouca coisa mudou. As mãos que tapavam a boca dos jogadores de Flamengo e Fluminense, enfileirados no centro do gramado do Maracanã, tinham um alvo em comum. Três meses antes do protesto, a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) havia decretado a “lei da mordaça”. A entidade emplacou um artigo no regulamento do Campeonato Carioca proibindo atletas, treinadores e dirigentes de criticarem publicamente a competição. O arroubo autoritário da Ferj fez uma vítima justamente na semana do clássico.

Vanderlei Luxemburgo, técnico do Flamengo, pegou dois jogos de suspensão do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) por, supostamente, “assumir conduta contrária à disciplina ou ética esportiva” ao questionar regra do torneio que permite a inscrição de apenas cinco jogadores da base por equipe. Em fevereiro, a Justiça anulou a lei da mordaça graças a uma ação civil movida pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro. “O artigo da Ferj era inconstitucional, arbitrário, feria um direito fundamental, que é a liberdade de expressão”, afirma o defensor público Eduardo Chow. Embora uma liminar tenha derrubado a censura, a Federação usou sua influência no TJD para aplicar sanção ao treinador rubro-negro por meio do Código Brasileiro de Justiça Desportiva.

“Parece que ainda vivemos na ditadura”, diz Luxemburgo. “Fui violentado como cidadão, mas não vou me calar.” Em conjunto com o Ministério Público, a Defensoria promete levar a ação contra a Ferj às últimas instâncias, incluindo um pedido de dano moral coletivo de 1 milhão de reais. A princípio, nem o gesto subversivo dos jogadores no último Fla-Flu constrangeu a Federação, que rogou punição ao atacante Fred, do Fluminense, por ter se queixado do árbitro e do Estadual depois de expulsão no clássico: pena de dois jogos. Nesta semana, a Comissão Nacional de Arbitragem informou que não aceitará objeções ao apito. O zagueiro rubro-negro Wallace é outro que deve se apresentar em breve ao banco dos réus do TJD. Ele também criticou a atuação de um juiz.

Apesar de justa, a inquietação de Luxemburgo encontra pouco respaldo em sua ficha profissional. O treinador proíbe jogadores de usar bonés e chinelos na concentração e já entrou em atrito com jornalistas que publicaram informações ou emitiram opiniões que o desagradassem. A hierarquia intangível dos clubes sufoca e estigmatiza atletas com perfil contestador. Quando resolveu protestar no gramado antes dos jogos, o Bom Senso F.C., grupo de jogadores que demanda melhorias no futebol, foi pressionado por técnicos, dirigentes e até árbitros para cessar as manifestações. No ano passado, o atacante Emerson Sheik, então no Botafogo, afirmou diante das câmeras no Maracanã que “a CBF é uma vergonha”. Recebeu gancho de um jogo do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

No começo da década de 80, a Democracia Corinthiana, com Sócrates e companhia, usava os estádios para pregar seus ideais libertários contra o regime militar. Já no fim de 2014, a CBF determinou que nenhuma manifestação será tolerada sem sua anuência. Não só nos gramados. A censura prévia atinge diretamente o torcedor com o veto à exibição de faixas, mosaicos e camisetas de protesto. Seja contra, seja a favor de governos, causas e, principalmente, federações e seus clubes filiados. O Atlético-MG foi multado em 2012 depois de sua torcida criticar a CBF com narizes de palhaço, cartazes e um mosaico insinuando suposto favorecimento ao Fluminense. Naquele ano, torcedores atleticanos já haviam sido alvo de censura no estádio Castor Cifuentes, em Nova Lima. A Polícia Militar obrigou a retirada de uma faixa que provocava a diretoria do clube. No ano passado, o árbitro Devarly Lira do Rosário ordenou que um banner com uma sátira à arbitragem fosse retirado do Couto Pereira. Ele só iniciou a partida entre Coritiba e Chapecoense depois de o material ter sido recolhido pelos torcedores.

Sintonia fina com o “padrão Fifa”, que havia imposto norma semelhante durante a Copa das Confederações e a Copa do Mundo. “Vivemos um retrocesso”, diz Rodrigo Collodel, presidente da Frente Nacional dos Torcedores, movimento que cobra a democratização do futebol. “No tempo da ditadura, os estádios abrigavam as reivindicações que as pessoas não podiam fazer nas ruas. Agora estão se tornando ambientes higienizados e controlados por dirigentes.”

Apesar de justa, a inquietação de Luxemburgo encontra pouco respaldo em sua ficha profissional. O treinador proíbe jogadores de usar bonés e chinelos na concentração e já entrou em atrito com jornalistas que publicaram informações ou emitiram opiniões que o desagradassem. A hierarquia intangível dos clubes sufoca e estigmatiza atletas com perfil contestador. Quando resolveu protestar no gramado antes dos jogos, o Bom Senso F.C., grupo de jogadores que demanda melhorias no futebol, foi pressionado por técnicos, dirigentes e até árbitros para cessar as manifestações. No ano passado, o atacante Emerson Sheik, então no Botafogo, afirmou diante das câmeras no Maracanã que “a CBF é uma vergonha”. Recebeu gancho de um jogo do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

No começo da década de 80, a Democracia Corinthiana, com Sócrates e companhia, usava os estádios para pregar seus ideais libertários contra o regime militar. Já no fim de 2014, a CBF determinou que nenhuma manifestação será tolerada sem sua anuência. Não só nos gramados. A censura prévia atinge diretamente o torcedor com o veto à exibição de faixas, mosaicos e camisetas de protesto. Seja contra, seja a favor de governos, causas e, principalmente, federações e seus clubes filiados. O Atlético-MG foi multado em 2012 depois de sua torcida criticar a CBF com narizes de palhaço, cartazes e um mosaico insinuando suposto favorecimento ao Fluminense. Naquele ano, torcedores atleticanos já haviam sido alvo de censura no estádio Castor Cifuentes, em Nova Lima. A Polícia Militar obrigou a retirada de uma faixa que provocava a diretoria do clube. No ano passado, o árbitro Devarly Lira do Rosário ordenou que um banner com uma sátira à arbitragem fosse retirado do Couto Pereira. Ele só iniciou a partida entre Coritiba e Chapecoense depois de o material ter sido recolhido pelos torcedores.

Sintonia fina com o “padrão Fifa”, que havia imposto norma semelhante durante a Copa das Confederações e a Copa do Mundo. “Vivemos um retrocesso”, diz Rodrigo Collodel, presidente da Frente Nacional dos Torcedores, movimento que cobra a democratização do futebol. “No tempo da ditadura, os estádios abrigavam as reivindicações que as pessoas não podiam fazer nas ruas. Agora estão se tornando ambientes higienizados e controlados por dirigentes.”

Repórter do diário Lance!, Bruno Cassucci sentiu na pele a ferocidade que torcedores habituaram-se a experimentar. Ele foi agredido por policiais militares quando cobria uma briga entre torcedores nas imediações da Vila Belmiro, em Santos, no fim do ano passado. As fotos que ele havia registrado da confusão foram apagadas de seu celular por um oficial. Além disso, “um PM (...) pegou uma bomba de efeito moral, puxou minha calça e a colocou dentro”, relatou na época. Ameaçado pelos policiais durante a abordagem, Cassucci conta que preferiu não fazer o reconhecimento dos agressores por medo de represálias.

Segundo relatório da Federação Nacional dos Jornalistas, pelo menos seis casos de violência envolvendo profissionais de comunicação em 2014 estavam associados ao futebol. Todos eles seguem impunes ou mal resolvidos. A três dias do último Natal, o radialista esportivo Iran Machado foi executado com dez tiros na porta de casa em Itabaiana, interior de Sergipe. Apesar da suspeita de que alguma denúncia de Machado no rádio pudesse ter ocasionado o assassinato, e da prisão de Jefferson Chaves, o Bodão, principal acusado dos disparos, a polícia ainda não conseguiu esclarecer a motivação do crime. No mês anterior, o cinegrafista Jeferson Kickhofel registrava imagens de uma discussão na saída do gramado até ser abordado pelo diretor de futebol do Londrina, Alex Brasil. O dirigente tentou pegar a câmera de Kickhofel, que, em seguida, foi acometido por socos e chutes de outros membros da equipe.

Um dos pilares da democracia, a liberdade de imprensa tem sido frequentemente escarnecida pelo secto futebolístico. Desde que reassumiu a presidência do Atlético-PR, Mario Celso Petraglia se esforça para minar críticos de sua administração. Já intimidou jornalistas, vetou a cobertura de treinos da equipe e, em setembro do ano passado, barrou rádios, jornais e sites dos jogos na Arena da Baixada. Somente uma liminar conquistada na Justiça pelo Sindicato dos Jornalistas do Paraná fez com que o clube voltasse a permitir o acesso dos veículos de imprensa credenciados.

“Nossa equipe só entrou no estádio com um oficial de justiça em alguns jogos”, conta Rodrigo Fernandes, editor de esportes da Gazeta do Povo. Por meio de sua assessoria, o Atlético-PR justifica o cerco à mídia local como “uma decisão técnica para que as empresas de comunicação que detêm os direitos de transmissão tenham seus privilégios garantidos”. A moda se espalha por outros cantos. Neste ano, a diretoria do Boa Esporte, de Varginha, determinou o fechamento de todos os treinos do time, que só escapou do rebaixamento na última rodada do Campeonato Mineiro. Outros grandes clubes do país estudam planos para restringir a cobertura de notícias a seus canais internos. Segundo executivos dos departamentos de comunicação, a inspiração não é o Atlético de Petraglia, mas sim “o modelo europeu”.

Essa é a terceira vez que Petraglia preside o Furacão. Entre cargos na diretoria e no conselho, ele gravita na zona de poder do Atlético desde 1984. Trajetória típica de um dirigente, tal qual Eurico Miranda, no Vasco. Mentor da lei da mordaça, Rubens Lopes completará uma década na presidência da Federação do Rio de Janeiro em 2016. Reeleito por aclamação no ano passado, ele tem mandato até 2018. Seu antecessor, Eduardo Viana, que morreu em 2006, comandou a Ferj por quase duas décadas. No futebol brasileiro, 11 dos 27 presidentes das federações estaduais, que ajudam a eleger o comando da CBF, ocupam o cargo há mais de 20 anos. Quatro deles dão as cartas desde a época em que o país era governado pelo regime militar. Empossado na CBF em cerimônia fechada para a imprensa na manhã desta quinta-feira, Marco Polo Del Nero dirigiu a Federação Paulista por 12 anos.

“A ditadura não inventou a cultura autoritária do Brasil, mas aprofundou-a e a expandiu para além da política. No futebol nacional, há a ‘cultura do mandonismo’. Dirigentes comportam-se como se estivessem administrando um negócio que lhes pertence, como uma fazenda”, afirma Adriano Codato, doutor em ciência política e professor da Universidade Federal do Paraná. Líder do Bom Senso F.C., que articula a inclusão da limitação de mandatos de dirigentes entre as contrapartidas da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte em tramitação no Congresso, Paulo André defende que “a alternância de poder é a pedra fundamental para o desenvolvimento do nosso futebol”.

O zagueiro do Cruzeiro, que estava na China e quase foi parar nos Estados Unidos por falta de oportunidades no Brasil, diz ter sido perseguido por causa de seu posicionamento frente à CBF e aos superpoderes das federações. “Tive enorme dificuldade de retornar ao futebol brasileiro devido a minha atuação crítica fora das quatro linhas.” Ao passo que manifestantes clamam por um novo golpe militar nas ruas, as veias do regime ditatorial continuam abertas, manchando o futebol de sangue, decretos e imposição.

Cartolas e seus mandatos intermináveis à frente de clubes e federações. Desmandos e monopólio de poder da Confederação Brasileira de Futebol. Censura e repressão nos estádios.

Para Adriano Codato, doutor em ciência política, professor da Universidade Federal do Paraná e coordenador do Observatório de Elites Políticas e Sociais do Brasil, as medidas autoritárias do futebol remetem ao período da ditadura. No momento em que alguns brasileiros clamam por intervenção militar no governo, ele critica as tentativas de açoite à democracia por parte do movimento que ostenta a camisa da seleção como símbolo de suas reivindicações.

Não é possível estabelecer uma relação de causa e efeito entre esses dois fenômenos. Os traços autoritários e, mais do que isso, arbitrários e despóticos presentes no futebol, seja na prática de juízes, seja na de dirigentes e técnicos, têm mais a ver com a cultura autoritária do país. Essa cultura a ditadura não inventou, mas aprofundou-a e a expandiu para além da política. No futebol nacional, há cultura do mandonismo: segundo o raciocínio das torcidas e de parte da crônica esportiva, o capitão deve mandar no time, o técnico no capitão (e, por extensão, em todo o time), o diretor de futebol no técnico e o presidente no diretor. Não é propriamente uma cadeia racional de comando, mas uma estrutura hierárquica, parodiando a estrutura militar (daí as metáforas “capitão”, “comandante”, etc.), que só se justifica em função dos caprichos daquele que pode mais nessa relação perversa. Com isso, quem se engana é a torcida, porque lhe contaram que ela é o patrão máximo do clube.

Esse é um efeito da cultura autoritária e da sua representação política no futebol, o mandão local. Pode ser o chefe de uma facção de torcida organizada, o dirigente sabe-tudo, o presidente do clube ou da Federação. Os dirigentes comportam-se como se estivessem administrando um negócio que lhes pertence, como uma fazenda. Isso ajuda a explicar comportamentos como os do “coronel Eurico Miranda”, do “coronel” Mario Celso Petraglia, do “coronel” Marin.

Na época da Democracia Corintiana e das Diretas Já, os estádios se tornaram espaços notórios de questionamento do regime, tanto nas arquibancadas como no campo. Hoje, nas novas arenas, torcedores têm sido impedidos de levar faixas de protesto contra clubes e federações. Acredita que houve o futebol, como um instrumento democrático, retrocedeu? Como canal de vocalização de demandas democráticas, sim. Mas o futebol segue sendo uma arena, até mesmo nas novas “arenas”, em que toda sorte de recalque político se manifesta. E se manifesta da maneira menos politizada possível. Três exemplos: o racismo, a homofobia e a intolerância.

Manifestações de pessoas vestidas com camisas da seleção e bandeiras do Brasil, que pedem a volta da ditadura, se encaixam nesse contexto? No Brasil, há um fenômeno sintomático e contraditório em curso. Ele pode ser visto nas passeatas que exigem a destituição da presidente eleita em 2014. A contradição mais óbvia é protestar contra a corrupção fantasiado com a camisa da seleção da CBF. Existe também um fenômeno que não se via desde os anos 1970: a identificação da seleção brasileira, das suas cores, da sua simbologia, com o Brasil. Como se o país se reduzisse a isso ou se essa fosse sua melhor expressão. Esse orgulho nacionalista surge, paradoxalmente, num momento em que não há muito do que se orgulhar em termos futebolísticos. Essa é a segunda contradição. Por fim, não deixam de ser sintomáticas as manifestações autoritárias contra as regras do jogo, contra a democracia. Amaldiçoar o comunismo, cantar a plenos pulmões o hino nacional, vestir a camisa da seleção e homenagear os militares são coisas que eu só havia visto no governo do general [Emílio Garrastazu] Médici.


Fontes: Revista Placar e Jornal Lance


BIO

Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para:thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.

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