sexta-feira, 3 de abril de 2015

Jorge Paulo Lemann: o magnata sem holofotes (Por Thiago Muniz)

Lemann é um dos maiores símbolos do capitalismo brasileiro – a comparação que mais lhe apraz é com o investidor norte-americano Warren Buffett, de quem é parceiro e fiel seguidor.
“Presidente, estamos aqui para apresentar a multinacional brasileira do setor de bebidas”. Foi com estas palavras que Jorge Paulo Lemann iniciou o encontro com Fernando Henrique Cardoso, no Palácio do Planalto, em junho de 1999. Fosse outro seu autor, a epígrafe poderia soar como rompante ou mero mote publicitário criado para a ocasião. Naquele momento, não obstante a fusão das duas maiores fabricantes de cervejas do País – Brahma e Antárctica –, a empresa que surgia deste barril, a AmBev, ainda estava praticamente restrita aos balcões brasileiros.

Pouco ou quase nada tinha de multinacional. No entanto, em se tratando de Lemann – enxadrista que já tem todos os movimentos pensados antes mesmo do artesão confeccionar o tabuleiro –, certamente aquelas palavras não seriam em vão. Já havia no vasilhame muito mais cevada e levedo do que os olhos podiam ver. Cinco anos depois, a profecia se realizava com a associação entre a AmBev e a belga Interbrew, que deu origem à segunda maior cervejeira do planeta. Mais quatro anos e a companhia chegaria ao primeiro degrau do ranking, com a compra da norte-americana Anheuser-Busch. O figurino idealizado para a AmBev veste perfeitamente o seu idealizador. Não existe, no Brasil, empresário mais multinacional do que Jorge Paulo Lemann.

Jorge Paulo Lemann personifica um caso raro, ao menos no Brasil, de simbiose entre o mercado financeiro e a economia real. Lemann soube, como poucos, transpor a ponte entre estes dois continentes, quando não caminhando sobre a fronteira. Difícil dizer, aliás, onde termina o ardiloso financista e começa o arrojado empresário, dono de algumas das maiores marcas corporativas do mundo. As aquisições da Lojas Americanas, em 1982, e da própria Brahma, em 1989, foram forjadas a partir de operações no mercado de capitais. Tanto no caso da cervejeira quanto, sobretudo, a rede varejista, o pedigree de trader de Lemann atiçou o vozerio da desconfiança. Não faltou quem dissesse que o investidor apenas passaria algumas noites no capital das duas empresas, o tempo suficiente para conduzir draconianas reestruturações e prepará-las para a venda. 

Algumas décadas depois, Lemann permanece onde sempre esteve. A Americanas não apenas se consolidou como uma das grandes redes de varejo do país como serviu de proxy para a criação da maior operação integrada de comércio eletrônico do mercado brasileiro, leia-se a B2W – onde estão penduradas empresas como Americanas.com, Submarino e Ingresso.com. E a AmBev? Bem, a AmBev deu no que todos sabem.A trajetória deste carioca de sangue e estilo helvéticos – seus pais, suíços, emigraram da região de Emmental – começa a ganhar forma em 1971. Nesse ano, o talentoso tenista, que chegou a disputar a Copa Davis tanto pelo Brasil quanto pela Suíça, soltou a mão na paralela para marcar seu primeiro grande ponto no mercado financeiro. Jorge Paulo Lemann comprou a Garantia, até então uma acanhada corretora de valores do Rio de Janeiro. A relação bastante próxima com o Goldman Sachs garantiu a Lemann funding para alavancar a instituição. Em determinado momento, os norte-americanos se movimentaram para comprar a corretora e montar um banco de investimentos no Brasil.

Lemann encampou a ideia, mas apenas a segunda parte dela. Rechaçou a oferta da Goldman Sachs e montou um dos primeiros investment banking do País. Lemann e Garantia viraram sinônimos de agressividade no mercado financeiro – tanto para o bem quanto para o mal. À frente da instituição, o banqueiro girou a roleta e foi responsável por algumas das mais bem-sucedidas jogadas nos mercados brasileiros nas décadas de 70 e 80.

Jorge Paulo, como é chamado pelos mais próximos, também fez fama no mercado financeiro ao criar a primeira grande gestora de private equities do país, a GP Investimentos. Por meio da administradora de recursos, teve participações no capital de empresas como Telemar, Gafisa e Playcenter. No início dos anos 2000, o negócio passou às mãos dos “GP Boys”, como ficaram conhecidos algumas das crias de Lemann, a começar por Antônio Bonchristiano.

O financista jamais saiu de cena, é bom que se diga. Está nas entrelinhas de todos os movimentos do empreendedor. No entanto, ao longo do tempo, o banqueiro e frenético operador do mercado de capitais foi dando lugar ao consolidador de empresas e artífice de grandes tacadas no mundo corporativo. Lemann é um dos maiores símbolos do capitalismo brasileiro – a comparação que mais lhe apraz é com o investidor norte-americano Warren Buffett, de quem é parceiro e fiel seguidor. Talvez seja também a face mais conhecida do empresariado nacional no exterior, em razão do porte das operações em que se envolveu. Sempre ao lado de Marcel Telles e Beto Sicupira, parceiros desde os tempos de Garantia, Lemann tem se dedicado, nos últimos anos, à montagem de um valioso colar de ativos da área de consumo.

Em um espaço de quatro anos, Lemann adquiriu três das marcas mais conhecidas em todo o mundo – um pouco mais, um pouco menos, todas empresas-símbolo do capitalismo norte-americanos. Depois da Anheuser-Busch, vieram o Burger King e a Heinz. Total das três operações: US$ 78 bilhões.

Poucos seguem com tamanho rigor o instituto da meritocracia. Desde os tempos de Garantia, as empresas de Jorge Paulo Lemann são conhecidas por oferecer um sistema de recompensas e bonificações pelo cumprimento de metas extremamente agressivo – assim como são conhecidas também pelo altíssimo grau de exigências impostas a seus profissionais. No Garantia, por exemplo, os salários eram inferiores à média do mercado. Entretanto, a cada seis meses, os funcionários passavam por um rígido processo de avaliação. Resultados acima das metas garantiam não apenas bônus generosos como a possibilidade de ingresso na sociedade. Alguns geniozinhos das finanças entraram para o country club do Garantia com 23 ou 24 anos.

Curiosamente, Lemann não é o que se pode chamar de um gestor, no sentido mais convencional da palavra. Seus próprios sócios e colaboradores mais próximos costumam dizer que ele nunca teve paciência para mergulhar no dia-a-dia de uma empresa e muito menos nas minúcias operacionais. Lemann enxerga seus negócios a partir da última linha do balanço. O investidor também destoa de seus pares, notadamente uma novíssima geração de ricos empresários brasileiros, no quesito exibição. Seu nível de exposição é inversamente proporcional à fortuna. Entrevistas foram poucas; aparições em eventuais sociais raríssimas. Lemann não aparece sequer para anunciar suas grandes operações empresariais. O que tinha para falar está no livro “Sonho Grande”, lançado neste ano, que conta a trajetória do trio Lemann/Telles/Sicupira. Reza a lenda que preserva hábitos simples, como andar de bicicleta pelas ruas de São Paulo – onde estão os paparazzi nessas horas? Mantém praticamente o mesmo peso da época de tenista – em algumas das episódicas fotos publicadas na imprensa é possível perceber o fino pescoço sambando entre a gola da camisa.

AmBev, InBev, Anheuser-Busch, Burger King, Heinz... Afinal, qual será o próximo passo de Jorge Paulo Lemann? Até em razão das recentes aquisições, muito se especula sobre o interesse do empresário em grandes grupos da área de varejo. Já se falou de uma investida sobre a Pepsico. Alguns foram ainda mais longe – ou mais perto, dependendo da sua posição no mapa norte-americano – desembarcando em Atlanta. Nos últimos meses, surgiram na mídia informações sobre um eventual avanço sobre a Coca-Cola, em parceria com Warren Buffett. O certo é que, por ora, parece difícil que alguém tire de Lemann, dono de um patrimônio pessoal da ordem de US$ 18 bilhões, o título de homem mais rico do Brasil. Eike que nos perdoe. Mas se há uma fortuna construída à prova de idiotas, como o dono da EBX costumava se referir aos seus negócios, é a de Jorge Paulo Lemann.

Cerveja, café, hambúrgueres, ketchup e agora salgadinhos: o apetite do bilionário brasileiro Jorge Paulo Lemann não tem limites. O caçador de ativos mais agressivo da América Latina se juntou a Warren Buffett, da Berkshire Hathaway, para adquirir a Kraft Foods, a gigante do ramo de lanches com sede em Illinois, para depois combiná-la com sua fabricante de condimentos H.J. Heinz.

Adquirir uma gigante internacional -- e depois torná-la ainda maior -- é exatamente o que Lemann e seus sócios da 3G Capital, uma firma de private equity com sede no Brasil, têm feito melhor nas últimas duas décadas. A Kraft soma outra marca histórica à vasta lista da 3G e também consolida a improvável reputação de Lemann de bilionário mais discreto da América Latina.

“Eu não diria que Lemann tem vergonha de ser rico, mas ele é a última pessoa que você vai ouvir se vangloriando disso”, disse Roberto Teixeira da Costa, amigo de longa data de Lemann e ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Essa circunspecção parece incomum para o Brasil, onde a mídia se banqueteia com a história de uma riqueza criada do zero pelo autodenominado rebelde industrial Eike Batista -- um sedutor com seu PowerPoint que conversava com investidores para que eles financiassem sua visão de prancheta de um império dos setores de energia e logística --.

Eike chegou a ser o sétimo homem mais rico do mundo, reuniu 2 milhões de seguidores no Twitter e depois caiu por terra quando seus poços de petróleo acabaram sendo um fracasso. Agora, ele enfrenta processos judiciais em série contra credores irritados e tem visto seus ativos serem rebocados, literalmente.

Enquanto Eike transportava possíveis investidores e jornalistas de helicóptero para o canteiro de obras vazio que seria o maior superporto da América Latina, Lemann estava silenciosamente edificando sua riqueza, planejando cuidadosamente suas abordagens a alvos famosos nos EUA e na Europa.

Juntamente com os sócios de longa data Beto Sicupira e Marcel Telles, também do Brasil, Lemann orquestrou as aquisições de alguns dos maiores nomes do setor de alimentos e bebidas. Em 2008, ele comprou a Anheuser-Busch, depois engoliu a Burger King e a rede canadense de cafeterias Tim Hortons.

A equipe de Lemann treinou o apetite em casa, nos selvagens anos 1980 e 1990, quando a inflação era galopante e minava algumas das marcas mais conhecidas do Brasil. No comando da primeira empresa de private equity do Brasil, a equipe de Lemann abocanhava empresas varejistas em dificuldades, incluindo as fabricantes de bebidas nacionalmente conhecidas Brahma e Antarctica, que possuíam participações de mercado invejáveis, mas planos cheios de furos.

O resultado foi a criação da Ambev, maior empresa de bebidas da América do Sul. Do Brasil, ele se voltou para a Europa, combinando a Ambev com a Interbrew, da Bélgica, que possuía a marca de cerveja butique Stella Artois. Mas o que à primeira vista parecia uma aquisição belga de uma frágil irmã latina acabou sendo justamente o oposto. Logo os administradores brasileiros estavam ditando as regras em Leuven, me disse uma vez o banqueiro de investimento Antoine von Agtmael.

O conglomerado AB Inbev é, agora, a maior cervejaria do mundo. Com isso, ele atraiu a atenção de Buffett e deu o salto para os EUA.

Que um trio de cariocas estivesse por trás de empreendimentos tão importantes foi como um choque para muita gente no mundo dos negócios, e não apenas para os alvos de Lemann. “Aí estavam esses brasileiros, com sua cultura do samba e estilo de vida descontraído, saltando sobre ativos de classe mundial”, diz Sérgio Lazzarini, professor de Administração da Universidade Insper, de São Paulo. “Era fácil subestimá-los”.

O modelo de negócio de Lemann -- baseado na meritocracia e em objetivos de produtividade -- era tão simples quanto exato. Cortes de custos e racionalização não eram as metas, e sim as consequências.

No Brasil, dominado por empresas ineficientes e familiares, “a obsessão de Lemann pelos resultados é a exceção”, disse Lazzarini.

No início de 2013, por exemplo, a Heinz tinha um resultado nada firme e 31.900 funcionários. Até dezembro passado, sob a gestão da 3G, a empresa havia se desprendido de quase um quarto de sua folha de pagamento, reduzindo os custos anuais em cerca de US$ 80 milhões.

Atleta bem-sucedido, Lemann poderia nunca ter se tornado um caçador corporativo. Nascido no Rio de Janeiro, filho de pais suíços, ele foi um surfista ávido, praticou pesca submarina e jogou tênis profissionalmente, chegando a disputar Wimbledon, até que finalmente se estabeleceu no jogo muito maior da criação de riqueza.

“Negócios, negócios, negócios. Esse é Jorge Paulo, 12, 16 horas por dia”, disse Teixeira da Costa sobre seu amigo. Teixeira pode ter perdido momentos com seu parceiro de bebida, mas o Brasil ganhou um magnata de Grand Slam.

Lemann poderá somar mais de US$ 5 bilhões à sua fortuna pessoal após a fusão da fabricante de ketchup H.J. Heinz com a Kraft Foods Group Inc.

A Heinz, controlada pela 3G Capital, de Lemann, e pela Berkshire Hathaway Inc., de Warren Buffett, fechou negócio na semana passada para a compra da Kraft em um acordo que envolve dinheiro e ações.

Os 51 por cento da Heinz na empresa combinada valerão cerca de US$ 45 bilhões, avaliando a participação de Lemann em cerca de US$ 9,6 bilhões, disse Kevin Dreyer, gerente de portfólio da Gabelli Equity Trust Inc.

Lemann investiu cerca de US$ 4 bilhões por meio da 3G Capital, segundo dados compilados pela Bloomberg.

“Uma combinação de sinergias no negócio e uma pitada do pó mágico da 3G estão dando à Kraft uma avaliação mais alta, que a empresa não teria de outra forma”, disse Dreyer em entrevista por telefone, de Nova York.

“A 3G tem um histórico de expandir as margens drasticamente. Existe uma expectativa de que eles alcançarão o número colocado e até mais”.

A 3G, que tem Lemann como um de seus fundadores, eliminou mais de 7.000 postos de trabalho na Heinz em 20 meses após assumir a empresa junto com a Berkshire Hathaway. Buffett defendeu as reduções de empregos que seus parceiros da 3G têm realizado quando compram empresas durante uma entrevista à CNBC no dia 31 de março.

O preço das ações da Kraft, que subiu 36 por cento no dia do negócio, poderá ser usado para estimar o valor futuro da Heinz, uma empresa de capital fechado, disse Dreyer.

Esse cálculo leva em conta o pagamento de um dividendo especial pela fabricante de ketchup e pressupõe uma capitalização de mercado de cerca de US$ 87 bilhões para a nova empresa.

Capazes de enriquecer homens da noite para o dia, boatos não costumam ser desprezados no mundo dos negócios. De um ano para cá, com cada vez mais força, os rumores da compra da Pepsi pela 3G, do empresário Jorge Paulo Lemann, são os mais comentados. O ex-banqueiro Luiz Cezar Fernandes, sócio de Lemann na época do Banco Garantia, chegou a dizer numa entrevista que apostaria dinheiro que essa é a próxima tacada do capitalista. Acha improvável? Então confira a trajetória dele.

- US$160 bilhões: É quanto valem em conjunto as maiores empresas do grupo de Lemann: AB InBev, Lojas Americanas, Burger King e São Carlos, do ramo imobiliário.

- Discreto charme da burguesia: com cidadania suíça, o carioca vive recluso em Zurique desde 1999. A mudança foi motivada por uma tentativa de sequestro de seus três filhos mais jovens, em São Paulo. Ele dispensa bebidas alcoólicas, usa roupas comuns e odeia ostentação, valores que gosta de pregar aos funcionários.

- US$ 28bilhões: A quantia, paga pela compra da Heinz, em 2013, representa a maior transação na história do setor de alimentos.

- seu estilo de gerir: Meritocracia, participação nos resultados, cortes e mais cortes de custos, formação de jovens talentos e metas ambiciosas de crescimento. Espere por tudo isso se um dia for trabalhar com ele.
- US$ 20bilhões: A cifra foi desembolsada com a aquisição da cervejaria Corona, em 2012.

- Os escolhidos: Ele ajudou a enriquecer muita gente. Ninguém menos do que os cariocas Marcel Telles e Beto Sicupira, principais sócios de Lemann desde os anos 70.

- US$ 22 mil: O empresário emprestou essa quantia a Carlos Brito, hoje CEO da AB InBev, para que ele estudasse em Stanford, nos EUA. O gesto deu origem à Fundação Estudar, criada por Lemann para que jovens talentos possam fazer o mesmo.

- Nem tudo são glórias: Com a crise asiática, em 1997, o Banco Garantia perdeu cerca de US$ 110 milhões – ou US$ 500 milhões, segundo o mercado.
- Ambição esportiva: Exímio tenista desde a juventude, ele foi cinco vezes campeão brasileiro, participou dos grand slams de Roland Garros e Wimbledon em 1962 e representou o Brasil e a Suíça em duas edições da Copa Davis (1962 e 1973).

- US$ 26,3 bilhões: Eis a fortuna pessoal do homem, o que faz dele o 26º mais rico do mundo e o primeiro do Brasil, segundo a revista Forbes.

- American dream: Criado pelo grupo dele em 2004 com o objetivo de investir em empresas americanas, o 3G já adquiriu três: 

Anheuser-Busch (fabrica a Budweiser)> Valor pago: US$ 52 bilhões (2008)

Burger King> Valor pago: US$ 4 bilhões (2010)

Heinz> Valor pago: US$ 28 bilhões (2013)

- US$ 200 mil: Foi quanto o capitalista conseguiu com a venda, em 1970, de uma de suas primeiras participações acionárias, os 13% que detinha da corretora de investimentos Libra.

- Harvard? “Um saco!”: Carioca e surfista, odiou o primeiro ano em Harvard, onde cursou economia a partir de 1957. Recomendaram-lhe que se afastasse por uns tempos, após soltar rojões no campus. No ano seguinte, acertou o prumo e concluiu o curso antes do previsto.

- US$ 90bilhões: Foi quanto a AB InBev gastou com aquisições nos últimos dez anos. Criada pelo empresário e seus parceiros em 1989, a companhia foi a que mais investiu no setor de bebidas.

- Poor, smart, deep desire to get rich: Por muito tempo, era um profissional assim que ele queria a seu lado. Valia mais a pena estar cercado de gente esperta e ambiciosa do que jovens brilhantes com berço de ouro, mas com pouco traquejo.

- US$ 60 milhões: Foi o valor pago por Lemann pelo controle da cervejaria Brahma, em 1989.

- Networking: Nos anos 80, o empresário e sua turma escreveram para os dez maiores varejistas do mundo na esperança de conhecê-los e angariar conhecimento. Sam Walton, o fundador do Walmart, gostou da ousadia dos brasileiros. Recebeu-os numa velha picape, na companhia de seus cães e rifles de caça, num pequeno aeroporto do Arkansas, onde fica a sede da empresa. Ficaram amigos até hoje.














BIO


Thiago Muniz é colunista do blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor, do blog Eliane de Lacerda e do blog do Drummond. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para: thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.




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