segunda-feira, 13 de abril de 2015

Com floresta tem água! (Por Thiago Muniz)

A falta de água que nos afeta todos os dias começa com a destruição da floresta. Ativistas estenderam um banner gigante no meio da Amazônia para mostrar que o desmatamento tem que acabar.

Muito da floresta é desmatado para criar bois e plantar soja mas não podemos deixar que isso aconteça.

Diversos fatores são apontados para justificar a crise da água no Sudeste. Desde a falta de gestão política adequada até variações climáticas. Mas, sem dúvida, o desmatamento está entre os fatores condicionantes desta situação. A longo prazo, o desmatamento da Mata Atlântica afetou profundamente o clima e o ciclo das águas em diversas regiões do bioma, o que prejudicou também nascentes de rios e mananciais, que ficaram desprotegidos, comprometendo a disponibilidade e a qualidade da água que abastece as grandes cidades.

Nos últimos dois anos uma massa de ar quente estacionou sobre o sudeste e bloqueou a entrada da umidade vinda da Amazônia. Perante essa alteração climática, a Mata Atlântica – já tão ameaçada - não conseguiu mitigar os impactos da seca. Infelizmente, eventos climáticos extremos, como secas e excesso de chuvas, ficarão cada vez mais frequentes e sem a floresta ficamos muito mais suscetíveis a estes impactos. Por isso, zerar o desmatamento e replantar florestas são tarefas urgentes para garantir água, alimento e clima ameno hoje e no futuro.

O governo fecha os olhos para o que está acontecendo nas florestas brasileiras. Em 2012, o Congresso aprovou o Código Florestal, que deixou as florestas ainda mais desprotegidas. Hoje, o governo não promove a fiscalização suficiente para evitar que o desmatamento avance. É exatamente por isso que precisamos agir agora. Nós, brasileiros, precisamos defender nosso maior patrimônio.

A vida como conhecemos não existiria caso as florestas deixassem de existir. Além do evidente prejuízo à biodiversidade, sem floresta não há água, nem produção de alimentos, ar puro e ficamos muito mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas. As florestas em pé são nosso passaporte para o futuro, elas são fundamentais para assegurar o equilíbrio do clima e parte vital do ciclo da água.

Além disso, desempenham um papel crucial na proteção de nascentes e rios, aumentando a qualidade de água e a capacidade de armazenamento dos reservatórios que abastecem as grandes cidades. Esse patrimônio pertence a todos os brasileiros e pode beneficiar tanto quem está no campo como quem vive na cidade, seja por meio de suas riquezas ou pelos serviços ambientais que a floresta presta ao planeta. Continuar desmatando significa comprometer nosso futuro, para que a sociedade e os setores produtivos tenham água, comida, clima ameno e qualidade de vida, é preciso ter floresta.

Precisamos agir AGORA.

As florestas garantem um dos mais essenciais elementos para a vida: a água. As grandes florestas como a Amazônia liberam umidade na atmosfera que garante boa parte da chuva que cai sobre nosso território. Essa chuva é fundamental para encher nossos rios e reservatórios, garantindo água nas nossas torneiras. Nas beiras de rios, as florestas protegem o solo e evitam a devastação das nascentes de água. Se queremos água fresca nas nossas torneiras, temos que preservar nossas florestas.

Tudo está interligado. Tudo é interdependente.

E você pode fazer a diferença!

Desmatamento cresce 282% na Amazônia em fevereiro

Em fevereiro deste ano, o desmatamento na Amazônia foi de 42 km², o que representa um aumento de 282% em relação ao mesmo mês de 2014, quando foram devastados 11 km².

Os dados foram detectados pelo SAD (Sistema de Alerta de Desmatamento), do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), ONG que monitora a região com sistema próprio.

De acordo com o boletim, em fevereiro de 2015, a maior parte da devastação foi observada em Mato Grosso (37%) e Roraima (28%), seguidos por Amazonas (16%), Pará (14%) e Rondônia (5%).

O desmatamento acumulado entre agosto de 2014 e fevereiro de 2015 –sete primeiros meses do calendário oficial de medição– atingiu 1.702 km², um crescimento de 215% em relação ao período anterior (agosto de 2013 a fevereiro de 2014), quando 540 km² foram destruídos.

O Imazon também divulgou dados sobre as florestas degradadas na região: 49 km² em fevereiro de 2015, contra 50 km² do ano anterior, uma redução de 2% na área de estrago.

A ONG pondera, porém, que mais da metade (59%) da área florestal da Amazônia Legal estava coberta por nuvens, o que pode dificultar o monitoramento.

Os dados completos sobre devastação na região são consolidados anualmente por outro sistema, o Prodes (Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite), do Inpe.

BIO

Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para:thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.

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