terça-feira, 21 de abril de 2015

Claudio-MG: uma cidade agitada por Aécio Neves (Por Thiago Muniz)

Primeiro foi o caso do helicóptero dos Perrela que ninguém, absolutamente ninguém foi preso, logo após o caso do aeroporto construído dentro do terreno de um tio do Aécio Neves, depois a polícia mineira fecha um laboratório de refino de drogas na cidade, agora recentemente um incêndio num galpão da prefeitura destrói a sala onde ficava os arquivos.

Algo fede está na cidade de Cláudio-MG. Mas fazem de tudo para que não revelem...

O helicóptero do pó foi apreendido no dia 24 de novembro. Três dias depois, 27 de novembro, após a apreensão ganhar destaque na mídia, o proprietário da terra fez uma denúncia para a Polícia Militar de Divinópolis. Segundo a PM, tal denúncia foi feita de maneira “anônima”. O proprietário afirma que avistou um helicóptero sobrevoando a região em baixa altitude e depois encontrou em suas terras 13 galões, de 20 litros cada, com substância semelhante a querosene.

Como o Boletim foi realizado após a apreensão do helicóptero, o delegado da Polícia Federal em Divinópolis, Leonardo Baeta Damasceno, afirma no inquérito não descartar o envolvimento de pessoas da região e recomenda uma diligência sigilosa no local.

Porém, ainda de acordo com o inquérito que esse repórter teve acesso a diligência não foi realizada. Em outra página do inquérito, o proprietário é inocentado sem explicação convincente, dessa vez por documento assinado pelo agente da PF, Rafael Rodrigo Pacheco Salaroli.

No final de abril, o copiloto do helicóptero dos Perrela confessou que estava com medo de morrer. “Estou acabado. Minha empresa quebrou e não consigo emprego”, revelou José de Oliveira Júnior.

Toda a trama ainda carece de investigação mais aprofundada e é possível que muito pouco até agora tenha sido revelado.

Desde o envolvimento direto do primo de Aécio Neves, passando por um laboratório de refino de pó em Cláudio-MG até o helicóptero dos Perrella. Entenda a polêmica da rota da cocaína em Minas Gerais: um escândalo que carece de investigação.

Uma distância de apenas 14 quilômetros separa os dois escândalos recentes da política nacional que envolvem dois senadores por Minas Gerais, o ex-presidente do Cruzeiro, Zezé Perrela (PDT) e o candidato a presidente Aécio Neves (PSDB).

A pista de pouso e decolagem construída durante o governo de Aécio Neves em Cláudio, no Centro-Oeste mineiro, em um terreno que pertenceu a fazenda do tio avô do candidato tucano fica distante 14 quilômetros de Sabarazinho, um povoado de Itapecerica, também no Centro-Oeste Mineiro, onde o helicóptero da empresa Limeira Agropecuária, da família do senador Zezé Perrela, fez uma parada para reabastecimento carregado com 445kg de pasta base de cocaína, em novembro do ano passado.

A parada em um ponto de Sabarazinho aconteceu três horas e meia antes da apreensão da aeronave por policiais militares e federais em um sítio em Afonso Cláudio, no Espírito Santo. O valor da carga é estimada em R$ 10 milhões, podendo multiplicar por dez com o refino. Segundo o inquérito da PF, o carregamento foi feito em Pedro Juan Cabalero, no Paraguai, e tinha como possível destino Amsterdam, na Holanda, o que configura tráfico internacional.

No dia 20 do mês passado, reportagem do jornalista Lucas Ferraz, da “Folha de S.Paulo”, revelou que Aécio Neves construiu a pista na fazenda que pertenceu a seu tio-avô, além de ficar próxima a uma propriedade da família do candidato. Na última semana, Aécio Neves admitiu que já usou a pista, mesmo o espaço ainda não tendo sido homologado pela Agência Nacional de Aviação Civil.

O investimento do governo mineiro para a construção da pista foi de R$ 14 milhões. Cláudio tem 25 mil habitantes e está distante 50 quilômetros de Divinópolis, onde já existia uma pista de pouso e decolagem.O cruzamento dos dois escândalos – do helicóptero e da pista – é comprovado pelos documentos considerados sigilosos do inquérito da Polícia Federal (PF), que este repórter teve acesso.

A PF constatou, com base no rastreamento do GPS do helicóptero e nas anotações do plano de vôo dos pilotos, ambos apreendidos e examinados pela perícia técnica, que o helicóptero carregado com quase meia tonelada de pasta base de cocaína parou em um ponto próximo ao povoado de Sabarazinho.

Segundo o inquérito da PF, no dia 24 de novembro de 2013, às 14h17, aproximadamente três horas e meia antes do helicóptero ser apreendido pela polícia no município de Afonso Cláudio, no Espírito Santo, a aeronave ficou parada por trinta minutos numa fazenda do povoado, onde duas pessoas aguardavam o pouso com galões de combustível.

A localidade fica a 14 quilômetros da pista de Cláudio e também das fazendas da família Tolentino, onde nasceu Risoleta Neves, esposa de Tancredo Neves e avó de Aécio Neves.O município de Cláudio chega, inclusive, a ser citado no inquérito na análise das mensagens telefônicas dos pilotos, que foram captadas pelas Estações de Rádio Base (ERB), que são os equipamentos que fazem a conexão entre os telefones celulares e a companhia telefônica.

Uma informação publicada pelo portal G1 em novembro de 2013 revelou que a Polícia havia identificado e fechado um laboratório de refino de cocaína na cidade de Cláudio-MG. O local foi desarticulado após uma denúncia anônima e foram encontradas cocaína e maconha. Ninguém foi preso.

De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, parentes do senador Aécio Neves (PSDB-MG) ficavam com as chaves do aeroporto de Cláudio.

O primo de primeiro grau do senador tucano, Tancredo Tolentino, foi preso, junto com um desembargador nomeado pelo próprio Aécio, por vender liminares para tirar traficantes de droga da prisão.

O Ministério Público de Minas Gerais vai propor, nos próximos dias, uma Ação Civil Pública, para investigar repasses do governo do estado, na gestão de Aécio Neves, para a empresa Limeira Agropecuária e Participações Ltda, proprietária do helicóptero apreendido com meia tonelada de pó. Os repasses aconteceram em 2009, 2010 e 2011.

Achei reportagens do ano passado com informações sobre suspeitas do Ministério Público contra a Limeira, empresa dos Perrela. O MP apurava possível contratação irregular, sem licitação, pelo governo do estado, além de superfaturamento. A compra da fazenda Guará (a mesma onde o helicóptero foi apreendido), avaliada em R$ 60 milhões, também estava sob a mira dos procuradores, visto que o bem havia sido ocultado pelo senador Zezé Perrela.

Hoje há uma matéria no Globo sobre o tema, mencionando as suspeitas do Ministério Público, mas sem chamada na primeira página e sem qualquer citação ao partido do governo do estado, e às relações quase íntimas entre os Perrela e o provável candidato do PSDB à presidência da república, Aécio Neves. A reportagem informa que o senador Zezé Perrela (PDT-MG) também pagou com sua verba de gabinete o combustível usado no famoso helicóptero. Zezé e Gustavo, pai e filho, estão cada vez mais enredados no caso.

O assunto não é interessante? Um possível presidente da república ser tão próximo de políticos suspeitos de serem grandes traficantes de cocaína não é do interesse da nossa imprensa “livre”, “independente”, “profissional”? Será que mais uma vez, os blogueiros terão que assumir a dianteira dessa investigação, com grande risco pessoal?

Em 2010, o jornalista Bruno Procópio, que se define também poeta e cronista, publicou em seu blog Prosa com Cultura um texto em que revela: a família Tolentino Neves, “famosa pelo legado político de homens como ex-presidente da República Tancredo de Almeida Neves e o governador mineiro Aécio Neves, também fez sua história no universo da cachaça.”

Bruno, o Dindi, jovem de pele morena, barba rala, cavanhaque de poucos e longos fios, conta que seu Múcio Tolentino, irmão de Risoleta Neves, mulher de Tancredo, começou a produzir em 1960 a cachaça Mathuzalem 960.

Durante 25 anos, os amigos se reuniam na fazenda da família, no município de Cláudio, para tomar da pura. Segundo a crônica do Dindi, Tancredo Neves era um dos mais assíduos na confraria.

Depois da morte de Tancredo, seu Múcio parou de fabricar a “960” e praticamente fechou o alambique.

Em 2002, um dos filhos de Múcio, homem que herdou do tio o nome, Tancredo, decidiu retomar a produção da cachaça, mas mudou o nome da bebida.

A cachaça passou a se chamar Mingote, homenagem ao bisavô Domingos da Silva Guimarães, o seu Mingote, que em 1823 comprou terra na região, para produzir rapadura, açúcar mascavo e cachaça, e dar início a uma prole numerosa, da qual descendem dona Risoleta, o neto dela, Aécio Neves, seu Múcio e o filho dele Tancredo Tolentino, também conhecido como Quedo.

A exemplo da “960”, a Mingote também fez fama, principalmente depois que a revista Época publicou, em maio de 2007, “os brasileiros famosos, bem-sucedidos em seus respectivos ramos profissionais, que têm como atividade paralela a produção de cachaça”, e citava Aécio Neves.

Segundo a reportagem, o então governador de Minas era o fabricante da Mingote, descrita como uma cachaça envelhecida durante dois anos em tonel de amburana, no município de Cláudio.

A julgar como verídica a informação de Época, Aécio era sócio do primo Tancredo Tolentino, o Quedo.

Esse era um tempo em que Aécio era apresentado como o autor do “choque de gestão”, e Tancredo Tolentino era um comerciante de Cláudio.

Cinco anos depois, em 2012, o repórter Valmir Salaro, do Fantástico, foi a Cláudio para fazer uma reportagem sobre um esquema de venda de habeas corpus para libertar traficantes.

O repórter contou que, em julho de 2010, numa cidade vizinha, Marilândia, a polícia apreendeu 60 quilos de pasta base de cocaína, parte deles encontrada numa camionete.

A polícia prendeu o motorista Jesus Jerônimo da Silva, e outro traficante, Brás Correia de Souza.

Eles permaneceram alguns meses presos no município de Divinópolis, na mesma região, e foram libertados por decisão do desembargador Hélcio Valentim de Andrade Filho.

Valmir Salaro foi até a cachaçaria Mingote e gravou uma passagem em frente à sede da empresa, em que revelou que a sentença para libertar os traficantes foi negociada ali dentro, entre o desembargador Valentim e Tancredo Tolentino, o Quedo.

A reportagem do Fantástico tem mais de 11 minutos e, em nenhum momento, o nome de Aécio Neves foi citado – nem para dizer que Tancredo Tolentino é primo dele ou para lembrar que a Mingote apareceu na Época como a cachaça fabricada pelo bem sucedido Aécio.

Não era difícil fazer essa associação. Bastava entrar no site da Mingote e clicar em “notícias”. A página abre com uma foto de Aécio e um link para a reportagem da revista Época, em que o ex-governador é apresentado como o fabricante da cachaça.

Hélcio Valentim foi nomeado por Aécio Neves quando governador.

Valentim se formou em direito no ano de 1988 pela Universidade Federal de Minas Gerais. Advogou até 1990, quando entrou no Ministério Público. Em 1996, se tornou procurador e, em 2005, integrou a lista tríplice de indicados para compor o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, na cota do Ministério Público, o chamado quinto constitucional.

A prerrogativa de nomeação para o Tribunal pertence ao governador e o costume é escolher o primeiro da lista. Mas, nessa nomeação, em março de 2005, Aécio nomeou o segundo, Valentim.

Além de nomear o desembargador que, mais tarde, negociaria com o primo a libertação de traficantes, Aécio é autor de outra medida que beneficia Tancredo Tolentino.

A fazenda do pai dele tinha uma pista de terra para pousos e decolagens de avião, obra que o avô de Aécio, Tancredo, havia mandado fazer quando era governador – fazenda em que ele tomava cachaça, como revelou o cronista e poeta Dindi.

Quando chegou sua vez de governar Minas, Aécio mandou pavimentar a obra, ao custo de quase 14 milhões de reais. O outro Tancredo da família, o primo de Aécio (e sócio na Mingote?), é quem toca as coisas por lá, e tem as chaves do aeroporto, até hoje sem homologação da ANAC e, portanto, proibido para o público em geral.

Essas conexões do município de Cláudio acabaram despertando a desconfiança de que a pista pavimentada serviu para pouso de reabastecimento do helicóptero do senador Zezé Perrella, quando trazia 445 quilos de pasta base de cocaína do Paraguai, em novembro do ano passado.

Afinal, Perrella é amigo de Aécio, e Aécio é primo do Tancredo Tolentino, o homem que tem a chave do aeroporto e foi flagrado negociando a libertação de traficantes, num caso em que a semelhança com a apreensão de cocaína no Espírito Santo é espantosa.

Procurei os dois pilotos do helicóptero. Um deles, que eu entrevistei há dois meses e meio, mandou dizer que não fala mais comigo. O outro, o piloto Rogério Almeida Antunes, ex-funcionário de Perrella, disse, por intermédio de seu advogado, que “não, não pousou lá”. Passou perto, mas não parou na pista.

Um aeroporto trancado com cadeado e pessoas com medo de comentar o assunto. Este foi o cenário que encontrei neste final de semana em Cláudio, município mineiro onde o senador e candidato à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB), transformou uma pista de terra em aeroporto, por cerca de R$ 14 milhões, quando ainda era governador do Estado.

A obra chama a atenção por vários motivos. Além de ter sido construída com recursos públicos no terreno que pertencia a seu tio-avô Múcio Guimarães Tolentino, ex-prefeito de Cláudio, a região concentra terras de outros familiares do tucano. O próprio Aécio tem uma casa em uma das fazendas da família, localizada a aproximadamente seis quilômetros de distância da pista.

O mais estranho é que o “aeroporto” não possui qualquer tipo de infraestrutura.

Não há torre de controle, nem hangares; apenas postes de iluminação e algumas tendas de plástico, além de uma construção em alvenaria.

Legalmente o aeroporto ainda não pode operar. A Anac, a Agência Nacional de Aviação Civil, ainda não emitiu autorização para que aeronaves pousem na pista, embora vez por outra jatinhos desçam em Cláudio.

Por causa do descontrole, é impossível determinar quem usa a pista ou as mercadorias embarcadas ou desembarcadas.

De acordo com fontes ouvidas por Viomundo, Aécio é um dos poucos que pousam ali, quando vai descansar na casa da fazenda.

Apenas um empresário da cidade possui aeronave, mas o avião fica estacionado no hangar do aeroporto de Divinópolis, distante 50 quilômetros de Cláudio.

Este é outro ponto que causa questionamento. A pista de Divinópolis, de cerca de 1.500 metros, serve a uma cidade de 200 mil habitantes; a de Cláudio, que ficou pronta em 2010, tem 1 mil metros e deveria servir a uma cidade de apenas 30 mil habitantes.

O aeroporto de Cláudio inexiste para os demais moradores da cidade. Se dependesse das placas de sinalização na via que dá acesso à pista, ninguém saberia que ali foi construído um aeródromo.

Na entrada, também não há qualquer tipo de identificação informando sobre o aeroporto, apenas uma placa envelhecida onde mal se consegue ler que o acesso é proibido.

Alguns trechos da estrada que ladeiam a pista têm mato alto e árvores que impedem qualquer visão da área.

Um portão enferrujado, cerrado com uma corrente de ferro e um pequeno cadeado são as únicas proteções que impedem o acesso ao local.

Tudo é precário e amador, menos o significativo investimento financeiro na obra.

O senador Aécio Neves usa como um dos motes de sua campanha ao Planalto o “choque de gestão” que teria saneado as contas públicas de Minas Gerais. Aliados sugerem que o neto de Tancredo Neves teria melhor capacidade de gerência dos bens públicos que seus concorrentes.

Depois das denúncias sobre o aeroporto, a população de Cláudio ficou ressabiada. Ninguém se dispõe a falar abertamente sobre o tema.

Moradores, políticos, comerciantes e empresários da região não verbalizam, mas deixam transparecer que temem algum tipo de retaliação se forem identificados comentando o assunto.

O controle político exercido pela família Neves na região é grande. O próprio tio avô de Aécio, Múcio, já foi prefeito da cidade.

Para os que ouvimos sob condição de manter o anonimato, o aeroporto foi construído para privilegiar Aécio e sua família, que agora podem pousar ao lado de suas propriedades.

Se os moradores se informarem apenas pelo noticiário local, terão dificuldade em saber detalhes sobre a construção e uso do aeroporto. A denúncia da Folha de S. Paulo, repercutida depois por outros meios e blogs, praticamente não apareceu na mídia local, regional ou estadual.

O blecaute é atribuído ao controle de Aécio sobre a mídia mineira, que adversários políticos afirmam ser exercido pela irmã do candidato, Andrea.

A família de Aécio também não gosta de comentar o assunto. Tentamos sem sucesso entrevistar Múcio Tolentino. Uma fonte ligada à família informou que o tio-avô de Aécio estava na casa de sua ex-mulher, no centro da cidade. Apesar de três carros na garagem e de nossa insistência, ninguém atendeu ao chamamento.

Todas as janelas da residência estavam fechadas. Mesmo assim era possível ouvir vozes em tom baixo do outro lado das venezianas. Além de proprietário da área desapropriada para a construção da pista, Múcio também é apontado como o responsável pelo controle da chave do portão do aeroporto. Quem quer voar, precisa pedir autorização.

Apesar de funcionar regularmente, o aeroporto da vizinha Divinópolis também exibe deficiências. Não tem torre de controle, nem segurança no embarque ou desembarque.

Segundo fontes, pelo menos uma vez, no meio da madrugada, o piloto que trazia Aécio Neves ligou para o aeroporto pedindo que as luzes da pista fossem acessas para que o avião pudesse pousar.

Apesar da cidade ocupar as manchetes, a vida da maioria dos moradores de Cláudio ainda passa em câmera lenta. Município tipicamente interiorano, não lembra em nada uma cidade que necessite intensificar o tráfego aéreo, apesar de a região reunir indústrias de fundição e metalurgia.

A praça da matriz, a principal da cidade, tem até coreto e as ruas do entorno estão quase sempre desertas.

O último domingo foi atípico. A procissão da igreja católica, para benzer os automóveis da região, mobilizou moradores e agitou a cidade. A benção marcou a homenagem a São Cristovão, protetor dos motoristas.

Logo de manhã, um comboio de caminhões e carros, com as buzinas acionadas, cortou as ruas do centro. Depois, seguiu pela estrada, onde os veículos receberam a benção.

Faz sentido. Sem possibilidade de usar o aeroporto, os moradores de Cláudio que pretendem viajar a Belo Horizonte, a 140 quilômetros de distância, o fazem numa rodovia onde há trechos de pista única e curvas muito perigosas.


BIO

Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para:thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.

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