terça-feira, 21 de abril de 2015

Cagando e Andando: É o que o Brasil faz com a Educação (Por Thiago Muniz)

A Educação, que é um dos principais fatores que propiciam o desenvolvimento das nações, deve ser o pilar de um país. Eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens. Escolas substituem prisões.

O Brasil está avançando na educação, mas os países desenvolvidos e muitos países em desenvolvimento estão avançando ainda mais. Esta é uma das conclusões do relatório de 2012 do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês), mantido pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Realizado a cada três anos, o estudo foi elaborado com base nos rankings de três provas matemática, ciência e leitura aplicadas a estudantes de 15 anos de 65 países ou regiões econômicas delimitadas (como é o caso da província chinesa de Xangai).

Ao todo, submeteram-se às provas do Pisa de 2012 510 mil estudantes, dos quais 19.877 eram alunos brasileiros de 837 escolas. A amostra representa os aproximadamente 28 milhões de alunos dessa faixa etária nos países avaliados. O objetivo da avaliação é aferir o quanto os alunos aprenderam em sala de aula e se conseguem aplicar o conhecimento adquirido na solução de problemas reais em seu dia a dia.

Com 391 pontos, os estudantes brasileiros ficaram em 58.º lugar na prova de matemática, numa posição próxima à dos estudantes da Albânia, Jordânia e Tunísia. Em 2003, a média foi de 356 pontos. O ranking dessa disciplina em 2012 foi liderado pelos estudantes de Xangai e Cingapura, que obtiveram 613 e 573 pontos, respectivamente. A média dos estudantes dos países da OCDE foi de 494 pontos.

Entre os países da América Latina, o Brasil ficou abaixo do Chile, México, Uruguai e Costa Rica e acima do Peru e da Colômbia. Na prova de leitura, os estudantes brasileiros obtiveram 410 pontos menos do que na edição anterior do Pisa. E, na prova de ciências, permaneceram estagnados, com 405 pontos. Essas pontuações são consideradas baixas pelos pedagogos. Os estudantes na faixa dos 400 pontos têm graves problemas de proficiência. Não dominam a leitura e a escrita. Não aprenderam o mínimo previsto de matemática, tendo dificuldade de fazer cálculos.

E têm conhecimentos rudimentares em ciência. Já as notas entre 550 e 600 pontos sinalizam que os estudantes têm formação refinada, dominando habilidades fundamentais para lidar com as tarefas da vida cotidiana.

Os números do Pisa de 2012 mostram que, apesar de o acesso à escola ter melhorado em todos os níveis, nas últimas décadas, a qualidade do ensino evoluiu pouco. Professores do ensino fundamental, por exemplo, não conseguem transmitir informações mínimas para justificar a diplomação de seus alunos. O tempo das aulas também é insuficiente, apesar de a Lei de Diretrizes e Bases da Educação recomendar jornada de tempo integral. Desestimulados, desvalorizados e com salários aviltados, muitos docentes da rede pública acomodaram-se no corporativismo sindical.

Incapazes de suprir a escassez de professores de matemática, física, química e biologia e de valorizar o magistério público, na última década as autoridades educacionais agitaram bandeiras mais vistosas do que eficazes. De modo contraditório, deixaram o ensino médio à própria sorte e alargaram as portas de acesso ao ensino superior.

Em vez de cuidar da formação básica, perderam tempo com políticas de cotas raciais e desperdiçaram recursos escassos instalando universidades onde não havia demanda. Criaram um ambicioso programa de bolsas de graduação, mestrado, doutorado e pós doutorado no exterior sem, antes, oferecer cursos eficientes de língua estrangeira.

E, em nome de uma fantasiosa "democracia escolar", acenaram com a obrigatoriedade de eleições diretas e gestões colegiadas, inclusive na rede privada.

O Pisa também avalia aspectos como a satisfação dos alunos com a escola e como eles se sentem no ambiente escolar. Um dos indicadores é o que analisa o quanto o aluno se sente incluído na escola. No Pisa de 2003, 8% dos estudantes brasileiros disseram que se sentiam sozinhos. No Pisa de 2012, o índice chegou a 19%. Isso mostra, além de uma sensação de abandono, a consciência que parte significativa de nossos adolescentes tem da inépcia dos responsáveis pela política educacional do País.

A escola deve preparar para a vida. Deve instruir e educar, segundo a ideia clássica de que instruir é preparar para ganhar a vida e educar é preparar para viver a vida. Diante destes conceitos e trazendo-os para uma leitura atual, lembramos que existem pessoas que admitem que o analfabeto de amanhã será o indivíduo que não aprendeu a aprender ou não teve chance para tal.

Imagino diferente. Se verdade fosse seria fazê-lo vítima duplamente, da falta de oportunidade em relação à educação e de não ter sido incluído socialmente, esta sim, a determinante efetiva.

O papel da escola no processo é despertar vocações, criar ambições, formar vencedores, pela visão ampliada que proporciona. Afinal, ninguém pode desejar o que não enxerga ou percebe.

Há um provérbio persa que diz ser necessário e obrigatório na dúvida perguntar. A dúvida é a chave do conhecimento, chegando ao exagero no ditado chinês quem sabe perguntar vira especialista. Manuelzão, personagem de Guimarães Rosa, costumava afirmar não ser estudado, mas tinha muitas dúvidas. Os cautelosos sugerem perguntar que arriscar. Outros afirmam ser melhor perguntar duas vezes que errar uma.

Ruben Alves, emérito educador adverte para um problema típico da relação professor-aluno ao afirmar ser impossível o aluno gostar de uma matéria e detestar o professor. Os professores precisam ser pessoas mais realizadas na sociedade, felizes, agradáveis, compreensivas, reconhecidas, em paz com a vida.

Faz parte da relação o compromisso de gerar na criança o desejo de aprender, minimizando o fator coercitivo para a mesma estudar. Há também em contraponto, a afirmação o professor abre a porta, mas quem tem que entrar é o aluno. Isadora Duncan, a bailarina famosa, falou “eu não ensino, proporciono alegria”.

Uma outra observação importante é de que numa classe, em cada conjunto de alunos, existem diferenças em nível de capacidade, daí não ser possível massificar. Não se pode exigir das pessoas aquilo que elas não têm capacidade de assimilar. Existem limites individuais acima dos quais não adianta forçar.

A educação é fundamental. Discutir crescimento, desenvolvimento, inclusão social, violência de qualquer ordem, costumes, sem eleger como base a educação é desejar o impossível. Levem em conta também que tudo começa em casa. Para Cícero, uma casa sem livros é um corpo sem alma.

Fiquem atentos, senhores governantes, sociedade civil. Este é o grande compromisso, para os primeiros, obrigação, para os outros, cidadania. Que se busque evitar a melancolia da criança que seria gênio, mas acabou adulto analfabeto, algo tipo muitas flores que nascem para morrer despercebidas, sem chegar a alegrar os olhos de ninguém.

Os países que detêm uma boa educação, respeito, zelam para o cumprimento das leis, condenam a corrupção, os privilégios e praticam a cidadania, como consequência, desenvolvem-se.

A educação é fundamental para a transformação de uma nação, os países que não valorizam a ética, o trabalho e a educação em geral, apresentam economia frágil, os rendimentos são inferiores, refletindo em todo seguimento, como habitação, saúde, qualidade e expectativa de vida.

As nações que priorizam e valorizam a educação tem, com esse objetivo, maneiras concretas de ascensão profissional-econômica através do esforço em anos de estudo e trabalho. O contrário ocorre nos países que não valorizam a educação, a maioria visa uma mudança de vida sem dedicação e esforço, quer uma ascensão a partir de prêmios lotéricos, no ramo artístico e esportivo.

Com base nas afirmações anteriores, conclui-se que o desenvolvimento é uma questão cultural, pois os países desenvolvidos se encontram nessa condição por causa da população que é instruída de conhecimento e que exerce a cidadania, em geral essas pessoas possuem bom poder aquisitivo e não se corrompem.

Enquanto isso, nos países onde a educação é esquecida, desprezada e até mesmo maquiada, as pessoas a todo o momento tentam levar vantagem, são facilmente corrompidas entre outras atitudes questionáveis, que ocorridas coletivamente compromete o crescimento político-econômico-administrativo do país.

O conflito entre o Ministério da Educação e os sindicatos dos professores tem várias dimensões. Uma delas é absolutamente trivial, do foro dos habituais choques entre empregadores e empregados e tem que ver com o número de postos de trabalho. Neste caso, o que é novo é apenas a agressividade do plano, a dimensão do ajustamento pretendido, e que se adivinha escondido por detrás do sussurrante discurso ministerial.

Nuno Crato está evidentemente pressionado por Vítor Gaspar, pelo Orçamento, pela troika, pela exigência da diminuição do número de funcionários públicos. Pretende reduzir drasticamente o número de professores - e já em 2014. A chamada "mobilidade especial" é um evidente eufemismo que visa despedir contornando a lei. O objetivo do plano é muito preciso: dispensar professores, acabar com os contratados. E isto só se faz carregando nos horários dos professores que fiquem.

Os sindicatos, como é habitual, defendem o que têm. Não querem saber da reorganização do Estado. Querem acreditar que o dinheiro chega para tudo, como quando o País, dirigido pelas mesmas forças políticas que agora o dizem querer colocar no bom caminho - que tinham comportamento típicos de seita mas agora são excelsos defensores da causa pública - gastavam sem pensar no amanhã e acrescentavam diária e levianamente os mapas de pagamentos.

Também todos sabemos a origem deste milagre. Esta contemporânea "competência" do Estado é alimentada a chicote pela troika. Os exames estão cada vez mais difíceis, mas ainda é este dinheiro que mantém o País em respiração assistida.

O plano de Crato tem, a reboque desta imediata necessidade financeira, uma outra dimensão que é, muito justamente, contrariada pelos sindicatos: trata os professores como operadores de uma qualquer unidade de trabalho intensivo. Numa área em que é preciso cuidar da qualidade, só se vê no ministério a preocupação pela quantidade. Não é apenas passar de 35 para 40 horas semanais, esquecendo que a atividade do professor - dos bons professores - sempre teve um enorme acrescento de horas, até aos fins de semana, no espaço familiar. Onde o plano de Crato se revela em todo o seu esplendor de miopia financeira é nas 22 horas da componente letiva, que até aqui tinham descontos devido à idade e aos cargos exercidos na escola, e que agora são obrigatórias para todos. Apenas porque, percebe-se, é preciso pagar a menos pessoas.

Pesquisa realizada pelo DataSenado mostrou que 78,1% dos brasileiros apoiam a ideia de tornar a educação básica – envolvendo a educação infantil, o ensino fundamental e o médio – responsabilidade exclusiva do governo federal.

A proposta, defendida pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF), foi rejeitada por apenas 19,1% das pessoas ouvidas no Distrito Federal e nos 26 estados brasileiros entre 18 e 30 de setembro. Os 2,8% restantes não souberam ou não quiseram responder.

Em discurso no Plenário na terça-feira (12), Cristovam ressaltou que esse foi o caminho percorrido pela maioria das nações do mundo que conseguiram elevar a educação básica a padrões aceitáveis de qualidade. Pela mesma razão, o senador sugere que o governo transforme o Ministério da Educação em Ministério da Educação de Base, repassando todas as atribuições relacionadas com o ensino superior para o Ministério de Ciência e Tecnologia. Em defesa de projeto que apresentou nesse sentido, aprovado também ontem pela Comissão de Educação, Cristovam argumentou:

– Criança é coisa de prefeito. Para o governo federal, é peixe que é importante. Aí tem um ministério para cuidar dos peixes, mas nós não temos um ministério para cuidar das crianças. Nós temos, na área de economia, pelo menos uns dez ministérios diferentes. Para a educação, apenas um. Na maior parte dos países onde deu certo a educação de base, havia um ministro responsável por olhar, cuidar, influir na educação de base. Onde não teve isso, não deu certo. Por isso, a minha proposta - disse.

A pesquisa do DataSenado, que ouviu 811 pessoas (com 16 anos ou mais) por meio de entrevistas telefônicas, colheu várias outras informações interessantes sobre as percepções da população em relação à questão educacional. Veja a seguir os seus principais resultados.

Federalização da educação

A ideia de transferir para a União as atribuições relativas à educação de base obteve maior aceitação entre os entrevistados com renda mais baixa. Das pessoas com rendimentos de até dois salários mínimos, 80,4% mostraram-se favoráveis à proposta. O apoio foi de 52,9% entre os que disseram receber mais de dez salários mínimos.

Além de encampar a proposta de federalização do ensino básico, a maioria dos entrevistados é favorável à priorização dos investimentos no ensino fundamental. Para 65,2% dos brasileiros, é nele que deve ser aplicado mais dinheiro público.

Os entrevistados também demonstraram apoio à unificação nacional dos salários dos professores da educação básica (83%) e o estabelecimento de um processo seletivo nacional, com os mesmos critérios em todo o Brasil, para a contratar professores da educação básica (87,9%).

Qualidade da educação

Foi mal avaliada a qualidade da educação pública no país. Só 9% dos entrevistados a consideram “boa” ou “ótima”. Para 53,8%, ela é “ruim” ou “péssima”. Os 36,6% restantes a definiram como “regular”.

Como a mesma pergunta foi feita em pesquisa realizada pelo DataSenado nos meses de junho e julho de 2011, foi possível comparar os resultados de agora com aqueles colhidos dois anos antes.

O confronto dos números indica que piorou significativamente a avaliação que os brasileiros fazem do ensino público. Os percentuais de ótimo e bom somados caíram pela metade, de 18% para 9%. Os de ruim e péssimo cresceram de 37% para 53,8%.

Maiores problemas da educação

Os baixos salários foram apontados como o maior problema da educação pública para crianças em todas as cinco regiões geográficas do país, alcançando no total 31,7% das menções.

“Professores sem qualificação” e “estrutura física ruim” ficaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente.
Má formação dos professores atrapalha educação brasileira

Sem número suficiente de professores formados adequadamente, profissionais sem diploma de ensino superior estão dando aulas em escolas de ensino fundamental do país. Para especialistas, valorizar a profissão e melhorar a formação dos professores é o primeiro passo para alcançar resultados educacionais efetivos.

"Os dados referentes ao desempenho de nossos estudantes em todas as etapas de ensino são decepcionantes. Esse é o reflexo da qualidade da educação que lhes é oferecida", avalia a pesquisadora Bertha do Valle, da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro).

Em 2013, 21,5% dos professores brasileiros que davam aulas nos anos finais do ensino fundamental (6° ao 9° ano) não fizeram ensino superior. Dos profissionais em sala de aula nessa fase de ensino, 35,4% não são habilitados para dar aula --ou seja, não fizeram licenciatura. Os dados são do Censo Escolar.

A dificuldade em encontrar professores com formação adequada é um misto entre falta de profissionais nos lugares em que são necessários, baixa atratividade da profissão e dificuldades dos professores nas salas de aulas se especializarem.

Desvalorização

Para Helena Freitas, diretora da Anfope (Associação Nacional pela Formação de Profissionais da Educação), a questão crucial é a desvalorização do magistério. O valor do salário do docente sempre volta à baila quando se discute a qualidade dos professores. O piso nacional foi fixado em R$ 1.697 em 2014, mas não é adotado por todas as redes municipais e estaduais.

No entanto, valorização não se resume ao salário. As condições de trabalho que impõem aos professores uma jornada dupla ou em várias escolas, a ausência de planos de carreira que valorizem o trabalho do professor e não apenas sua titulação e a dificuldade de lidar com questões do entorno da escola dentro da sala de aula são alguns dos problemas que "acabam impactando na motivação dos professores para o trabalho", considera Helena.
Falta de licenciatura

Sem formação adequada, os professores têm dificuldades em ensinar seus alunos apropriadamente. "Todas as profissões têm seus métodos de trabalho: o engenheiro aprende a fazer os cálculos, o professor deveria aprender a dar aula bem", explica Bernadette Gatti, pesquisadora do tema na Fundação Carlos Chagas.

Seria em um curso adequado de licenciatura o lugar em que os docentes deveriam aprender as técnicas para melhorarem suas aulas. Mas os cursos universitários também precisam ser repensados. "As licenciaturas não estão formando professores profissionais, essa é a questão", aponta Gatti.

1 em cada 5 professores de 6° a 9° ano não fez curso superior

Em 2013, 21,5% dos professores brasileiros que davam aulas nos anos finais do ensino fundamental (6° ao 9° ano) não fizeram ensino superior. Dos profissionais em sala de aula nessa fase de ensino, 35,4% não são habilitados para dar aula --ou seja, não fizeram licenciatura. Os dados são do Censo Escolar e foram compilados pela ONG Todos pela Educação.

No ensino médio, 22,1% dos professores brasileiros não fizeram licenciatura. São administradores, advogados ou profissionais com alguma formação de ensino superior que estão na escola dando aulas de física, química, matemática e educação física, entre outras.

De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, todos os docentes de ensino fundamental e médio deveriam ter diploma de ensino superior em pedagogia ou uma licenciatura para estar em sala de aula. No entanto, o Brasil ainda não conseguiu superar o déficit de formação do professorado.

"Não temos professores formados em quantidade suficiente em várias áreas, principalmente em física, química, artes. Os cursos se concentram nas grandes cidades, embora, os cursos superiores de educação a distância estejam contribuindo com a formação de professores em cidades do interior", aponta Bertha do Valle, pesquisadora da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).

A dificuldade em encontrar professores com formação adequada é um misto entre falta de profissionais nos lugares em que são necessários, baixa atratividade da profissão e dificuldades dos professores nas salas de aulas se especializarem.

Apesar da criação de programas de incentivo à formação dos professores, como cursos de licenciatura a distância da UAB (Universidade Aberta do Brasil) ou bolsas de curso superior específicas para quem quer se tornar professor, especialistas consideram que ainda falta uma política coordenada.

"Existe o curso, mas o professor que está em sala não é liberado de suas aulas para fazer a licenciatura. Ele tem que se desdobrar e nem sempre consegue fazer os dois, sobretudo em municípios mais afastados", destaca Bernadete Gatti, que pesquisa a formação docente na Fundação Carlos Chagas.

Valorização da carreira

Em outubro do ano passado, uma pesquisa internacional mostrou que, entre 21 países, o Brasil fica em penúltimo lugar em relação ao respeito e à valorização dos seus professores.

Com salários baixos, um dos problemas é que a docência não atrai os jovens no ensino superior. Neste ano, o piso nacional do professor foi fixado em R$ 1.697,39, para uma jornada de 40 horas.

Mesmo entre os que decidiram seguir carreira na sala de aula, a evasão da educação básica é cada vez maior. Insatisfação no trabalho e desprestígio profissional são alguns dos motivos apontados por quem prefere abandonar a sala de aula.

A formação e a valorização do professor é uma das metas do PNE (Plano Nacional de Educação), que está em discussão na Câmara dos Deputados.




BIO

Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para:thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.

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