domingo, 26 de abril de 2015

Afinal, como os banqueiros vêem o mundo? (Por Thiago Muniz)

"Deixe-me emitir e controlar o dinheiro de uma nação e não me importarei com quem redige as leis."

(Mayer Amschel (Bauer) Rothschild)

"Todo aquele que controla o volume de dinheiro de qualquer país é o senhor absoluto de toda a indústria e comércio, e quando percebemos que a totalidade do sistema é facilmente controlada, de uma forma ou de outra, por um punhado de gente poderosa no topo, não precisaremos que nos expliquem como se originam os períodos de inflação e depressão."

(James Garfield - presidente americano, 1881)

A recuperação europeia e a freada das economias emergentes, principais temas dos encontros do FMI e do Banco Mundial.

“Esta reunião marca o fim da crise europeia”, me disse Ángel Ubide, um respeitado economista que acompanha de perto a evolução da economia mundial. A reunião à qual se referia é realizada todos os anos em Washington. Ministros de Economia e banqueiros de todos os países convergem nos encontros do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial. Este fórum é um bom termômetro de como as pessoas com dinheiro estão vendo a situação econômica do planeta.

Houve várias surpresas nesta reunião. A primeira é a recuperação europeia. O consenso é que a economia da zona do euro vai crescer 2% este ano, graças a um euro mais barato que tem estimulado as exportações, à ampla injeção de liquidez monetária feita pelo Banco Central Europeu e à queda dos preços do petróleo. Mas, o mais importante, é que o temor de um colapso econômico da zona do euro desapareceu da mente de investidores, banqueiros e empresários.

Com isso, segundo um estudo da consultoria A. T. Kearney, dos 25 destinos preferidos por empresas para seus investimentos em todo o mundo, 15 estão na Europa. Essa perspectiva otimista contrasta com duas realidades. A primeira é que, para muitos europeus, essa recuperação é invisível, intangível e irrelevante.

O alto nível de desemprego (a média europeia é de 11%) e os dolorosos cortes de orçamento fazem com que muitos tenham dificuldade em acreditar que a recuperação econômica esteja em curso.

A segunda realidade é a Grécia. Vai se dar mal. E, ainda que sua crise seja traumática e afete a Europa, poucos ainda acreditam que o colapso da Grécia e sua eventual saída da zona do euro levem ao fracasso do projeto europeu.

A Europa não é a única região com boas notícias. Os Estados Unidos crescem a uma taxa de 3%, a Índia a 7,5% e este ano o Japão colocará um fim a décadas de estagnação. E, apesar de estar marcada por crises humanitárias, conflitos armados e instabilidade política, a África subsaariana também terá um desempenho econômico superior à média mundial em 2015.

A economia chinesa, por sua vez, desacelera. Em 2014, teve o menor ritmo de crescimento em 24 anos. O trimestre passado foi o pior em seis anos. O gigante asiático enfrenta uma complexa transição de um modelo de crescimento apoiado nas exportações, no crédito fácil e na abundância financeira e fiscal, para um esquema que aposta mais no investimento e no mercado interno.

Mas a China não é o único dos mercados emergentes que causa preocupação. A Rússia terá um ano muito ruim. A desvalorização das cotações do petróleo, as sanções internacionais devido as suas agressões bélicas e a fuga generalizada de capitais, causada pela profunda desconfiança em Vladimir Putin e em sua equipe, paralisaram a economia.

Outro grande país emergente que de uma esperança passou a ser visto como um mau exemplo é o Brasil. O legado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (muito crédito, muito consumo, muitos benefícios e pouco investimento), combinado com as desastrosas políticas econômicas de Dilma Rousseff em seu primeiro mandato, chegou ao resultado inevitável: um doloroso ajuste econômico que será pago desproporcionalmente pelos mais pobres.

No geral, a América Latina será afetada pela queda dos preços de matérias-primas que exporta, embora os países fragilizados pelas políticas ruins — Venezuela, Argentina e Brasil — sofrerão mais do que o resto.

Uma das surpresas é a importância macroeconômica — e global — adquirida pela corrupção. Obviamente, a corrupção não é nenhum pouco nova. Mas, sim, sua magnitude, maior visibilidade e consequências globais, da China ao Chile.

Na China, a luta contra a corrupção é — juntamente com a desaceleração da economia — um tema central. O presidente Xi Jinping lidera uma limpeza de funcionários, políticos e empresários acusados de corrupção. Já existem mais de 80.000 processados e outros 100.000 estão sendo investigados. No Brasil, um gigantesco desvio de dinheiro público também está sacudindo o Governo. Aécio Neves, o rival de Dilma Rousseff nas recentes eleições presidenciais, atreveu-se a declarar que a presidenta ganhou a reeleição graças ao crime organizado e que sua legenda, o Partido dos Trabalhadores, usou dinheiro roubado na campanha.

Também são notórias as oligarquias que acumularam fortunas graças ao constante e suspeito apoio que recebem dos governantes da Rússia, Argentina e Venezuela, só para mencionar alguns exemplos. Recentemente nos surpreendeu que, até mesmo o Chile, um país que historicamente não havia enfrentado os níveis de corrupção comuns em sua região, tenha sido sacudido por escândalos que atingem líderes políticos da oposição e a própria presidenta, Michelle Bachelet. É assim. A corrupção não é nem um pouco nova. Mas, quando chega a afetar o desempenho macroeconômico de um país, significa que alcançou dimensões que surpreendem até os banqueiros.

A Bloomberg Markets Magazine divulgou a lista das 50 pessoas mais influentes do mundo, segundo sua avaliação. A relação é dividida em cinco categorias. O destaque fica para André Esteves, fundador do BTG Pactual. Único brasileiro da lista, Esteves foi apontado como um dos mais influentes banqueiros do mundo.

Veja, a seguir, a lista dos dez financistas mais poderosos do planeta, segundo a revista da Bloomberg.

Lloyd Blankfein, CEO do Goldman Sachs

A revista destaca a boa aceitação do mercado às medidas adotadas por Blankfein para reconduzir o Goldman Sachs ao caminho da tranquilidade. Entre elas, estão os cortes de custo e de pessoal. Segundo a revista, um dos méritos do executivo é, justamente, manter o Goldman Sachs fora das manchetes.

Emílio Botin, presidente do conselho do Santander

Para estar entre os banqueiros mais influentes do mundo, Emílio Botin se destacou por fazer um banco espanhol crescer, apesar de todos os problemas de sua terra-natal. O segredo? Segundo a Bloomberg, é simples: mais da metade dos lucros vem de outros países onde o Santander opera.

Jamie Dimon, CEO do JP Morgan Chase

Após ver o banco perder quase 6 bilhões de dólares e ter sua confiança minada, Dimon recuperou o fôlego e fez o JP Morgan Chase lucrar mais cerca de 10 bilhões de dólares no primeiro semestre.

Isabelle Ealet, Diretora de securitização do Goldman Sachs


Isabelle Ealet, francesa de 49 anos, entrou para o ranking da Bloomberg pela responsabilidade que lhe cabe: supervisionar a área que gera 60% das receitas do Goldman Sachs.

André Esteves, fundador do BTG Pactual

Único brasileiro na lista das 50 pessoas mais influentes da Bloomberg Magazine, André Esteves é apontado pela revista como o criador de uma potência latino-americana, capaz de desafiar os combalidos rivais americanos e os mastodontes europeus – segundo palavras do próprio Esteves.

Anshu Jain, co-presidente do Deutsche Bank

Anshu Jain tornou-se co-presidente do Deutsche Bank no início de junho. Seus planos ainda devem ser detalhados nos próximos meses. Por enquanto, o banqueiro tem investido na redução de pessoal: deve cortar 1.900 pessoas até dezembro, das quais, 1.500 no banco de investimentos, que ele próprio administrava até a promoção.

Jiang Jianqing, presidente do conselho do Industrial & Commercial Bank of China

Para entrar na lista dos mais influentes da Bloomberg, não bastou Jian Jianqing dirigir o maior banco da China. Pesou a seu favor, também, o agressivo plano de internacionalização da instituição, que vem comprando rivais da Ásia até as Américas, passando pela África.

Gerald McCaughey, presidente do Canadian Imperial Bank of Commerce

O principal destaque de McCaughey é a redução do banco ao risco. De acordo com o ranking da Bloomberg Magazine, o banco canadense é um dos mais fortes do mundo, justamente por não se arriscar tanto.

Ruth Porat, diretora financeira do Morgan Stanley

Ruth Porat entrou para o ranking da Bloomberg Magazine por conduzir uma tarefa espinhosa: desarmar a avaliação do mercado de que o Morgan Stanley tem papéis de dívida mais arriscados que o da concorrência. Suas principais medidas, até agora, foram elevar os fundos do banco, melhorar a liquidez e eliminar os commercial papers.

John Stumpf, presidente do Wells Fargo

John Stumpf conquistou seu lugar na lista ao transformar o Wells Fargo no maior banco dos Estados Unidos em valor de mercado. A receita para tanto foi traçar uma estratégia para dobrar os recursos administrados pela instituição.

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Na edição de 2012 de Occupy Money que saiu na semana passada, a professora Margrit Kennedy escreve que uns espantosos 35% a 40% de tudo o que compramos vai para juros. Estes juros vão para banqueiros, financeiros e detentores de títulos, os quais ficam com 35% a 40% do nosso PIB. Isso ajuda a explicar como a riqueza é sistematicamente transferida do homem comum para a Wall Street. Os ricos ficam progressivamente mais ricos a expensas dos pobres, não por causa da "cobiça da Wall Street" mas sim por causa da matemática inexorável do nosso sistema bancário privado. 

Este tributo oculto aos bancos será uma surpresa para grande parte das pessoas. Muitas delas pensam que se pagarem os seus cartões de crédito a tempo e não contraírem empréstimos não estarão a pagar juros. Isto, afirma a Dra. Kennedy, não é verdade. Comerciantes, fornecedores, grossistas e retalhistas, todos eles, ao longo da cadeia de produção, dependem do crédito para pagarem as suas contas.

Eles têm de pagar pelo trabalho e pelos materiais antes de terem um produto para vender e antes de o comprador final pagar pelo produto 90 dias depois. Cada fornecedor na cadeia acrescenta juros aos seus custos de produção, os quais são transferidos para o consumidor final. A Dra. Kennedy menciona encargos de juros que rondam os 12% para a colecta de lixo, os 38% para a água de beber, os 77% para o arrendamento de habitação pública na sua Alemanha nativa.

Seus números são extraídos da investigação do economista Helmut Creutz, escritos em alemão e decifrando publicações do Bundesbank. Eles aplicam-se a despesas de famílias alemãs para bens e serviços de uso diário em 2006, mas números semelhantes encontram-se nos lucros do sector financeiro nos Estados Unidos, onde compreenderam uns colossais 40% dos lucros dos negócios estado-unidenses em 2006 . Isso foi cinco vezes os 7% feitos pelo sector bancário em 1980. Activos de bancos, lucros financeiros, juros e dívida têm estado a crescer exponencialmente.

O crescimento exponencial dos lucros no sector financeiro verificou-se a expensas dos sectores não financeiros, onde o rendimento na melhor das hipóteses cresceu linearmente.

Em 2010, 1% da população possuía 42% da riqueza financeira , ao passo que 80% da população possuía apenas 5% da riqueza financeira. A Dra. Kennedy observa que os 80% da base paga o encargos dos juros ocultos que os 10% do topo arrecadam, tornando o juro um imposto fortemente recessivo que os pobres pagam aos ricos.

O crescimento exponencial é insustentável. Na natureza, o crescimento sustentável progride numa curva logarítmica que cresce cada vez mais vagarosamente até parar de crescer (a linha vermelha no primeiro gráfico acima). O crescimento exponencial é o reverso: começa vagarosamente e aumenta ao longo do tempo, até que a curva passa a subir verticalmente (o gráfico abaixo). O crescimento exponencial é considerado em parasitas, cancros e ... juros compostos. Quando o parasita esgota a sua fonte de alimentação, a curva de crescimento entra em colapso súbito.

As pessoas geralmente supõem que se pagarem as suas contas dentro do prazo não estarão a pagar juros compostos mas, mais uma vez, isto não é verdade. O juro composto está incorporado na fórmula da maior parte das hipotecas , as quais compreendem 80% dos empréstimos nos EUA. E se os cartões de crédito não forem pagos dentro do período de graça de um mês, os encargos de juros são compostos diariamente.

Mesmo que pague dentro do período de graça, o dono do cartão está a pagar 2% a 3% pela utilização do cartão , uma vez que os comerciantes transferem seus encargos mercantis para o consumidor. Os cartões de débito, o quais equivalem a cheques, também envolvem encargos. O Visa-MasterCard e os bancos em ambos os extremos destas transacções cobram uma comissão média de 44 centavos por transação – embora o custo para eles seja cerca de quatro centavos.

Como recapturar os juros: possuir o banco

As implicações de tudo isto são espantosas. Se tivéssemos um sistema financeiro que devolvesse o juro arrecadado do público directamente para o público, poderia ser removido 35% do preço de tudo o que compramos. Isso significa que poderíamos comprar três ítens pelo preço actual de dois e que nossos cheques de pagamento poderiam ir 50% mais além do que vão hoje.

O reembolso direto para o povo é um sistema difícil de realizar, mas há um modo pelo qual poderíamos recuperar colectivamente os juros pagos a bancos. Poderíamos fazer isto transformando os bancos em serviços de utilidade pública e os seus lucros em activos públicos. Os lucros retornariam ao público, ou pela redução de impostos ou pelo aumento da disponibilidade de serviços públicos e infraestrutura. 

Ao tomarem emprestado dos seus próprios bancos de propriedade pública, os governos poderiam ao mesmo tempo eliminar o seu fardo de juros. Isto foi demonstrado alhures com resultados excelentes, incluindo entre outros países o Canadá , a Austrália e a Argentina .

Em 2011, o governo federal dos EUA pagou US$454 mil milhões em juros sobre a dívida federal [NT] – aproximadamente um terço do total de US$1100 mil milhões pagos em impostos sobre o rendimento pessoal naquele ano. Se o governo tivesse estado a tomar emprestado directamente do Federal Reserve – o qual tem poder para criar crédito na sua contabilidade e agora transfere seus lucros directamente para o governo – os impostos sobre o rendimento pessoal poderiam ser cortados em um terço.

Tomar emprestado do seu próprio banco central sem juros pode até permitir, ao mesmo tempo, que um governo elimine a sua dívida nacional. Em Money and Sustainability: The Missing Link (na pg. 126), Bernard Lietaer e Christian Asperger, et al., menciona o exemplo da França entre 1946 e 1973. A lei então mudou, proibindo esta prática e exigindo ao Tesouro que, ao invés, tomasse emprestado do sector privado. Os autores incluem um gráfico mostrando o que teria acontecido se o governo francês houvesse continuado a tomar emprestado sem juros versus o que aconteceu. Ao invés de cair de 21% para 8,6% do PIB, a dívida disparou de 21% para 78% do PIB.

"Neste caso não de pode culpar nenhum governo perdulário", escrevem os autores. "Os juros compostos explicam tudo!"

Islândia: O país que disse não aos banqueiros

Não pode pagar, não vai pagar; O ‘não’ em alto e bom som da Islândia

Pela segunda vez, o povo da Islândia votou por não pagar as dívidas internacionais causadas pelos bancos, e banqueiros, pelas quais toda a ilha está sendo responsabilizada. Com a presente turbulência nas capitais europeias, poderia ser este o caminho a seguir pelas outras economias?

A pequena ilha da Islândia tem lições para dar ao mundo. Ela realizou um referendo em abril para decidir, mais ou menos, se as pessoas comuns deveriam pagar pela folia dos banqueiros (e por extensão, se os governos podem controlar o setor corporativo, já que suas finanças dependem dele). Sessenta por cento da população rejeitaram um acordo negociado entre a Islândia, a Holanda e o Reino Unido para pagar de volta aos governos britânico e holandês o dinheiro que gastaram para compensar correntistas do banco Icesave, que faliu. Houve menos resistência do que no primeiro referendo, na primavera passada [N.T. no Brasil, outono], quando 93% votaram não.

O referendo foi significativo, uma vez que os governos europeus, pressionados por especuladores, o FMI e a Comissão Europeia, estão impondo políticas de austeridade, as quais não foram votadas por seus cidadãos. Mesmo os devotos da desregulamentação estão preocupados com o grau de servidão que o mundo ocidental tem para com instituições financeiras que não sofrem qualquer constrangimento. Após o referendo islandês, mesmo o Financial Times, que é liberal, noticiou com ares de aprovação, em 13 de abril, ter sido possível “colocar os cidadãos em primeiro lugar, ao invés dos bancos”, uma ideia que não encontra ressonância entre os líderes políticos europeus.

A Islândia é um exemplo excepcionalmente puro da dinâmica que bloqueou a regulamentação e causou a fragilidade financeira no mundo desenvolvido por 20 anos. Em 2007, pouco antes da crise financeira, a renda média da Islândia foi a quinta mais alta do mundo, 60% acima dos níveis dos EUA; lojas de Reykjavik foram recheadas com produtos de luxo, seus restaurantes fizeram Londres parecer barata, e SUVs sufocaram suas ruas estreitas. Os islandeses foram as pessoas mais felizes do mundo de acordo com um estudo internacional realizado em 2006. Grande parte deste fenômeno residiu no crescimento super-rápido de três bancos islandeses, que saltaram de instituições de pequeno porte em 1998 para estar entre os 300 maiores bancos do mundo, oito anos depois, aumentando os seus ativos de 100% do PIB em 2000 para quase 800% em 2007 – uma proporção superada apenas pela Suiça.

A crise chegou em setembro de 2008, quando os mercados monetários foram tomados após o colapso do Lehman. Em uma semana, três grandes bancos da Islândia entraram em colapso e se tornaram propriedade pública. A agência de classificação Moody’s agora lista-os entre os 11 maiores colapsos financeiros da história.

A caminho da modernização

Depois de mais de 600 anos de dominação estrangeira, a estrutura social da Islândia era a mais feudal de todos os países nórdicos no início do século 20. A pesca dominava a economia, gerando a maior parte dos ganhos em moeda estrangeira e permitindo o desenvolvimento de um setor comercial baseado em importação. Isso viabilizou atividades econômicas urbanas: construção, serviços, indústria leve. Após a Segunda Guerra Mundial, a economia cresceu fortemente, por causa da ajuda do Plano Marshall (havia na Islândia uma grande base militar dos EUA-OTAN); de um produto de exportação abundante, peixes de água fria, raramente abençoado com alta elasticidade-renda da demanda; e de uma pequena população, alfabetizada, com um forte senso de identidade nacional.

Conforme a Islândia tornou-se mais próspera, ela estabeleceu um estado de bem-estar social, de acordo com o modelo escandinavo, financiado por impostos, e pela década de 1980 havia atingido um nível e uma distribuição de renda iguais à média nórdica. No entanto, manteve-se tanto mais regulada quanto mais dominada por clientelismo do que seus vizinhos europeus; um oligopólio local restringiu o panorama político e econômico.

Há uma linha de descendência direta entre as estruturas de poder quase-feudais do século XIX e o capitalismo islandês modernizado do final do século XX, quando um bloco de 14 famílias, popularmente conhecido como “O Polvo”, constituía a elite econômica e política dominante. “O Polvo” controlava as importações, transportes, bancos, seguros, pesca e suprimentos para a base da OTAN, e fornecia a maioria dos políticos de primeiro escalão. As famílias viviam como chefes de clãs.

“O Polvo” controlava o Partido da Independência (IP), de direita, que dominou a mídia e decidiu sobre nomeações de altos funcionários no serviço civil, policial e judicial. Os bancos estatais locais foram efetivamente comandados pelos partidos dominantes, o IP e o Partido do Centro ou CP. Pessoas comuns tinham que passar por funcionários do partido para obter empréstimos para comprar um carro, ou para comprar moeda estrangeira para viajar para o exterior. As redes de poder operavam como teias de bullying, servilismo e desconfiança, impregnadas de uma cultura machista, algo como a antiga União Soviética.

Esta ordem tradicional foi desafiada a partir de dentro por uma facção neoliberal, o grupo “Locomotiva”, que se uniu no início da década de 1970, após estudantes de administração e direito da Universidade da Islândia tomarem um jornal, A Locomotiva, e promoverem idéias de livre mercado. O objetivo deles não era apenas transformar a sociedade, mas também abrir oportunidades de carreira para si mesmos, ao invés de esperar pelo patrocínio do “Polvo”. No final da guerra fria, a posição do “Locomotiva” foi reforçada material e ideologicamente, conforme os comunistas e os social-democratas perdiam o apoio popular. O futuro primeiro-ministro do IP, David Oddsson, era um membro proeminente.

Oddsson, nascido em 1948 em uma família de classe média, foi eleito vereador pelo IP para o conselho municipal de Reykjavik, em 1974; por volta de 1982, ele foi prefeito de Reykjavik, conduzindo campanhas de privatização, incluindo a venda da indústria municipal de pesca, para o benefício de membros do grupo “Locomotiva”. Em 1991, ele liderou o IP para a vitória na eleição geral, e reinou (não, não é uma palavra muito forte) como primeiro-ministro por 14 anos, supervisionando o crescimento do setor financeiro, antes de instalar-se como diretor do Banco Central, em 2004.

Ele tinha pouca experiência ou interesse no mundo além da Islândia. Seu protégé no grupo “Locomotiva”, Geir Haarde, ministro da Fazenda de 1998 a 2005, assumiu como primeiro-ministro pouco depois. Estes dois homens foram diretamente responsáveis por realizar o grande experimento da Islândia para criar um centro financeiro internacional no Atlântico Norte, no meio do caminho entre a Europa e os Estados Unidos.

A Islândia liberaliza

A liberalização da economia começou em 1994 quando, aderindo ao Espaço Econômico Europeu, o bloco de livre comércio dos países da UE, mais a Islândia, Lichtenstein e Noruega, suspenderam as restrições sobre os fluxos transfronteiriços de capitais, mercadorias, serviços e pessoas. O governo Oddsson, em seguida, vendeu ativos estatais e desregulamentou as leis trabalhistas. A privatização começou em 1998, implementada por Oddsson e Halldór Ásgrímsson, o líder do CP. Quanto aos bancos, o Landsbanki foi entregue a grandes nomes do IP; o Kaupthing, a seus equivalentes no CP, seu parceiro de coligação; licitantes estrangeiros foram excluídos. Mais tarde, o Glitnir, um banco privado formado a partir da fusão de vários outros menores, juntou-se à liga.

Assim, a Islândia rugiu nas finanças internacionais ajudada, globalmente, pelo crédito barato e abundante, e a livre mobilidade do capital; e, internamente, por um forte apoio político aos bancos. Os novos bancos fundiram banco de investimento com banco comercial, de modo que ambos compartilhavam garantias do governo. E o país tinha uma dívida soberana baixa, o que garantiu aos bancos notas altas das agências internacionais de classificação de risco. Os principais acionistas do Landsbanki, do Kaupthing, do Glitnir e seus spin-offs inverteram a dominação da política sobre as finanças, antes vigente: as políticas do governo eram agora subordinadas aos interesses das finanças.

Oddsson e seus amigos relaxaram as regras estatais de hipoteca, permitindo empréstimos de 90%. Os bancos recentemente privatizados correram para oferecer condições ainda mais generosas. O imposto de renda e as taxas de VAT [‘imposto sobre valor agregado’, IVA] foram reduzidos para transformar a Islândia em um centro financeiro internacional com baixos impostos. A dinâmica da bolha tomou seu lugar. Gestores urbanos buscaram mudar a trajetória de Reykjavik, de uma cidade comum, para uma cidade do mundo (apesar de sua pequena população de 110 mil habitantes) e aprovaram vários novos e grandiosos edifícios públicos e privados, dizendo: “Se Dubai pode, por que não Reykjavik?”

A nova elite bancária da Islândia tinha a intenção de expandir seu controle sobre a economia, competindo e cooperando uns com os outros. Usando suas ações como garantia, alguns assumiram grandes empréstimos de seus próprios bancos, e compraram mais ações dos mesmos bancos, inflando os preços das ações. Funcionava assim: o Banco A emprestava aos acionistas do Banco B, que compravam mais ações do B usando ações como garantia, elevando o valor das ações de B. O Banco B retornava o favor. Os preços das ações dos dois bancos subiam, sem que qualquer dinheiro novo entrasse no esquema. Os bancos não tornaram-se apenas maiores: eles cresceram mais e mais interligados. Vários negócios deste tipo estão agora sob investigação criminal por um promotor especial, como casos de manipulação do mercado.

A pequena Islândia logo conseguiu entrar na liga dos grandes bancos, com três bancos entre os 300 maiores do mundo até 2006. A superabundância de crédito permitiu que as pessoas consumissem, em uma celebração extravagante de sua fuga das décadas anteriores, de racionamento de crédito (que por sua vez repousava em outra fuga, a da dominação estrangeira, tão recentemente quanto 1944). No fim das contas, os islandeses se viam como totalmente independentes, o que pode explicar sua classificação no ranking da felicidade. Os proprietários e gerentes remuneravam-se em uma escala cada vez maior. Quanto mais ricos se tornassem, mais atraíram o apoio político.

Seus jatos particulares, rugindo para dentro e fora do aeroporto de Reykjavik, pareciam ser uma prova visual e auditiva para a população que os via de baixo, parte admirando-os, parte invejando-os. A desigualdade de renda e riqueza cresceu, ajudada por políticas governamentais que aumentaram a carga tributária da população mais pobre. Os banqueiros fizeram grandes contribuições financeiras para os partidos do governo e empréstimos gigantescos para políticos-chave. O principal porta-voz islandês da economia de livre mercado declarou ao The Wall Street Journal: “O experimento Oddsson com as políticas liberais é a maior história de sucesso no mundo”.

Na euforia, os perigos de uma estratégia de “crescimento econômico baseado em vasto endividamento externo” foram ignorados. Os islandeses viveram o ditado de Plauto, dramaturgo romano do terceiro século a.C., que fez um de seus personagens declarar: “Eu sou um homem rico, enquanto eu não pagar meus credores.”

A mini-crise de 2006

Em 2006, havia preocupações na imprensa financeira sobre a estabilidade dos grandes bancos, que estavam começando a ter problemas em captar recursos nos mercados monetários (dos quais seu modelo de negócio dependia). O déficit em conta corrente da Islândia havia disparado, de 5% do PIB em 2003, para 20% em 2006, um dos mais altos do mundo. O mercado de ações multiplicou-se nove vezes entre 2001 e 2007.

O Landsbanki, o Glitnir e o Kaupthing estavam operando muito além da capacidade do Banco Central da Islândia de apoiá-los como garantidor de último recurso; suas responsabilidades eram reais, mas muitos de seus ativos foram duvidosos. Em fevereiro de 2006, a agência de classificação Fitch rebaixou as perspectivas da Islândia de estável para negativa e desencadeou a “mini-crise” de 2006: a krona [N.T. ‘coroa islandesa’, moeda corrente da Islândia] caiu drasticamente, o valor dos passivos dos bancos em moeda estrangeira subiu, o mercado de ações caiu, a insolvência aumentou, e a sustentabilidade de dívidas em moeda estrangeira tornou-se um problema público. O banco Danske de Copenhagen descreveu a Islândia como uma “economia geyser”, a ponto de explodir (5).

Os banqueiros e os políticos islandeses desprezaram a crise. O Banco Central da Islândia pegou um empréstimo para dobrar as reservas cambiais, enquanto a Câmara de Comércio, administrada por representantes do Landsbanki, do Kaupthing, do Glitnir e seus spin-offs, respondeu com uma campanha de relações públicas. Ela pagou ao economista monetário americano Frederic Mishkin U$135.000 para emprestar seu nome a um relatório atestando a estabilidade dos bancos da Islândia.

Supostamente pagou ao economista Richard Portes £58.000 (U$95.000), da London Business School, para fazer o mesmo por um relatório mais tarde. Em 2007, o economista pelo lado da oferta, Arthur Laffer, assegurou à comunidade empresarial islandesa que o crescimento econômico rápido, com um grande déficit comercial e o crescimento da dívida externa eram sinais de sucesso: “A Islândia deve ser um modelo para o mundo”. O valor dos “ativos” dos bancos era, então, cerca de oito vezes maior que o PIB da Islândia.

Nas eleições de maio de 2007, a Aliança Social Democrática (SDA) entrou em um governo de coalizão com o IP, ainda dominante. Para o constrangimento de muitos dos apoiadores da SDA, líderes do partido abandonaram suas promessas pré-eleitorais e endossaram a contínua expansão do setor financeiro.

Apesar de terem sobrevivido a 2006, o Landsbanki, o Glitnir e o Kaupthing tinham dificuldades em levantar dinheiro para financiar suas compras de ativos e pagar as dívidas existentes, em grande parte denominadas em moedas estrangeiras. Então, o Landsbanki criou algo novo com o Icesave, um serviço online que visava ganhar depósitos de poupança em varejo, oferecendo taxas de juros mais atraentes do que os bancos tradicionais.

Fundado na Inglaterra em outubro de 2006, e na Holanda 18 meses depois, o Icesave chamou a atenção de sites de finanças, especializados em ofertas pela internet, e logo foi inundado com depósitos. Milhões de libras vieram da Universidade de Cambridge, da Autoridade Geral da Polícia Metropolitana de Londres, e mesmo da Comissão de Auditoria do Reino Unido, responsável pela supervisão de fundos do governo local, bem como dos 300 mil depositantes do Icesave só no Reino Unido.

As entidades do Icesave foram legalmente estabelecidas como filiais, ao invés de subsidiárias, então elas estavam sob a supervisão de autoridades islandesas, ao invés daquelas dos países onde se instalavam. Ninguém percebeu que a agência reguladora islandesa tinha uma equipe total, incluindo recepcionista, de apenas 45 pessoas, e que sofreu uma alta rotatividade já que muitos passaram a trabalhar para os bancos, que ofereciam melhor remuneração.

Ninguém se importava com isso, já que de acordo com as obrigações da Islândia como membro do Fundo de Garantia de Depósito do Espaço Econômico Europeu, a sua população de 320.000 seria responsável pela indenização dos depositantes no exterior em caso de falha. Acionistas do Landsbanki colheram os lucros de curto prazo enquanto a maioria dos islandeses não sabia absolutamente nada sobre o Icesave.

Cartas de amor

A segunda “solução” para as dificuldades em levantar novos fundos foi uma maneira de obter mais acesso à liquidez sem oferecer ativos reais como garantia. Os Três Grandes venderam títulos da dívida a um banco regional menor, o que levou estes títulos ao Banco Central, e tomavam empréstimos contra eles, sem ter que fornecer garantias adicionais; eles então emprestavam de volta para o banco em questão. Os títulos foram chamados de “cartas de amor” — meras promessas. Ao participar deste jogo e aceitando como garantia reclamações sobre outros bancos islandeses, o Banco Central foi conivente na estratégia dos bancos de jogar para conseguir a ressurreição.

Então os bancos internacionalizaram o processo: os Três Grandes abriram subsidiárias com sede em Luxemburgo e venderam cartas de amor para elas [as subsidiárias]. As subsidiárias vendiam por sua vez ao Banco Central de Luxemburgo ou ao Banco Central Europeu e recebiam dinheiro vivo em troca, que poderiam passar de volta para o banco-sede na Islândia ou usar elas mesmas. A Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico (OCDE) calcula que apenas as cartas de amor domésticas, entre o Banco Central da Islândia e os bancos islandeses, causou prejuízos ao BCI e ao Tesouro de 13% do PIB (OECD Economic Surveys: Islândia, junho de 2011).

Colapso financeiro

Os bancos islandeses desabaram duas semanas depois do Lehman Brothers. Em 29 de setembro de 2008, o Glitnir aproximou-se de Oddsson no Banco Central para ajudar no combate ao problema de liquidez que estava a caminho. Para restaurar a confiança, Oddsson instruiu o Banco Central a comprar 75% das ações do Glitnir. O resultado disso não impulsionou o Glitnir, mas, ao contrário, minou a confiança na Islândia.

A classificação de risco do país afundou, e linhas de crédito foram retiradas do Landsbanki e do Kaupthing. Deu-se início a uma corrida às agências do Icesave no exterior. Oddsson adiantou-se, em 7 de outubro de 2008, e buscou indexar a krona [coroa islandesa] a uma cesta de moedas com um valor próximo ao período pré-crise. Com a moeda caindo e na ausência de controles de capital, as reservas cambiais foram exauridas: a indexação durou só algumas horas, tempo suficiente apenas para que aqueles a par da situação trocassem suas kronas por outras moedas com uma taxa muito mais favorável.

Fontes internas indicam que bilhões deixaram a moeda nessas horas. Em seguida, a krona flutuou, e afundou. Em 8 de outubro, o então primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, congelou os ativos do Landsbanki no Reino Unido com o apoio legal das leis anti-terrorismo. O mercado de ações, títulos bancários, valores imobiliários e o rendimento médio entraram em queda-livre.

O FMI chegou a Reykjavik em outubro de 2008 para preparar um programa de gestão de crise. Esta foi a primeira vez que o FMI havia sido chamado para resgatar uma economia desenvolvida desde a Grã-Bretanha, em 1976. Ele ofereceu um empréstimo condicional de 2,1 bilhões de dólares para estabilizar a krona e apoiou as demandas dos governos britânico e holandês de que a Islândia deveria honrar suas obrigações junto ao Fundo de Garantia de Depósito Europeu e recompensá-los por suas operações de resgate aos depositantes do Icesave.

A população normalmente calma da Islândia entrou em erupção em um irado movimento de protesto, dirigido principalmente contra Haarde, Oddsson e IP, embora a ministra das relações exteriores Ingibjörg Gísladóttir, da SDA, também tenha sido foi considerada culpada. Milhares de pessoas reunidas na principal praça de Reykjavik – nas tardes congelantes de sábado entre outubro de 2008 e janeiro de 2009 – bateram panelas e abraçaram o edifício do parlamento para exigir a renúncia do governo, e alvejaram o prédio com comida.

Em janeiro de 2009, a coalizão IP-SDA se rompeu. Até agora, a Islândia é o único país a ter mudado claramente para a esquerda após a crise financeira. Um governo interino SDA-LGM (Social Democratas-Movimento Verde de Esquerda) foi formado em janeiro de 2009 para conduzir o país até as eleições em abril. Nas eleições, as cadeiras do IP foram reduzidas a 16. Apesar do favorecimento esmagador do sistema eleitoral em seu favor, este foi o pior resultado do IP desde a sua formação em 1929.

A ciência pode confirmar os piores temores dos manifestantes contra o poder financeiro que varrem o mundo esta semana. Uma análise das relações entre 43 mil empresas transnacionais identificou um grupo relativamente pequeno de empresas , principalmente bancos, com poder desproporcional sobre a economia global.

"A realidade é tão complexa, devemos afastar-nos dos dogmas quer tratem isso como teorias conspiratórias e de livre mercado", diz James Glattfelder . "Nossa análise é baseada na realidade."

O top 50 das 147 super-empresas que "controlam" o mundo

1. Barclays plc
2. Capital Group Companies Inc
3. FMR Corporation
4. AXA
5. State Street Corporation
6. JP Morgan Chase & Co
7. Legal & General Group plc
8. Vanguard Group Inc
9. UBS AG
10. Merrill Lynch & Co Inc
11. Wellington Management Co LLP
12. Deutsche Bank AG
13. Franklin Resources Inc
14. Credit Suisse Group
15. Walton Enterprises LLC
16. Bank of New York Mellon Corp
17. Natixis
18. Goldman Sachs Group Inc
19. T Rowe Price Group Inc
20. Legg Mason Inc
21. Morgan Stanley
22. Mitsubishi UFJ Financial Group Inc
23. Northern Trust Corporation
24. Société Générale
25. Bank of America Corporation
26. Lloyds TSB Group plc
27. Invesco plc
28. Allianz SE 29. TIAA
30. Old Mutual Public Limited Company
31. Aviva plc
32. Schroders plc
33. Dodge & Cox
34. Lehman Brothers Holdings Inc*
35. Sun Life Financial Inc
36. Standard Life plc
37. CNCE
38. Nomura Holdings Inc
39. The Depository Trust Company
40. Massachusetts Mutual Life Insurance
41. ING Groep NV
42. Brandes Investment Partners LP
43. Unicredito Italiano SPA
44. Deposit Insurance Corporation of Japan
45. Vereniging Aegon
46. BNP Paribas
47. Affiliated Managers Group Inc
48. Resona Holdings Inc
49. Capital Group International Inc
50. China Petrochemical Group Company

Banqueiros Sionistas: Os Donos do Mundo

Os Banqueiros Internacionais Judaicos tranformarão a ONU em um Governo Único Mundial que é condição fundamental para a Implantação do Marxismo Iniciático ou Ocultista, a Sinarquia, Governo dos Iniciados nos Mistérios Esotéricos, a fim de entronizar um Supremo Governante Mundial cujas iniciais poderiam ser o famoso www correspondente na Gematria da Cabala ao Número 666 que é o número da Besta apocaliptica ou de como muitos preferem chamar, o Líder Global da Nova Era de Aquárius.

A Revolução Sinárquica náo tem como objetivo final a Implantação do Marxismo no Mundo, nem a criação de um "Paraíso Terrestre Messiânico" do novo "Cristo" o Falso Messias que Israel espera e que a Biblia chama de Anticristo e de "A Besta Do Apocalipse" mas o Marxismo não é um fim em si mesmo nesta Revolução Mundial. É um meio para se obter um Fim que é a Obliteração Total do Pensamento Cristão da Face da Terra. Observem que as tres maiores religioes do mundo são: Cristianismo, Islamismo e Judaísmo. As tres tem como base um único Deus, que seria o CRIADOR de tudo e que a NOVA ERA e a NOM jamais aceitarão, posto que a Nova Era apenas permitirá em seu extenso roll apenas os esotéricos, misticos, cristãos misticos, new agers, etc...

O Objetivo dessa Revolução Mundial da Sinarquia Marxista não é Politico nem Econòmico, mas Sim Moral e Religioso. É fazer Retornar para A Praça Pública Os Sacrificios Satânicos da Religião Antediluviana chamada Magia Enoqueana, o Satanismo conhecido como Cabala. O Objetivo desta Revolução Mundial é Destruir o Cristianismo para Implantar uma Nova Civilização nos moldes da Civilização Antediluviana, cujas mulheres mantinham relações sexuais com seres materializados chamados Nefilins (Filhos De Deus) gerando gigantes que se tornaram os Super-Heróis da Antiguidade. Os Homens Famosos que Deus Aniquilou através do Dilúvio Global. E como foi naqueles dias de Noé, assim também será nos dias da vinda do Filho do Homem, isto é nos dias da Volta de Jesus, que como um relâmpago descerá dos Céus com alarido, voz de Arcanjo e ao Som da Sétima Trombeta de Deus, citada no Apocalipse.

Sei que muitos até podem discordar e é um direito de cada participante, mas essa é minha OPINIÃO pessoal também e portanto, quem desejar comentar o vídeo ou as argumentações acima no (3 parágrafo), que fiquem a vontade, mas já aviso de antemão que não toleraremos ofensas a credos religiosos ou desvios de FOCO do tópico, que aborda essencialmente O PLANO DOS BANQUEIROS SIONISTAS, diferenciando-se bem aqui dos judeus comuns da população que também são contrários ao Sionismo que comanda o governo de Israel e do Mundo TODO.
Para quem desejar saber mais sobre as diferenças entre sionismo e judaismo, veja esse artigo: Grande trapalhada entre Semitismo e Sionismo, as convenções iludem as massas.




BIO

Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para:thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.


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