domingo, 1 de março de 2015

Rio 450: A arte de ser Carioca

"Eu sou quero é ser feliz, andar tranquilamente na favela onde eu nasci..."

"Rio 40 graus / Cidade maravilha / Purgatório da beleza / E do caos... / Capital do sangue quente / Do Brasil / Capital do sangue quente / Do melhor e do pior / Do Brasil..."

"Cidade maravilhosa / Cheia de encantos mil / Cidade maravilhosa / Coração do meu Brasil..."

450 anos de São Sebastião do Rio de Janeiro, cidade que já começou com luta entre portugueses e franceses, usando os nativos como 'bucha de canhão'. Sítio lindo, único no mundo, mas também marcado pela feiúra da exclusão e pelo não reconhecimento a quem ergueu a cidade: seus escravos, seu povo humilde e anônimo, sua gente trabalhadora que nos transporta, nos alimenta, nos dá o sustento cotidiano. Rio de contradições, da aspereza e da poesia da vida. Rio tão musical mas que, volta e meia, desafina. Estação primeira ou derradeira? Nossa batucada, nossa cidade! Que belo é o nosso Rio! Que aconteça sempre o bem em todos os aspectos. E que jamais percamos a fé que dias de amor e paz virão p nós e para a humanidade.

Fundado em 1565 entre os morros Pão de Açúcar e Cara de Cão, como se aprende em suas escolas, o Rio de Janeiro completa 450 anos bem distante da imagem idealizada nas comemorações oficiais.

Os cariocas foram abençoados com o mais belo cenário natural do mundo. Em contrapartida, enfrentam o empenho de sucessivos governantes para destruí-lo, em parceria com a especulação imobiliária.

O resultado é uma megacidade de seis milhões de habitantes estrangulada pela falta de planejamento e condenada ao descaso com a natureza e o patrimônio histórico.

O jornalista Millôr Fernandes se referia ao Rio como "antiga cidade brasileira, hoje desaparecida". Era um exagero, mas resumia bem a opção por crescer apagando o passado.

O Rio foi capital da colônia, do Império e da República entre 1763 e 1960. Com tanta história para preservar, preferiu a destruição –por sorte, o Pão de Açúcar e o Corcovado resistiram à fúria das demolições.

Do primeiro núcleo urbano, o morro do Castelo, só restou a ladeira da Misericórdia, que hoje liga o nada ao lugar nenhum. O resto foi desmontado em 1922 com a desculpa de sempre: abrir espaço para o progresso.

Quase um século depois, os erros se repetem. O prefeito Eduardo Paes anunciou a recuperação da zona portuária, mas não conciliou os interesses das construtoras com um plano eficiente de ocupação residencial.

Agora urbanistas temem que a região fique deserta nos fins de semana. As torres comerciais sobem rapidamente, mas o único projeto de habitação está com as obras paradas.

A Olimpíada de 2016 ofereceu outras oportunidades, mas falta competência –ou interesse– para aproveitá-las. Na semana passada, o governador Luiz Fernando Pezão admitiu que a despoluição da baía de Guanabara não será concluída. Os gastos começaram em 1994. Depois de vinte e dois anos, os atletas olímpicos correm o risco de velejar sobre o esgoto, entre sofás e pneus à deriva.

Machado de Assis desconfiava que a crônica nasceu de um papo trivial entre duas vizinhas. “Entre o jantar e a merenda, sentaram-se à porta, para debicar os sucessos do dia”, relata. Reclamavam do calor que castigava a cidade. Do sol passaram à ceia de ontem, e da ceia às ervas, às plantações, aos moradores do bairro. Conversa fiada, que o próprio Machado ajudou a transformar em gênero literário.

Um gênero urbano. A crônica está umbilicalmente ligada à cidade. E, mais do que qualquer outra, ao Rio de Janeiro. Foi no Rio que José de Alencar, João do Rio, Coelho Neto e Rachel de Queiroz, entre outros, garimparam entre a crítica, a reportagem e o ensaio essa forma tão singular de registro. Leve, subjetivo. Carioca.

Dos 450 anos que a cidade completa, ao menos 150 foram relatados por seus cronistas. À margem das grandes narrativas, a crônica escreve a história do Rio em pedrinhas miúdas. A vida ao rés-do-chão, como bem definiu Antonio Cândido.

A abolição da escravatura, a mudança do regime, a reforma de Pereira Passos, jogos de futebol, passeatas, nada passou imune ao olhar dos escritores. Com graça e sem solenidade, eles iluminaram personagens, valores, comportamentos.

Em 1907, João do Rio espantava-se ante as moças que, sentadas à mesa da confeitaria, pedem chope e uísque ao garçom. “Há dez anos tomariam sorvete, de olhos baixos e acanhados”, observa. Eram as “modern girls”.

Oitenta anos depois, João Antônio saudaria o Valete de Copos. Apelidado de Paçoca, ele vivia entre a Lapa e o Beco da Fome, “gostava de tango, era amigo de Nelson Cavaquinho, tratava marafona como princesa e havia consumido quase tudo de F. Scott Fizgerald”. “Matou-se de viver e beber”, resumiu o cronista.

Uma cidade é também a síntese de seus habitantes. E de suas cisões. No caso do Rio, fundadas sobretudo na tensão — recorrente — entre “memória” e “progresso”. Como mostra Benjamin Costalatt em 1923, ao reclamar da abertura da Avenida Central. “Uma calamidade! Os hábitos, os costumes, a moralidade, tudo sem exceção teve o mesmo destino das casas velhas derrubadas impiedosamente, sacrificadas pela picareta, para abrir alas à grande artéria da cidade”, bradou. Manuel Bandeira, por sua vez, saudava a “linda e brasileira” Avenida, que para João do Rio era “o poema das aspirações do Brasil moderno”.

O embate entre o Rio “bárbaro” e o Rio “civilizado”, aliás, teve na crônica seu palco principal. Em texto de 1922, Coelho Neto classificou o Morro do Castelo, que acabaria derrubado, como “um quisto no rosto da cidade, uma verruga monstro que está, há muito, pedindo exérese”. Dezesseis anos antes, Bilac horrorizara-se ante os romeiros da Penha que irrompiam nos bulevares do Centro: “Era a ressurreição da barbaria — era a idade selvagem que voltava, como uma alma do outro mundo, vindo perturbar e envergonhar a vida da cidade civilizada”.

Do outro lado do ringue, Lima Barreto defendia o Rio agonizante. Em crônica de 1915, ele bateu forte na suntuosidade do prédio da Biblioteca Nacional, inaugurado à Av. Rio Branco: “O Estado tem curiosas concepções, e este, de abrigar uma casa de instrução, destinada aos pobres-diabos, em um palácio intimidador, é uma delas”.

Quando a barra pesa, na década de 1960, muitos cronistas valem-se do filtro do cotidiano para falar da repressão política. Entre eles, Carlinhos de Oliveira. Ao reportar o clássico no Maracanã, o escritor lamenta a tentativa de agressão a um vascaíno pela torcida alvinegra. “Por pouco não foi massacrado. Arrancaram-lhe a bandeira, vaiaram-no, jogaram em cima dele uma porção de bolotas de papel. Enquanto isso, o PARA-SAR poderia estar lançando um psicanalista no meio do Oceano Atlântico: ninguém notaria”, comenta. Na cena recortada do dia a dia, a analogia com a situação da cidade e do país.

“Gosto de catar o mínimo e o escondido. Onde ninguém mete o nariz, aí entra o meu com a curiosidade estreita e aguda que descobre o encoberto”, anotou Machado em 1897. O pé na rua, sempre. Seja para colher ainda no nascedouro gírias como “bonde” e “otário”, à maneira de Orestes Barbosa. Ou, na esteira de Fernando Sabino, tentar definir o carioca, “para quem ‘pois não’ quer dizer ‘sim’, ‘pois sim’ quer dizer ‘não’; ‘com certeza’, ‘certamente’, ‘sem dúvida’ são afirmações categóricas que em geral significam apenas uma possibilidade”.

O crítico Eduardo Portella diz que o cronista tem um apego provinciano à metrópole. Vou além. Ele se confunde com a cidade, sente-se parte de seu calçamento, da argamassa dos muros, do burburinho da multidão. “Demoli-me com a Praça 11, fui incendiado com o Parc Royal”, afirmou Drummond, levando ao paroxismo essa relação já tão íntima.

Otto Lara Resende, ao lembrar de Rubem Braga, conta que em tempos difíceis o amigo “se punha a par das nuvens negras, mas não mantinha o olhar fixo no pé-direito alto da crise”. Foi assim no dia em que, ante a greve geral, Rubem telefonou para Otto e convidou-o a ir ao Bar Luiz: “Vamos ver a crise de perto”.

A rua, mais uma vez. Onde os brotinhos de Paulo Mendes Campos usam óculos como se fossem enfeite e Clarice Lispector sente uma folha seca tocar os cílios, em delicada epifania. Embora os jornais hoje prefiram artigos cheios de opinião e certezas, a crônica insiste em vagabundear pelo Rio. Praticamente expulsa dos impressos, encontrou refúgio na internet, de onde descreve a cidade nos mínimos movimentos. O homem que dá braçadas, solitário, no mar de Ipanema, os bares que morrem, o voo de uma borboleta amarela.
O verdadeiro Rio não é o que a mídia oficial mostra. Mas é um dos lugares do mundo onde mais pessoas de diferentes etnias, credos, valores morais, idades e condições sociais convivem e interagem (apesar do apartheid que tentam criar com os condomínios e o isolamento dos bolsões de miséria). Acha-se praticamente de tudo no verdadeiro Rio de Janeiro. O grande Tom Jobim definiu muito bem o Rio: "É ruim mas é bom...". Orgulho carioca...

Existem muitas cidades bonitas no mundo, mas o Rio tem um diferencial, a cidade tem uma diversidade de paisagens, atrações turísticas, culturais, tudo dentro do perímetro urbano, belas praias, lagoas, parques, floresta urbana, trilhas na montanha, banhos de cachoeira nas Paineiras, banho de mar noturno no Arpoador, a zona norte cheia de atrações, a zona oeste pulsante e moderna, o Rio tem vida cultural e noturna intensas, temos o centro histórico, museus, teatros, o Rio é a Eterna Cidade Maravilhosa.

O Rio merece todas as homenagens, cidade inspiradora de poetas, músicos, artistas, cidade cantada em prosa e verso, suas belas paisagens nos fazem esquecer nossos problemas, o Rio tem mazelas como qualquer grande cidade brasileira , a diferença é que quando acontecem no Rio ganham mais destaque e repercussão na mídia por ser a cidade brasileira com mais visibilidade aqui e no exterior, a cidade mais vigiada e visada pela mídia, diferente do que acontece em outras cidades que as mesmas mazelas não têm destaque ou são omitidas. Portanto o Rio não é melhor nem pior do que outras cidades, apenas é diferenciada e especialmente bela.

Ginga pra lá, bunda pra cá, aquela pele bronzeada, o jeitinho de falar. Cariocas são sedutores por natureza, e mais do que isso, por sobrevivência. Aqui, não é uma questão de “dever”, mas sim de conquista. Do posto de gasolina ao chopp mais geladinho, há um jogo de sedução não necessariamente sexual. Mas em tudo, pra tudo, o tempo todo, o carioca sensualiza.

As mulheres do Rio de Janeiro exalam sensualidade. Das marquinha de biquini já inclusas no pacote básico ao espetacular dourado que mantém o ano todo. As roupas curtas usam o argumento do calor, mas me arrisco dizer que se nevasse no Rio as mini-saias continuariam.

Cariocas querem sempre ser invejados. Pelo corpo, pelo time, pelo bairro, pelo quanto bebe de cerveja. Pouco importa. É sempre uma disputa vaidosa pelo olhar alheio. O curioso lugar onde o favelado não reclama, mas sim se defende dizendo ser ali o “melhor lugar pra se viver”. Não é. Mas ouse dizer que não.

Entre a pena e a inveja, nunca titubeiam. Querem sempre a segunda opção. E conquistam, seja por mérito, discurso bem feito ou uma marra as vezes incompreensível. O pobre exalta a comunidade. O rico finge que não se importa com ela. Os dois frequentam os mesmos lugares e de sunga não podem dizer pro garçom quem atender primeiro. Então, sensualizam no chamado. Pelo nome, um apelido carinhoso, um sorriso malandro. Até que o garçom escolha qual chinelo de dedo vai atender primeiro.

Eu aprendi a amar o Rio de Janeiro quando o entendi. E pra entendê-lo você também precisa seduzir o povo local não tentando ser melhor do que eles, mas sim parte deles. O carioca tem defeitos. Claro que tem! Folgado, marrento, desafia a lógica, o tempo, o chefe, até o bom senso as vezes. Mas sorri. E sorri com uma facilidade irritante.

A troca do “S” pelo “X” é uma determinação cultural pra que a mulher carioca gostosa se torne ainda mais gostosa quando abre a boca. As vogais puxadas e os intermináveis “erres” também fazem parte de um cuidadoso esquema para seduzir você. Mesmo traídos pela vontade de economizar palavras, as vezes transformam em gíria. “Ax muliéreix do Riii” também podem ser “ÁrrMulé”.

“Ox bróderrr” podem ser “ÓrrMuleque”, e isso vai variando de acordo com a vontade de sensualizar. Tem dia que o mar aqui fica como no Caribe. E nós, “visitantes”, ficamos espantados. E eles também! Mas não podem demonstrar. Numa risadinha marota de canto de boca fingem achar tudo aquilo natural. Natural é o caralho! Onde que é normal o mar mudar de cor, cacete?

“No Riiii, irrrrmão”.

Eu vou ficando. Cada dia mais assustado com a violência, cada dia mais otimista com tantas e tantas obras. O Rio jamais será a cidade modelo. Até porque modelo é algo que se copia. Não haverá outro Rio de Janeiro no mundo por mera falta de matéria prima. O cartão postal tem um símbolo religioso entre mares e montanhas, o garoto propaganda é um gari que samba. Pode tentar, rodar o mundo, ir a cada cidadezinha que existir.

Não há nada parecido.

450 anos de boemia; 450 anos de Lapa; 450 anos de Sol, praia e calor; 450 anos de Matte com biscoito Globo (é biscoito, paulistanada!); 450 anos de samba, chorinho, funk carioca, bossa nova; 450 anos de jogar conversa fora, de "já tô chegando", de "a gente se esbarra", de começar a sacanear alguém que acabamos de conhecer, como se fosse amigo de infância; 450 anos de Méier, Madureira, Leblon, Ipanema, Copacabana, Barra; 450 anos de Corcovado, Pão de Açúcar, Maracanã, Arpoador, Floresta da Tijuca; 450 anos explicando que quem nasce no estado é fluminense, carioca é quem nasce na Cidade Maravilhosa; 450 anos de Fluminense, Flamengo, Botafogo e Vasco; 450 anos de felicidade; 450 anos do Rio de Janeiro!!!

Amor que acaba não foi amor. Paixão que acaba continua sendo paixão. Não cultivo o gênero da frase pela frase, embora admire os grandes frasistas, que são abundantes no ofício das letras. Dois deles são mais do que famosos, eles foram meus amigos e sempre que posso gosto de citá-los. Poderia aumentar a lista dos grandes frasistas, lembrando o padre Vieira, o Eça de Queirós e, especialmente, o famoso técnico de futebol Gentil Cardoso.

Conhecida a frase de Neném Prancha: "Pênalti é tão importante que quem devia cobrá-lo era o presidente do clube". Pessoalmente, não a considero boa, mas é repetida com ou sem propósito. No entanto, adoro uma frase de Gentil Cardoso, endereçada aos jogadores dos times que dirige: "Quem se desloca recebe; quem pede tem preferência". Pensando bem, ela serve para qualquer situação, na política, nas finanças e até na literatura.

Volto à frase inicial desta crônica, livrando o Nelson e o Otto da responsabilidade. Ela é minha mesmo apenas na segunda parte, que se refere à paixão. Ao longo da vida, tive paixões, algumas abomináveis, por exemplo, bife com batatas fritas, o Fluminense Futebol Clube e iscas de fígado –e outras paixões. Todas terminaram e não foram substituídas.

Difícil classificar o amor e a paixão no que diz respeito às mulheres. Interiormente, faço uma confusão egoísta e sábia misturando tudo e ficando com nada. Culpa da má argila com que fui feito. O diabo é que transfiro umas por outras, no fundo desconfiando que eu nunca amei nem me apaixonei.

E viva a carioquice!!! ‪#‎vivaacarioquice‬ ‪#‎rio450‬‪ #‎errejota‬ ‪#‎cidademaravilhosa‬ ‪#‎rioeuteamo‬

Vamos lá, Rio de Janeiro. 450 anos de comemorações, até quando?

De fato sempre temos o que comemorar. No RJ, a beleza natural desproporcional das metrópoles invade nossos olhos e preenche nossa alma e é por ela que celebramos. Mas até quando?

Até quando a Baía e Guanabara vai estar emporcalhada?

Até quando iremos a praia e presenciaremos ou seremos vítimas de arrastões?

Até quando veremos crianças, jovens, adultos e idosos urinando nas ruas?

Até quando seremos violentados sendo vítimas ou espectadores da violência urbana?

Até quando o trânsito será desrespeitado, filas duplas, triplas para retorno; sinais vermelhos ultrapassados?

Até quando pessoas com necessidades especiais terão suas vagas ocupadas por deficientes de caráter?

Até quando veremos papel no chão, lixo que entope ruas e faz da cidade maravilhosa uma imundice total?

Até quando veremos crianças nos semáforos?

Até quando veremos policiais do bem sendo mortos nas portas de suas casas, por serem policiais apenas?

Até quando veremos bandidos fazendo a segurança de comunidades?

Até quando não daremos oportunidade as crianças crescerem sadias física e mentalmente em nossa cidade?

Até quando teremos esgoto em céu aberto?

Até quando o esgoto será despejado nas praias?

Até quando assistiremos a depredação e pichação urbana?

Até quando os estrangeiros serão manipulados para, sempre, ganhar um troquinho a mais?

Até quando balas perdidas voarão no nosso céu ao invés de pássaros?

Até quando teremos emissários despejando toneladas de cocô in natura em nossas praias?

Se você tem algum desses comportamentos, até quando você vai ficar sem fazer nada?

O Rio de Janeiro não precisa de mudanças, quem precisa de mudanças são os cariocas.

O Rio de Janeiro não precisa de novos governantes, precisa de novos cidadãos.

O Rio de Janeiro não precisa encontrar culpados, precisa encontrar soluções.

A solução está em você. Mude, mostre que quem é carioca CUIDA.

Feliz aniversário beleza natural do RJ! Desejo que você ganhe um VERDADEIRO CARIOCA!




















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