quinta-feira, 26 de março de 2015

Qual é a sua, Mané?

Neste momento tumultuado em que paixões repentinas despertadas nos corações e mentes de uma pequena parcela de nossa população, acreditando ser impulsionadora das decisões do país, que se manifesta contra a permanência de uma presidente eleita pela maioria, fico a indagar onde estará o verdadeiro problema.

Antes de mais nada tento penetrar no intimo dessa pessoa, triturada pelas torturas físicas sofridas durante a ditadura, e acometida por outra tortura,talvez mais cruel, advinda de seus detratores induzidos a preteri-la em nome de uma nova ditadura, ou coisa que o valha. Se por um lado, desprovida do charme envolvente dos líderes carismáticos a usar predicados para convencer eleitores, com o intuito de, por debaixo do pano, entregar o país aos urubus: e por outro lado esmerando-se em priorizar, minimizando o sofrimento da maioria, com soluções contundentes, esteja a se confrontar com impedimentos do sistema, que de olhos voltados para o próprio umbigo, induz à sublevação de uma minoria, incapacitada de encontrar no cerne do confronto a liderança ideal para substituir Dilma, sem ter que incorrer nos erros do passado. O que me faz concluir que não é só o caso Dilma que se vê em sinuca.

O Brasil é que enfrenta o clímax de uma sinuca histórica. Decorrente do clímax de outra sinuca que assola o resto da humanidade acordando para o fim do sistema regido por um país que já se vê despedaçado nos entreveres entre países, cujas consequências transbordam a jarra das notícias manipuladas, deixando transparecer as mazelas na crise financeira e ideológica de um sistema esfacelado, a gerar extermínios sanguinários, em seus derradeiros suspiros.

Não se mexe em time que está ganhando. Não é preciso ser um analista político gabaritado para se ver que o Brasil está fora dessa inclusão até o momento e até mesmo fora deste contexto. Será que isto não se deva à capacidade de seus governantes? Se cometem erros consertemo-los. Estão abertos ao entendimento, desde que não seja para enfileirar o país ao entreguismo de um sistema falido, mas sim pela atitude heróica que se deveu à consciência despertada na maioria da população brasileira, verdadeiramente constituída de cidadãos voltados à emancipação de seu país, que lentamente vai vencendo a fome, a miséria, crescendo como povo, cuja vontade não se vê dobrar às falsas promessas ou esquemas de indução.

Seja patriota, cacete! Ou mude-se para Miami e vá assistir de camarote o grande e impreterível espetáculo do desmoronamento do Império e deixe que aqui a gente se entende com a Dilma. É bom não se esquecer de que quem levou porrada em nosso nome, esteja disposta a nos trair. Se manca Mané, e perceba sua semelhança com Joaquim Silvério dos Reis, e procure mamar seus dividendos noutro pasto. Quem não ama seu povo é porque tem outra pátria. Tem muita mamata rolando por aí, com certeza esta turma do contra está com medo de perder a mamata, ou de descobrirem a mamata...a solução para eles é a de se mandarem daqui o mais rápido possível...Miami espera vocês.

Qual é a sua, Mané?

Texto: Sérgio Ricardo (compositor e maestro)

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