quarta-feira, 4 de março de 2015

Colocaram a Petrobrás à venda, mas isso não é de agora...

Primeiro deixo aqui claro: Isso não é privatização...é a pulverização da Petrobras.

O dia que o povo brasileiro entender que governo precisa cuidar da SAÚDE, SEGURANÇA E EDUCAÇÃO somente isso, e o fizer bem feito com a fiscalização da população o país desenvolverá. Deixa a outra parte por conta da instituição privada.

Vamos raciocinar juntos: a Petrobras seguia muito bem mesmo com toda roubalheira que não começou com o PT, logo veio processo eleitoral e a Globo, Veja e PSDB teriam que enfraquecer o governo para tomar o poder através da revolta do povo contra Dilma; não conseguiram, então continuaram sangrando a Petrobras imaginando que os ladrões envolvessem a Dilma para provocar o impeachment, não conseguiram, agora não conseguiram permanecerem limpos por todo o processo de estrangulamento dessa empresa que haviam prometido as grandes petrolíferas.

PRIVATIZE JÁ! PRIVATIZE 100%! Privatizar significa apenas DESPOLITIZAR! Furar poços de petróleo não é da competência do governo. Se o petróleo é nosso, cade a minha parte do tanto de combustível que é vendido por ela??? Isso de "o petróleo é nosso" é piada. O petróleo hoje É DOS POLÍTICOS. O jornalista PAULO FRANCIS avisou em 1996: "Petrobras, com FHC, tem uma quadrilha na diretoria, vagabundos com dinheiro na Suíça".

Desde o início percebi que havia interesse internacional dos países desenvolvidos em causar a "quebra" da Petrobras! Estava escrito que tudo era armação, foi proposital!!! Vão arrendar todas as riquezas do Brasil! Precisamos de uma nova revolução! Lamentável, mas necessária! Como Maquiavel sempre dizia: tem que ser pela força o mundo é dos.fortes!

Eita nunca vi uma imprensa tão unida com objetivo claro de depredar a imagem da Petrobras e a vender a preço de banana para os gringos o resto q ainda eh público, 30% da empresa. Pois ela já e em grande parte privatizada. Percebo uma semelhança com o que fizeram com a Vale, era obsoleta e dava prejuízo. Vendida a preço de banana para a iniciativa privada, em pouco tempo voltou a dar lucro.

José Serra conversou com a Chevron durante as eleições para presidente. Petroleiras foram contra novas regras para pré-sal. Segundo telegrama do WikiLeaks, Serra prometeu alterar regras caso vencesse. Assessor do tucano na campanha confirma que candidato era contrário à mudança do marco regulatório do petróleo.

As petroleiras americanas não queriam a mudança no marco de exploração de petróleo no pré-sal que o governo aprovou no Congresso, e uma delas ouviu do então pré-candidato favorito à Presidência, José Serra (PSDB), a promessa de que a regra seria alterada caso ele vencesse.

É isso que mostra telegrama diplomático dos EUA, de dezembro de 2009, obtido pelo site WikiLeaks (WWW.WIKILEAKS.CH). A organização teve acesso a milhares de despachos. A Folha e outras seis publicações têm acesso antecipado à divulgação no site do WikiLeaks.

“Deixa esses caras [do PT] fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, disse Serra a Patricia Pradal, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Relações com o Governo da petroleira norte-americana Chevron, segundo relato do telegrama.

Um dos responsáveis pelo programa de governo de Serra, o economista Geraldo Biasoto confirmou que a proposta do PSDB previa a reedição do modelo passado.

“O modelo atual impõe muita responsabilidade e risco à Petrobras”, disse Biasoto, responsável pela área de energia do programa. “Havia muito ceticismo quanto à possibilidade de o pré-sal ter exploração razoável com a mudança de marcos regulatórios que foi realizada.”

Segundo Biasoto, essa era a opinião de Serra e foi exposta a empresas do setor em diferentes reuniões, sendo uma delas apenas com representantes de petroleiras estrangeiras. Ele diz que Serra não participou dessa reunião, ocorrida em julho deste ano. “Mas é possível que ele tenha participado de outras reuniões com o setor”, disse.

O despacho relata a frustração das petrolíferas com a falta de empenho da oposição em tentar derrubar a proposta do governo brasileiro. O texto diz que Serra se opõe ao projeto, mas não tem “senso de urgência”. Questionado sobre o que as petroleiras fariam nesse meio tempo, Serra respondeu, sempre segundo o relato: “Vocês vão e voltam”.

A executiva da Chevron relatou a conversa ao representante de economia do consulado dos EUA no Rio. A mudança que desagradou às petroleiras foi aprovada pelo governo na Câmara no começo deste mês. Desde 1997, quando acabou o monopólio da Petrobras, a exploração de campos petrolíferos obedeceu a um modelo de concessão. Nesse caso, a empresa vencedora da licitação ficava dona do petróleo a ser explorado, pagando royalties ao governo por isso.

Com a descoberta dos campos gigantes na camada do pré-sal, o governo mudou a proposta. Eles serão licitados por meio de partilha. Assim, o vencedor terá de obrigatoriamente partilhar o petróleo encontrado com a União, e a Petrobras ganhou duas vantagens: será a operadora exclusiva dos campos e terá, no mínimo, 30% de participação nos consórcios com as outras empresas.

A Folha teve acesso a seis telegramas do consulado dos EUA no Rio sobre a descoberta da reserva de petróleo, obtidos pelo WikiLeaks. Datados entre janeiro de 2008 e dezembro de 2009, mostram a preocupação da diplomacia dos EUA com as novas regras. O crescente papel da Petrobras como “operadora-chefe” também é relatado com preocupação.

O consulado também avaliava, em 15 de abril de 2008, que as descobertas de petróleo e o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) poderiam “turbinar” a candidatura de Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil. O consulado cita que o Brasil se tornará um “player” importante no mercado de energia internacional. Em outro telegrama, de 27 de agosto de 2009, a executiva da Chevron comenta que uma nova estatal deve ser criada para gerir a nova reserva porque “o PMDB precisa de uma companhia”.

Texto de 30 de junho de 2008 diz que a reativação da Quarta Frota da Marinha dos EUA causou reação nacionalista. A frota é destinada a agir no Atlântico Sul, área de influência brasileira.

Quem é mesmo que anunciou que a Petrobrás está sendo fatiada e vendida? O governo do PT?!!! Isso só pode ser brincadeira, quem sabe uma "barriga" (informação errada) da imprensa. Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff usaram e abusaram, durante as campanhas de 2006 e de 2010, da versão de que o PSDB privatizaria a Petrobrás. Até engenheiros da própria companhia acreditaram, ou quiseram acreditar, na balela.

E quem não se lembra de Lula metido num macacão cor de abóbora da Petrobrás, com a mão manchada de petróleo, passando a imagem subliminar de que ele próprio, qual um deus das profundezas do oceano, havia criado o pré-sal?
Ambos, macacão e presidente, tão fotogênicos, a dias das eleições. O mundo realmente dá voltas. Hoje, é a Petrobrás de Dilma, Lula e PT que, exaurida, machucada e vilipendiada, anuncia a venda de R$ 39 bilhões em ativos para tentar amortizar uma dívida que vai crescendo e se tornando impagável.

A venda tem, assim, um viés político e outro econômico. O político é que, tal como Dilma disse que não mexeria nos direitos trabalhistas nem que "a vaca 'tussisse'", as campanhas petistas trataram da privatização da Petrobrás como algo absurdo, nefasto, coisa do demônio.

E tanto a vaca "tussiu" quanto o governo do PT se converteu à crença do mal. Ah!, sim, privatização é uma coisa, venda de ativos é outra. Ou melhor: privatização de adversários é privatização, mas privatização "cumpanheira" é só "venda de ativos"? É assim que o PT, um dos maiores e mais importantes partidos da redemocratização, vai perdendo o encanto, as bandeiras, os líderes e até a credibilidade. Se, sistematicamente, diz uma coisa na campanha e faz outra depois de eleito, resta pouco para acreditar. A magia do marqueteiro João Santana está se esgotando.

Quanto ao viés econômico: o sindicalista José Sérgio Gabrielli deixou a Petrobrás com um buraco imenso e sua sucessora Graça Foster não melhorou muito as coisas. Assumiu a presidência com uma dívida de R$ 181 bilhões. Foi para a casa deixando uma de R$ 332 bilhões. A Petrobrás é a empresa mais endividada do mundo! Faz todo o sentido para o mercado, para quem é do ramo e para quem consegue enxergar além da ideologia passar adiante áreas que não são essenciais ao objetivo fim da Petrobrás. Exemplo: as fábricas de fertilizantes.

Mas a grande dúvida é se vender R$ 39 bilhões em ativos (o Brasil e no exterior) e cancelar investimentos de R$ 20 bilhões a R$ 30 bilhões neste ano vão resolver o problema. Façam as contas...

E, espreme daqui, espreme dali, não sobra muito para sair vendendo. A lista já inclui termelétricas, gasodutos, refinarias, dutos, rede de postos de gasolina e... campos de petróleo e gás. Daqui a pouco, vão querer vender o présal e até o macacão cor de abóbora do Lula.

Por um desses detalhes cruéis da história, o anúncio da venda de ativos da Petrobrás passou praticamente em branco no mundo político, distraído com uma lista muito diferente da lista de ativos à venda na Petrobrás: a lista dos políticos enrolados na Operação Lava Jato. Mas uma coisa está diretamente vinculada à outra.

A Petrobrás só chegou no fundo do poço e o PT só teve de engolir a venda de ativos goela abaixo porque, nos governos Lula e Dilma, o PT se sentiu dono da maior empresa do País e fez dela gato e sapato. Não apenas participou dos esquemas de desvios como represou tarifas politicamente e escamoteou informações devidas à opinião pública. Chegamos aonde chegamos. Ou melhor, chegaram aonde chegaram.

E, por falar em lista de políticos enrolados: depois de comer o pão que o diabo amassou com Eduardo Cunha na Câmara, Dilma vai ter que digerir um Renan Calheiros cheio de espinhos no Senado, rejeitando a medida provisória que aumentaria os impostos das empresas e reduziria as dívidas do governo.

Mas a gente já sabe como é: a culpa não é de Lula, Dilma, Cunha e Renan; é do ministro da Fazenda, Joaquim Levy! O BNDES tem dinheiro de sobra para financiar a extração de todo o pre-sal. É só calcular: 3 milhões barris /dia x US$ 40 / barril = US$ 120 milhões / dia x 365 dias / ano = US$ 43.800.000.000 por ano x 10 anos = US$ 438 bilhões em 10 anos. Claro, se não houver nenhuma grande tragédia na exploração. Os palhaços tucanos dizem que melhor seria receber o royalty de US$ 50 / barril, que nesse período daria um rendimento de US$ 182,5 bilhões, sem nenhum risco para a Petrobras e nem tomar os US$ 438 bilhões emprestados no mercado.

Precisamos urgentemente de um Jornal de repercussão nacional para que todos saibam desses delitos. A esquerda no país é grande e pode manter jornais e revistas fortes. Precisamos dá a Revista Carta Maior o primeiro lugar em tiragens. Torna-la semanal e colocar a Veja no chinelo. Sem um imprensa forte a Direita consegue ainda abafar esses casos. Apesar que a internet tá furando isso, mas devemos massificar essas informações sobretudo com os mais jovens.
O que me espanta é que a cada volta que o mundo dá o tamanho da cueca (onde os políticos costumeiramente carregam suas propinas' de maneira exponencial de mil a milhão e de milhão a bilhão. Um bilhão... que é 'cafezinho' nessa farta refeição, há pouco mais de uma década era dinheiro que o país inteiro não conseguia ver na sua balança comercial porque nem comprávamos nem gastávamos tanto assim mundo afora.


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