sábado, 7 de março de 2015

Aos que acreditam no 15 de Março

Para fugir da crise, PT discute pacto político que inclui PSDB.

Dirigentes e ex-ministros do PT já discutem trégua com a principal sigla de oposição. Setor produtivo e políticos atingidos pela crise estão empenhados no acordo.

A gestão Dilma Rousseff começa a considerar a hipótese de resolver a “deterioração do quadro político” com um pacto nacional que inclua o PSDB, principal partido de oposição ao petismo. A ideia surge em meio à avalanche de inquéritos contra políticos citados na Operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobras, e diante de uma parceria “capenga” entre PT e PMDB, como classificou o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), com o agravante da crise econômica que obriga o governo a tomar medidas impopulares.

A informação é da colunista Mônica Bergamo, na edição desta sexta-feira (6) do jornal Folha de S.Paulo. Dirigentes e ex-ministros do PT já discutem a trégua para fugir do conjunto de problemas.

O “empurrão” no acordo suprapartidário teria o patrocínio de setores empresariais e financeiros “com pânico da recessão”, diz Mônica Bergamo, com a informação de que apenas o setor de máquinas e equipamentos estima uma demissão em massa de cerca de 30 mil em 2015. Além do setor produtivo, as próprias lideranças políticas acometidas pela crise estariam empenhadas em mudar o quadro.

A colunista lembra ainda que, nesta semana, uma mobilização de milhares de professores em greve foram às ruas protestar contra o governador do Paraná, Beto Richa, do PSDB. Outro exemplo foi a recente onda de bloqueios de estradas em diversos estados do país, por parte de caminhoneiros insatisfeitos com o aumento do preço do diesel e do valor do frete. A situação levou a presidenta Dilma a sancionar na segunda-feira (2), sem vetos, a Lei dos Caminhoneiros.

O roubo do Estado, no Brasil, é algo histórico. O patrimonialismo é cultura nacional desde que existe a República. Começa lá naquele funcionário público, que leva pra casa clipes, papéis, envelopes, grampeadores, porque ninguém vai perceber, e sobe aos altos escalões. Tem que ser combatido? Claro que tem. Mas, de repente, pra derrubar um governo democraticamente eleito e, mais, para evitar a possibilidade de que Lula seja candidato (seria imbatível) em 2018, transformaram a corrupção no único assunto a ser abordado. Ou seja, despolitização da Política. E nós vamos entrar nessa. A política econômica do PT, hoje, é a mesma da "troika" que está afundando os países mais frágeis da Europa. E aqui no Brasil quem está pagando pelos graves erros da economia é o povo que perdeu o seu poder aquisitivo.

Política não é religião. Temos que cobrar, firmemente. O PT ainda é o único partido de Esquerda – sim, ele ainda ocupa a Esquerda, embora seus governos tenham sido obrigados a ceder terreno ao Mercado – com tamanho suficiente para enfrentar os partidos da Direita. Não consigo ver outro capaz dessa tarefa, por enquanto. Não pertenço ao PT nem a outro partido, mas me alinho com o PT porque tenho necessidade de estar engajada. Faço isso, sem deixar de lado a possibilidade de apoiar outras iniciativas de Esquerda que queiram somar e não dividir, destruir a própria Esquerda.

Jogar com as necessidades de um povo sofrido continuamente para se manter num status quo elevado e havendo essas discrepâncias , sempre haverá conflitos . Para mim a unica verdadeira discriminação que existe no mundo e contra a pobreza\, nem pobre gosta , fere a dignidade humana , e a educação e , para mim a unica solução para se ter um start no processo contrario ao que vivemos ha tempos.

Manipuláveis podemos ser todos nós, em princípio. Se não ficamos atentos, no sentido de separar o que é fato e o que é versão, o que é realidade e o que é ilusão, caímos na armadilha de achar que as sombras são verdadeiras. Estou recorrendo à Alegoria da Caverna, de Platão. Outra coisa, todos nós, em princípio, votamos segundo algum interesse. Os interesses podem ser particulares ou gerais. Ou seja, quando escolho meus candidatos posso estar pensando naquilo que é bom para mim, para minha família, para os que estão mais próximos e me interessam. Ou posso escolher pensando no bem da sociedade, da cidade (claro que a noção de bem está atrelada a valores, novamente entram os conceitos de Esquerda e Direita). Nesse segundo caso, estaríamos votando politicamente, de fato. A questão é: quem vota politicamente no Brasil (ou em qualquer parte do mundo)? Alguns. Eu diria, uma minoria. Mais. Penso que essa minoria está, quase toda, na Esquerda.

O "Apocalipse final", está na rota do capitalismo selvagem, ou seja, do consumismo que chegou à beira do intolerável. Me diga, em sã consciência: você consegue ver a Direita declinando da ideia de Mercado e das ideias dela decorrentes? É só ver o que tem acontecido nas reuniões de cúpula, voltadas às questões ecológicas. Os EUA, por exemplo, barram todas as medidas que podem interferir em sua economia de mercado. Todas! Portanto, embora os governos de Esquerda também estejam pecando, quando se trata da sustentabilidade ambiental, os únicos que podem modificar essa lógica são aqueles que veem o Mercado como algo necessário (dificilmente poderíamos eliminá-lo, a essa altura do campeonato), mas que tem que estar sob tutela do Estado.

Há anos venho dizendo que entre PT e PSDB não tem nenhuma diferença substancial: o PT virou neoliberal nos assuntos econômicos e o PSDB deixou de ser totalmente neoliberal a partir do momento que incorporou medidas sociais que foram cavalos de batalha da esquerda: o Bolsa Família, por exemplo..

Tudo isso para salientar mais uma vez o que acontece nos bastidores da política quando os interesses da "corporação partidária" são ameaçados:

Os partidos criam uma frente comum para evitar o colapso do sistema.

Nenhum deles, governo e oposição, quer bagunça num momento em que a recessão galopa, a economia estagna, os escândalos envolvem os partidos mais representativos do Congresso, onde até as duas presidências do poder legislativo estão no olho do furacão e - last but not least - as probabilidades de um impeachment são zeradas.

Portanto, enquanto os derrotados das últimas eleições estão "confiantes" que o 15 de março será uma data histórica, os partidos se unem debaixo da mesma bandeira:

Isto é: A sobrevivência do sistema, onde todos continuarão a roubar até o dia em que este povo brasileiro, passional porém ingênuo, não se unirá também, mas debaixo de uma outra bandeira.

Parece que o povo brasileiro ainda não saiu do colonialismo e da ignorância. O que está acontecendo é que os EUA não admite que o Brasil vire potência e seja auto suficiente de petróleo.Eles estão minando o país, a Petrobrás e não admite perder o poder nas Américas.Eles querem nosso petróleo por bem ou por mal e tem Brasileiro aplaudindo isso? Os EUA investiram na campanha do Aécio e perderam. Agora querem tomar o país na marra. Leia mais outros jornais do mundo,vejam o que estão dizendo,compare e não confie só na grande mídia do Brasil.

É tanta sujeira por baixo dos panos, mais uma vez precisamos pagar para ver. REFORMA POLITICA JÁ!


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