quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

PMDB: O câncer da política brasileira (Por Thiago Muniz)

Parece mesmo que, depois de dez anos de Poder, nada se resolveu quanto às convicções políticas, de práxis, do Partido dos Trabalhadores. Ou pior, na instância majoritária, não há impasse algum, tudo bem resolvido: fazem-se providenciais alianças, transfere-se renda aos pobres, adota-se uma ou outra cota aqui e ali e tem-se a impressão de que, diferente da Era FHC, nunca antes na História deste país viu-se tanto crescimento.

A deslavada mentira publicitária do governo que tende a se alastrar por mais quatro anos é tapa agressivo, sem veludo, se se deixa de lado números absolutos e estatísticas grosseiras, e se toma como referência as desprezadas e até inexistentes mudanças no contexto social (saúde, educação, saneamento básico, reforma agrária são alguns exemplos). Porém, se há boa vontade por parte de petistas em buscar mínimas e efetivas ações que concretizem algum traço nítido de cidadania para o país, saibamos que tal vontade esbarra no câncer que há décadas o Brasil alimenta em suas entranhas: o PMDB.

Dilacera a vida política brasileira um câncer muito maior do que este que teima vivo no sobrevivente José Alencar. Basta que se faça um desagradável passeio por dentro deste Partido e logo se percebe os estragos que se perpetuam no país: José Sarney, Michel Temer, Renan Calheiros, Moreira Franco. E cá em nossas bandas três nomes que bem ilustram o viés político que nos aflige: João Henrique, Alfredo Mangueira, Geddel Vieira Lima.

Para um tradicional esquerdista, na estadia do PSDB no Planalto, era um tanto óbvia e esperada a aliança com o PMDB, pois, o raciocínio lógico determinava tais partidos como defensores da política neoliberal. Mas quando é chegada a hora do PT no Poder, e tomando, a priori, medida preventiva e providencial de ter o tal câncer como aliado para ser maioria no Congresso, o pobre amante do Che Guevara avaliou nisso estratégia fundamental para a conclusão dos projetos de melhoria real do povo brasileiro. Só que o resultado da aliança foi uma medida paliativa transformada em programa de governo: o Bolsa-Família deu poder de consumo a pessoas de baixa renda, sem, no entanto, lhes beneficiar, como é de direito, o mínimo em aspectos básicos de sobrevivência.

E assim se não há como por em prática o que outrora dedo em riste criticava-se apontando erros e teorizando os caminhos, sobrou o dispensável, autoritário e prejudicial personalismo trabalhado sobre a imagem do Lula. E fora de tamanha proporção a feitura do mito que só não se pensou em dar ao Brasil cheiro de constantes reeleições venezuelanas porque haveria imprensa suficiente para impedir tal escárnio. Na intenção de não tirar as mãos do Governo, ainda que sem carisma, Dilma Rousseff chega ao Poder, carregada por Lula sim, porém devidamente apoiada pela nova e mais contundente estratégia desde então adotada: Michel Temer como vice-presidente é mais do que um elevado cargo executivo, é a cúpula do PMDB no efetivo comando político da nação.

E sua voz, a relevância de seu partido neste cargo, nem chegamos a uma semana de governo, já ressoa incisiva nos bastidores do Planalto e do Congresso. Peemedebistas demonstram insatisfação com a distribuição dos Ministérios, acusando concentração de importantes pastas nas mãos do PT. Diante dessa gritaria, o ilustre Vice (ainda presidente do PMDB, apenas licenciado da presidência) convenceu nossa Presidenta a nomear o segundo escalão de governo apenas em fevereiro, buscando, sem dúvidas, uma fatia mais densa do bolo para seu partido. E como é bem típico do câncer que nos assola, os parlamentares insatisfeitos iniciam debates a respeito do aumento do salário mínimo, questionam e até avaliam possibilidade real de um reajuste mais significativo. A diferença é que o questionamento é um modo eficiente de pressionar o Governo e ter suas demandas de cargos atendidas. Uma vez atendidas arquiva-se os acalorados debates referentes a salário mínimo ou coisa que o valha.

Havemos de passar mais quatro anos assistindo práticas irrelevantes para a vida pública por parte de um Governo muito mais preocupado em conter os embates internos, tentando amenizar as insatisfações do PMDB (que, se como aliado já existiam, agora, como parte do Poder Executivo tendem a brotar em cada esquina do Congresso) nessa incansável, paliativa e inglória busca de manter-se maioria entre deputados e senadores, com olhos, bem sabemos, ninguém mais se pasma, nas eleições de 2014.

Dias atrás, conversando com Fernando, professor de Geografia (que é também meu primo de elevadíssimos graus), ele me disse que pouco acreditava na eficiência insistentemente salvacionista adotada pelos minúsculos partidos de esquerda. Vi razão nas suas palavras e afirmei que eu estaria com o PT, enquanto governo, se relevantes questões de cidadania não fossem segundo, terceiro ou quarto plano, se não fosse prioridade as inescrupulosas alianças dos seguidos mandatos do presidente Lula e a atual promiscuidade pública de termos Michel Temer como vice-presidente do Brasil. E eis que meu primo distante, tempestivo, me aniquila: “Mas sem essas alianças seria impossível.” Pois bem, se a saída então é não haver saída, isso me faz voltar à lembrança uma característica frase que meu amigo Ricardo costumava proferir diante de situações de absoluto impasse: “Ou dá o cu ou cai na pica”. A diferença abismal é que o próprio Ricardo achava, lá ele, alguma solução: “Melhor é cair na pica... que dá pra cair de lado, de barriga...”.

Estamos em tentativa de votação da mini-"reforma política" (na verdade, um engodo que facilita a vida do PMDB e seus clones). Os partidos que querem uma reforma política DE FATO e estrutural que venha a moralizar sobretudo o processo eleitoral são contra.

O método do deputado Eduardo Cunha para impor a votação do engodo (mini-"reforma política") é a chantagem desbragada do governo federal. Ele não tem escrúpulos em chantagear o governo, ameaçando-o de obstruir a votação do Mais Médicos caso o a "mini" não passe... Eduardo Cunha e seus métodos de empurrar goela abaixo da nação os interesses de seu partido e seus próprios são um ônus pesado para o PT.

A bancada do PT, que deseja reforma política de fato, vê-se obrigada a encarar a chantagem, já que chegou ao poder com o PMDB... Mas o que me espanta não são os métodos de Cunha (quem ainda se espanta com eles?), mas a tagarelice de cínicos e demagogos. Cada um dos que defendem esse engodo chamado de "mini-'reforma' política" fala que ele é uma "resposta à ruas". Haja cinismo! Pessoas que não se dispuseram sequer a refletir sobre as últimas manifestações agora falam em nome delas e lhes oferecem um engodo! Se quisessem mesmo responder "às ruas" no quesito reforma política, teriam votado o relatório do deputado Henrique Fontana (PT-RS)!

O relatório de Fontana sim apontava para uma reforma política de fato, que acabaria com currais eleitorais e conluios com empresários! A gênese da corrupção no poder público é o financiamento de campanhas políticas por parte de grandes empresas privadas... Nenhum grande empresário financia campanha de candidato sem esperar que este lhe dê vantagens para seus negócios no poder público.

Como diz o dito popular, "quem paga a conta diz a hora de levantar da mesa". Quem paga campanha eleitoral, vence fácil as "licitações". Reflitam sobre tudo isso antes de compartilhar os posts sobre corrupção que a tratam como uma prática que dá em árvore!

Depois defender o sistema eleitoral partidário vejo que mesmo com o financiamento público vai continuar mesma coisa e só uma Anarquia (Democracia Direta - povo decide em referendos e PLs de iniciativa popular, centenas de vezes ao ano as urnas se for o caso) vai mudar o Brasil de verdade.

Os politicos se tornaram uma elite (assim como banqueiros e empresários) e votam a favor da burguesia e de si próprio. O sistema todo está podre, falta o povo acordar para uma solução mais radical.

Se o eleitor brasileiro soubesse só um pouco da história política do Brasil, nós não estaríamos nesta situação de 12 anos de governo do PT, afundando nosso país.

O que está por trás desta situação?

“Um partido chamado PT que foi formado para transformar o Brasil numa Venezuela com o Lula como ditador eterno. O PT sozinho não conseguiria ficar 12 anos no poder se não tivesse o apoio de um partido tão maligno como o do PMDB.”

Um saudoso amigo com mais de 40 anos, acompanhando a política, me disse uma vez uma coisa que hoje eu vejo que fazia todo sentido: “A gente pensa que no Brasil existe um sistema presidencialista, mas com o PMDB dominando o Congresso e o Senado, o que temos é um sistema parecido com o parlamentarista. O poder do PMDB transforma qualquer presidente em “rainha da Inglaterra”, e o Primeiro Ministro será sempre o Presidente do PMDB.”

Até aí tudo bem, caso o Congresso e o Senado estivessem nas mãos de políticos sérios, votando leis de interesse do povo brasileiro. Mas, infelizmente, aconteceu o contrário: o PMDB escolheu o caminho de ficar dominando o presidente do Brasil, trocando as “aprovações de leis” por cargos em todas as empresas e entidades que “passam” os trilhões de reais de arrecadação e “bola” pagas por empresas desonestas para ganhar algum privilégio. Para piorar esta situação, o governo do PT aceitou este pacto de “roubamos juntos” e não será incomodado por esta sigla chamada PMDB.

Para mudar esta situação não basta colocar a Dilma para fora – o que já está quase certo – e sim, aproveitar esta eleição para “decepar” com o PMDB. Para isto, comece não votando em qualquer candidato do PMDB, eles estão de carona nos candidatos do PT. Resolve o problema do Brasil? Não! Mas é um bom começo. Para resolvê-lo definitivamente, precisamos de uma reforma política. Esta que temos não presta.

Então, a atitude de alguns eleitores que insistem em votar em branco ou anular o voto, não se deram conta, que assim como o PMDB, estarão concordando com este modelo de governar o Brasil sem pensar nos interesses dos 200 milhões de brasileiros.

Romper com este ciclo requer coragem e humildade. Ficar criticando candidato que tem compromisso com “mudança” e democracia não é a melhor alternativa. Nos últimos 12 anos o Brasil perdeu a oportunidade de se destacar como um país de futuro. O risco de a “casa cair” é muito maior do que vocês imaginam.

O PMDB é um mal para o Brasil. O partido mais sem ideologia e sem coerência que existe. Faz de tudo para estar no poder. Bem do tipo "os fins justificam os meios". Como haverá mudança na política brasileira se o PMDB continuar no poder?

O PMDB só é forte porque o povo o faz forte. Só não votar nos seus candidatos para o legislativo, tanto federal quanto estadual que ele enfraquece. Em função do balcão de barganha institucionalizado, o ideal é votar em candidatos para o legislativo do mesmo partido ou coligação do seu candidato a governador e Presidente. É triste, mas com políticos do quilate dos nossos não dá para a oposição ser maioria, veja a compra de votos no mensalão. O povo, o mais interessado, é que deveria assumir a fiscalização dos atos públicos.

Um partido parasita que se sustenta negociando apoios? Um partido desses, que não tem sequer cacife para lançar um partido à presidência da república, só se cria em países esdrúxulos como este. O PMDB me dá náuseas. E foi graças a este partido medíocre que a Dilma, o Lula, O FHC e até o Collor se elegeram para a presidência da república, e que está levando a pátria a um abismo irreversível de incompetência e corrupção.

PMDB é o nosso PRI mexicano. Um centrão inodoro, insípido, incolor e assexuado cujo modus operandi é o fisiologismo e o clientelismo. PSDB e PT se acham “os protagonistas” mas são meros coadjuvantes do cancer, da bicheira, da treva: o PMDB. Este arruinou e maculou os governos do tucanato e dos petralhas. Um governo sem essa gente, um único… O PMDB é a evidência maior de nossos males políticos, sua detetização, sua exterminação, são essenciais para nossa progressão civilizatória.

O PMDB vai para o lado em que esta o dinheiro. Não importa mais nada do que os recursos financeiros: onde há obras e há bons “dividendos”.

O PMDB é um câncer, desde quando acabou a ditadura militar eles estão no poder, mesmo sem ter um presidente de lá pra cá, eles sempre mandaram nos bastidores do poder, nada no brasil é aprovado sem o aval deles, toda desgraça que o povo brasileiro passa ou passou eles tem uma grande parcela de responsabilidade, inclusive atualmente com os PTralhas no poder, tudo de ruim que acontece no Brasil, 75% é culpa deles, os outros 25% é de quem está na presidência, antes foi PSDB, agora PT, tudo farinha do mesmo saco.

O dia em que a cortina do PMDB erguida pelo seu eterno homem do dinheiro “tesoureiro perpétuo do partido a nível nacional” cair, aparecerá o preço dos “parlamentares” é dinheiro do partido, corrompendo seus próprios correligionários. Em outros partidos, chamam isso de mensalão.

O Motivo do PMDB estar com Propagandas como se fosse o "SALVADOR DA PÁTRIA"
A Dilma perdeu mais de 25 quilos em aproximadamente 40 dias. Seria dieta e ginástica? É lógico que não! Não passa de mais uma mentira plantada para encobrir a realidade.

Mesmo super maquiada, fica claro que o problema é DOENÇA. O câncer voltou e de forma muita agressiva. Tratamento tem sido feito nas caladas. O que explica tantos sumiços e "passeios" para Base Naval de Aratu e São Paulo (Sírio Libanês).


Devido agravamento da doença e efeitos colaterais do tratamento, Dilma deverá RENUNCIAR nos próximos meses e Michel Temer assumirá a presidência do Brasil. Por isso o PMDB está "fazendo críticas" ao governo e buscando demonstrar que “O PMDB sempre vai escolher apoiar o Brasil". Tentará assumir como boa alternativa para o país, como o partido da ética e do progresso.

E a ideia do Impeachment será enterrada.

Processo de Impeachment não seria bom para o PMDB, já que não há garantias que o processo de impedimento também não recaísse sobre o vice, o que forçaria novas eleições (Art. 81 da Constituição Federal). Com a renúncia da Dilma, Temer ficará até 31/12/2018.

Pelo jeito, teremos o terceiro presidente (vice) do PMDB.

PMDB bota Coxinhas e Petralhas no bolso


Petralhas e os Coxinhas que me perdoem, mas enquanto ambos praticam política de grêmio estudantil nas redes sociais, o PMDB exibe diploma de doutor Honoris Causa no pragmatismo político brasileiro. Em português claro: são os caras, botam qualquer outro partido no bolso quando o assunto é ocupar e resistir no poder.

O feito deste fim de semana merece entrar para os anais de Brasília. Assim com a cena de Paolla Oliveira em Felizes Para Sempre, mas aí já é outra história.

O mesmo partido conseguiu a proeza de ter candidato de oposição e também o de situação na eleição à Presidência do Senado. Ganhou a bancada governista e fisiológica incorporada em Renan Calheiros, que é do… PMDB. Na oposição, também pelos peemedebistas, estava o ex-governador Luiz Henrique.

Na eleição da Câmara não foi diferente: o PMDB posou com discurso de independência, quase de oposição. Só não teve coragem de dizer que era o vento da mudança como bradou Luiz Henrique no Senado, mas passou perto.

Quem foi ungido entre os 513 deputados em primeiro turno? Eduardo Cunha, candidato…do PMDB. A diferença neste caso é que não teve apoio do Planalto, que insistiu em candidato próprio e tomou uma surra do…PMDB.

Aliás, nunca é demais lembrar, o partido também tem o vice da presidente Dilma, Michel Temer. Logo, é governo. O que no caso do PMDB pode variar de acordo com a direção para onde está virado o nariz do movimento democrático.

No Estado de Santa Catarina não é diferente. O partido vai completar 16 anos com cadeira cativa no Centro Administrativo, somando-se os oito anos de Luiz Henrique e agora rumo aos oito anos de Eduardo Pinho Moreira como vice-governador.

Sempre com um fatia pra lá de bem servida nos cargos comissionados. E a cada ano se consolida mais como a grande força política no Estado. Só na Assembleia Legislativa serão 11 deputados estaduais do total de 40. Na Câmara federal, cinco dos 16 deputados federais. No senado, então, é lavada: dois dos três parlamentares são…do PMDB.

E a turma do PT e do PSDB acha que entende de política!!

Sabe de nada inocente!!!




PMDB coloca Dilma contra a parede de olho em cargos e em 2018

Aliado de primeira hora de todos os governos brasileiros após a redemocratização, o PMDB quer se tornar protagonista na política brasileira. É o que indicam as movimentações nos bastidores dos últimos dias, os discursos das lideranças e a propaganda partidária que irá ao ar na noite desta quinta-feira em rede nacional de rádio e televisão. Trata-se de um protagonismo oportuno para um momento de baixa da presidenta Dilma Rousseff, e que pode, no médio prazo, pavimentar uma candidatura para a sucessão presidencial de 2018.

Insatisfeitos com a perda de espaço para duas legendas recém-criadas, PROS e PSD, e com uma menor participação na formulação de políticas no Governo Dilma Rousseff (PT), os peemedebistas prepararam uma série de ações que colocam a presidenta contra a parede. A principal delas foi a eleição de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para a presidência da Câmara dos Deputados, que já conseguiu emplacar uma moção de repúdio contra o governo da Venezuela (algo até então inimaginável em um governo petista), dificultou a fusão de partidos políticos e aprovou o orçamento impositivo — que obriga o Governo a pagar as emendas parlamentares.

A próxima armadilha peemedebista já se configura com uma ameaça de não apoiar os ajustes fiscais promovidos por Rousseff. O chamado “pacote de maldades” de Rousseff inclui as mudanças de algumas regras trabalhistas, o aumento dos combustíveis e a correção da tabela do Imposto de Renda em um percentual abaixo da inflação. Os ajustes resultariam na economia de 18 bilhões de reais aos cofres públicos. Mas, em tempos de Governo impopular, o melhor é encontrar um espaço para se blindar.

“Não queremos pagar sozinhos uma conta que não é nossa. Ainda não nos convencemos dos ajustes que estão sendo feitos por esse Governo e por isso não vamos assumir esse ônus sozinhos sem ter participação na formulação dos projetos para o país”, afirmou o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani, que pediu votos para o oposicionista Aécio Neves (PSDB) contra Rousseff, em 2014. A fala de Picciani vai na mesma linha do que pensa o presidente do Senado, um dos caciques peemedebistas, Renan Calheiros. Nesta semana, ele disse que o seu partido só era chamado para conversar na hora de votar com o Governo. O próprio vice-presidente da República, Michel Temer, que preside o PMDB, já sinalizou a Rousseff que não conseguiria controlar seu partido no Congresso, caso as conversas não evoluam.

As reclamações de Temer e Calheiros, aliadas ao fenômeno Cunha, mostram que o governo petista terá de ‘fazer a corte’, mais do que o costume. Na opinião do cientista político e professor da Universidade Federal de Santa Catarina Tiago Borges, é o que cabe aos governos de coalizão. “O presidente precisa negociar com todos que o apoiaram. E essa crise vai demandar um esforço de negociação muito maior do Governo Dilma”.

A iminência da perda de apoio de seu principal aliado (ao menos em número de parlamentares e governadores) ou de um enfrentamento maior no Legislativo deixou Rousseff preocupada e fez com que ela sinalizasse duas aproximações. A primeira foi enviar os ministros que têm a chave do cofre ­– Planejamento e Fazenda – para se reunir com líderes do PMDB na segunda-feira. A segunda foi menos uma ação de Rousseff e mais um favor do padrinho político e seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, que nesta quarta-feira debateu a crise com os principais senadores peemedebistas que se dizem aliados do Planalto e, segundo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), concordou com um maior protagonismo de seu partido nas decisões políticas do Governo e até sugeriu que o vice-presidente da República, Michel Temer, seja o interlocutor do PMDB no governo.

Segundo Calheiros, Lula "lembrou que, quando foi presidente, envolvia o vice-presidente José Alencar em todas as decisões, e [o petista] acha que o mesmo deve ocorrer agora". "É preciso que o governo envolva o vice-presidente Michel Temer em todas as decisões porque ninguém melhor que o Michel interpreta o sentimento do partido como um todo", disse Calheiros.

Se a relação entre os dois principais partidos enfrentava altos e baixos ao longo do primeiro mandato da presidenta, a última pesquisa de opinião do Datafolha, que mostrou a popularidade de Dilma no pior patamar do seu Governo, foi o empurrão que faltava para encorajar o PMDB a se descolar de Rousseff. “A atração que o Legislativo tem pelo Congresso depende da popularidade do presidente. Se estiver mal, como agora, o Congresso se aproveita. E é isso que está acontecendo. Sem negociar, sem ceder, qualquer Governo corre o risco de fracassar”, pondera o cientista político Maurício Michel Rebello, professor da Universidade Federal da Fronteira Sul.

Um recado para a presidenta será dado na noite desta quinta-feira no programa partidário do PMDB no rádio (às 20h) e na televisão (às 20h30). Às vésperas da divulgação dos nomes dos políticos envolvidos na Operação Lava Jato, a propaganda peemedebista escondeu seu apoio a Rousseff e disse que um “mar de crises invade o noticiário”. Só não cita o que fará com os membros da legenda que serão denunciados como beneficiários do esquema que desviou entre 10 bilhões e 20 bilhões de reais da Petrobras.

Uma das interpretações para essa série de reclamações e essa tentativa de se descolar de Rousseff, conforme lideranças peemedebistas, é a busca por mais cargos. Em uma rápida comparação entre o primeiro mandato de Rousseff e o segundo, nota-se claramente a perda de importância do PMDB.

Em janeiro de 2011, o partido tinha seis ministérios que respondiam por quase 15% do orçamento da União. Já no início deste ano, o número de ministérios é o mesmo, mas a receita administrada é de apenas 2%. Isso ocorreu porque peemedebistas foram defenestrados dos ministérios da Defesa, Previdência e Assuntos Estratégicos e colocados em pastas com pouco poder de interferência política: Portos, Aviação Civil e Pesca. Enquanto isso, o PROS ficou com o relevante Ministério da Educação, que tem uma das maiores verbas do Governo, e o PSD emplacou o Ministério das Cidades, que administra os recursos bilionários do programa de habitação Minha Casa Minha Vida. Dilma ainda criou um ministério extra, o da Micro e Pequena Empresa, para agradar ao PSD.

Para amenizar a sanha peemedebista por mais poder, o Governo, que mal empossou seus 39 ministros, já estuda ceder ao partido o Ministério da Integração Nacional, hoje nas mãos de um técnico do Partido Progressista, Gilberto Occhi.

Aproveitando-se do momento crítico de Rousseff, os peemedebistas também reavivaram a vontade de lançar uma candidatura presidencial. A última vez que o PMDB lançou um nome próprio para a Presidência foi em 1994, com Orestes Quércia. Desde então, sempre apoiou oficialmente o vencedor do pleito. Mas, por ser um partido heterogêneo com muitos caciques, em alguns Estados esteve ao lado dos derrotados. Isso voltou a ocorrer no pleito do ano passado, quando nacionalmente o partido pedia votos para Dilma, mas em Estados como Minas Gerais e Rio Grande do Sul havia peemedebistas nos palanques de Aécio Neves ou Marina Silva (PSB).

A busca por um nome próprio, junto com a insatisfação dentro da coalizão governista pode, em médio ou longo prazo, resultar no rompimento com o PT. “Todo grande partido deve almejar uma candidatura presidencial. Conosco não pode ser diferente, mas temos um caminho longo a percorrer”, diz Picciani.

A opinião dele vai na mesma linha de alguns analistas políticos. “Se quiser se unir nacionalmente, o PMDB tem de lançar uma candidatura. Tentaram fazer isso em 2006, mas não conseguiram”, diz o professor Rebello.

E se não lançar ninguém? A resposta talvez esteja exatamente no lema de sua propaganda partidária: “O PMDB sempre vai escolher apoiar o Brasil”.

Renan dispara contra PT e diz que coalizão de Dilma é ‘capenga’

Horas depois de a cúpula do PMDB confirmar apoio ao governo nas votações importantes sobre o ajuste fiscal no Congresso nos próximos dias, em jantar realizado ontem à noite, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse nesta terça-feira que a coalizão do governo Dilma Rousseff é "capenga". Ele reclamou da hegemonia do PT, afirmando que um partido apenas não pode ser hegemônico, e que o PMDB não pode ser chamado apenas nas horas difíceis, de aprovar o ajuste fiscal, por exemplo. O senador confirmou ainda que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, avisou que o corte nas despesas orçamentárias será de R$ 80 bilhões.

— Essa coalizão é capenga, porque o PMDB, que é o maior partido, do ponto de vista da coalizão não cumpre o seu papel. Você não pode ter um governo de um partido hegemônico, ter um partido que é o maior partido do Congresso Nacional como parte da coalizão sem que ele tenha papel na definição das políticas públicas. Então é preciso aprofundar o ajuste, o setor público tem que pagar também uma parte da conta. Não dá para transferir essa conta para a sociedade — disse Renan Calheiros.

O presidente do Senado deixou claro que o PMDB quer espaço nas decisões de governo.

— O PMDB quer dar um fundamento à coalizão, quer participar da definição das políticas públicas. Espaço o PMDB tem demais (na política), mas não é isso que aprimora, que dá fundamento à coalizão. O que dá fundamento à coalizão é você ter começo, meio e fim para o ajuste, para a produtividade, para antever as etapas. Eu acho que o papel do PMDB nessa hora é sobretudo formatar isso — disse o senador, acrescentando:

— Temos buracos em vários setores e é importante aproveitar a circunstância, a oportunidade e a dificuldade para construirmos um melhor modelo de coalizão política para o governo. O PMDB, que é o maior partido, precisa cumprir um papel importante, insubstituível na coalizão e não apenas ser chamado nessas horas para fazer ajustes que não tem nem começo, nem meio e nem fim.

Renan disse que a reunião com o ministro Levy, na noite de ontem, foi "muito boa e qualitativa" e que de discutiu o aprofundamento do ajuste. Para ele, tem que cortar no setor público e não apenas a sociedade pagar a conta. Ele afirmou que, além do corte de R$ 80 bilhões, há o problema dos chamados restos a pagar de anos anteriores, num valor de R$ 240 bilhões. São despesas que ainda não foram pagas de anos anteriores e que incluem emendas parlamentares.

— O ministro falou em R$ 80 bilhões, mas temos muitas preocupações. Nós temos R$ 240 bilhões de restos a pagar. O ajuste tem que cortar no setor público, a sociedade não entenderá se só a população mais pobre pagar a conta do ajuste, mas é preciso cortar também no setor público. É sobretudo uma oportunidade para que se possa dar um fundamento à coalizão de governo no Brasil.

O relator do Orçamento da União de 2015, senador Romero Jucá (PMDB-RR), também reforçou a cobrança de participação do PMDB nas decisões da política econômica.

— O PMDB não será o carimbador do processo. O PMDB não quer ser passageiro e sim tripulante. Não queremos ser apenas os responsáveis pelos cortes. Esse governo não pode ser depressivo, falar apenas em cortes, tem que falar em crescimento econômico — disse Jucá.

Apesar de outros participantes do encontro terem falado que Levy citou corte de R$ 80 bilhões, Jucá disse que o número não estaria fechado. Mas ele acredita que será algo próximo ao valor do superávit primário fixado para 2015, que é de 1,2% do PIB.

— O contingenciamento no Orçamento será entre R$ 60 e R$ 80 bilhões. Todos os anos há congelamento de cerca de R$ 50 bilhões.

Os cortes sempre ocorrem nas emendas parlamentares, em custeio e em investimentos — disse Jucá.

Jucá disse que o Orçamento da União não deverá ser votado na sessão desta terça-feira do Congresso, porque os novos parlamentares ainda não apresentaram suas emendas. Jucá garantiu uma verba extra de R$ 10 milhões para cada um dos novos parlamentares, mas eles precisam indicar as obras e ações que receberão os recursos.

O Orçamento da União ainda não foi aprovado pelo Congresso. O contingenciamento só ocorrerá depois que o Orçamento for aprovado e sacionado pela presidente Dilma Rousseff.

PMDB conta com um ‘círculo virtuoso’ no Rio de Janeiro

Existe um Estado brasileiro onde um mesmo partido está no comando do Governo, da prefeitura e das presidências da Assembleia Legislativa e da Câmara Municipal — além de ter as maiores bancadas nas duas casas. É um Estado onde os principais partidos políticos do país, como o PT e o PSDB, não apitam, porque são nanicos. Este é o Rio de Janeiro do PMDB, ou ‘peemedebebistão’.

A origem do sucesso fluminense do partido, fundado em 1980 como sucessor do Movimento Democrático Brasileiro (MDB, legenda de oposição ao regime militar), está em uma aliança selada em 2006. Naquele ano, o então candidato ao governo Sérgio Cabral disputava o segundo turno das eleições para o Estado, e costurou um acordo com o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Foi aí que teve início o processo chamado pelos especialistas de ‘círculo virtuoso fluminense’: “Tivemos até 2006 vários governantes que se opuseram ao Governo federal. César Maia, Anthony Garotinho e Leonel Brizola [morto em 21 de junho de 2004]. E isso inibia bastante o recebimento de recursos federais voluntários, oferecidos por convênios. Em 2005, o Rio era o penúltimo Estado do país em termos de recebimento de recursos federais voluntários”, diz o cientista político Geraldo Tadeu Moreira Monteiro, diretor do Centro de Pesquisas e Ensino de Pós-graduação em Ciências Sociais da Faculdade Cândido Mendes (Iuperj). A partir de 2007, o cenário mudou radicalmente, com investimentos massivos do governo Lula no Estado, Olimpíadas, recursos para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), um boom na indústria do petróleo e a final da Copa do Mundo.

O resultado foi um crescimento econômico acima da média nacional no Estado, que hoje tem a menor taxa de desemprego do país. “O eleitor em geral é muito pragmático. Se há crescimento econômico e melhorias na infraestrutura, para ele está ótimo. Se não, vota na oposição. Considerações éticas e ideológicas ficam para o eleitor mais intelectualizado”, afirma o cientista político.

O caso do ex-governador Sérgio Cabral é um emblema deste pragmatismo do eleitor. Imerso em denúncias de favorecimento de empresários ligados à construtora Delta (declarada inidônea pela Justiça), e com a popularidade em baixa, ele deixou o cargo em abril de 2014, oito meses antes do término do mandato. Mesmo assim, conseguiu emplacar seu sucessor, Luiz Fernando de Souza, o Pezão, nas últimas eleições.

O PT, por outro lado, também colheu os frutos da parceria: o Rio de Janeiro foi o único Estado do Sudeste do país a dar maioria de votos para Dilma Rousseff nas eleições de 2014.

Como consequência desse ciclo desenvolvimentista vivido no Estado, o que se viu foi o domínio absoluto da máquina estatal pelo PMDB, que completa em 2015 doze anos à frente do Executivo. O atual governador, Pezão, fica no cargo até 2018. Até a eleição de Rosinha Garotinho (que tomou posse em 2003 e em 2004 deixou o PSB para ingressar no PMDB), o PDT era a força dominante no Estado.

A aliança entre os partidos mudou o perfil da política no Estado. João Feres Júnior, vice-diretor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), afirma que “até então a política fluminense havia sido marcada historicamente pelo personalismo, por líderes carismáticos, e não por partidos políticos fortes. A parceria com o governo federal inverteu esta lógica”.

Segundo Feres, os ex-governadores usavam o Executivo estadual como trampolim para a presidência, ambição que os quadros atuais não têm, pelo menos em tese — há quem aposte que o prefeito Eduardo Paes pode ser candidato nas próximas eleições. “É claro que tudo pode mudar até 2018, mas o fato é que a parceria com o PT é fundamental para o Rio de Janeiro. Do ponto de vista do Estado, o rompimento seria péssimo, até porque no momento o PMDB não tem candidato viável para o Planalto, e a outra alternativa, o PSDB, ainda é uma legenda muito voltada para São Paulo, que é um Estado gigante e faminto por recursos”.

Eduardo Raposo, Coordenador da Área de Ciência Política da Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio), afirma que o partido se especializou em oferecer maiorias para o jogo político parlamentar: “O PMDB é perito em blindar presidentes, mas ele não tem nenhum nome importante em âmbito nacional. Então ele aposta em outros partidos, mas ganha ministérios, a vice-presidência, a Câmara e o Senado [o PMDB tem a presidência das duas casas do Congresso Nacional]”.

O Rio tem ainda outra particularidade. Em geral, no país, há um polo liderado pelo PSDB e um liderado pelo PT, com outros partidos médios gravitando em volta deles. “Aqui os dois são nanicos”, afirma Monteiro. Segundo o cientista político, no Estado o PMDB aglutina um “centrão”, com cerca de 19 partidos. “Destas legendas que apoiam o governo, cerca de 15 estão representados em secretarias ou com cargos de alto escalão. Isso joga a oposição, que é basicamente feita pelo PSOL à esquerda e pelo PR à direita, para as franjas do sistema político”, explica.

Para ele, a natureza do PMDB, tanto no Brasil como no Rio, é a de uma federação de lideranças que se acomoda em um ‘condomínio de poder’, que por sua vez acolhe a todos, e assim, o partido não tem um 'dono', como é o caso do PT de Lula, ou o PSDB de Fernando Henrique Cardoso. “Não existe um grande cacique. É óbvio que o vice-presidente Michel Temer, os presidentes da Câmara e do Senado [Eduardo Cunha e Renan Calheiros], o prefeito e o governador do Rio são os maiores expoentes. Mas seus interesses acabam se acomodando”.
































O PMDB sente o fim do ciclo do PT e por isso migra para a oposição

O PT chegou a essa atual crise, como parte do Governo, a bancada do PT na Câmara sempre foi amadora. Era profissional como oposição, mas quando o partido assumiu o Governo se mostrou amadora. Isso acontece porque quando se faz oposição, o partido se prende no regimento e nas normas para bloquear a pauta. Como Governo, precisa se articular, compor a base com partidos muito distantes ideologicamente. Severino Cavalcanti, em 2005, foi o embrião do Eduardo Cunha. Mas a figura do Lula, que era mais habilidoso, resolvia melhor esse problema porque ele tem uma capacidade inata de fazer política que a Dilma não tem. Neste momento, o que estamos vendo é o fruto de uma aposta arriscada do PT, de investir em um candidato para diminuir a independência do PMDB. Mas não existe uma alternativa ao PMDB.

Com a recriação do PL não será uma alternativa para o PT, pois as principais figuras, que são as que comandam o partido, não vão sair do PMDB. São políticos com enorme experiência, que controlam o grande jogo, feito com o Governo, e o pequeno, feito com os deputados. O Cunha, por exemplo, é o rei do baixo clero. A melhor saída do PT teria sido compor com o PMDB desde o início, mas apostou alto demais, no modelo tudo ou nada. Ficou sem nenhum cargo na mesa diretora, o que é um desastre para um partido que está governando porque o Executivo vai ter mais dificuldade para aprovar suas propostas.

O PT poderá resolver isso se abrir mais o Governo para a participação do PMDB. Ir para o enfrentamento seria péssimo porque parte do PMDB está migrando para a oposição. O Governo, neste momento, é um pato manco, uma expressão (lame duck) usada nos EUA para definir o Governo no último ano. O Governo Dilma é um pato manco precoce, já começa extremamente desgastado no Congresso. Somado a isso, tem a questão da economia, a investigação da Lava Jato.

O PMDB só migra para a oposição de fato se os dirigentes fizerem uma leitura de que o Governo vai cair. Ele se comporta de forma a ficar na posição cômoda de um partido mais independente. O PMDB está olhando para 2018 e tem muitos políticos experientes que sentem o cheiro de um fim de ciclo. Por isso que uma parte começa a migrar para a oposição.

O PMDB não tem condições e nem interesse em candidatura própria para presidente em 2018. Só teria se tivesse um nome com chances reais de vitória. O melhor é ficar independente e, ganhe quem ganhe, o PMDB continua sendo a noiva. Não é racional lançar alguém ou apoiar declaradamente alguém. Tanto é que na última eleição houve alas que apoiaram o Aécio Neves, outras que apoiaram a Dilma e outras que ficaram neutras. A ideia do PMDB é essa: buscar independência em cada Estado porque não tem um projeto nacional. Em cada Estado ele se comporta de um jeito, faz alianças, e, com isso, consegue maximizar sua força eleitoral e eleger grandes bancadas na Câmara e no Senado. Assim é convidado para integrar o Governo porque sem o PMDB não há governabilidade.

O PT tem chances, com Lula ou sem o Lula. A gente não pode desprezar a força do Governo. A máquina do Governo é muito poderosa, com as nomeações, a atração de apoios. Pode ser que essa desarticulação política seja momentânea. A dificuldade, caso Lula não queira ou não possa concorrer em 2018 seria a falta de nomes no PT. Existem poucos nomes hoje que estão se destacando. Quem articula dia e noite para ser candidato é o Aloizio Mercadante, mas ele nunca teve grande sucesso nas disputas para o Executivo em São Paulo. Outros dois nomes em ascensão são o do Jacques Wagner, que deu repetidas vitórias para a Dilma na Bahia, apesar do erro estratégico de colocá-lo à frente de um ministério sem muita visibilidade, como o da Defesa. E há o Fernando Pimentel, de Minas Gerais. Fora esses dois nomes, não vejo muitos outros.

O PT vai ter um trabalho muito grande durante vários anos para recuperar sua imagem. De 2003 para cá, a porcentagem de simpatizantes do PT caiu assustadoramente. Era o único partido com uma taxa elevada de simpatizantes, mas perdeu grande parte do manancial de apoiadores que veio com a vitória do Lula. Vai ter que reverter com muita propaganda e isso vai levar algum tempo. Todo problema do Governo Dilma respinga no partido. Assim como todas as conquistas do Governo Lula também respingavam, positivamente.

BIO

Thiago Muniz tem 33 anos, colunista dos blog "O Contemporâneo", do site Panorama Tricolor e do blog Eliane de Lacerda. Apaixonado por literatura e amante de Biografias. Caso queiram entrar em contato com ele, basta mandarem um e-mail para:thwrestler@gmail.com. Siga o perfil no Twitter em @thwrestler.

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