terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Graça Foster Caiu...

Planalto confirma que Graça Foster será substituída no comando da Petrobras.


Após rumores, ações da estatal registraram valorização de mais de 10% na tarde desta terça-feira.

O governo federal confirmou a substituição de Graça Foster no comando da Petrobras. O Palácio do Planalto já informou à atual presidente da estatal que ela será substituída, mas não há informações sobre quem assumirá o cargo. O desgaste provocado pela crise recente na empresa deixou Foster em uma situação muito delicada.

A divulgação, semana passada, de que a Petrobras deveria baixar seus ativos em R$ 88 bilhões devido a corrupção e ineficiência no planejamento e execução de projetos teria pesado na decisão da presidenta Dilma Rousseff.

Em outras ocasiões, a própria Graça Foster já havia pedido para sair da presidência. A presença da executiva era vista como uma proteção às diversas denúncias de corrupção na Petrobras. De acordo com informações, a presidenta da estatal estaria sob forte pressão emocional devido ao caso.

As ações da Petrobras registraram um aumento significativo às 14h, com as ações da empresa subindo mais de 10%, sendo as ações ordinárias em alta de 10,5% e as preferênciais de 10,74%. O índice registrou um patamar maior às 14h10, quando a valorização ultrapassava a marca de 12%, com aumento de 11,67% das ações ordinárias e 12,12% das ações preferênciais.

Para compor o Conselho de Administração da estatal, o presidente do Banco Central Alexandre Tombini e os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, foram incumbidos de buscar nomes no mercado.

O ministro da Fazenda Joaquim Levy esteve pessoalmente em São Paulo, nesta segunda-feira, averiguando os nomes para ocupar o posto, mas ainda não há nenhum nome indicado para a substituição da presidência na estatal.

Também contribui para a valorização da estatal no mercado a recuperação do preço do petróleo. Além disso, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta favorecida pelo lucro do banco Itaú Unibanco, que tem alta de 2,70%.

Considerada pela imprensa administradora exímia. Imagine se não fosse. Dizem que mulheres no comando tem mais seriedade. O que temos de conhecimento de mulheres demitidas de cargos públicos e pegas em flagrantes em roubalheiras, ou arroladas em operações pela Polícia Federal é uma barbaridade. Para ocupar qualquer função pública além da competência e eficiência é fundamental ter caráter. Não se deve levar em conta a cor da pele e, do sexo da pessoa a ser nomeada.

De catadora de papelão a primeira presidenta de uma petroleira


A vida de Maria das Graças Foster parece ter lhe forjado um caráter muito tenaz.

“Venho aqui, na qualidade de primeira presidenta eleita no Brasil, para assistir à posse da primeira mulher presidenta de uma petroleira no mundo.” Corria o mês de fevereiro de 2012, e Dilma Rousseff acabava de colocar a sua amiga e colaboradora Graça Foster, uma engenheira química com destacado perfil técnico e 31 anos de experiência na Petrobras, à frente da maior empresa do Brasil. Todos eram só sorrisos, mas já naquela época analistas do mercado de energia alertavam que seu antecessor no cargo, José Sérgio Gabrielli, havia lhe deixado um campo minado. Em seu breve discurso, assim que Rousseff terminou de falar, Foster prometeu entre outras coisas “disciplina de capital”. Não está claro até o momento se a presidenta da empresa já estava àquela altura a par da gigantesca trama de corrupção que desviara bilhões de dólares na década anterior (período em que dirigiu várias áreas). O que se sabe é que o caso Petrolão abreviou significativamente o seu mandato, no qual a maior empresa pública da América Latina bateu recordes de produção, mas perdeu quase a metade de seu valor de mercado. A Petrobras enfrenta investigações judiciais em diversos países e é considerada hoje a petroleira mais endividada e menos rentável do mundo.

Devorada pela Operação Lava Jato e com as ações em queda livre, a ainda presidenta da Petrobras colocou em dezembro seu cargo à disposição de Rousseff, que a manteve. Nos círculos políticos brasileiros, especulava-se na última semana sobre o significado da sua permanência, pois se sabe como a presidenta se aborreceu com duas decisões recentes da colaboradora, e também que esta lhe serve de escudo político: o caso Petrobras levará mais de um ano até ser verdadeiramente dimensionado, e a própria presidenta é alvo de acusações. O sofrimento emocional da amiga “incondicionalmente fiel”, que foi secretária-executiva de Dilma no Ministério da Energia, teria pesado na decisão.

Seja como for, a vida de Maria das Graças Silva Foster (Caratinga, 1953) parece ter lhe forjado um caráter muito tenaz – chegou a ser conhecida como “a dama de ferro do petróleo”. Sua infância foi dura: mudança do Estado de Minas para o Rio de Janeiro aos dois anos, violência familiar, crescimento numa complicada favela da zona norte carioca, onde catava papelão e latas para colaborar com a economia doméstica. Estudou engenharia química em Niterói e, assim que se formou, entrou como estagiária na Petrobras. Seu temperamento forte lhe valeu o respeito dos colegas – respeito este que, conforme se diz na empresa, frequentemente se transformou em temor quando ela ascendeu à presidência de um conselho dominado por homens. Conhecida por ser extraordinariamente disciplinada e trabalhadora, tem dois filhos de dois casamentos, o segundo deles com o empresário inglês Colin Foster.

Suas medidas para aplacar o golpe do Petrolão (contratação de dois escritórios para investigações internas independentes, criação de uma Diretoria de Governança, proibição de novos contratos com as 23 empresas implicadas até agora) foram ineficazes em curto prazo contra um caso descomunal, que cresce a cada dia. Apesar da acusação firme de uma ex-funcionária, Foster assegura que nunca soube dos malfeitos praticados por diretores da Petrobras, grandes empreiteiras e uma quantidade indeterminável de políticos do Governo e da oposição, até que o caso explodiu. Em novembro, após a detenção de 24 pessoas, Foster prometeu apurar responsabilidades a fundo, “doa a quem doer”, e enviou três mensagens centrais: é preciso “melhorar a produção e a transparência da Petrobras”, recuperar “o respeito” e “elevar o moral” de 85.000 trabalhadores acostumados a trabalharem no “orgulho do Brasil”. A onda expansiva da corrupção e a forte queda no preço do petróleo frustraram seus desejos.

Os requisitos para a escolha de um novo presidente para a Petrobras passam pela política, pelo petróleo, pela vontade da presidente Dilma, pela influência do ex-presidente Lula no governo atual, pela competência do executivo em virar o jogo da credibilidade perdida e, principalmente, pela disposição do candidato em assumir riscos jurídicos desconhecidos.

Os nomes mais fortes que rondam as mesas de grandes bancos e fundos de investimentos no Brasil são: Roger Agnelli, que esteve no comando da Vale por mais de 10 anos; e Rodolfo Landim, ex-parceiro de Eike Batista e atual desafeto do empresário, com passagens pela Eletrobrás e BR Distribuidora.

Roger Agnelli é amigo e muito ligado ao ex-presidente Lula. Quem não gosta dele é Dilma Rousseff. Agnelli foi demitido categoricamente pela presidente no início do 2011 e seria um nome difícil dela engolir. Ora, mas se ela “engoliu” Joaquim Levy e suas “maldades” na Fazenda, por que não aceitar Roger Agnelli na cadeira da Petrobras para estancar a sangria na estatal?

Rodolfo Landim é um nome conhecido e respeitado no mercado internacional de óleo e gás, com mais de 30 anos no setor. O fato de ter saído brigado com Eike Batista antes mesmo da derrocada do ex-mega-empresário aumenta seu cacife. Hoje, o executivo toca a Mare Investimentos, um fundo de compra de participação em empresas de óleo e gás.

Outros nomes correm pelos boatos, até mesmo o do ex-BC Henrique Meirelles. O banqueiro parece curinga de crises – ele foi super cotado para assumir o ministério da Fazenda e agora aparece novamente na lista de candidatos à Petrobras. Na lista também estão ex-diretores da própria estatal, com histórico de boa gestão e sem filiação política.

A guerra de salvamento da petrolífera tem várias batalhas – por enquanto, o governo vem perdendo a maioria, senão todas. Em momentos de crise aguda, a batalha da comunicação é tão importante quanto a geração de caixa. O vazamento da decisão da presidente Dilma de retirar Graça Foster da Petrobras deveria ser seguido por um nome forte já eleito para assumir a companhia.

O vácuo entre os nomes não provocou preocupação imediata, ao contrário. As ações da Petrobras sobem como foguete nesta terça-feira. Mas o tempo corre contra o governo e a escolha precisa ser tão rápida quanto forte. Bata saber o que vai guiar a decisão da presidente Dilma – a emoção ou a razão.




















Quem envenenou a Petrobrás?

Depois de assistir-se, por anos, o maltrato da nossa empresa maior, finalmente estão surgindo movimentos em defesa da Petrobras. Mas, ignorando os verdadeiros responsáveis por sua crise. Estão pondo a culpa na Mídia ou nas concorrentes internacionais, com estes argumentos não vão defender nossa empresa contra os que de fato a envenenaram.

A Petrobras foi envenenada pelo marketing do governo que a usou como panacéia para resolver os problemas do Brasil. Para não enfrentar de imediato problemas como a educação, criaram uma superexpectativa em relação às reservas do Pré-Sal, forçando esforços que a empresa não tinha condições de realizar.

A Petrobras foi envenenada por anos de preços de seus produtos reprimidos, como forma de enganar a população, escondendo o tamanho da inflação. A Petrobras foi envenenada pelo seu uso para fins meramente políticos e eleitorais, forçando-a a instalar refinarias em Estados apenas para angariar apoio e promover aliados.

A Petrobras foi envenenada pelo aparelhamento de suas direções entregues a militantes sem preparo para uma administração seria e republicana. A Petrobras foi envenenada pelo uso de suas obras como alavanca para enriquecer corruptos e financiar campanhas eleitorais.

A Petrobras foi envenenada pelo silêncio de muitos que provavelmente sabiam ou desconfiavam do que acontecia nos seus gabinetes, mas preferiram as coisas continuarem, seja por comodismo, medo ou cumplicidade.

Por isso que um estado nação como o nosso não pode ter empresas estatais. Sempre irão usá-las como forma de fazer política. Enquanto em outros países a gasolina está em queda de preço, no nosso a vemos subir cada vez mais por conta dos exageros de nossa 'governanta". Nosso mercado merece ser aberto, já estamos cansados de pagar pelos erros de nossos políticos.

Somos auto suficientes em petróleo pesado e continuamos ainda sem uma refinaria para o caro e demorado processo de refino deste tipo de petróleo. Alem disso, o pré sal nunca foi novidade, ou seja, descoberta e sim, sempre foi conhecido, há décadas, como estratégia da Petrobrás e também como referência em estudo de geólogos. Estamos longe de ser auto suficientes em combustíveis mas sim em ser auto suficientes em corrupções.

Muitos fatores fazem os preços dos combustíveis serem o que são, o maior deles é a falta de infraestrutura e a gordura pesada do lucro das montadoras que elevam os preços de toda a cadeia produtiva de logística, aí você soma o fato de que as nossas commodities são todas dolarizadas e vendidas no mercado interno "PAU A PAU" com o dólar, a imbecilidade do brasileiro que tem vergonha e preconceito de usar o transporte público, que paga uma carroça em 100 vezes pelo preço de 4 lá fora e com os juros 5 aqui dentro, e quando o Governo legitimamente intervém pra controlar os preços públicos e as taxas para a sociedade suportar o peso secular da falta de infraestrutura e educação ainda tem quem espume feito cachorros adestrados que são.

De fato, a Petrobrás foi envenenada pela irresponsabilidade de seus administradores, pelo uso político, seja por financiar partidos como para promover seus esforços. A mídia, apesar de muitas vezes esconder o lado bom da empresa ou o lado ruim que prejudica quem apoiam, se há apoio deles a algum grupo, ela foi responsável por manter os brasileiros alertados quanto à situação crítica da empresa.

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