segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Floresta Amazônica em pânico

A Amazônia está virando um canteiro de obras e o governo permanece inerte ao problema. Algumas regiões já estão sofrendo com a falta de árvores, sentindo na pele a seca. Sem árvores não tem chuva!

Agroindústria = Seca



















Décadas atrás, a Amazônia era uma paisagem plena de fartura e beleza. Aos poucos, ela foi sendo invadida por personagens que a transformaram radicalmente. Avançaram sobre a floresta o gado e a soja, os maiores vetores de devastação na região. Atividades muitas vezes ilegais, elas trouxeram a reboque mazelas como o trabalho escravo, a invasão de Terras Indígenas e a exploração madeireira.

Os grandes proprietários de terras que comandam o agronegócio usaram seu poder e conseguiram desfigurar o que resta das leis ambientais brasileiras. Não satisfeitos, eles ainda querem mais retrocesso. O governo, por sua vez, quer reduzir a Amazônia a um canteiro de obras para seus grandes empreendimentos, que passam por cima da floresta e dos povos tradicionais que as habitam.

É um cenário desolador. Mas a gente ainda pode reescrever essa história. Em parceria com outras organizações, o Greenpeace lançou um projeto de lei de iniciativa popular para acabar com a destruição de nossas florestas. Preservar as matas nativas é caminhar para um desenvolvimento verde e sustentável. A lei do desmatamento zero é o primeiro passo para o Brasil do futuro.

Essas não são apenas fases de um jogo, são fatos de uma dura realidade que pode virar permanente se não fizermos nada para mudá-la. Proteger as florestas é mais do que uma responsabilidade dos brasileiros – é um direito.

Numa cidade chamada Monte Alegre no Pará, próxima a Santarém, não são só as madeireiras que devastam as florestas, existe uma empresa na cidade, chamada de Comara que explora calcário a mais de 30 anos, exploram minério dinamitando as áreas, formando crateras gigantescas. E nunca deixou nem tipo de benefício na cidade, todo o minério que não é pouco é levado pra Manaus, para construção de postes e fabricação de brita.

Os governos são omissos e o povo não denuncia. vamos espalhar o roubo de minério, madeira, e agora água doce em navios petroleiros. Os madereiros estão ameaçando, quem tenta filmar os roubos. vamos compartilhar, Vamos nos unir. não adianta só reclamar, tem que compartilhar. O mundo tem que ver o que acontece na Amazônia.

Há anos essa exploração é vista nos rios da Amazônia, antes não iam nessas balsas, iam em forma de grandes jangadas, madeiras ainda em toras que baixavam pelos rios e seguiam para outros estados, países ricos e nenhum governo, repito, nenhum governo fez nada, foi preciso faltar água no sudeste para poder denunciarem. Quantas pessoas já não perderam a vida tentando denunciar, impedir que essas cenas continuassem se repetindo, pois, os madeireiros tem força, dinheiro e políticos de peso aos seus lados e grande parte deles nem são da região, simplesmente se apossam das terras, exterminam as árvores, destroem a natureza, enriquecem suas contas bancárias e ficam impunes.

Este desmatamento sem limites é oriundo da indústria agropecuária. Gostaria de ver começar uma campanha forte contra isto. Por causa da indústria do sofrimento animal que cada vez mais visa lucros astronômicos, milhares de animais perdem seu habitat, acabam com os ecossistemas regionais e derrubam milhares de árvores. Isto tem que acabar.

Não podemos ficar de braços cruzados diante da destruição da mais importante floresta do mundo, da qual depende a Terra inteira a para que nossa civilização não desapareça. Nunca será demais protestar. Já que não temos políticas que nos defendam, façamos nos tudo que pudermos. Camisetas impressas, panfletos, posts, todas as mídias. Já estamos sentindo, não só os pobres do mundo, que são a maioria, os efeitos da falta de água. Nas indústrias, nas mansões dos Jardins, em Brasília! Vamos todos nos unir de formas práticas para ajudar a diminuir os danos que já foram feitos e que quase nos estão levando a um ponto irreversível (lembrando o militante Al Gore, e tantas instituições fidedignas. Procurem fontes de informação e passem aos jovens. O planeta agradece.
































Sem preservação não há vida. Cadê o desenvolvimento sustentável de que tanto se fala? Só se vê desmatamento e degradação. Não se houve falar de reflorestamento, de manejo ambiental. Não dá para entender porque não há um plano nacional, regional e local de manejo florestal. É fácil, em tese, a exploração controlada do meio ambiente. Falta sim VONTADE POLÍTICA. É muita conversa e pouca ação. Se o Executivo não consegue agir racionalmente, onde estão o Legislativo e o Judiciário que não agem, não fiscalizam e nem cobram soluções práticas. Ao contrário, o que se vê é os figurões da política querendo faturar em cima da degradação do meio ambiente. Só se houve falar em pagamento de propinas e vantagens para burlar as leis. Os políticos estão todos ricos com raríssimas exceções. São os políticos o nosso mal. Ganham muito e roubam mais ainda para nada fazerem de concreto pelo povo. Enchem os bolsos de dinheiro sujo e depois vão gastar no exterior, ficam rindo do povo e esperando a próxima eleição para nos iludirem com aquele papo furado. Se não podemos viver sem a política, precisamos sim de uma POLÍTICA SÉRIA em favor de todos.

De que adianta os professores ensinarem os alunos que cuidar das nascentes de água do nosso planeta é vida, reflorestar as margens dos rios é vida, prevenir as erosões para que não haja assoreamento dos rios é vida, enfim o governo faz muito pouco ou quase nada para impedir o desmatamento que é uma das maiores riquezas do nosso planeta, se nós brasileiros e brasileiras ficarmos inerte como o governo; daqui a poucos anos não existira vida em nosso planeta. O problema do Brasil não é o corte ou abate de árvores. O problema é o não plantio de árvores. Plantamos, que eu saiba, pinus, eucalipto e teca. Há outras essências? É provável que sim, mas não com semelhante intensidade. Nunca soube de uma plantação de aroeiras, mogno, cedro, peroba, angelim, marfim, jacarandá, jacarandá-da-bahia e outras essências.

No capitalismo é assim, em nome da ganância vale tudo, não importa as conseqüências, precisamos tomar consciência e proceder reação concreta contra atitudes que beneficia o lucro de uma minoria em detrimento da coletividade, se a população não reagir, no futuro bem próximo nossa Amazônia vai ser vista apenas por registro de fotos,videos. Isso está causando a seca no sudeste e centro-oeste. O corredor de umidade que corta o Brasil transversalmente desde a Amazônia, não está recebendo a evaporação das florestas porque elas estão sendo destruídas.

A maior piada. A ministra responsável pela floresta amazônica (Katia Abreu) disse que, neste governo, o desmatamento está diminuindo. Ela não deve saber distinguir entre uma árvore e um pé de couve. A Dilma escolhe cada "técnico" para seus ministérios em seu governo. Nós já estamos sentindo o efeito dos desmatamentos, com a falta de chuvas em várias regiões do país. O assunto é muito grave para deixar sob a responsabilidade de qualquer político. Enquanto é tempo, temos que acordar.

A interdependência entre o regime de chuvas e as florestas tropicais não é direto, mas ela existe e é extremamente relevante. As florestas são grandes sequestradoras de carbono da atmosfera, através da fotosíntese. O mesmo carbono cuja quantidade está aumentando pelas emissões da queima de combustíveis fósseis. Se as florestas acabam, menos carbono é sequestrado e, com o incremento de CO2 na atmosfera, mais o mundo esquenta. Quando esquenta, derretem-se as calotas polares e grandes quantidades de água doce são despejadas nos oceanos, mudando o pH da água. As correntes oceânicas (quentes pela superfície e frias nas profundezas) são as responsáveis pelas trocas de calor no planeta e pelo regime de chuvas nos oceanos e continentes. É justamente o diferencial de salinidade existente que determina esses fluxos em diferentes profundidades. Quando a salinidade é alterada pela água do degelo polar mudam as correntes, muda a hidrologia. Simples assim. Então, dizer que a destruição da Amazônia não afeta o regime hidrológico é ignorância ou defesa de interesses espúrios.

A Amazônia tem parte nisso sim todo mundo sabe, mas a falta de preservação dos mananciais e a fragilidade do sistema do cantareira, aliado ao calor e ao alto consumo de água deu nisso, eles já sabiam que o cantareira tinha suas limitações e que um dia iria ocorrer uma seca histórica e não investiram em outros meios porquê? Simplesmente porque isso aqui é Brasil e não quiseram investir e o povo paga por isso, pra ter uma ideia ao invés de procurar uma solução, aplica multa o consumidor por excesso de consumo para ganhar dinheiro em cima disso e para onde vai esse dinheiro? E isso e o Brasil, aonde vamos para ninguém sabe.

O Brasil - desde a invasão dos europeus - tem como prática "limpar o terreno" de coisas que atrapalhem interesses particulares ou de grupos privilegiados. A ignorância ecológica dos europeus para compreender e lidar com a biodiversidade nativa foi o principal motivo das devastações. Por outro lado havia o interesse de "ocupar as terras" - cheias de índios que viviam aqui. Os índios foram eliminados em quase sua totalidade. Franceses se aliaram aos tupinambás para eliminar os tupiniquins. Portugueses se aliaram aos tupiniquins para eliminar os tupinambás, fora outras tribos - através de matanças regulares os índios foram eliminados mas a mata ainda persistia como empecilho natural. Passamos incentivar ciclos de culturas, as mais diversas. Essa prática continua até hoje porque adotamos um modelo de exploração "do norte frio" e não "dos trópicos quentes". Os indígenas sabiam disso e aqui viveram por "milhares de anos" sem ter que derrubar florestas. Uma das questões e entender que existe uma capacidade de carga a ser respeitada e que não está sendo levada em consideração. Somos um país megadiverso (elevada biodiversidade) mas temos também dois "hotspots" (cerrado e mata atlântica) que - vergonhosamente - coloca dois de nossos biomas entre os 34 mais devastados do planeta. A relação dos oceanos, das florestas, das nuvens,e das bacias hidrográficas precisam fazer parte de um planejamento sério e de longo prazo. Precisamos - desesperadamente - restaurar e recuperar nossas florestas. Existem milhões de hectares devastados aguardando a vontade política para "plantar espécies nativas". Que legado vamos deixar para os jovens do futuro? Vamos precisar de genes diversificados para enfrentar os desafios globais. De que forma? Com um país coberto de campos de soja e de gado?

Para a região Sudeste, a Mata atlântica tem mais relevância do que a Amazônia, os dois biomas neste caso tem total importância para o resfriamento e umidade atmosférica! O El Niño é um fenômeno conhecido desde os tempos bíblicos, naturalmente ocorre de tempos em tempos alternando período de estiagem com período de chuvas, sua força tem consequências dependendo da situação das florestas que estão nos trópicos, e claro o planejamento que o governo realiza para amenizar estes efeitos, José do Egito, um personagem bíblico preveu este fenômeno ao farão e em pleno Egito ele foi responsável pelo planejamento, ele havia previsto 7 anos de chuvas e após 7 anos de seca, no Egito existe até hoje um canal chamado Canal de Yossef, que transpõe águas do Nilo, no norte, para região agrícola em pleno árido.

Pensou alguém em reflorestar o sul e sudeste? E a Mata Atlântica? Os rios e córregos secam quando se lhes tiram as árvores das cabeceiras e das suas margens. Alguém já se empenhou em despoluir os rios metropolitanos? A floresta amazônica é consequência das chuvas e não o contrário, a floresta existe por haver muita chuva, prestem atenção que há regiões da Amazônia que fica seis meses sem chuva, verifiquem, qualquer morador das regiões afetadas poderá dizer quando é o período de chuva e o de seca.























Maior desmatador da Amazônia é preso pela Polícia Federal


Ezequiel Antônio Castanha, acusado de ser um dos maiores grileiros e desmatadores da Amazônia — cerca de 15 mil hectares desmatados ao longo de dez anos — foi preso pela Polícia Federal, no cumprimento de mandados de prisão da operação Castanheira, iniciada há pelo menos seis meses. Ele foi preso no último sábado, no município de Novo Progresso, a cerca de 1,6 mil km de Belém (PA). Porém, graças ao tempo ruim, somente nesta segunda-feira ele foi transferido para o município de Itaituba. Também foi preso Edivaldo Dalla Riva, conhecido como "Paraguaio". Os presos deverão aguardar audiência prevista para o dia 11 de março.

Os mandados de prisão foram expedidos pelo juiz federal titular de Itaituba, Rafael Leite Paula. Ezequiel e Edivaldo são suspeitos de integrar uma quadrilha de grileiros. Somente Ezequiel acumula mais de R$ 30 milhões em multas por crimes ambientais, por isso sendo procurado desde agosto do ano passado. Giovani Marcelino Pascoal, conhecido como "Giovani do Hotel Miranda", o terceiro acusado de ser integrante da quadrilha e também com prisão decretada, segue foragido.

Entre os crimes de Ezequiel, todos negados pelo advogado, estão a grilagem de terra ao longo da rodovia BR-316, entre os municípios de Altamira - hoje sede de grande parte das obras da usina hidrelétrica de Belo Monte - e Novo Progresso, onde foi preso. Nas investigações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), chegou-se à conclusão de que Ezequiel desmatou 15 mil hectares de terras, com prejuízo ambiental estimado em R$15 milhões. São pelo menos dez crimes incluindo invasão de terras públicas, lavagem de dinheiro, crime ambiental e falsificação de documentos.

A Operação Castanheira foi iniciada pela Policia Federal em agosto de 2014, com 22 mandados de busca e apreensão, 11 de prisões preventivas, três prisões temporárias e quatro conduções coercitivas já cumpridas, com diligências de 96 policiais federais e 19 servidores do Ibama em São Paulo, Paraná e Mato Grosso.

Ezequiel Antônio Castanha, acusado de desmatar a Amazônia - TV Globo / Reprodução

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