quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Crise Econômica? NÃO para os Bancos...

De acordo com informações divulgadas pelo jornal Valor Econômico, o lucro dos três maiores bancos privados do país cresceu 27% entre janeiro e setembro do ano passado. Isso significa aumento de R$ 27,4 bilhões na soma dos resultados do Itaú Unibanco, Bradesco e Santander.

Para a bancária Juvandia Moreira Leite, além de cobrar as taxas de juros mais altas do mundo, os bancos “restringem o fornecimento de crédito para a população e em vez de gerar novos postos de trabalho, demitem”. Juntos, Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil fecharam 4.715 postos de trabalho em um ano.

Apesar do baixo crescimento da economia, Bradesco, Itaú e Santander somaram lucro de R$ 27,4 bilhões de janeiro a setembro. Segundo sindicalista, em vez de gerar novos postos de trabalho, bancos demitem.

Menos de 1%. É o que deve crescer o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2014. O resultado, para muitos tido como fraco, não impactou em nada os lucros do setor financeiro privado do país.

De acordo com informações divulgadas pelo jornal Valor Econômico, o lucro dos três maiores bancos privados do país cresceu 27% entre janeiro e setembro deste ano. Isso significa aumento de R$ 27,4 bilhões na soma dos resultados do Itaú Unibanco, Bradesco e Santander.

Um dos principais fatores foi a atuação mais tímida dos bancos públicos em 2014. O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal foram incluídos em um plano do governo para diminuir a taxa de juros do mercado desde 2012, deixando a concorrência menos acirrada.

A diferença entre o crescimento do Brasil como um todo e o do setor financeiro é explicada pela presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo Osasco e região, Juvandia Moreira Leite.

Para a bancária, além de cobrar as taxas de juros mais altas do mundo, os bancos “restringem o fornecimento de crédito para a população e em vez de gerar novos postos de trabalho, demitem”. Juntos, Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil fecharam 4.715 postos de trabalho em um ano.

Só um pequeno exemplo: O Banco do Brasil "terceirizou" a linha de credito popular que havia há mais de 2 anos, com 0,4% de juros. A taxa de juros subiu para 2.8%; e retringiu o crédito, aumentando o limite do empréstimo; Ou seja, para manter minimamente programas sociais o governo Dilma terá de ceder muito mais ainda, e gracas a quem senão ao próprio povo que deu poderes aos que não defendem os seus interesses.

Nunca ganharam tanto dinheiro e obtiveram tanto lucro como neste últimos doze anos. É só examinar os seus balanços. A maioria deles não quer saber de cliente pequeno e que precisa, por exemplo, de R$ 10.000,00 emprestado. Querem ganhar cobrando tarifas exorbitantes e comprar títulos da dívida pública para ganhar juros no percentual da taxa SELIC, ou mais. Quanto a União Federal paga anualmente de juros da dívida pública?

Duas notícias quase simultâneas forneceram uma boa fotografia do que o Brasil se tornou. Na primeira, descobrimos, o lucro líquido do Itaú em 2013 alcançou os 15,7 bilhões de reais, o maior da história dos bancos brasileiros, segundo estudo da consultoria Economática. Enquanto isso, o Bradesco apresentava o segundo maior lucro do ano, 12 bilhões de reais. Apenas duas instituições financeiras embolsaram quase 28 bilhões de reais, isto em uma economia de crescimento estagnado. Na segunda 3, a outra informação: a produção industrial caíra 3,5% em dezembro em comparação a novembro, a maior retração em cinco anos.

Diante desses dados, é difícil não lembrar de uma bela frase do presidente da Islândia, Olafur Grimsson: “Uma economia com bancos muito fortes é sinal de um país que vai mal”. Não só pelo fato de uma nação atrativa para investimento especulativo, no qual aplicar dinheiro em cassinos travestidos é o melhor negócio, nunca conseguirá financiar o desenvolvimento da criatividade empreendedora de seu povo. Mas principalmente porque uma economia com bancos fortes destrói tudo à sua volta.

Os bancos drenam os melhores cérebros para o sistema financeiro. Foi assim que os melhores engenheiros do Brasil não foram parar nas universidades a estudar novos materiais, em programas de despoluição de rios ou em pesquisas sobre energia alternativa. Foram fazer contas. O Brasil assim se transformou em um país que forma economistas não para pensar problemas regionais ou desenvolver políticas de combate à pobreza, mas para fazer consultoria para bancos, fundos de investimentos e outros segmentos do mercado financeiro.

Por outro lado, um sistema financeiro forte constrói uma rede escusa de relações e interferência que corroem todos os poderes políticos, entre eles a mídia e os governos. Ao criar uma relação incestuosa na qual antigos integrantes da administração pública sempre passam ao sistema financeiro e vice-versa ou na qual a saúde financeira dos meios de comunicação depende das boas relações com o sistema bancário, as instituições financeiras acabam por controlar o espectro das decisões econômicas. Não por outra razão, o mundo assistiu à impotência dos governos mundiais em desenvolver políticas capazes de quebrar o interesse do sistema financeiro global em prol da defesa de populações vulneráveis em processo irreversível de pauperização. Na verdade, toda e qualquer discussão econômica imbuída de encontrar novos modelos deve partir da reflexão sobre como quebrar a força de intervenção dos bancos, um poder que não mostra sua cara, que opera na calada da noite dos lobbies.

Que um governo dito de esquerda no poder há 12 anos não tenha quebrado o processo de transformação em um paraíso de rentabilidade para o sistema financeiro, com suas taxas de juro de baile da Ilha Fiscal, é algo que só pode provocar indignação. Nem temos um sistema pesado de taxação sobre lucros bancários, o que permitiria ao governo subvencionar melhoras nos serviços públicos tão cobradas pela população nas manifestações dos últimos meses. Até a CPMF, o imposto mais justo que este país teve, por taxar aqueles que realizam o maior número de transações financeiras, foi abandonada, para nunca mais voltar à pauta.

Neste ano no qual a dependência da classe política em relação ao sistema financeiro e às quadrilhas de construtoras aumenta exponencialmente, dificilmente veremos propostas dispostas a controlar esse que é, no fundo, um dos nossos maiores problemas econômicos. Que tais lucros intergalácticos ocorram em plena retração da economia é apenas um sintoma de onde estão aqueles que realmente controlam as decisões deste país. Assim, quando alguém joga uma pedra em agências bancárias, a sua maneira ele acerta o alvo correto. Este poder das sombras, regado a Romanée Conti e a stockoptions milionários, não pode continuar a, de fato, governar o Brasil.

Para uma nação, nada é mais perigoso do que a influência dos interesses privados nos negócios públicos, retratação brasileira desenhada pela mídia e a sabotada educação, que nos predem atenção onde nosso inconsciente não esta em guarda, assim muitos de nós não questionam-se, olhem para o consumismo, não deveríamos nos questionar se o que desejamos é o que nós desejamos mesmo ou o que nos fizeram desejar, olhem a multidão la trás,reconhecendo a inverdade como condição de vida. Até onde isso, embriagado no egoísmo que lhe embasa a visão, a humanidade enxerga o mundo como competição.

A “Elite poderosa”, o Sistema Financeiro, os Poderes Políticos e a Mídia tem papel fundamental em nossa sociedade, infelizmente são eles que controlam as decisões deste país. Os bancos e o
governo explorando o bolso dos trabalhadores e a mídia explora negativamente a
consciência do povo brasileiro. Onde a “elite poderosa” aplica todos estes lucros? Resposta: O lucro é aplicado entre eles.

Banco não é feito de sangue, artérias, músculos entre outros itens de um ser vivo. Banco não possui amor, carinho, afetividade entre outros. O Banco possui produtos financeiros para vender e cobra caro. Embora muitas pessoas acreditam que ele empresta dinheiro, na verdade é um dos produtos que ele tem e vende e bem caro. Cuidado com propagandas enganosas como por exemplo: "Empréstimos consignados, empréstimos com juros que cabe no seu bolso" etc. Emprestar dinheiro é bem diferente. Exemplo: você pede para um amigo seu emprestar cem reais, digamos por um mês e ao término do mês você devolve os mesmos cem reais, nada mais e nada menos e ponto. Nas propagandas ele se apresenta como uma instituição que faz bem a você e toda a sociedade? Será?

Circula por aí, nas mais diversas mídias, que a atividade dos bancos é de risco. Concordo. Só que é risco pra nós, os não banqueiros e não investidores, digo. pessoas que trabalham. Porque o risco é nosso? Porque, quando um banco quebra ou uma "bolha" explode, quem vai socorrer os bancos? O GOVERNO, que na verdade nada mais é do que nosso "representante???", que utiliza o dinheiro dos nossos impostos pra isso? É piada né? Não, é a mais dura realidade, como todos sabem. Eta lógica perversa essa. É simples assim, o resto, é publicidade dos próprios bancos que querem nos convencer de "como a atividade deles é de risco". Francamente.

Vale lembrar que, quando os Bancos "quebram" ou as "bolhas" explodem, quem paga a conta? Claro que somos nós, digo o governo com os "nossos impostos" e pela ordem, os menos favorecidos. Eles, banqueiros e afins" sempre ganham e nós, resto da humanidade, sempre perdemos. Seria engraçado se não fosse tão triste. Veja bem, não se trata de ser contra ou a favor do capitalismo, comunismo, "capitalismo chinês", socialismo ou mesmo a "democracia" que só existe nos sonhos dos incautos. Pra esse sistema perverso a humanidade ainda não encontrou um nome adequado, mas que é a maior sacanagem da história da "civilização?", não tenho dúvida. E o pior é que, a maioria das pessoas ainda pensa que não é dessa forma.



Lucro somado de 4 bancos brasileiros é maior que o PIB de 83 países
A soma do lucro registrado por quatro bancos brasileiros em 2013, que chegou a cerca de US$ 20,5 bilhões, é maior que o Produto Interno Bruto (PIB) estimado de 83 países no mesmo ano, segundo levantamento feito com base em dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). Os lucros foram divulgados em reais e convertidos em dólar, considerando a cotação desta quinta-feira (13).

Os ganhos do Itaú Unibanco, do Bradesco, do Santander e do Banco do Brasil, juntos, são maiores que a soma de todas as riquezas produzidas no ano, por exemplo, de Honduras, na América Central. O PIB nominal do país atingiu US$ 18,87 bilhões.

A maioria das nações cujo PIB ficou abaixo do lucro dos bancos está, principalmente, na África, na Ásia e Oceania.

Por pouco, a soma dos ganhos dos bancos não ficou acima até da economia do Chipre, país europeu que passou por uma crise bancária no ano passado. Se não fosse o resgate de € 10 bilhões acordado com o Eurogrupo, as instituições financeiras do país poderiam ter quebrado e prejudicado toda a zona do euro. O PIB estimado para o Chipre em 2013 é de US$ 21,77 bilhões, segundo o FMI.

Nesta quinta-feira, o Banco do Brasil anunciou ter registrado lucro líquido de R$ 15,75 bilhões em 2013. O valor superou o lucro do Itaú Unibanco, de R$ 15,6 bilhões, que era, até a semana passada, o maior da história de todos os bancos brasileiros de capital aberto, segundo a Economatica. O recorde anterior era de 2011 e também pertencia ao Itaú.

O lucro do Bradesco em 2013 ficou perto dos ganhos do Banco do Brasil e do Itaú, em R$ 12 bilhões. Entre os quatro bancos que já divulgaram seus balanços, o lucro do Santander foi o menor: R$ 5,7 bilhões. No ano passado, os quatro bancos mostraram resultados maiores do que os registrados em 2012.

Veja países que têm PIB menor que a soma dos lucros dos bancos (em US$ bilhões): 
Tuvalu                                                 0,038
Kiribati                                                 0,173
Ilhas Marshall                                     0,193
Palau                                                  0,247
São Tomé e Príncipe                         0,311
Est. Federados da Micronésia          0,339
Tonga                                                 0,477
Dominica                                            0,495
Comoros                                            0,658
Samoa                                               0,705
Saint Vincent e Grenadines              0,742
Saint Kitts e Nevis                             0,767
Grenada                                            0,811
Vanuatu                                             0,828
Guiné Bissau                                    0,88
Gambia                                             0,896
Ilhas Salomão                                  1,099
Antigua e Barbados                         1,22
Seychelles                                        1,271
Saint Lucia                                        1,377
Djibouti                                              1,459
Belize                                                1,637
San Marino                                       1,866
Cabo Verde                                      1,955
Libéria                                               1,977
República Central Africana              2,05
Butão                                                2,133
Maldivas                                           2,27
Lesotho                                            2,457
Burundi                                            2,676
Guiana                                             3,02
Eritrea                                              3,438
Malawi                                             3,683
Suazilândia                                     3,807
Mauritânia                                        4,183
Fiji                                                     4,218
Barbados                                          4,262
Togo                                                  4,299
Montenegro                                      4,518
Serra Leoa                                        4,607
Suriname                                          5,009
Timor-Leste                                       6,129
Guinea                                              6,544
Kosovo                                              6,986
Quirguistão                                       7,234
Níger                                                 7,304
Ruanda                                             7,7
Moldávia                                           7,88
Haiti                                                   8,287
Benin                                                 8,359
Bahamas                                           8,373
Tadjiquistão                                       8,537
Malta                                                  9,315
Laos                                                  10,099
Armênia                                            10,442
Zimbábue                                         10,482
Macedônia                                        10,507
Madagascar                                      10,528
Mongólia                                           11,139
Nicarágua                                         11,284
Mali                                                   11,37
Sudão                                               11,772
Ilhas Maurício                                   11,899
Burkina Faso                                    12,126
Namíbia                                            12,296
Albânia                                              13,162
Chade                                               13,589
República do Congo                        14,253
Jamaica                                            14,389
Islândia                                             14,585
Moçambique                                    14,669
Senegal                                            15,355
Botsuana                                          15,532
Camboja                                           15,642
Georgia                                             15,953
Papua Nova Guiné                           16,095
Brunei Darussalam                           16,564
Guiana Equatorial                             17,08
República Dem. do Congo               18,556
Bósnia-Herzegovina                         18,867
Honduras                                          18,877
Nepal                                                19,341
Gabão                                               19,965

3 primeiros bancos mais rentáveis das Américas são do Brasil


São eles: Banco do Brasil, Itaú e Bradesco, aponta Economatica. 19 bancos de capital aberto tem ativos superiores a US$ 100 bi na região.

Os três primeiros bancos de capital aberto mais rentáveis da América Latina e Estados Unidos são brasileiros, de acordo com análise da Economatica divulgada nesta segunda-feira (30).

De acordo com a consultoria, somente 19 bancos de capital aberto tem ativos totais superiores a US$ 100 bilhões na América Latina e EUA, e entre eles há quatro bancos brasileiros, Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander.

Economatica analisou a rentabilidade sobre o patrimônio (ROE) desses bancos nos 12 meses fechados em março de 2011.

O Banco do Brasil, maior banco de capital aberto por ativos da América Latina, é o único estatal da lista, diz a Economatica, e tem o melhor ROE, com 26,46%. Isso significa que, para cada US$ 100 de patrimônio do banco, a instituição gera US$ 26,46 a cada ano.

10 bancos da América Latina e EUA com ativos superiores a US$ 100 bilhões
NomeAtivo total em US$ em março de 2011Rentabilidade sobre o patrimônio (ROE) em 12 meses em março de 2011 (%)
Banco do Brasil (Brasil)532,1 bilhões26,46
Bradesco (Brasil)414,7 bilhões22,33
Itaú Unibanco (Brasil)477,9 bilhões20,57
US Bancorp (EUA)311,5 bilhões12,91
Capital One Financ. (EUA)199,3 bilhões12,03
JP Morgan Chase (EUA)2,2 trilhões11,35
PNC Bank (EUA)259,4 bilhões10,94
Wells Fargo (EUA)1,2 trilhões10,88
Santander Brasil (Brasil)235,8 bilhões10,57
Goldman Sachs (EUA)933,3 bilhões10,5



























O segundo melhor colocado é o Bradesco, o terceiro maior banco de capital aberto por ativos da América Latina e EUA. O ROE da instituição financeira no período é de 22,33%, o melhor desempenho da amostra entre bancos não estatais.

Na terceira colocação está o Itaú Unibanco, o segundo maior banco da América Latina e EUA por ativos, com ROE de 20,57%, diz a consultoria.

O Santander Brasil ficou com a nona melhor colocação, com ROE de 10,57%.

Dois bancos têm ROE negativo, o que significa que acumulam prejuízo no período, o Bank Of América e o Regions Financial Corp.



















Satisfação dos clientes com bancos no Brasil é baixa


A satisfação dos clientes com os bancos de varejo no Brasil é baixa, segundo um estudo da consultoria J.D. Power divulgado nesta terça-feira (30).

O estudo mede, por meio de seis fatores, a satisfação dos clientes em relação às suas experiências com os bancos, incluindo atividades da conta, informações da conta, oferta de produtos, instalações físicas, taxas e resolução de problemas.

A satisfação varia numa escala de mil pontos, na qual a mais alta indica maior satisfação. Foram entrevistadas cerca de três mil clientes bancários em cinco países.

Na média, os bancos de varejo no Brasil tiveram média de 679 pontos, a mais baixa entre cinco países avaliados pela J.D. Power. O Canadá teve a melhor média, com 756 pontos, seguido por Estados Unidos (752), China (685) e Grã-Bretanha (683).

Segundo a consultoria, um terço dos clientes consultados no Brasil afirmou ter tido algum tipo de problema com seu banco. O mesmo tipo de situação foi relatado por apenas 16% dos clientes de bancos no Canadá, e 22% nos EUA.

Problemas não solucionados pelos bancos e elevado tempo de espera nas agências também foram itens mais reclamados no Brasil do que nos outros países da amostra.

"A alta taxa de problemas relatados pelos clientes de bancos de varejo no Brasil só é agravada pela comunicação ineficiente sobre produtos bancários, serviços e taxas", declara Célia Bastos, diretora de pesquisa da J.D. Power no Brasil.

Individualmente, o Itaú Unibanco teve 707 pontos, o primeiro da lista, seguido por HSBC (693), Banrisul (683), Santander Brasil (681), Caixa Econômica Federal (670), Bradesco (667) e Banco do Brasil (661).

Consultada, a Febraban, entidade que representa os grandes bancos, não estava imediatamente disponível para se manifestar sobre o estudo.

Quem foi o ignorante que um dia falou que juros e produção não combinam? Fala-se muito em "ganhar dinheiro de juros", mas ora, se alguém empresta o dinheiro (de onde se cobram os juros), alguém usa este dinheiro emprestado, na maior parte das vezes NA PRODUÇÃO! Os bancos são os intermediadores financeiros que facilitam E GARANTEM esta transferência do dinheiro. Sim, garantem, pois se você depositar o dinheiro no banco e ele for emprestado para alguém, o banco devolve para você mesmo que a pessoa ou empresa para quem ele emprestou não pague de volta. Para isso, o banco deve ter capital do acionista suficiente (simplificando o Patrimônio Líquido) para cobrir eventuais perdas.

Além disso, o Banco Central exige que os bancos depositem uma parte do que ele tem em caixa, proveniente dos depósitos dos clientes no próprio Banco Central E NÃO PAGA JUROS SOBRE ISSO, é o chamado depósito compulsório. Este depósito chega a 49% dos depósitos à vista (sobre o qual o banco não paga juros para o cliente), 30% dos depósitos a prazo (sobre o qual o banco paga juros) e 31% sobre a poupança (que é garantida pelo banco e não pelo governo, caso não saibam).

Schumpeter mostrou muito bem o papel essencial dos empréstimos para as empresas (que podem ser através de bancos, emissão de títulos ou de ações, mas sempre no mercado financeiro). A inovação na indústria geralmente é suportada por dinheiro novo injetado na empresa, pois o lucro que a empresa dá é distribuído na forma de dividendos para os acionistas ou investido na produção já existente.

Agora, se você acha que dinheiro deve ser usado apenas para a produção diretamente, tire o dinheiro do banco e abra uma empresa ou empreste para o seu vizinho que tem vontade de abrir uma casa de sucos na esquina. Não quer correr o risco? Ah, mas produzir é correr riscos, por isso que investir em uma empresa só vale à pena se o lucro que vier dela for maior do que deixar o dinheiro "parado" no banco.

A discussão sobre o lucro dos bancos sempre remete o quadro estrutural da concentração de renda no país. A elite, leia-se o grande capital (banqueiros, fazendeiros, industriais, grandes
rentistas que somente vivem de juros e aluguéis) concentra quase 50% da renda nacional. É
imoral um país conviver com o fato de que metade do bolo. fica nas mãos de uma minoria. Segundo estudo da ONU-HABITAT de 2012,o Brasil é uma dos mais desiguais atrás apenas da Guatemala,Hondouras e Colômbia. Como tornar a distribuição de renda mais igual? Ser implacável contra a sonegação dos impostos que a elite tem poder e acesso para não pagar. Aplicar impostos elevados para as grandes fortunas. Somente a família Marinho tem, segundo a Forbes, R$ 51 bilhões.

Alguém acha que eles pagam todos os impostos? Aumentar o salário em valor bem superior
ao atual. Segunda matéria da revista Exame com base no DIEESE, o salário deveria em agosto 2012 ser de R$ 2.892,47. Não vale dizer que quebraria as empresas. Vale dizer que o capital deveria diminuir suas margens em níveis decentes. Só como exemplo, setor de cartões de crédito tem margem de 50%. Outra maneira de distribuir é forçar a baixa dos juros (uma das maiores do mundo) que pelo seu elevado valor contamina toda a cadeia produtiva do país, inibindo investimentos e incentivando a ciranda financeira. Transações financeiras especulativas deveriam ser mais taxadas, bem como a exportação de lucros pelas transnacionais. Enfim, há várias maneiras de melhor distribuir a renda nacional. Vale refletir sobre a afirmação de que o grande capital paga o tal do PLR. Na verdade uma migalha que deveria ser muito maior. Com certeza, se o trabalhador produz muito mais trabalho e muito mais valia, merece ganhar mais.

Voltando ao bancos, que saudabilidade e fortaleza é esta do bancos nos países desenvolvidos que quebrou os EUA e Europa em 2008? Onde está a correlação que resulta em mais desenvolvimento? Há quase 6 anos a economia dos desenvolvidos patina desempregando aos borbotões, além do fato de que os governos tiveram de cobrir o rombo dos “saudáveis e fortes” apequenando a economia e enxugando recursos de programas sociais. Com certeza concordar e elogiar o lucro excessivo dos bancos, revela como a internet está povoada de gente a soldo dos mesmos.


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