terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

A Pedra Fundamental de uma nação

Fomentar crise política é criar clima de intranquilidade institucional para futuro do país. Triste é a nação que perde a capacidade de se indignar com a corrupção.


“A riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo e não pela riqueza dos príncipes.” (Adam Smith)

O índice de popularidade de um presidente, num momento de crise política em que o fundo é a corrupção, não significa uma reação só contra o presidente. É contra o sistema, pelo esgotamento que vive o povo com denúncias de corrupção e com o cinismo do processo político, que faz com que nada aconteça para os corruptos conhecidos que se enriqueceram claramente. 

Não era um jogo político, e sim enriquecimento claro. É uma evidente evolução patrimonial ilícita. Casas, apartamentos, fazendas, canais de televisão, rádios. E isso não foi criado nesses últimos 12 anos de governo. Não se vê enriquecimento evidente em nenhum desses homens que participaram do governo com filiados ao PT.

Vários ex-governadores com vários processos no Brasil e no exterior, continuam livres, fagueiros. Políticos foram acusados de corrupção, em seus governos houve várias CPIs, homens no passado com vida simples, de repente se transformaram em notórios homens com tranquilidade financeira, com familiares abastados e que ninguém sabe o que fazem. Ministros que chegaram pobres ao poder, hoje, alguns miliardários senhores. Alguns proprietários de todo o tipo de empresas, fundamentalmente no mercado financeiro. A revolta do povo vem daí.

O povo não tem preferência por políticos corruptos que em qualquer momento de sua vida pública estiveram envolvidos em negócios escusos. A certeza ou a dúvida de suas ações transferem para o povo fundamentalmente mais pobre uma revolta repugnante. Um levantamento feito pelo jornal Folha de S. Paulo mostra que 71% dos pesquisados não querem saber de partidos políticos. Com tudo isso, o PT tem 12% da preferência. E a soma de todos os outros partidos, inclusive da ultra esquerda, comunistas, conservadores, tucanos, etc., é igual a 13%.

Percebe-se então que qualquer tentativa de alteração no processo institucional, com uma substituição movida por sentimento ideológico ou político, mesmo com a certeza da força da instituição judiciária, terá efeito desastroso para o país.

Não se pode imaginar como o povo pode reagir. Esperamos todos que, movidos pelo patriotismo, aqueles que têm o que perder façam uma reflexão. O povo não aguenta mais o noticiário no qual o Brasil não é mais um país de futuro próspero. O noticiário fomenta e alardeia um Brasil com um futuro catastrófico. Se for verdade, quem serão os perdedores?

Um povo que sofre sem escolas, sem saúde, sem segurança pública, e que até bem pouco tempo sua grande maioria sofria até sem comida.

Se não fosse o governo Lula, o desrespeito regional seria uma tristeza. Mesmo assim, a possibilidade de racionamento de água e de energia no Sul e no Sudeste faz com que o Brasil rico promova quase uma revolução. Se esquecem que o sofrimento pela falta de água, energia e até bem pouco tempo até de comida atormenta o Norte e o Nordeste há quase dois mil anos. 

E a opinião pública não se via massacrada por noticiário lacônico, fúnebre e de mau agouro. O que leva a pensar que só quem não pode viver este sofrimento são os privilegiados que, morando no Sul e no Sudeste, têm água, luz e todo o tipo de serviço público. Como se nessas regiões também não tivessem aqueles - que já parecem em maioria - que também nunca tinham visto água e luz.

Hoje, o noticiário publica escândalo no mundo: o banco HSBC acoberta bilhões de dólares de homens que o mundo sabe que são ricos. A imprensa do mundo noticia como um crime hediondo. Esses senhores, com essas fortunas, não pagam impostos em seus países de origem por terem paraíso fiscal.

A revista Forbes publicou recentemente que brasileiros acumulavam riqueza no exterior de valor quase igual a US$ 200 bilhões - mais da metade da reservas brasileiras e praticamente o PIB do Rio de Janeiro. Quantos estarão, entre esses senhores, lavando dinheiro?

A raiva do povo é com os ladrões. O povo não aguenta mais roubalheira. Vamos sim nos preocupar com os ladrões da Lava Jato, sem fazer com que nossos sentimentos políticos e ideológicos superem nossa razão e nosso patriotismo.

Dizem que no fundo de todo poço tem uma mola. Será que talvez, todos aqueles "fundos de poço" que pensei alcançar não passassem de meio de caminho? Imagino que a mola deva ficar óbvia, já que estará impecavelmente instalada no fundo do poço apenas aguardando uma chegada. Se você ou eu seguimos afundando, afundando e necas da mola, bem, isto pode ser uma boa e uma má notícia. A boa é que nem eu, nem você estamos assim tão mal das pernas - coisa mais desagradável admitir-se num fim de linha - e a má é que este mato sem nenhum cachorro morto em vista ainda pode vir a piorar.

Considere ainda, nesta fórmula, a possibilidade de que a mola não esteja evidente e você - ou eu - a deixasse passar despercebida. Considere igualmente, a possibilidade de que a Vida, o Cosmo, o Poder Supremo - a admisnistração geral, como queira concebê-la - espere que você se toque do fundo, afinal de contas o poço é seu, e fabrique a sua própria mola. Faça-a funcionar mesmo.

Hum...pareceu fazer algum sentido. Eu - e você - desenvolver a sensibilidade e o simancol para detectar o fundo e construir a mola. Testar molas diferentes, pode ser que a(s) primeira(s) não sirva(m), pode ser que não dê(em) o impulso que você e eu queremos e merecemos.

O poço pode só aprofundar enquanto o náufrago não sacudir as pernas, os braços, as idéias, o seu mundo. A mola pode não funcionar ou me - lhe - mandar para um lugar diferente. Podemos precisar voltar ao ponto de partida. Podemos nos intimidar diante da descida e diante da subida por vir. Pode acontecer de tudo.

Diante das infinitas possibilidades, o único ponto de partida é tentar. Afaste o musgo, as teias de aranha, os restos de molas mal-sucedidas e se prepare para saltar. O fundo do poço é aqui.

As forças no governo não estão dando a atenção devida aos riscos da insatisfação geral e crescente falando em impeachment. Continuam cometendo erros depois de erros, paralisando o País e irritando a população que já demonstrou estar no limite da insatisfação.

Mas aqueles que defendem impeachment, antes mesmo de haver razão clara para isso, não estão dando atenção ao que aconteceria: não pensam nos meses do processo, nem na radicalização que ocorrerá nas ruas de um lado e do outro, não olham quem tomará o lugar da presidente e quais seriam os conselheiros do novo presidente, não levam em conta o sentimento de desconfiança dos eleitores na democracia, ao saberem que o voto deles não tem mandato certo, pela segunda vez em 24 anos.

Pior, os que estamos descontentes e temos cargos de liderança e responsabilidade pública percebemos os riscos, sabemos das dificuldades de mais quatro anos à deriva e não queremos os riscos da interrupção do mandato, mas parecemos alheios, omissos ou impotentes para influenciarmos nas necessárias mudanças que permitam ao País retomar o rumo e a democracia, esperar a data certa para mudar dirigentes dentro dos prazos eleitorais vigentes.

Por esta nossa incompetência ou conivência, se quiserem falar em impeachment devem propô-lo para todos que têm cargo eletivo, sem exceção. Se alguns merecem por ação e erro, outros merecem por omissão ou incompetência.

O certo é que aqueles no governo, especialmente a presidente, dialoguem com seus críticos, percebam seus erros e busquem novo rumo para o País, e os que lhe opõem aceitem que ela tem um mandato, ofereçam e exijam alternativas. Mas se isso não acontecer, e a tormenta popular ocorrer, que sejam interrompidos todos os mandatos.

Como senador, vou continuar tentando influenciar na reorientação do País, mas se fracassar não tenho porque ser poupado. Embora a culpa seja de apenas alguns que estão no poder, especialmente a presidente, seus conselheiros, o PT e demais partidos próximos, a responsabilidade é de todos nós que temos mandato e responsabilidade.

As pessoas no Brasil estão tão acostumadas a serem subornadas ou a subornar os outros que quando alguém usa uma lógica ou um pragmatismo para tratar questões políticas, logo querem saber quanto estão pagando para isso.

Aprendam uma coisa, nem todo mundo está a venda e nem toda ideia pode ser comprada ou vendida. Ainda existem pessoas que pensam por suas próprias cabeças e não seguem nem GOVERNO E NEM MÍDIA.

As mesmas pessoas que ficam indignadas com a corrupção lá no alto escalão, esquecem que elas também são passíveis de serem corrompidas no dia a dia. Pergunte para um amigo se ele pagaria 500 reais por uma multa ou uma cerveja para o guarda. Não importa o favor ou valor envolvido, qualquer ato que favoreça quem está errado é corrupção.

Brasileiro é tão hipócrita e tão corrupto! Compram carteira de motorista, subornam tudo se é possível, sempre arranjam um jeito de levar vantagem em tudo e depois falam que estão cansados de corrupção.

Os políticos são apenas o espelho da nossa sociedade. Não adianta reclamar de corrupção e fazer o mesmo, ou achar que porque é menor, não é corrupção. O Brasil só vai mudar quando as leis forem rígidas e para todos!! Não adianta as leis funcionarem apenas para uns e para outros os casos forem engavetados.

Infelizmente no Brasil,a maioria dos políticos e eleitores tratam e defendem a política em benefício próprio,salvando o seu da reta,quando aparece pessoas que são poucas, que debatam a política de forma consciente,sem se amarrar a nenhuma sigla,incomoda! E se são vendidos querem que as pessoas te vejam como eles!

A corrupção é uma só, um significado, e tudo reflete na sociedade. Povo corrupto e movidos unicamente pelo dinheiro, ideais ridículos, a minoria com valores exaltados a moralidade tem seu próprio caráter e pensamento, fora alienação. "Ninguém respeita a constituição, mas todos acreditam no futuro da nação".


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