quarta-feira, 21 de maio de 2014

Fidel Castro tinha uma vida de rei de Cuba

No livro "A vida escondida de Fidel Castro", ex-segurança revela que o líder cubano vivia em uma ilha privada que tinha um criadouro de tartarugas e golfinhos.



Um livro escrito com a colaboração de um ex-segurança do antigo presidente cubano Fidel Castro revela que, ao contrário do que o líder fazia acreditar, ele tinha uma vida de luxo. As informações são do Daily Mail. Em "La Vie Cachée de Fidel Castro" ("A vida escondida de Fidel Castro"), o ex-funcionário conta como o líder cubano nunca renunciou aos "confortos do capitalismo".

Segundo Juan Reinaldo Sánchez, que trabalhou com Fidel por 17 anos e hoje vive nos Estados Unidos, o político vivia em uma ilha privada em Cayo Piedra, no sul da Baía dos Porcos, que contava com um criadouro de tartarugas e golfinhos. Sánchez conta que o acesso à ilha era feito 
com o iate privado de Castro, feito com madeira nobre da Angola e motor cedido pelo ex-presidente soviético Leonid Brezhnev. 


O guarda-costas relata que ele esteve "centenas de vezes" nesse "pequeno paraíso", onde era o encarregado de escoltar o comandante durante suas várias incursões de caça submarina em profundezas marítimas quase virgens.



e o tempo fosse clemente, Fidel e sua esposa Dalia viajavam quase todo final de semana a Cayo Piedra, enquanto na temporada de chuvas o comandante preferia a caça do pato na mansão "La Deseada", situada na província de Pinar del Río.
"Em agosto, os Castro se instalavam durante um mês em sua ilha dos sonhos", de onde o líder chegava a Havana em helicóptero se algum imperativo assim exigisse, acrescenta Sánchez.

















Nenhum cubano comum entrou na secreta ilha de Castro, à qual só um reduzido grupo de privilegiados, quase todos estrangeiros, foram convidados.
Reinaldo Sánchez lembra o ex-presidente colombiano Alfonso López Michelsen, o empresário francês Gérard Bourgoin, conhecido como o "rei do frango", o proprietário da CNN, Ted Turner, e o ditador da República Democrática Alemã, Erich Honecker.
Porém, as presenças mais frequentes eram do escritor Gabriel García Márquez e do herói da revolução Antonio Núñez Jiménez.
Em uma dessas visitas, segundo o autor, Fidel propôs a "Gabo" lançar-se à conquista da presidência colombiana com o apoio de Cuba, mas o escritor "preferia desfrutar dos prazeres da vida ficando confortavelmente à margem da política".
O que não conseguiu com García Márquez, ter um "peão" na Colômbia, conseguiu anos mais tarde com Hugo Chávez na Venezuela, escreve Reinaldo Sánchez, que assegura que o líder cubano "sempre teve no ponto de ira o petróleo" desse país.
"Sabia que era a chave para financiar seu sonho internacionalista de opor-se aos Estados Unidos", acrescenta. "La cara oculta de Fidel Castro" não descreve só o luxo da vida do ditador cubano, mas também analisa outros aspectos de seu regime, a dinastia familiar, seguida pela de seu irmão Raúl.
Entre as suas outras propriedades estaria uma casa na capital, Havana, equipada com uma pista de boliche no último piso e um centro médico. Ainda segundo o cubano, Castro sempre era acompanhado por, pelo menos, 10 guarda-costas.


Segundo Sánchez, Castro desfrutava de tamanho luxo em um momento em que a economia cubana estava entrando em colapso após a desintegração do principal parceiro comercial da ilha, a União Soviética.




Outra revelação do livro diz respeito à vida amorosa de Castro, que teve nove filhos, proibidos de serem mencionados pela mídia cubana.


De acordo com Sanchéz, ele decidiu ajudar o jornalista francês Axel Gyldén a escrever o livro após ter sido preso, ao pedir para se aposentar. Ele diz ter sido torturado e colocado na cadeia 
"como um cão".


"Esta foi a primeira vez que alguém do círculo íntimo de Castro falou em público (...) isso muda a imagem que temos de Castro porque seu estilo de vida contradiz com o que ele prega", declarou o autor da obra ao jornal britânico The Guardian.


Em 2006, a revista Forbes listou o ex-presidente cubano como um dos líderes mais ricos do mundo, mas Castro negou. Fidel Castro deixou o poder em 2008, após adoecer, em 2006, e, desde então, tem feito poucas aparições públicas.

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