sábado, 3 de maio de 2014

A que ponto chegou o futebol?

Os níveis de intolerância chegaram a níveis intoleráveis.
Ontem, no Recife, a Veneza do mundo em desenvolvimento, morreu um torcedor assassinado por uma privada depois do jogo entre Santa Cruz e Paraná Clube.
Por uma privada!
Dispensa comentar.
Hoje, agora, em Roma, a Cidade Eterna do mundo desenvolvido, no histórico Estádio Olímpico, a decisão da Copa da Itália, entre Fiorentina e Nápoli não pode começar por causa do péssimo comportamento dos torcedores.
Bombas pipocam de todos os lados depois de batalhas fora do estádio. Enquanto diretores de clubes se comportarem como torcedores, dizendo que querem destruir o rival, enquanto a mídia der mais divulgação ás sandices às da torcida para classificarem como mais fanáticas, isso não vai mudar.
Há esperança? Lógico que há esperança, basta olhar para o que já foi feito em outros países, que enfrentaram situações tão ou mais criticas que as nossas e conseguiram encontrar caminhos. Enfrentamos problemas de segurança pública, polícia ineficiente,código penal arcaico e justiça lenta. Além disso, temos uma parte importante da sociedade que pede direitos humanos somente para os bandidos, mas como diz o craque Ruy Castro, " não vai a enterro de policial militar". A violência no futebol brasileiro e reflexo de tudo isso, de um povo violento, em tudo, no trânsito, contra as crianças, mulheres e minorias. Enfrentar tudo isso demandará liderança e um projeto de longo prazo, enquanto isso, o futebol continuará a dar abrigo a essa gente.
A que ponto chegou o Brasil! Cansei. Estou cansado da violência, da corrupção, da falta de educação, da incivilidade, do desaparecimento dos valores, do nivelamento por baixo. Não aguento mais ver os políticos, as “celebridades”, os cartolas, as torcidas organizadas, a TV e seus animadores de “talk-shows” darem o pior exemplo que um jovem possa receber. 
Cansei de ver tanta roubalheira e tanta matança. Cansei do pouco caso que se faz da vida humana. Não aguento mais ver meu País ser dirigido por gente que mais pensa na sua perpetuação no poder e no próprio bolso do que no bem estar do povo. Povo na sua grande maioria bom, lutador, trabalhador. Preocupa-me ver esse enorme e maravilhoso navio chamado Brasil, ser pilotado por incompetentes que estão lhe dando um rumo obscuro e incerto. E que o dia em que alguém conseguir mudar esse rumo, a inércia dessa enorme massa fará com que as mudanças surtirão efeito somente daqui a várias gerações.
Um povo com esperança é um povo dominado, mas pior é o tipo de ideia sobre sociabilidade que as pessoas têm nesse país "em desenvolvimento".
O ser humano está regredindo. Está se tornando selvagem, bruto, retornando ao primitivismo dos neanderthais. Aqueles desta parte do planeta, são piores. Não frequentaram escola, e se tivessem frequentado pouco mudaria. Seus neurônios estão deformados pela fome crônica. Suas conexões cerebrais são deformadas, daí seu pensamento ser deformado, não distinguindo o certo do errado, o belo do feio, portando-se como seres irracionais, verdadeiras bestas humanas capazes de atos como o ocorrido no Recife.

Desista do Futebol: acho que vale mais a pena ler um livro, assistir um filme, jogar um vídeo-game, dormir, ir ao parque caminhar. Sério, você emprega melhor o seu tempo e o seu dinheiro. O Futebol morreu dentro e fora dos gramados.
O que mais revolta é que, além da incapacidade da nossa justiça em resolver e punir estes casos, temos que conviver com o apoio dos direitos humanos a pessoa desta estirpe. Mesmo que venha a ser preso, o que pouco acredito, esse bandido estará todo respaldado, pousando como se fosse vítima das circunstâncias. Este episódio só me dá mais certeza de não perder meu tempo em ir a estádios, apesar de adorar este esporte. Quem me garante que voltarei? Prefiro a televisão mesmo. É mais segura e confortável.

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