quinta-feira, 22 de maio de 2014

6 gênios do futebol que não ganharam a Copa do Mundo

Eles foram verdadeiros artistas com a bola no pé. Encantaram plateias e decidiram campeonatos. Ídolos em seus clubes, heróis nacionais, carreiras recheadas de glórias, títulos e famas, mas que compartilham o mesmo desgosto: jamais levantaram uma Copa do Mundo.


1. MATTHIAS SINDELAR

O melhor jogador austríaco de todos os tempos, maestro da Seleção Austríaca que encantou os europeus dos anos 30 que ficou conhecida como "Wunderteam" (O Time Maravilha). Conhecido por buscar o jogo, realizar tabelas e envolver o marcador com sua leveza e elasticidade, que lhe rendeu o apelido de "Der Papierene", o "Homem de Papel". Sua Seleção chegou como favorita na Copa do Mundo de 1934, mas acabaram perdendo na semifinal contra a Itália, tendo que se contentar com o 4º lugar. Em 1938, a Áustria foi anexada pela Alemanha nazista e deixava de ser um país independente. Para "celebrar" a ocupação, uma partida amistosa foi marcada. Contrariando as ordens de derrota, Sindelar comandou o último show de sua Seleção com vitória de 2 a 0, com 1 gol seu onde foi comemorar "sambando" perto das tribunas onde se encontrava  as autoridades alemãs. Morreu em 1939 sob circunstâncias misteriosas.

2. PUSKAS

O melhor jogador húngaro da história e, para muitos, o maior jogador canhoto europeu de todos os tempos. Conhecido como "Major Galopante", jogava no mítico Honved, da Hungria, que encantava os públicos e foi base da sensacional Seleção da Hungria dos anos 50, na qual Puskas fez parte. Com a Seleção, o craque conquistou as Olimpíadas de 1952 e a Copa da Europa-Central de 1953 além dos 32 jogos de invencibilidade antes de disputar a final da Copa, entre esses jogos uma histórica vitória por 6 a 3 contra a Inglaterra. Na Copa de 1954, Puskas se machucou no 2º jogo da 1º fase e ficou de fora das quartas e semifinais. Jogou a final no sacrifício, fez o 1º gol e deu o passe para o 2º, mas inacreditavelmente a Alemanha virou o jogo e ficou com título. Depois da revolução que aconteceu em seu país, em 1956, se transferiu para o lendário Real Madrid do final da década de 50, quando fez dupla com Di Stefano. Marcou 765 gols em 811 jogos durante sua carreira. Faleceu em 2006, aos 79 anos.

3. EUSÉBIO

Moçambicano de nascimento, Eusébio é considerado o melhor jogador que já vestiu a "camisola" da Seleção Portuguesa. Dono de uma velocidade assustadora, um chute potente, dribles curtos, rápidos e desconcertantes e um faro de gol impressionante. Conhecido como o "Pantera Negra", fez parte do melhor Benfica de todos, o dos anos 60, que conquistou por 2 vezes a Copa dos Campeões da Europa e foi vice de outras 3. Liderou a Seleção de Portugal na Copa de 1966, quando venceu o Brasil de Pelé na 1º fase por 2 a 0 e liderou uma virada histórica nas quartas de finais contra a Coréia do Norte, quando os asiáticos abriram 3 a 0 e os portugueses viraram para 5 a 3 com 4 gols do Pantera. Porém, o futebol da equipe deu "chá de sumiço" nas semifinais contra a anfitriã Inglaterra, e foram eliminados, mas levaram o bronze ao venceram a União Soviética, de Yashin, por 2 a 1. Eusébio foi o artilheiro do Mundial com 9 gols e marcou 733 gols em 745 jogos na sua carreira. Faleceu em janeiro de 2014.

4. CRUIJFF

Inteligente, habilidoso, veloz e "polivalente". Um dos poucos gênios a ombrear Pelé no futebol arte. O líder do Ajax dos anos 70 que causava medo nos adversários pelo futebol de movimentação e passes rápidos alucinantes que renderam um tricampeonato da Liga dos Campeões da Europa. Base da Seleção da Holanda e seu "futebol total", onde jogadores não guardavam posições e todos atacavam e defendiam. Na Copa de 1974, eram os grandes favoritos ao título. Fizeram os uruguaios tremerem de medo na 1º fase, quando "só" ganharam de 2 a 0. Na semifinais, composta por 2 grupos, colocaram a Argentina na roda, 4 a 0, e eliminaram o então campeão Brasil de Zagallo e Rivelino por 2 a 0. Porém, na final, sucumbiram contra o excelente futebol aplicado dos alemães e ficaram com o vice-campeonato. Logo após a Copa, Cruijff deixou o Ajax rumo ao Barcelona na contratação mais cara na época e tirou a equipe de seca de 14 anos sem o Título Espanhol. Se recusou a jogar a Copa de 1978 e nunca mais teve chance de conquistar o Torneio. Após o fim da carreira de jogador, começou uma com técnico, tendo sucesso em suas passagens por Ajax e Barcelona. Disputou 662 jogos na carreira e marcou 368 gols.

5. ZICO

Arrancadas espetaculares, lançamentos precisos, dribles desconcertantes e cobranças de faltas fulminantes. Para os "gringos", era "White Pelé", para os flamenguistas, um verdadeiro Deus. Zico e seu futebol maravilhoso lideraram o espetacular Flamengo no inicio dos anos 80, quando venceram 3 Campeonatos Brasileiros, 1 Libertadores e 1 Mundial de Clubes. Fez parte do grupo da Seleção Brasileira na Copa de 1978 que ficou em 3º lugar, mas se lesionou na partida contra a Polônia. Na Copa de 1982, formou um meio-campo de pura arte ao lado de Sócrates e Falcão que encantou todo o mundo pelo seu futebol ofensivo e passes de qualidades, mas que sucumbiu contra a Itália de Paolo Rossi. Em 1986, Zico foi convocado mesmo machucado e foi reserva toda a competição. Entrou no decorrer do jogo contra a França nas quartas de finais e perdeu um pênalti, e a Seleção seria eliminada nas cobranças de pênaltis, onde desta vez ele converteu. Passou por Udinese, da Itália, voltou ao Flamengo posteriormente e encerrou a carreira no futebol japonês. Virou técnico, com certo destaque para seus trabalhos frente a Seleção Japonesa e o Fenerbahçe. Marcou 826 gols durante sua carreira.

6. PLATINI

Seu futebol era típico de um verdadeiro Camisa 10. Seu gols maravilhosos, seus passes açucarados e suas faltas cobradas com extrema perfeição lhe renderam os apelidos de o Platoche e "Simplesmente Mágico". Rivaliza com Zidane o posto de melhor jogador francês de todos os tempos. Começou a carreira no Nancy, mas fez história mesmo no bom time do Saint-Étienne entre 1979-1982 e na épica Juventus dos anos 80, onde conquistou, entre outros Títulos, 1 Recopa Européia, 1 Liga dos Campeões e 1 Mundial de Clubes. Jogou 3 Copas do Mundo. Em 1978, os franceses caíram na primeira fase. Em 1982,  liderados por Platini, os "azuis" esbanjaram talento e arte sendo chamados pela imprensa de "Brasil da Europa", mas caíram diante da Alemanha nas semifinais. Depois do Título da Eurocopa de 1984, chegaram para a Copa de 1986 mais maduros e confiantes. Eliminaram os italianos nas oitavas, e brasileiros nas quartas, mas seriam novamente derrotados pela Alemanha nas semifinais, ficando com 3º lugar depois de derrotar a Bélgica por 4 a 2. 
Após o fim da carreira, Platini iniciou a carreira de técnico, mas sem sucesso. Hoje, é o Presidente da UEFA. Disputou 652 jogos na carreira e marcou 353 gols.

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