quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Brasil: um país de merda

O Brasil não tem mais jeito, o maior problema desse país é o brasileiro, eu, tu, ele, nós, vós, eles... o brasileiro gosta de bagunça, gosta de levar vantagem em tudo, gosta de ter um esqueminha pra resolver os problemas, gosta de furar leis... enfim, o brasileiro é o grande culpado pela situação nojenta que nos encontramos. O país é sujo, corrupto, mal educado, pouco cidadão, pouco cortês, etc. Ahhhhhh Corey, vai dizer que você nunca fez nada disso? Claro que fiz! Sou brasileiro, mas não me orgulho disso e venho tentando fazer as coisas de maneira mais ética e honesta possível, mas infelizmente muita coisa nesse país foi feita pra funcionar debaixo dos panos. A cada viagem pro exterior vejo que meu lugar não é aqui, que jamais serei plenamente feliz por aqui simplesmente porque não vejo perspectiva de macro-melhora (essa palavra não existe, né?).  

Desculpe, mas se você já foi a qualquer país de primeiro mundo e não sentiu ao menos uma pontinha de vontade de ficar por lá, amigo, seu lugar é aqui no Brasil mesmo, você provavelmente é um brasileiro típico que se irrita com pessoas que cumprem leis, que acha exagero países onde a corrupção é combatida, que não vê necessidade de falar “por favor”, “obrigado”, “bom dia/tarde/noite”, que não se desculpa ao esbarrar em alguém, que se atrasa pra compromissos, que adora contar vantagem por ter dado algum golpe, que mete atestado no empregador no dia seguinte do jogo do corintians, que reclama da segunda-feira e abençoa a sexta, que só pensa no trio cerveja-futebol-buceta, etc. A atitude pseudo-patriota brasileira é ridícula, chega a ser patético alguém dizer “amo meu Brasil”, c'mon man, pare pra pensar nisso, como amar um lugar nojento como esse? Isso é quase como dizer que gosta de comer merda, é algo totalmente non-sense! 


Se você é um desses patriotas esquerdistas que idolatram Che e Marighella e acham que o governo deve te dar até um vale-cigarro, já deve estar se coçando pra falar a seguinte frase: “Se aqui é tão ruim, Corey, sai fora, vai pra outro país!!!”. Já vou responder como se fosse um FAQ. Sim, estou mexendo os pauzinhos pra fazer isso, essa ideia tem martelado muito na minha cabeça e na da Bia. O que antes eu achava impossível, que é pra poucos e que dá muito trabalho, o Google já fez o favor de me elucidar e me fez perceber que há sim várias possibilidades para imigrar e que não é tão difícil quanto parece a primeira vista. Felizmente temos muita coisa a nosso favor: um pouco de dinheiro, não temos filhos, não temos frescura com relação a trabalho, temos possibilidade de dupla cidadania, desapego de família, minimalismo de objetos, etc. 


O que nos falta? Definir um plano de ação bem delineado: Para onde ir? Como legalizar? Onde trabalhar? E o idioma? Quando? Nossa vida é quase uma aventura, fazemos um monte de planos e mudamos o rumo deles quase que 100% das vezes, esse tipo de plano é muito sério e as decisões na maioria das vezes não cabe arrependimento, tem que ser algo definitivo ou perto disso. 

Por não saber exatamente o que queremos e como queremos, estamos por enquanto na faze do brainstorm. Já sei a segunda pergunta: "Ahhhh Corey, até parece que você vai trocar sua vidinha de vagabundo que trabalha via remota 2 horas por dia pra trabalhar sabe Deus no que em outro país durante 20 horas por dia?!?!" Resposta: amigo, sou vagabundo sim, reconheço isso, mas pra viver num lugar decente eu trabalharia cuidando de criança no frio da Suíça (quem me conhece sabe o quanto "adoro" crianças e frio!). 

Admiro as pessoas que largam o Brasil e vão fazer suas vidas em outro lugar, muitos se dão muitíssimo bem, outros nem tanto, mas todos saíram da sua zona de conforto, pararam de reclamar e foram atrás de melhoria e só essa ação já é digna de todo respeito e admiração. Se você tem essa vontade, vá em frente! 


Os últimos acontecimentos no Estado do Rio de Janeiro, bem como outros fatos graves que ocorrem na região sudeste do País, nos levam a crer que estamos vivenciando, na fase “pré-copa”, um trailer de filme de terror. Não é pessimista afirmar, diante do que se vê, que tudo depõe contra o sucesso do evento; mortes aos montes, greves, sistema elétrico em colapso, tudo isso sem contar o frio polar que poderá atingir o Brasil na época do campeonato, como compensação ao calor saariano que nos aflige neste verão.


A nova bandeira do Brasil: Uma grande merda dentro de um vaso

A realização da Copa do Mundo no Brasil não foi definida ontem. O tempo necessário para a preparação de estádios e outros aspectos da infraestrutura necessária foi mais do que suficiente: o que não andou, mais uma vez, foi a máquina governamental, desta feita ladeada pela irritante CBF, que há muito tempo não consegue fazer nada de bom para a estrutura e administração do futebol brasileiro.


O cinegrafista da Rede Bandeirantes, Santiago Ilídio Andrade, foi mais uma vítima da falta de preparo de agentes públicos encarregados de conter tumultos, os quais, por força de origem, não têm facilidade em tratar manifestações populares com firmeza, diplomacia e inteligência, já que vivemos em um Estado Democrático e de Direito.


Os locais escolhidos por seleções estrangeiras para se hospedar e treinar já são alvo de profunda reflexão por parte das delegações, sendo que, à boca pequena, comenta-se que algumas já teriam expressado o desejo de não vir ao Brasil, temendo pela falta de estrutura tupiniquim.


Uma terra em que a violência campeia, há anos seguidos, sem qualquer medida mais eficaz do governo federal em conjunto com os gestores estaduais; metrópoles que se prostram diante de categorias profissionais que dominam meios de transporte; combate ao tráfico de drogas que é repelido pelo próprio poder público, que desconhece a necessidade de ação social combinada com o incessante e rigoroso trabalho de investigação policial, e uma nova forma de arrastão denominada “rolezinho”, são poucos exemplos do que aguarda os estrangeiros que se aventurarem aqui.


Que outros se iludam com a idéia do sucesso é compreensível; mas nós, brasileiros, que sofremos diariamente todo o tipo de problema decorrente da ausência de uma boa gestão pública em diversos setores, não temos o direito de fazer isso. Somente aos alienados e gananciosos cabe, com total propriedade, enaltecer a Copa do Mundo em nossa terra. Que Deus nos ajude!


Há algum tempo, o papel desempenhado pelo Brasil na política mundial tem chamado a atenção não só de analistas internacionais ultraespecializados, mas, também, dos meios de comunicação de influência mundial. De ambos os lados, a versão é unânime e parece incontrastável: nada interromperá o sucesso do Brasil nos próximos anos – e isso não se refere exclusivamente aos eventos internacionais de 2014 e 2016, a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. Trata-se, antes, de um sucesso de estima que tem a ver mais com o desenvolvimento sócio-econômico a longo prazo; parece, enfim, que o futuro, pensado por intelectuais como Stefan Zweig, enfim, chegou.
Esse sucesso de estima ganhou espaço na mídia estrangeira desta semana, quando o The New York Times publicou uma reportagem sobre a cidade de São Paulo, conquistando o status de “nova capital cultural”. Com um epíteto desses, chancelado por um veículo da metrópole, a autoestima de governantes e governados da província fica revigorada, mesmo que os índices de violência no estado de São Paulo tenha crescido de forma sólida nos últimos 7 meses, conforme foi publicado nesta mesma semana.

Tão importante quanto o texto, foi a repercussão que a reportagem do NYT ganhou por aqui. De certa forma, a mentalidade mudou, mas não saiu do lugar. O Brasil e os brasileiros adoram e aceitam bem os elogios ao mesmo tempo em que rechaçam qualquer tipo de crítica. E, goste-se ou não, nos próximos anos, o País será alvo de boas recomendações e também de admoestações pouco edificantes, o que certamente motivará uma reação igualmente descabida: afinal, aos amigos,  tudo; e aos inimigos, nem a justiça, como disse certa vez o jornalista Tarso de Castro.
Pouco a pouco, esse hype chamado Brasil terá de prestar contas de toda essa expectativa que tem sido plantada por aqui: de fato, o que temos a dizer sobre os tempos que correm? Qual será a nossa grande contribuição? Quais são as ideias e os projetos que temos a oferecer? Em síntese, o País quer liderar, mas qual é o seu plano? São muitas perguntas a responder e, todas as vezes que elas aparecem, logo vem alguém da turma do “deixa disso” e sugere um improviso, a malemolência e, calcado no pensamento mágico, afirma: “relaxa, que vai dar tudo certo”.
E é evidente que as condições de vida, hoje, são melhores do que há alguns anos; é certo que o acesso à informação, à cultura e à educação está mais franqueado; de maneira equivalente, o brasileiro tem mais poder de compra do que no passado, fator determinante para a melhora dessa autoestima, que sugere esse feel good factor visível nas pesquisas de aprovação do governo. Ocorre que, mesmo assim, o improviso parece ser o único plano a longo prazo, concorrendo, talvez, com uma agenda essencialmente conservadora e pouco propositiva. Queremos conquistar o mundo, mas tem de ser do nosso jeito: sem contestação e de acordo com as nossas condições.
E lá vem aquele senhor de idade avançada, barba por fazer, roupas velhas e rasgadas, cabeça sempre pendente para o lado, talvez por causa de uma doença ou nascimento mesmo, empurrando seu velho carrinho de supermercado, com três galões de água de 20 litros, em sua rotina diária, buscar água para o seus companheiros de rua. Sim, este senhor é um morador de rua. Sempre o vejo. Nunca trocamos uma palavra se quer. É um senhor tranquilo e sempre simpático com o rapaz responsável pela limpeza do banheiro e que está, sem questionar nada, sempre a ajudar este bom senhor. O rapaz responsável pelo banheiro, é uma pessoa educada, trata a todos com simpatia e sorriso no rosto. É sua maneira de trabalhar. Com certeza, o funcionário padrão.

Este rapaz me diz algo que me é estarrecedor, sobre um outro funcionário, do período da tarde, que sem pensar na situação daquele senhor, cobra-lhe, descaradamente, um refrigerante " Dolly " para que. o senhor possa pegar mais água a tarde. Comento com o rapaz da manhã, que isso é o velho hábito da corrupção, já que a água, é uma dádiva sagrada e jamais deveria ser comercializada.

A companhia do ''Metrô'' já é o suficientemente rica para negar água a quem tem sede, mas o caso não é com a empresa em questão. Trata-se de uma funcionário de uma contratada do ''Metrô'' para a manutenção diária de seus inúmeros banheiros.

Percebo aí, uma prática pertinente a qualquer setor e classe da sociedade brasileira, a famosa e danosa corrupção.. É cruel e desumano que, um ser pobre de recursos, mas que trabalha, logo é um assalariado, corromper um outro pobre, sem qualquer recurso na vida e que vive a míngua da sociedade, negar- lhe o direito a um galão de água, porque este não pode lhe dar um refrigerante Dolly.

Qual é então, o caráter do cidadão brasileiro?
Onde está sua educação e bom senso?

Com que direito, o rapaz do turno da tarde, faz uma coisa desta?

Não é a toa que nossos políticos, fazem a " festa " com a vida dos brasileiros. E por que?
Porque o brasileiro é conivente.

Aprendem, desde cedo, a margem da pobreza, a arrancar do meio onde vivem, dentro de suas próprias comunidades, os que consideram ser seus irmãos da miséria.

O que se pode esperar de um povo deste, que se vale da falta de sorte alheia, para cobrar-lhe um medíocre guaraná?

Não se pode esperar absolutamente nada! É revoltante e degradante até.

Ouço isso e o silêncio me domina. Tenho vontade de gritar a plenos pulmões o que se passa em cabeça, ao ouvir algo assim, mas é melhor não. 

Eu jamais iria solucionar tal problema. Continuo por ali afim de terminar meu dia e voltar para a minha casa, e dar continuidade a minha vida.




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