terça-feira, 14 de janeiro de 2014

ROLÉZINHOS

Mal ou bem isso só dá forças para os agentes públicos combaterem futuras manifestações. Tá na cara que os "rolézinhos" não são simples protestos contra discriminação e o preconceito contra classes mais baixas, indivíduos se aproveitam para danificar os shoppings, praticarem o arrastão, isso não é justo. Porque não se protesta nas ruas?

Protestos fundamentados, eu entendo e apoio. Contra a corrupção, contra o aumento da passagem. contra o descaso com a educação, contra a violência descabida da PM, contra as medidas de fachada mas que em nada beneficiam de fato a saúde. Tudo isso eu acho digno e adoto como causas minhas também.

Mas marcar "rolezinho" dentro de um shopping center é simplesmente ridículo. Além de não afetar nem incomodar em nada aqueles contra os quais deveria se estar protestando (a.k., Cabral e Paes que continuam nos fazendo de palhaços diariamente), não dignifica nenhum tipo de luta pela igualdade racial e ainda por cima prejudica um segmento da economia que - pasmem - anda em crise há um bom tempo.

E aí, com o mercado da moda em crise e diversas marcas (até as de "luxo") falindo, adivinha quem são os maiores prejudicados? Os seus funcionários, principalmente os com menor grau de especialização - costureiras, estoquistas, etc - que ficam desempregados e não conseguem emprego em outro lugar pq todas as empresas do setor tão mal das pernas.


Agora me diz, qual o sentido disso?

Acredito que tem gente que acredita de verdade que isso seria uma forma de protesto sim (claro que também tem quem quer se dá bem, não tinha também nas manifestações das ruas? oportunistas existem em todos os lugares e, desculpa pelo termo óbvio, oportunidades).

Mas para essas pessoas cabe parar e pensar por um momento nas consequências de uma coisa tão estúpida. Querem protestar, querem de verdade? Sério, dá as caras na ruas, vota direito, se informal, aprende a ter pensamento crítico. Mas protestar dentro do shopping contra o "apartheid social" tem cara, na melhor das hipóteses (sendo muito cabeça aberta) de ideia de adolescente, metido a ser de esquerda mas que sonha em ter um smartphone para chamar de seu e roupas de marcas estrangeiras.

Essa ideia é fruto de uma cabeça pequena e ignorante que acha que causando comoção (e até pânico) num "templo de consumo" vai abalar os temíveis opressores do sistema. Não, meu filho, vai atrapalhar unica e exclusivamente os trabalhadores que estão tentando garantir o salário do mês. Os opressores tão longe dali, fazendo compras fora do país com o seu dinheiro, esbanjando em campanhas de marketing milionárias, promovendo a especulação imobiliária e andando de helicóptero com verbas públicas.




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