segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

RADIO CONTEMPORÂNEO: TOM JOBIM

Hoje a rádio Contemporâneo está frenética com um gigante da música brasileira: Antônio Carlos Jobim.

Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim - TOM JOBIM - nasceu no dia 25 de janeiro de 1927 no bairro da Tijuca - Rio de Janeiro, filho de Jorge Jobim e Nilza Jobim (o pai morrera quando o filho tinha apenas 8 anos). O parto, demorado e difícil, foi auxiliado pelo Dr. Graça Mello, o mesmo que tinha assistido, anos antes, o nascimento de NOEL ROSA.

Desde pequeno, era contemplativo. Gostava de passar longos tempos sentado no degrau da cozinha, olhando para o céu ou para o quintal cheio de flores. Quando teve permissão para sair sozinho, andava pelas ruas tranqüilas do bairro, ia olhar o mar ou assistir às matinês no cinema próximo de sua casa.

Foi testemunha e personagem de importantes mudanças no Rio de Janeiro, a partir do próprio bairro onde mora desde os quatro anos de idade, Ipanema. Como ele próprio gosta de lembrar, a Ipanema da sua infância oferecia as ruas para jogar bola de gude, além da lagoa Rodrigo de Freitas para nadar e pescar camarão. Muito diferente, portanto do que ocorre neste fim de século. Às vezes, o padrasto (Celso Frota Pessoa que estivera presente em todos os momentos importantes de sua vida e da de sua irmã), acordava a família meio da noite para irem à praia na Barra da Tijuca. Tom e Helena (irmã de Tom, foi quem colocou o apelido) deitavam-se na areia fria e aprendiam a identificar as grandes constelações.. Começaram as primeiras incursões de Tom com seu avô pelas matas que então circundavam a cidade. Aos poucos, o menino aprendeu a direção dos ventos, das águas, o nome dos bichos. Também aprendeu sobre as plantas e as árvores, identificava os pássaros e imitava o canto de cada um. Observavam as garças, as gaivotas, os biguás, os sócos e os martins-pescadores. Ou então, os dois irmãos iam passear na Lagoa Rodrigo de Freitas. Apesar das inúmeras histórias contadas pela mãe, de crianças que ficavam presas no lodo e nas plantas aquáticas do fundo da lagoa, Tom adorava nadar naquelas águas azuis. Num dia que se tornaria inesquecível, ele nadou pela primeira vez até o outro lado. Foi e voltou, mantendo sempre o mesmo nado ritmado e entusiasmando os amigos que torciam pelo sucesso da façanha.


Segue o vídeo da música e a letra para você acompanhar. 

Divirta-se...





Sabiá

Tom Jobim

Vou voltar!
Sei que ainda vou voltar
Para o meu lugar
Foi lá e é ainda lá
Que eu hei de ouvir
Cantar uma Sabiá...
Vou voltar!
Sei que ainda vou voltar
Vou deitar à sombra
De uma palmeira que já não há
Colher a flor que já não dá
E algum amor
Talvez possa espantar
As noites que eu não queria
E anunciar o dia...
Vou voltar!
Sei que ainda vou voltar
Não vai ser em vão
Que fiz tantos planos
De me enganar
Como fiz enganos
De me encontrar
Como fiz estradas
De me perder
Fiz de tudo e nada
De te esquecer...





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