quinta-feira, 28 de novembro de 2013

450 KG DE COCAÍNA ENTRE POLÍTICOS NÃO SÃO NOTÍCIA?

Os grandes traficantes dão carteiradas tão pesadas que nem a polícia federal pode parar, e esse helicóptero só foi pego pois alguém em algum momento deixou de receber o "faz-me rir" e o acordo foi quebrado, mas a grande questão é, quantas e quantas aeronaves cruzaram fronteira com "trocentos" kilos de cocaína, sem que ninguém as toquem, e chamam de traficante o borra botas que esta lá no morro vendendo o varejo. 

“Um helicóptero lotado de COCAÍNA.
Não era o garoto negro da esquina! 
Era um DEPUTADO transportando sua fortuna! 
Tem muitos outros disfarçados falando bonito. 
Ganhando Rios de dinheiro. 
E você acha que o traficante tá na favela! 
Olhe para o Congresso Nacional, para os gabinetes onde não fica pó na mesa. 
De quem é essa COCAÍNA? 
Não é minha com certeza!” 
(Tico Santa Cruz) 

Já dizia Marcola { não é apologia a bandido , mas faz sentido } : - Solução? Não há mais solução, cara… A própria ideia de “solução” já é um erro. Já olhou o tamanho das 560 favelas do Rio? Já andou de helicóptero por cima da periferia de São Paulo? Solução como? Só viria com muitos bilhões de dólares gastos organizadamente, com um governante de alto nível, uma imensa vontade política, crescimento econômico, revolução na educação, urbanização geral; e tudo teria de ser sob a batuta quase que de uma “tirania esclarecida”, que pulasse por cima da paralisia burocrática secular, que passasse por cima do Legislativo cúmplice (Ou você acha que os 287 sanguessugas vão agir? Se bobear vão roubar até o PCC…) e do Judiciário, que impede punições. Teria de haver uma reforma radical do processo penal do país, teria de haver comunicação e inteligência entre polícias municipais, estaduais e federais (nós fazemos até conference calls entre presídios…). E tudo isso custaria bilhões de dólares e implicaria numa mudança psicossocial profunda na estrutura política do país. Ou seja: é impossível. Não há solução.






A Polícia Federal realizou na segunda-feira (25) uma das maiores apreensões de cocaína de sua história, ao flagrar nada menos que 450 quilos de cocaína na carga de um helicóptero pilotado pelo assessor parlamentar Rogério Almeida Antunes. O que já seria uma notícia de destaque ganhou mais ênfase pelo fato de o aparelho pertencer à Limeira Agropecuária, empresa do deputado estadual Gustavo Perrella (Solidariedade-MG). Outro componente bombástico está na informação de que Gustavo é filho e protegido político do senador Zezé Perrella (PDT-MG), ex-presidente e sempre manda-chuva no Cruzeiro Esporte Clube, que acaba de se sagrar campeão brasileiro de futebol.
Todo manual de jornalismo explica que um caso como esse deve, necessariamente, ganhar um grande destaque em qualquer veículo de comunicação que se preze. Nele estão reunidos todos os elementos de uma história de repercussão. Tanto mais pelo histórico de suspeitas e denúncias que cercam a vida dos Perrella, especialmente do senador Zezé. No entanto, o chamado principal veículo de comunicação do País, o Jornal Nacional, da Rede Globo, não divulgou, em sua edição da mesma segunda-feira, poucas horas, portanto, depois da divulgação da apreensão, nenhum segundo a respeito do fato. Uma notícia quentíssima virou, ali, uma não notícia.
O jornal O Globo, também da família Marinho, fugiu da história. E o jornal Folha de S. Paulo, da família Frias, que já usou muita tinta para histórias de menor repercussão, noticiou o caso com cuidado e discrição, protegendo nomes e históricos. Perderam os espectadores e leitores, mas, principalmente, perderam esses veículos, cujos critérios de seleção de notícias ferem cada vez mais os interesses do público.
O espanto pelo boicote ao fato é maior ainda quando se verifica o currículo dos Perrela. O deputado Gustavo, que a princípio procurou se afastar de seu piloto, na verdade o havia nomeado assessor na Assembleia Legislativa de Minas. Um cargo de confiança. Prometeu, para hoje (27), a exoneração de dele, mas, até o início da tarde, nada ocorrera oficialmente.
Quanto ao pai de Gustavo, o conhecido Zezé Perrella, as polêmicas vão ainda mais longe. Em 2011, quando ele era suplente do então senador Itamar Franco, o Ministério Público de Minas Gerais deu início a investigações para desvendar como o parlamentar comprou uma fazenda avaliada em cerca de R$ 60 milhões no município de Morada Nova de Minas (vídeo abaixo), a 260 quilômetros de Belo Horizonte. A suspeita é de enriquecimento ilícito.




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